19.8.15

ARNEIRO (Nisa): Quercus alerta para centenas de quilos de lagostins mortos no rio Tejo

A associação ambientalista Quercus alertou hoje para a existência de centenas de quilos de lagostins mortos no Tejo, na zona do Arneiro, Vila Velha de Ródão, e garantiu que a água do rio se encontra "preta" devido à poluição.
"A água está com uma cor preta, escura, e os lagostins que estavam nas armadilhas dos pescadores estão todos mortos. São centenas de quilos", disse hoje à agência Lusa Samuel Infante, da Quercus.
Segundo o ambientalista, o alerta foi dado pelos próprios pescadores da zona, cerca das 10:00. Adiantou também que o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da Guarda Nacional Republicana (GNR) de Castelo Branco e de Nisa já está a caminho de Vila Velha de Ródão.
"Infelizmente, apesar dos alertas e das denúncias, estas situações continuam a ocorrer. Sabemos que o Ministério Público está a tomar algumas diligências e a Quercus está também a preparar uma ação judicial".
Samuel Infante sublinha que o crime compensa: "Pagar multas não resolve a situação, têm que ser tomadas outras medidas mais eficazes".
O ambientalista disse ainda que "continuam a fazer-se descargas e os resultados estão aí, com a agravante de que se está num período de seca e que há um caudal menor [no rio Tejo] vindo de Espanha".
Nestas condições, as fontes de poluição "atingem ainda níveis de concentração mais elevados. Se o caudal do rio fosse maior, o impacto não seria tão grave", concluiu.
In LUSA – 19/8/2015

NISA: Mensagens sobre a morte de José Luís Tomás Bruno

Para ti José Bruno
Não é fácil escrever quando estamos em choque com a tua partida José Bruno!
Tu, José Bruno, um grande cidadão, um grande homem, professor, diretor e amigo, um ser humano excecional, deixaste-nos sem aviso, assim, à pressa, a roubar tempo à morte para descansares nos braços do teu amor, a tua Gracinha!
Quem não te conheceu, quem não teve o privilégio de aceder ao intramundo onde muitas vezes te resguardavas, não conheceu a diversidade, a riqueza, a beleza, a humildade e o humanismo da tua pessoa!
A dor da tua partida, querido amigo, perdurará para sempre nos nossos corações e as nossas vidas ficarão mais vazias sem ti.
Sem ti, perde a tua família, que amavas profundamente e perdemos nós, os teus amigos, a Escola e o concelho de Nisa.
O Neto, o Veríssimo, a Mendes e a Almeida, era assim que nos tratavas, não deixarão que a tua memória se apague nas salas, nos corredores, em cada recanto do Centro Escolar porque o Centro, és tu!
Até já querido amigo!
(Mensagem da Escola Prof. Mendes dos Remédios, lida na cerimónia fúnebre)
A “descoberta” da música aos 60 anos
Estive hoje na despedida precoce deste "Lobo" da educação, o professor Bruno era um homem muito respeitado no meio escolar.
Quanto à música, sei que iniciou aos 60 anos a aprendizagem do saxofone, com muita carolice dele e desse "grande homem" - António Charrinho, seu dedicado professor...Não é fácil ensinar música a alguém com idade sénior, está provado cientificamente que já não temos demasiadas qualidades para este tipo de aprendizagens e a carreira do Engº Bruno foi uma luta árdua mas gratificante. Foi progredindo lentamente, sempre com muita força de vontade, guiado pelo sonho de ser músico filarmónico. Tocava horas... E quando o Homem sonha, acontece. O Bruno estreou-se no 25 de abril de 2014 e foi notícia pois não é todos os dias que alguém com 62 anos se estreia a tocar numa banda filarmónica. Serviu de exemplo a muita gente. Com paixão e determinação, tudo é possível.
O percurso musical deste nosso amigo foi curto, mas vai repleto de felicidade. A sua cara era toda sorrisos quando se fardava e juntava com mais bandas. Adorava ver os miúdos a tocarem tão bem ou melhor do que ele. Era muito modesto, qualquer coisa que para os outros músicos era banal, para o Bruno tinha um significado imenso, era um deslumbre. Não me posso esquecer da alegria e da vontade de aprender que demonstrou numa formação que fez este ano com o saxofonista Miguel Monteiro, Foi um aluno embevecido com o professor e ávido pelo conhecimento, curiosamente, melhorou muito a sua qualidade e projeção de som... Por último, teve a honra de participar em vários ensaios públicos da FISENA, que se estreou no Andanças, por acaso sem o colega Bruno, mas esteve presente nos seus dois últimos ensaios públicos em Arronches e Gáfete, respetivamente.
O Bruno viveu os seus últimos dois anos numa completa felicidade por ter cumprido este sonho da idade sénior. Há outra coisa de que não me esqueço...o Bruno ficava pasmado com o espírito de amizade que via entre todos os músicos das várias bandas do nosso distrito e dizia que se tivesse sido possível, tinha sido músico muito mais cedo.
Partiu um bom Homem, é um exemplo que deve ser dado a todas as pessoas que se acomodam com a idade. Atenção que o Bruno, com 63 anos, ainda era um jovem e não merecia ter-nos deixado tão cedo, logo agora que estava finalmente preparado para "beber" tudo o que da música se pode aproveitar.
Em meu nome, de toda a Direção e órgãos sociais da Federação de Bandas e de todas as filarmónicas e orquestras do distrito, só me resta dizer: "Obrigado, Engº Zé Luís Bruno, por ter sido um colega empenhado, dedicado e amigo e por ter dado um enorme exemplo a todas as comunidades das nossas terras. A música fica mais pobre sem pessoas como o Bruno. Paz à sua alma e condolências à família, à Soc. Musical Nisense e ao Agrupamento de Escolas de Nisa".
Muito obrigado,
Prof. Miguel Baptista - Pres Dir FBFDP e colega na FISENA
Nisa perdeu um Nisense e um amigo
Foi com uma profunda tristeza que soube do falecimento do Eng. Bruno.
Fizemos percursos de vida semelhantes, nos anos 70 lá fomos para Lisboa estudar engenharia, ficando hospedados na mesma casa. Assim, houve um estreitar de relações que se manteve sempre até á sua prematura partida.
A Escola de Nisa perdeu um responsável que lutou para que o seu desempenho fosse digno. Recordo a análise que o Eng. Bruno apresentou sobre a execução dos objectivos que a sua escola, Agrupamento de Escolas de Nisa, se proponha.
A última conversa que mantivemos foi no início deste Agosto, onde ele me manifestou a sua alegria em participar na Sociedade Musical Nisense. Que força de vontade e de exemplo de vida para todos nós!
João Santana

17.8.15

MONTALVÃO: Festas da Vila em honra da Senhora dos Remédios

As Festas da Vila em honra de Nossa Senhora dos Remédios vão animar durante cinco dias, de 4 a 8 de Setembro, a localidade raiana de Montalvão, no concelho de Nisa e no extremo norte do Alentejo.
O programa dos festejos aqui fica, ao cuidado de residentes e forasteiros com o convite para uma visita a esta antiga vila cheia de história e tradições, localizada a dois passos do magnífico rio Sever e da vizinha Espanha. A festa taurina e a romaria à Senhora dos Remédios são os principais destaques desta tradicional festa.
PROGRAMA
Dia 4 – Sexta-feira
16 H – Abertura do bar
21, 45h – Música e baile com o grupo Ténis Bar
02,30h – A festa prossegue com a música do dj Andy John
Dia 5 – Sábado
10,30 H – Peditório da Colcha
16,30H – Tourada à Vara Larga – Gado da Ganadaria Simão (Póvoa e Meadas)
21, 45h – Música e baile com a famosa Banda Giga
02,30h – Abana o capacete, desta vez ao ritmo de Poppy
Dia 6 – Domingo
16,30 H – Tourada à Vara Larga e Concurso de Pegas. Participação dos Forcados Amigos da Penha (Portalegre) e Amigos de Santo António das Areias. A banda da Sociedade Musical Nisense animará este grandioso espectáculo taurino
21,45H – Marco Paulino traz a animação musical e convida para um pezinho de dança
Dia 7 – Segunda-feira
15h - Abertura do bar
16H – Jogos tradicionais no recinto das festas
21, 45h – Música e baile com o Duo Eclipse
Dia 8 – Terça-feira
É o dia da tradicional romaria à Senhora dos Remédios, a 2 quilómetros da vila, onde será celebrada Missa e Procissão pelo meio-dia.
Depois e junto à ermida a música de Marco Paulino animará os romeiros.
Às 16 H e no recinto anexo à ermida haverá Tourada à Vara Larga, novamente com a colaboração da Ganadaria Simão (Póvoa e Meadas).

OPINIÃO: "Quando uma porta se fecha abre-se sempre uma janela. Será?"

 A afirmação que assumo como título deste texto, o último a ser subscrito como Coordenador da USNA/cgtp-in é a transcrição de um ditado popular usado na nossa região.
A dúvida colocada é justificada tão só pela proximidade da data em que deixo a coordenação da União e procuro "acertar o passo" com o que quero que seja o meu futuro imediato.
Os projectos, em particular os que deixaram de ser projectos de vida para se assumirem como o projecto de uma vida, como foi o caso, marcam-nos sempre, mesmo que o não queiramos admitir. Este não foi diferente, tanto mais que o Movimento Sindical de classe e a União fazem parte da minha vida desde a juventude. Foram a  família mesmo antes de ter constituído a minha família.
Quando casei em 1980, quando nasceram os meus filhos, hoje com 34 e 31 anos, os meus dias (e tantas vezes as noites) eram guiados a partir da velha sede da União, na Travessa da Liberdade, no edifício onde hoje está sediada a delegação local do Novo Banco.
Ali, com outros camaradas e amigos, desenhei o programa das comemorações do 1º de Maio de 1978 e com o Joaquim Miranda então à frente do Secretariado Distrital das UCP's e Cooperativas e o António Ramos do Sindicato Agrícola, preparámos a vinda e distribuição das máquinas agrícolas oferecidas pela União Soviética às cooperativas do distrito.
Ali, com dezenas de outros camaradas, defendemos o edifício perante a turba enraivecida convocada pela CAP para o Rossio, naquela que seria a primeira manifestação da CAP a sul do Tejo. 

Foi ainda a partir daquele edifício, onde estavam sediados o Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura, o Secretariado das UCP´s e Cooperativas e a União dos Sindicatos do Distrito de Portalegre, que planificámos, coordenámos e dirigimos a primeira Greve Geral realizada no pós 25 de Abril.
Foram trinta e sete anos de intensa actividade em que percorri com muitos outros o caminho que une a minha condição de jovem acabado de deixar o serviço militar obrigatório (os vencedores do 25 de Novembro passaram-me de forma compulsiva à disponibilidade a 2 de Dezembro de 1975) e profundamente empenhado no processo revolucionário e em particular no desenvolvimento das Unidades Colectivas de Produção Agrícolas, ao homem que ultrapassou os sessenta, marido, pai e avô que continua a acreditar que os homens e mulheres, todos e todas hão-de um dia libertar-se das grilhetas e, como dizia o poeta referindo-se ao Alentejo, hão-de cantar!
Agora aos 24 dias de Junho de 2015, 37 anos depois daquela noite de Fevereiro de 1978, é preciso aprender a gostar de mim. Aprender a libertar-me dessa carapaça que me acompanhou ao longo de décadas e a tornar possível que sejam outros e outras, jovens, entusiastas e sonhadores a assumirem o seu papel.
Procurar (acreditem que não vai ser fácil) estar disponível se solicitado sem atrapalhar quem ficou e assumir novos projectos e batalhas.
Diogo Serra - 2015-06-24 

14.8.15

NISA: Faleceu o Engenheiro Bruno



José Luís Tomás Bruno, 63 anos, engenheiro técnico electrotécnico, professor, director do Agrupamento de Escolas de Nisa, faleceu ontem, dia 13 de Agosto, cerca das 22 horas, vitimado por doença cardíaca.
O funeral do popular professor, que fez de Nisa a sua terra de adopção, realiza-se amanhã, dia 15 de Agosto (sábado) pelas 8 horas da manhã, saindo o cortejo fúnebre da Igreja da Misericórdia.
Na próxima edição do semanário “Alto Alentejo” daremos notícia mais desenvolvida sobre este infausto acontecimento, aproveitando a oportunidade para endereçar a toda a família enlutada as nossas sentidas condolências.

CDU em defesa da escola pública e do direito à educação

 CDU diz não à municipalização do ensino e ao encerramento de escolas
"A Escola Pública assume-se como uma das mais relevantes conquistas civilizacionais do século passado em Portugal, alcançando com o 25 de Abril uma dimensão universal ao consagrar, na Constituição, o direito de todos à Educação. É desde então, inegável o contributo desta na concretização das aspirações dos cidadãos e no desenvolvimento do país. É também inequívoca a responsabilidade incumbida ao Estado de garantir a igualdade de oportunidades no acesso ao ensino.
A Educação é claramente umas das funções sociais do Estado, que está obrigado, por via constitucional, a promover uma Educação que “(…) contribua para a igualdade de oportunidades, a superação das desigualdade económicas, sociais e culturais, o desenvolvimento da personalidade (…) para o progresso social e para a participação democrática na vida coletiva” (artigo 73.º  da Constituição da República Portuguesa).
Obrigação que a Lei de Bases do Sistema Educativo vem ainda reforçar, determinando que “É responsabilidade do Estado promover a democratização do ensino, garantindo o direito a uma justa e efetiva igualdade de oportunidades no acesso e sucesso escolares.”.
A vontade do Governo PSD/CDS, que encontra também acolhimento no PS, tal como se verifica aqui no Crato e noutras câmaras de maioria PS, de “sacudir a água do capote” com o “Programa Aproximar Educação” e passar a Educação para os municípios a pretexto da promoção de uma “diversificação da oferta educativa e formativa e definição de planos curriculares”, representa uma desresponsabilização clara do Estado, municipalizando transitoriamente essa função para progressivamente ir abrindo caminho à privatização do ensino.
A provar este objetivo, temos não só o exemplo do que aconteceu com as Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC), como ainda o empenho obsessivo, dos sucessivos Governos PS, PSD e CDS, no ataque cerrado às funções sociais do Estado que, depois de desmanteladas tornam-se áreas de negócio para os interesses privados, tal como se tem verificado com a Saúde.
Por outro lado, estes mesmos Governos foram degradando as condições de ensino e desmantelando a Escola Pública, gratuita, democrática, de qualidade e inclusiva (com o encerramento de centenas de escolas, a criação dos mega-agrupamentos, o aumento do número de alunos por turma, o agravamento da carência de professores, funcionários, profissionais de educação especial, psicólogos e outros profissionais), e foram abrindo espaço e apadrinhando o ensino privado, como se pode verificar com o seu financiamento direto e com o chamado “cheque-ensino”.
A municipalização do ensino promove um currículo espartilhado que põe em causa o seu carácter universal, corroendo um instrumento fundamental, a Escola Pública, de combate às desigualdades económicas e socias, às assimetrias regionais, promotor de inclusão de todos e de cada um, independentemente das suas condições económicas e sociais, das suas especificidades pessoais ou características culturais.
Descentralizar não é por certo municipalizar o ensino, até porque o “Programa Aproximar Educação” não passa de uma transferência de competências e as suas bases contratuais, elaboradas no maior secretismo, atropelam vários instrumentos legais, nomeadamente a Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, com a sucessiva violação dos direitos dos docentes e outros trabalhadores.
Como tal, a CDU não pode deixar de saudar as iniciativas promovidas pela FENPROF e outras organizações sindicais de Professores, nomeadamente o SPZS: a apresentação de uma Petição na Assembleia da República, que encontrou apoio nos dois partidos da coligação (PCP e PEV) com a apresentação de projetos de resolução; as providências cautelares; e a Consulta aos educadores e professores, fortemente participada, que traduz não só um grande civismo, como foi uma expressão esmagadora da recusa da municipalização da educação.
 No Distrito de Portalegre participaram 882 professores, tendo o NÃO obtido 860 votos. A grande recusa dos professores foi também acompanhada pela recusa da grande maioria dos municípios portugueses, reduzindo a apenas 15 os que aceitaram integrar o “projeto-piloto”. Lamentavelmente dois desses municípios são do Distrito de Portalegre, um do PS (Crato) e outro do PSD (Sousel), o que torna evidente as similitudes nas opções políticas destes dois partidos.
A CDU está convicta que, caso a municipalização do ensino se venha a concretizar, o agravamento das desigualdades nas oportunidades de acesso e sucesso escolares vão aumentar. O ensino vai perder o seu carácter universal virando uma manta de retalhos que vai não só afetar a sua qualidade como gerar novas barreiras no acesso a níveis superiores. O carácter de equidade social e territorial será irremediavelmente posto em causa agravando ainda mais as desigualdades sociais e as assimetrias regionais existentes, o que torna preocupante o facto de num distrito tão despovoado, envelhecido e votado ao abandono como o de Portalegre, os eleitos do PSD e do PS em dois municípios (Crato e Sousel) tenham acedido a hipotecar o futuro dos seus jovens e o seu desenvolvimento.  
A CDU está também preocupada e indignada com mais encerramentos de escolas no Distrito de Portalegre. Cada escola que desaparece leva a uma perda de vida nas aldeias ou bairros onde ela se inseria, a um aumento do percurso e das horas passadas fora de casa pelas crianças e ao consequente aumento do seu cansaço, a uma quebra da relação entre a família e a escola e a uma maior concentração de crianças e jovens de idades muito diferenciadas no mesmo espaço, o que é gerador de problemas. Por detrás destas decisões do PS, PSD e CDS estão escolhas e medidas meramente economicistas e não preocupações de ordem pedagógica, como sempre gostam de invocar.
A candidatura da CDU por Portalegre às próximas eleições legislativas, compromete-se a lutar intensamente, em articulação com os eleitos CDU nas autarquias, para travar a destruição deste bem civilizacional único que é a Educação e a Escola Pública.
Só o reforço da CDU tanto no distrito, como a nível nacional, permitirá inverter de forma decisiva esta situação."  
Crato, Distrito de Portalegre, 13 de agosto de 2015

12.8.15

NISA: Sabe onde mora? (3) - A antiga Rua do Mártir

 A Rua Dr. José Falcão ( antiga Rua do Mártir)
Quem é este José Falcão que tem o seu nome na antiga (e sempre popular) Rua do Mártir?
No texto que segue, damos a conhecer esta figura da 1ª República e também um pouco da história da Rua a que povo continua a chamar do Mártir, por ser caminho que conduz ao largo e à capela de S. Sebastião (o Mártir Santo).
A rua Dr. José Falcão limita a norte com o largo 5 de Outubro (antigo largo do Terreiro), rua das Romeiras e rua 31 de Janeiro (antiga rua das Videiras), e a sul com o largo do Mártir, a rua dos Loureiros, a Estrada da Circunvalação e a rua da Fonte Nova (Gago Coutinho).
As placas toponímicas nada dizem sobre a personalidade que deu nome á rua nem sobre a anterior designação. Um aspecto, como tantos outros na toponímia local, que urge resolver.
DR. JOSÉ FALCÃO
José Joaquim Pereira Falcão (Miranda do Corvo, 1 de Junho de 1841 — Coimbra, 14 de Janeiro de 1893), mais conhecido por José Falcão, foi um professor de Matemática na Universidade de Coimbra e político republicano.
Nasceu no lugar da Pereira, concelho de Miranda do Corvo em 1 de Junho de 1841 e morreu em Coimbra a 14 de Janeiro de 1893.
Matriculou-se em 1858 nas faculdades de Matemática e Filosofia, doutorando-se em Matemática a 31 de Julho de 1865. Em 8 de Setembro de 1870 foi nomeado lente substituto de Matemática e ajudante do Observatório Astronómico de Coimbra, tendo apresentado a concurso o seu trabalho chamado Comparação do methodo teleologico de Wronski com os methodos de Daniel Bernouilli e Euler, para a resolução numérica das equações. Em 7 de Maio de 1874 foi promovido a lente catedrático e a 13 de Março de 1888 ascende a primeiro astrónomo e é nomeado director interino do Observatório em 28 de Julho de 1890. Foi regente das cadeiras de Mecânica Celeste e Astronomia.
Dotado de um espírito liberal, foi grande defensor das ideias republicanas, colaborando assiduamente nos jornais republicanos do país, especialmente sobre assuntos de ensino. No entanto, segundo o seu colega Teixeira de Queirós, terá defendido:
O partido republicano luta pelo país e não pela República. Se a Monarquia nos pode salvar, que nos salve.
Sem nome de autor, publicou a Cartilha do Povo, que foi um dos escritos mais notáveis da propaganda republicana.

Quando da malograda revolta de 31 de Janeiro, coube-lhe assumir a autoridade em Coimbra, onde uma parte importante da academia e de elementos populares estava preparada para agir. Após o seu fracasso, José Falcão foi encarregado de reorganizar o partido republicano no Porto, para o que escreveu artigos políticos na Voz Pública e reuniu ali uma assembleia de que saiu o Manifesto, que ele próprio redigira.
Proposto deputado em 23 de Outubro de 1892, não tardou que a morte viesse cortar a sua carreira profissional e política.
O dia 1 de Junho, data de nascimento de José Falcão, foi também a data escolhida para a comemoração do feriado municipal de Miranda do Corvo. A praça envolvente ao edifício dos paços do concelho de Miranda do Corvo recebeu o seu nome.
in wikipédia

Candidatura da CDU às Legislativas presta declarações sobre Municipalização do Ensino

Amanhã, dia 13 de Agosto pelas 10h, no Crato, a cabeça de lista da CDU às Legislativas por Portalegre, a dirigente do PEV Manuela Cunha, prestará declarações à comunicação social, no quadro de uma conferência de imprensa desta Coligação sobre a municipalização do ensino, junto à entrada da Escola Básica Ana Maria Ferreira Gordo.
 Relembramos que os Municípios do Crato e Sousel, assinaram os contratos interadministrativos de delegação de competências com o Governo, contratos estes que foram alvos de uma providência cautelar por parte do Sindicato dos Professores da Zona Sul (SPZS), e contestados pelos eleitos locais da CDU. Por seu lado, os dois partidos da Coligação (PCP-PEV), através das suas representações parlamentares na Assembleia da República, também se opuserem à municipalização do ensino e apresentaram Projetos de Resolução para travar a mesma, por considerarem que é um ataque à Escola Pública e ao direito à educação para todos.
Desde já convidamos os senhores e senhoras jornalistas a estarem presentes nesta conferência de imprensa que terá lugar pelas 10h, junto à Escola Básica Ana Maria Ferreira Gordo.
Pl’o Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”

7.8.15

NISA: Celebração de missa na ermida de S. Lourenço

"No dia de S. Lourenço vai à vinha e enche o lenço"
10 DE AGOSTO É DIA DE SÃO LOURENÇO
Neste dia vamos todos à ermida de São Lourenço.
18h - Missa na ermida
Não deixemos morrer as nossas tradições.
Participemos!
Depois de tantos anos em ruínas, em 2004 iniciou-se a reconstrução da ermida. Em 2005 foi benzida.
Já passaram 10 anos da restauração da capela de São Lourenço.
Vamos todos a São Lourenço!
Não deixemos morrer as nossas tradições!
Somos todos convidados, apesar da capela pequena, a participar na celebração às 18h, na próxima 2ª feira.
Não conhece a história de São Lourenço?
São Lourenço sofreu o martírio durante a perseguição do imperador romano Valeriano, em 258. Era o primeiro dos sete diáconos da Igreja romana.
A sua função era muito importante junto do Papa.Como diácono, São Lourenço tinha o encargo de assistir o papa nas celebrações; administrava os bens da Igreja, olhava pelos necessitados, pelos órfãos e viúvas.
Foi executado quatro dias depois da morte do Papa Sisto II e de seus companheiros.
O imperador concedeu-o a um suplício especialmente cruel: amarrado sobre uma grelha, foi assado vivo e lentamente. No meio dos tormentos mais atrozes, ele conservou o seu “bom humor cristão”.Dizia: “Vira-me, que deste lado já está bem assado … Agora está bom, está bem assado. Podes comer!…”

6.8.15

NISA: Sabe onde mora? (2)

O LARGO DR. ANTÓNIO JOSÉ DE ALMEIDA
Na toponímia da vila de Nisa sobressaem os nomes de alguns vultos da 1ª República, entre os quais Heliodoro Salgado, com que iniciámos esta série de artigos, Manuel de Arriaga, José Falcão, Cândido dos Reis, Miguel Bombarda e outros.
António José de Almeida deu nome ao Largo defronte e em redor da Igreja Matriz de Nisa, um largo que teve sempre muita vida, até pela proximidade do principal edifício religioso de Nisa, e pela Rua Direita que lhe dá continuação e conduz aos Paços do Concelho. A artéria tem início logo após transpormos a Porta da Vila e liga à Rua de Santa Maria, ruinha típica, das mais fotografadas ( e mais sujas) de Nisa.O largo, mau grado as contínuas chamadas de atenção que temos feito para quem de direito (Câmara e Junta de Freguesia) permanece há alguns anos sem as competentes e obrigatórias placas de identificação, de tal maneira que às vezes me interrogo sobre o mal ou os “males” que o Dr. António José de Almeida, figura maior da República Portuguesa, terá feito aos nisenses, não encontrando explicação, para além daquelas que decorrem do laxismo e do habitual desinteresse sobre as coisas da história e da cultura que, infelizmente, também atinge muitos dos eleitos locais.
Quem foi o Dr. António José de Almeida? Entre muitas respostas e biografias possíveis, escolhemos esta do nosso amigo António Ventura, distinto professor universitário, texto publicado na sua página do Facebook e que revela alguns aspectos menos conhecidos de um dos grandes obreiros pela implantação da República. E deixamos, uma vez mais, a pergunta: quando tempo demorará ainda a recolocação das placas toponímicas indicando (informando) ser ali o Largo Dr. António José de Almeida? Quanto tempo mais, o crime de lesa memória e lesa história vai continuar?
Este alerta pode constituir a oportunidade para, além da (re)colocação das placas toponímicas, se juntar mais alguma indicação sobre o Homem e o Político. Deixamos as sugestões à consideração de quem de direito.
Recordando António José de Almeida, um político impoluto e exemplar.
Não está no Panteão Nacional.
" Nasceu a 27 de Julho de 1866 em Vale da Vinha, Penacova, filho de José António de Almeida e de Maria Rita das Neves Almeida. Estudou Medicina em Coimbra, concluindo o curso em 1895. Abraçou, então o ideal republicano. Em 23 de Março de 1890, publica no jornal Ultimatum o artigo «Bragança, o último», pelo qual foi condenado a três meses de prisão, depois e um julgamento em que foi defendido por Manuel de Arriaga. Em Novembro de 1890 assinou o «Manifesto da Academia de Coimbra», e a 15 de Janeiro de 1893, discursava no funeral de José Falcão. 1910 a revista Alma Nacional. Integrou o governo provisório saído da revolução de Outubro de 1910 como ministro do Interior Fundou e dirigiu o diário República, em Janeiro de 1911, por entre lutas internas no campo republicano que levarão ao fim da unidade. António José de Almeida fundou a sua própria formação partidária, o Partido Republicano Evolucionista, em 24 de Fevereiro de 1912. Apoiou a entrada de Portugal na Grande Guerra e chefiou o governo de «União Sagrada», em Março de 1916, acumulando com a pasta de ministro das Colónias.
Foi eleito Presidente da República em 6 de Agosto de 1919., ao fim do terceiro escrutínio, obtendo 123 votos, contra 31 de Manuel Teixeira Gomes e 13 brancos. Tomou posse em 5 de Outubro, e durante o seu mandato realizou uma visita ao Brasil, entre 17 de Agosto e 27 de Setembro de 1922. Mas internamente as lutas políticas e sociais intensificavam-se com o recurso mesmo a actos violentos, como os trágicos acontecimentos de 19 de Outubro de 1921 em que foram assassinados de António Granjo, chefe do Governo, Machado Santos e Carlos da Maia. Após ter sido substituído por Manuel Teixeira Gomes em 5 de Outubro de 1923, António José de Almeida continuou a colaborar no República, mas o seu estado de saúde agravava-se. Padecendo de gota, via-se limitado, numa cadeira de rodas.Em 1896, partiu para Angola e depois para São Tomé, onde exerceu a profissão de médico, durante sete anos e fundou a Associação Pró-Pátria destinada a ajudar a repatriação dos colonos europeus. Regressou a Lisboa em 22 de Julho de 1903 e continuou a exercer medicina ao mesmo tempo que se envolvia mais na luta política. Foi candidato a deputado republicano em 1905 e 1906, sendo eleito neste ano pelo círculo oriental de Lisboa. Em 20 de Novembro, os deputados republicanos foram expulsos da Câmara. Foi preso em 26 de Janeiro de 1908 e participou no Congresso Republicano de 1909, sendo-lhe atribuídas responsabilidades na organização da revolução destinada a mudar o regime. Fundou e dirigiu em

Foi iniciado em 31 de Julho de 1907, na sua residência, por comunicação pelo Grão-mestre Magalhães Lima, com o nome simbólico de «D. Álvaro Vaz de Almada», e filiado na Loja Montanha nº 214, do REAA., de Lisboa. Foi nomeado Venerável Honorário da Loja Redenção 285, do REAA, de Coimbra, em 31 de Julho de 1909. Eleito Grão-mestre do Grande Oriente Lusitano Unido após a morte de Magalhães Lima, não chegou a tomar posse devido ao seu estado de saúde, vindo a falecer em Lisboa, a 31 de Outubro de 1929."
Mário Mendes

3.8.15

MONTALVÃO: Colóquio e Exposição sobre a Arte Chocalheira



NISA: Apresentação pública do Plano Director Municipal (PDM)


A Câmara de Nisa anunciou, em cartaz que reproduzimos, uma sessão de Apresentação Pública do PDM - Plano Director Municipal. Sem qualquer comentário adicional e declaração de intenções, lembro, apenas, que pelas "minhas contas", o prazo de Discussão Pública do PDM - de acordo com o descrito no anúncio inserido no Diário da República - termina a 8 de Agosto.
Ora, isso leva-nos a outra questão. Mesmo dando de barato que o prazo de discussão pública, terminaria a 6 de Agosto, a anunciada Apresentação Pública do PDM já contemplaria (contém) as "reclamações, observações, sugestões ou pedidos de esclarecimento" que poderiam (deveriam) ser feitos até ao termo do referido período?
Nada tenho contra a revisão do PDM. Para mim ela (a revisão) só pecou por tardia e nesse aspecto o actual elenco camarário, bem como os trabalhadores municipais que se empenharam nesta tarefa, numa corrida contra o tempo e ganha "in-extremis" são merecedores dos maiores elogios.
Essa é uma questão e está resolvida. A outra, premente, respeita aos prazos a cumprir e ao direito à audição/discussão pública, que é de resto um dever por parte da autarquia, pois o PDM destina-se, em primeira instância aos munícipes que vivem (e resistem) no território concelhio.
Se porventura estiver enganado, agradeço que me corrijam, mas, por favor, respeitem o povo e os...prazos.
Mário Mendes  

2.8.15

OPINIÃO - Montalvão/Cedillo: Uma Pont(a)e de Esperança

No final do mês de Julho, a presidente da Câmara Municipal de Nisa, Idalina Trindade (PS) recebeu nos Paços do Concelho uma comitiva da Diputacion de Cáceres (órgão do governo regional) liderada pela presidente Rosário Cordero, tendo como principal tema na agenda a ligação transfronteiriça sobre o rio Sever ligando as duas regiões (Nisa e Cáceres).
Pela primeira vez, em muitos anos, que nos deparamos com uma enorme vontade política das duas partes em executar a obra que muita gente anseia.
A modificação que agora se verifica é fruto das ultimas eleições autonómicas/municipais em Espanha, que elegeu Rosário Cordero (PSOE) como presidente da diputacion, uma mulher de uma enorme sensibilidade e visão de futuro, como se pode atestar pelas suas primeiras ações politicas, com destaque para a visita aos vários concelhos da raia portuguesa, com os quais pretende manter uma estreita ligação e cooperação, pelo que nos dá a entender.
Do lado de cá (Nisa) também se sabe que existe no atual executivo uma real vontade em levar para a frente este projeto, o mesmo será dizer que as questões políticas colocadas anteriormente estão ultrapassadas, e isso é meio caminho para se poder concretizar o sonho das duas comunidades. Apesar de haver um grande entrave, que poderá em breve ser desbloqueado, espero eu, que é a questão não menos importante em relação ao financiamento da mesma, já que o anterior executivo de Cáceres (Partido Popular) devolveu à União Europeia os fundos que estavam alocados ao projeto inicial para a construção da ponte internacional sobre o rio Sever, por considerar que a mesma não era prioritária, para alem de ser muito dispendiosa e não trazer desenvolvimento acrescido para a sua região.

Saber ler os sinais que nos são apresentados, é fundamental para construir uma relação duradoira no médio e longo prazo, tal como na vida em geral, devemos seguir a mesma lógica na política. Por isso, neste caso, devemos acolher com as duas mãos e saber projetar esta nova fase das relações institucionais entre Nisa e Cáceres, e delas tirar os devidos dividendos.
Nunca como agora a cooperação entre povos foi tão necessária, porque juntos temos outra dimensão e podemos projetar mais longe a nossa voz (poder), e chegar com outro autoridade negocial junto das instituições centrais. É por aí que passa o nosso futuro, estabelecer parcerias e construir novas pontes que nos possam levar a um futuro mais próspero, e a gente desta raia esquecida, bem merecem.
Não podemos continuar neste impasse, necessitamos de desenvolvimento real, como pão para a boca, e isso também é fruto da ousadia dos líderes das comunidades que nos representam, lancem mãos à obra, a população agradecerá o vosso empenho e dedicação.
A esperança é uma miragem para a outra margem.
JOSÉ LEANDRO LOPES SEMEDO

AGOSTO: Temporã é a castanha que em Agosto arreganha

 Agosto, do latim augustus, é o oitavo mês do calendário gregoriano. É assim chamado por decreto em honra do imperador César Augusto. Antes dessa mudança, agosto era denominado Sextilis ou Sextil, visto que era o sexto mês no calendário de Rômulo. É dito com frequencia que o mês possui 31 dias porque César Augusto queria o mesmo número de dias do seu antecessor, porém, agosto (Sextilis) tem 31 dias desde a reforma feita por Júlio César. Esta teoria falsa foi inventada por Sacrobosco no século XIII e há bastante tempo que foi contestada.
De estaca prende o loureiro,
O alecrim, de raiz.
Tu dizes que não me queres
Mas fui eu que te não quis.
(Canc. Pop. Português) 
ASTROLOGIA (Agosto) – O homem que nascer sobre este signo será atrevido, arrogante e valente, muito inclinado à piedade, e, se se dedicar às letras, chegará a ser um sábio. Ver-se-à frequentemente rodeado de perigos, mas receberá o consolo de sues filhos. As honrarias e as dignidades virão ao seu encontro, mas depois de havê-las merecido pelo seu trabalho laborioso. Viverá muitos anos, mas não tanto como Matusalém, o avô de Noé.
A mulher será tímida, modesta, afável e caridosa, mas com propensão para casar cedo. Positiva e trabalhadora, ama a calma e a tranquilidade, mas está predestinada a viver até os seus bisnetos terem os primeiros dentes.
In “O Seringador” - 1992

ADÁGIOS DE AGOSTO
* Quem quiser mal à vizinha, dê-lhe em Maio uma sardinha e em Agosto a vindima.
* Couves em Agosto tumba à porta.
* Chuva em Agosto apressa o mosto.
* Em Agosto, vale mais vinagre que mosto.
* Em Agosto, toda a fruta tem o seu gosto.
* Temporã é a castanha que em Agosto arreganha
* Quando chove em Agosto, chove mel e mosto.
* Os nabos querem ver o luar de Agosto.
* Agosto, frio no rosto.
* Em dia de S. Lourenço (10) vai à vinha  e enche o lenço.
* Trovoada em Agosto melhora o mosto.
* Em Agosto deve o vinho ferver no carolo.
* Chuva em Agosto enche o tonel de mosto.
* Até 16 de Agosto, malha a teu gosto, depois, ao suor do teu rosto.
* Bom é o ano, quando em Agosto, sobre a castanha se chupa mosto.
* Se não debulhas em Agosto, terás sempre desgosto.
* Em Agosto aguilhoa o preguiçoso e sê cuidadoso.
* Em Agosto espingarda ao rosto.
* Agosto nos farta, Agosto nos mata.
* Em Agosto, sardinha e mosto.
* Nem em Agosto caminhar, nem em Dezembro marear.
* Não é bom o mosto colhido em Agosto.
* Quem em Agosto ara, riqueza prepara.
* Trovoadas em Agosto, abundância de uva e mosto.
 Datas comemorativas
01 -  Dia de Santo Afonso de Ligório
02 -  Dia de São Pedro Julião Eymard
03 -  Dia de São Nicodemos
07 -  Dia Internacional da Cerveja
09 -  Dia Internacional dos Povos Indígenas
12 -  Dia Internacional da Juventude
15 -  Assunção de Nossa Senhora

19 -  Dia Mundial da Fotografia

1.8.15

POESIA POPULAR: Décimas a um amigo que partiu

Poema a um amigo que partiu
Dentro da vila de Nisa
Triste caso se passou
Morreu o amigo Zé Camões
Que tanta pena deixou.
I
Tinha tudo planeado
Para um bom serão passar
Com filhos e netos a jantar
Na sua quinta, coitado
Aconteceu o inesperado
Veio a morte que nunca avisa
Qualquer um de nós desliza
Foi o que lhe aconteceu
Caiu no chão e morreu
Dentro da vila de Nisa.
II
Ele era muito engenhoso
Mas a morte é mais marota
A cautela é sempre pouca
Até ao mais cuidadoso
Qualquer degrau é perigoso
E ele nunca pensou
Nem sequer imaginou
Que lhe acontecesse tal
E no seu próprio quintal
Triste caso se passou.
III
O que está para vir ninguém sabe
Nem ninguém vai adivinhar
Deixou dois filhos a chorar
E uma viúva, a Piedade
A morte só tem maldade
E nunca tem opções
E ninguém tenha ilusões
Que desta vai escapar
Tremi quando ouvi comentar
Morreu o amigo Zé Camões.

IV
Dezassete de Julho foi o mês
Dois mil e quinze o ano
Que esse acidente tirano
Uma família desfez
Eram e são unidos de vez
Para justificar cá estou
Ainda bem que ele plantou
Raízes como ele igual
Mas abalou o pilar principal
Que tanta pena deixou.
António Elias Estróia (Julho 2015)

NISA: Memórias de Outros Tempos no Museu do Bordado e do Barro


NISA: Câmara assina contrato de trabalho com Sapadores Florestais


Na sequência de procedimento concursal, a Câmara Municipal de Nisa celebra contrato para o preenchimento de cinco postos de trabalho de Assistente Operacional na área de Sapador Florestal.
Os sapadores florestais integram o Serviço Municipal de Protecção Civil e o Gabinete Técnico Florestal e entre as suas funções consta a gestão florestal e defesa da floresta designadamente através de ações de silvicultura, gestão de combustíveis, acompanhamento na realização de fogos controlados e realização de queimadas. 
Participam na abertura, manutenção e beneficiação de caminhos e de outras infra- estruturas, e nas ações de controlo e limpeza de bermas e valetas.
Os sapadores intervêm na sensibilização do público para as normas de conduta em matéria de natureza fitossanitária, de prevenção, do uso do fogo e da limpeza das florestas. Têm intervenção na vigilância das áreas florestais e, quando tal seja reconhecido pela Guarda Nacional Republicana, participam no combate a incêndios florestais e nas operações de rescaldo e vigilância pós-incêndio.
CMNisa

ALPALHÃO: Festas populares 2015