9.4.13

GAVIÃO: Professora nisense homenageada no 25 de Abril

A professora nisense, Maria Hermínia da Conceição Louro Seara Pires vai ser homenageada pelo município do Gavião, por ocasião do programa das comemorações do 25 de Abril que a autarquia tornou público. No dia 25 de Abril, pelas 10,30h e após o içar da bandeira junto aos Paços do Concelho, com actuação da Banda Juvenil do Gavião e guarda de honra, a cargo dos Bombeiros Municipais do Gavião, tem lugar a cerimónia de entrega das Bolsas de Estudo aos Alunos do Ensino Superior do ano lectivo de 2012-2013, e da entrega da Medalha de Mérito Municipal, Grau Ouro, à professora Maria Hermínia da Conceição Louro Seara Pires.
O programa comemorativo do 25 de Abril prossegue até final do mês com diversas actividades desportivas e culturais destacando-se, de entre estas, no dia 27, pelas 15 horas, a inauguração do Museu do Sabão, em Belver e duas horas mais tarde, o início do 1º Encontro de Acordeonistas de Belver, que inclui a cerimónia de homenagem ao acordeonista Martinho Pereira e o lançamento de um CD.

7.4.13

MEMÓRIA DE NISA: Petição em 1840 por melhor distribuição do correio


Em Março de 1840, em plena Monarquia, alguns cidadãos de Nisa, usando das prerrogativas que a lei lhes conferia, nomeadamente, do Direito de Petição, (invocado no documento que transcrevemos) dirigiram-se à Câmara Municipal denunciando o mau serviço prestado pelos correios e exigindo a melhoria deste serviço.
É um documento exemplar, escrito há mais de século e meio e que nos remete para os dias de hoje onde, face à má prestação de alguns serviços essenciais à vida dos cidadãos, se exigiriam tomadas de posição semelhantes.
16/3/1840 – Copia de hum requerimento feito à Câmara
Illmos Senhores
Penozo he aos habitantes desta Vila abaixo assignados ter que servir-se do direito de petição consignado no artº 15 da Constituição Política da Monarchia para reprezentar a esta Illustre Câmara Municipal contra o mao serviço que esta prestando aos habitantes deste concelho o Estafeta que he pago por esta Municipalidade para que lhe traga as suas correspondências nas terças-feiras e sábados de cada semana as oito horas da manhã desde o 1º de Abril até ao ultimo de Outubro e às onze horas o resto do anno, condição expreça no contrato que com o mencionado Estafeta fez esta Câmara como consta do Accordo de 21 e 25 de Janeiro de 1837 socedendo que lá já trez correios terem recebido os Requerentes as suas correspondências ás 9 horas da noite daquelles dias com grave prejuízo de seus enteresses pois que os negócios dos particulares não podem ter andamento regular com a alteração mencionada nas horas de chegada do correio. Afim disso os suplicantes teem sempre grande anciedade em receber noticias sobre os
acontecimentos que rapidamente se estão socedendo na Península e a demora de hum quarto d´hora lhe he summamente penoza. Não podem os abaixo assignados persoader-se como se diz que o Exmo Administrador deste Districto he quem tem demorado o Estafeta porque sendo elle estabelecido e pago para o serviço e cómodo dos habitantes deste concelho, e sendo a Auctoridade esencialmente benéfica não quererá de sorte o encomodo de seus Administrados quando está a seu cargo procurar-lhes todas as vantagens e os seus antecessores que sempre mandaram a correspondência official pelo Estafeta nunca o demorarão e quando sobrevinha algum cazo extraordinário não só mandavão próprios pagos por aquella repartição mas até pagavão aos que os Ad. do concelho estão auctorizados a henviar em edenticas circunstancias, não sendo o Estafeta  deste concelho correio da Administração Geral, o Correio assestente de Portalegre tem obrigado o Estafeta a levar correspondência que vai para aquella cidade fixada na malla a onde leva as cartas para as outras terra do Reino a qual só abre no momento que chega o correio de Lisboa do que rezulta não poderem os habitantes deste concelho receber respostas as suas cartas na volta do Estafeta.
Se he de Ley que todas as cartas cheguem fechadas às mãos do correio assestente deve este abrir a malla e fazelas distribuir logo que o Estafeta ali chega para que possa trazer as respostas; ainda que esta pratica seja contraria aos uzos de tempo emmemoriais pois sempre o Estafeta distribuio as cartas que leva para Portalegre podendo deste modo trazer as respostas que leva efirmados neste costume porerão Vªs Sªs em
condição ao actual Estafeta que o porte das cartas pª Portalegre e vesse verssa seria de grassa em atenção ao ordenado que recebe como se ve dos Accordos já citados.
Esperão os requerentes que Vªs Sªs se servirão dar as providencias que lhe parecerem mães adequadas para se removerem os embaraços que deixam apontados.
Carta dirigida ao Illº Sr. Presidente e Mºs  da Câmara Municipal se dignem deferir-lhes
Assignaram: Francisco Xavier de Sampaio Salgueiro
José Maria Deniz Pancas
O vigário encommendado Francisco Manuel Queimado
Joaquim de Moura Rosa
José Manoel de Salgueiro Eça 
(NR: Assinaram, além destes, mais de vinte munícipes do concelho)

NISA: Juntas promovem convívio na Senhora dos Prazeres


JORNAL DE NISA: As capas do mês de Abril (5)

As comemorações dos 25 anos do 25 de Abril eram, naturalmente, o destaque da edição nº 32 do "Jornal de Nisa" saída a público no dia 28/4/1999. Na capa, chamávamos a atenção para um artigo de José Dinis Murta sobre os 200 anos da Igreja de S. João no Monte Claro e sobre o programa "Horizontes da Memória" dedicado ao concelho de Nisa e que viria a suscitar acesa polémica. Mas isso foi no século passado e numa edição onde a equipa de futebol do Nisa e Benfica merecia foto de primeira página, após ter vencido o campeonato distrital da 2ª divisão.
Ah! Nesse tempo, os sinos da torre do relógio e o dito cumpriam, eficazmente, a sua função: assinalavam, sonoramente, os quartos e as horas da vida dos nisenses.

6.4.13

OPINIÃO: Abril, ainda e sempre, tempo de Esperança


PAZ,...PÃO.., TRABALHO, ....NO ABRIL QUE PERMANECE ?
A ESPERANÇA? OU O  DESESPERO DA POLÍTICA ACTUAL?
O TEM DE SER OU A RENOVADA E REDOBRADA  CRIATIVIDADE DAS SOLUÇÕES COM AMOR QUE MOBILIZE OU DA FORMA GÉLIDA ADOPTADA PELA ACÇÃO POLÍTICA ACTUAL?
A ( RE) MOÇÃO DO GOVERNO OU A (RE) MOÇÃO DA CENSURA?.
 Fui dos que viveu Abril como um momento renovador da própria sociedade.
Com aceitação do passado nos seus segmentos de competência, de obra feita.
Mais do que condenar realizar um futuro melhor.
Nunca integrado em qualquer associação partidária por decisão pessoal sempre soube respeitar aqueles que não desdenharam esforços para erguer um país mais solidário, mais cautelar no apoio social, envolvido no desenvolvimento que mudasse o país para melhor.
Nunca esperei este momento de desespero , de depressão , de paralisação, de tributação excessiva, de ação política estrita às Finanças, numa triste minimização de objetivos, numa sobrecarga de impostos porque tem de ser.
Reina a confusão institucional, política versus Tribunal Constitucional, e numa frieza de proclamação anunciam-se medidas lesivas dos direitos dos trabalhadores mesclando-as com exigências da crise.
Criam-se no sector público empresas supostamente com o fundamento da racionalidade económica, com justificativas mal definidas, equívocas, jamais ultrapassando patamares organizacionais anteriores.
Convenhamos na falta de clareza dos planos e das soluções meramente economicistas.
Decisões aos mais diversos níveis sim, não, talvez.
Uma austeridade desproporcional que não supõe a aceitação, a adesão, que não humilhe, não force, não vergue,... e faça acreditar.
É preciso acreditar sem a tal trama de quem governa se a ovelha ou o leão.
Esta incompreensão pela nossa vida do dia a dia é  que não.
João Castanho

NISA: II Passeio Fotográfico da Inijovem


5.4.13

JORNAL DE NISA: As capas do mês de Abril (4)

A primeira edição do Jornal de Nisa em Abril de 1999 representava o número 31 de publicações regulares do quinzenário regionalista e independente. Na capa se dava conta da homenagem ao Dr. Jaime de Almeida por ocasião do centenário do seu nascimento. Uma sessão pública e a atribuição do seu nome a uma rua da Urbanização das Amoreiras, lembraram o homem de Nisa e o cidadão público benemérito.Os 25 anos do 25 de Abril, o reconhecimento público em Amieira do Tejo feito ao Dr. Donato e à D. Belmira, constituíram outros destaques da capa, a par das romarias no concelho e do desporto salientando a passagem do Nisa e Benfica,  a mais uma eliminatória da Taça AFP após ter afastado a equipa da Terrugem.
A preto e branco, com escassos meios e recursos, o Jornal de Nisa prosseguia a sua caminhada de quase onze anos, cumprindo o seu papel de informar, com verdade, sem cedências e sem lágrimas de crocodilo de permeio.

MÚSICA: Ricardo Gordo lança "Fado Metal"




Ricardo Gordo, aluno do 3º ano da licenciatura em Guitarra Portuguesa do IPCB/Escola Superior de Artes Aplicadas acaba de lançar o seu primeiro trabalho discográfico comercial. Com o título "Fado Metal", este disco contém cinco temas, dos quais três irão fazer do seu LP que ainda está em desenvolvimento.
Em “Fado Metal”, o autor expõe as suas várias influências musicais, uma mistura entre o fado e o metal, no qual a guitarra portuguesa assume uma sonoridade mais urbana e erudita. “Num certo sentido, este trabalho reflete variadas características que me moldaram como ouvinte e músico e que vão desde algumas bandas Rock e artistas que me marcaram desde tenra idade, à incontornável guitarra de Carlos Paredes e ao meu mestre e professor Custódio Castelo”, refere Ricardo Gordo.
Em resumo, o autor acredita que este disco “é um trabalho rico do ponto de vista musical, não só por evidenciar, de alguma forma, uma sonoridade nova, mas também porque procurei manter o som tão característico e original da guitarra portuguesa, fundindo assim as minhas influências musicais que, aparentemente divergentes, se fundem numa simbiose quase perfeita”.
Futuramente, Ricardo Gordo tenciona “continuar a utilizar a guitarra portuguesa numa vertente musical mais urbana, sem retirar a sonoridade do fado, nem prejudicando a sua identidade portuguesa”.
Para a produção de “Fado Metal”, Ricardo Gordo referencia a formação adquirida no IPCB/ESART considerando-a útil, tanto ao nível da prática como da teoria. “É importante conhecer a evolução da história da música para podermos fazer uma previsão do que o futuro nos permitirá. Não só ao nível da composição mas como dos recursos musicais para o efeito. Ao nível técnico, nunca teria conseguido fazer este trabalho sem o mestre/professor Custódio Castelo. Pois, foi graças a ele que pude aprender a tocar corretamente a guitarra portuguesa, que é um instrumento difícil tecnicamente. Gosto de afirmar que sempre soube o que queria dizer através da guitarra...o meu mestre fez-me perceber como podia fazê-lo”, afirma.
De referir que o IPCB/ESART é a única instituição de ensino superior a ministrar o curso de Guitarra Portuguesa.
Biografia
Ricardo Gordo nasceu em Portalegre a 21 de Novembro no ano de 1987.
Iniciou o seu percurso musical aos 10 anos de idade em bandas de garagem como executante de guitarra elétrica, chegando até a atuar no palco Timor na Expo 98 em Lisboa. Mais tarde, aos 12 anos de idade inicia o estudo de violoncelo com o professor Rogério Peixinho no conservatório de Castelo Branco.
Em 2005 muda-se para a cidade do Porto onde integra bandas de blues e rock que o levam a estúdio por algumas vezes. Nesse mesmo ano inicia a sua formação como produtor musical.
Aos 21 anos de idade, entrou na Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco na licenciatura de Guitarra Portuguesa, estudando com mestre Custódio Castelo.
Durante o letivo de 2010/2011 começa a lecionar no conservatório regional de Castelo Branco e na escola de música Adágio de Portalegre como professor de guitarra portuguesa.
Em Janeiro de 2011 é convidado pela atriz Isabel Abreu a interpretar o tema de Carlos Paredes - “Verdes Anos”, na peça de teatro “O crime de Arronches” de Henrique Lopes de Mendonça.
A 23 de Março de 2011 é convidado pelo Mestre em Literaturas e Culturas Africanas de Língua Portuguesa (prémio Guerra Junqueiro por duas vezes) António Jacinto Pascoal a tocar Guitarra Portuguesa durante o lançamento do seu livro “Amor e Pátria” – com prefácio por Agustina Bessa-Luís.
A 25 de Abril de 2011 é publicada “Revolução dos Escravos” sendo esta a música oficial da manifestação nacional desse mesmo ano. Este tema foi gravado pelo projeto “Barca do Inferno” onde foi compositor e guitarrista.
No dia 16 de Setembro de 2011, lançou o seu primeiro álbum a solo denominado “Serendípia”, com design gráfico a cargo do artista plástico Nuno Ezequiel.
Assim, inicia a parceria entre os dois dando origem ao projeto “Nocturnium Fatum”.
A 25 de Janeiro de 2012 foi lançada a longa-metragem “Além de ti” de João Marco, que conta com dois temas de Ricardo Gordo, sendo um de Rock e outro um instrumental de Guitarra Portuguesa – “Going to London” e “Pastora de Portalegre” respetivamente.
A 3 de Fevereiro de 2012 foi convidado pela marca de instrumentos APC a visitar as suas instalações com o objetivo de desenvolver uma guitarra portuguesa como seu modelo de assinatura, oficializando assim o seu patrocínio da marca.
Em Abril de 2012, tocou na homenagem a Amália Rodrigues em Castelo Branco, com a presença do Professor Joel Pina.
NR: Ricardo Gordo tem origens nisenses. Os seus pais e avós são naturais do concelho de Nisa.

4.4.13

NISA: Festa da Senhora dos Prazeres


Martin Luther King Jr. - Assassinado há 45 anos


 O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.
I Heave a Dream (Eu tenho um sonho!) foram as palavras que substanciaram a vida de luta pelos direitos humanos e contra a discriminação racial de Martin Luther King Jr., assassinado há 45 anos (4 de Abril de 1968) em Memphis.
Hoje, 4 de Abril, num dia "especial", recordo e presto homenagem a um homem que tem sido para mim, ao longo da vida, uma constante referência e exemplo que me faz acreditar que "Um mundo melhor é possível". Luther King, foi um "rei" no nome e na determinação. O seu sonho, ainda não foi atingido em toda a sua plenitude, mas ajudou a criar condições para que a utopia possa dar lugar a um mundo sem discriminações de espécie alguma. O texto que se segue foi retirado da Wikipédia:
Martin Luther King, Jr. (15 de janeiro de 1929 - 04 de abril de 1968) foi um clérigo americano, ativista e líder no Movimento dos Direitos Africano-Americano Civil . Ele é mais conhecido por seu papel no avanço de direitos civis não-violenta, usando a desobediência civil . Rei tornou-se um ícone nacional na história do progressismo americano . [ 1 ]
Um Batista ministro, King tornou-se um ativista dos direitos civis no início de sua carreira. Ele liderou a 1955 boicote aos ônibus de Montgomery e ajudou a fundar a Conferência da Liderança Cristã do Sul (SCLC), em 1957, servindo como seu primeiro presidente. Com o CPPC, King liderou uma luta sem sucesso contra a segregação em Albany, Geórgia , em 1962, e organizou protestos não violentos em Birmingham, Alabama , que atraiu a atenção nacional após a cobertura da televisão a notícia da resposta policial brutal. King também ajudou a organizar a 1963 Marcha em Washington , onde ele fez seu " I Have a Dream "discurso. Lá, ele estabeleceu sua reputação como um dos maiores oradores da história americana. Ele também estabeleceu sua reputação como um radical, e tornou-se um objeto do Federal Bureau of Investigation 's COINTELPRO para o resto de sua vida. Os agentes do FBI investigou-lo por possíveis comunistas laços, gravou suas ligações extraconjugais e informou sobre eles a funcionários do governo, e em uma ocasião, o rei enviou uma carta ameaçadora anônima de que ele interpretou como uma tentativa de fazê-lo cometer suicídio.
Em 14 de outubro de 1964, King recebeu o Prémio Nobel da Paz para o combate à desigualdade racial através da não-violência. Em 1965, ele e o SCLC ajudou a organizar a Selma para Montgomery marchas e, no ano seguinte, levou o movimento para o norte para Chicago . Nos anos finais de sua vida, o rei expandiu seu foco para incluir a pobreza ea Guerra do Vietnã , alienando muitos de seus aliados liberais com um discurso 1967 intitulado "Além do Vietnã". Rei estava planejando uma ocupação nacional de Washington, DC, chamada de Campanha Pobres . Rei foi assassinado em 4 de abril de 1968, em Memphis, Tennessee. Sua morte foi seguida de distúrbios em muitas cidades dos EUA . Alegações de que James Earl Ray , o homem condenado pela morte de King, tinha sido enquadrado ou agiu em conjunto com agentes do governo persistiu por décadas após o tiroteio, eo júri de um julgamento civil de 1999 encontrou Jowers Loyd ser cúmplice de uma conspiração contra o rei.
Rei recebeu postumamente a Medalha Presidencial da Liberdade e da Medalha de Ouro do Congresso . Martin Luther King, Jr. Day foi criado como um feriado federal dos EUA em 1986. Centenas de ruas em os EUA foram renomeados em sua homenagem. A estátua memorial no National Mall foi aberto ao público em 2011.

JORNAL DE NISA: As capas do mês de Abril (3)

A edição número 9 do Jornal de Nisa, publicada no dia 29 de Abril de 1998, trazia, como principal destaque, um estudo sobre o suicídio, um dos temas tabu e um dos fenómenos sociais que mais tem flagelado a sociedade portuguesa.
Há 15 anos, tal como hoje - e com mais força, actualmente - o tema volta a estar em foco e ser motivo de acalorados debates nos media nacionais, chegando-se ao ponto de elaborar legislação a penalizar, com o aumento do preço, as bebidas alcoólicas, vendo nestas a "culpa" para o suicídio. Uma análise atenta e séria do fenómeno, tendo como base o sul do país e o "modus operandi", chegaria para mostrar quanto errada e 
desnecessária é esta estratégia. Erradique-se, de vez, o desemprego; criem-se condições para o bem-estar das famílias; eduque-se, capazmente, crianças e jovens, em escolas adequadas à função, humanizadas e não em mega estruturas tipo "tudo ao monte e fé em Deus" e o suicídio assumirá proporções residuais.
João Afonso era anunciado como espectáculo no 1º de Maio, numa capa do jornal em que a escola (Etaproni), os livros e a leitura mereciam igual referência.

NISA: Quem acode ao Caminho da Fonte do Cão?





Vou arranjar um caminho
De Nossa Senhora da Graça
Anda tão desprezadinho
Qu´arrepia quem lá passa.

As fortes e constantes chuvadas das últimas semanas provocaram grandes prejuízos um pouco por todo o país e também no distrito de Portalegre. Em Nisa houve notícias de inundações, árvores e paredes derrubadas, caminhos públicos e particulares, bastante danificados.
Como é o caso, por exemplo, do caminho ou Azinhaga da Fonte do Cão, tal como as fotos mostram. Vários agricultores e proprietários fizeram-nos chegar os ecos do seu descontentamento e indignação pois estão impedidos de aceder, com veículos motorizados, aos seus terrenos e propriedades.
Dizem compreender, por um lado, que se trata de uma situação de emergência e que a Junta não pode acudir a todos os locais ao mesmo tempo, mas lamentam que a mesma Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Graça em conjunto ou colaboração com a Câmara de Nisa – para isso existe uma estrutura designada por Protecção Civil – não tenha acudido e resolvido de imediato, situações como aquelas que têm de enfrentar todos os dias para poderem transitar na Azinhaga da Fonte do Cão.
O caminho apresenta um estado de degradação que mais parece ter-se transformado num ribeiro, com o solo escalavrado, não só pela invasão das águas da chuva, mas pela falta de limpeza de bermas e valetas de escoamento das ditas águas pluviais.
Face à situação calamitosa existente reclamam e apelam à Junta de Freguesia da Senhora da Graça e à Câmara Municipal de Nisa, a urgente reparação do caminho da Fonte do Cão, de forma a possibilitar o trânsito de pessoas, bens e animais com a segurança devida.
Mário Mendes

ALENTTERRA: 1º Passeio de Bicicletas Antigas com boa participação










Foi no passado dia 30 de Março que o AlenTTerra se predispôs a abarcar uma nova aventura no seio do Clube, um passeio de bicicletas antigas.
Com alguma incerteza de resultados mas com uma extrema força de vontade para a realização do evento, a ideia amadureceu e avançou-se para este desafio acreditando sempre no seu sucesso.
Os resultados esperados excederam as expectativas criadas em redor da actividade e o sucesso foi garantido.
Com três dezenas participantes, um dia excelente para andar de bicicleta antiga, um percurso bem escolhido, participantes motivados e companheirismo qb, ditaram o sucesso que vão poder constatar nas fotos que serão publicadas em diversos locais.
O AlenTTerra quer agradecer a todos quanto participaram, acreditaram e ajudaram na realização desta actividade, a eles o nosso obrigado.
Por fim, resta apenas dizer que para o ano na mesma data, na véspera da Páscoa, se realizará o segundo encontro de bicicletas antigas...ficamos à vossa espera e até para o ano!
Prémio da melhor reprodução de época: Joaquim Patrício
Prémio da melhor bicicleta  : Fábio Patrica 
Divirtam-se com as fotos...
Saudações
AlenTTerra

3.4.13

NISA: Quem dá "corda ao relógio" da Torre?


Na madrugada de 31 de Março, os relógios foram adiantados uma hora e em Portugal passou a vigorar a chamada “hora de Verão”.
Hoje, quarta-feira e quatro dias passados sobre a passagem à hora legal, em Nisa nem relógio nem horas dão sinais de vida.
Já se tornou um lugar comum, dizer que a Câmara está como o relógio ou o relógio como a Câmara: PARADOS.
Nisa parou no tempo e não há melhor imagem para ilustrar esse estacionamento do que o seu relógio de quatro faces, no alto da torre, também ela a precisar de limpeza e restauro urgente.
Senhores da Câmara ou Senhora Autarquia ponham o relógio a funcionar. Resolvam, com urgência, um problema simples e que de outro modo mostrará, de forma inequívoca, o vosso imobilismo e estagnação.
Ou será preciso abrir um concurso público para “dar corda ao relógio”?
Mário Mendes

JORNAL DE NISA: As capas do mês de Abril (2)

Num mês, o de Abril de 1998, em que o Jornal de Nisa publicou três edições, o número 7 de 15 de Abril entre informação diversa, referia a nova electrificação da Senhora da Graça, a programação das comemorações dos 24 anos da "Revolução dos Cravos", relatava as principais incidências das sessões camarárias e da política local, não esquecendo os resultados desportivos das equipas do concelho.
A morte de António Maria Bicho, surgia como nota de tristeza e de despedida a encimar a capa deste número.

MONTALVÃO: Passeio pedestre fotográfico "Entre Azenhas"

A Associação Vamos à Vila (Montalvão) promove no dia 4 de Maio naquela localidade raiana, um Passeio Pedestre Fotográfico intitulado "Entre Azenhas".
O passeio pedestre terá uma extensão de 6,5 Km e uma duração prevista de duas horas e meia, com um grau de dificuldade fácil/médio.
A concentração terá lugar pelas 8, 30h junto à antiga escola (sede da Associação) onde se iniciará o passeio, estando a chegada prevista para as 12,30h.
Segue-se um almoço convívio e animação musical. A iniciativa tem o apoio da Junta de Freguesia de Montalvão e os interessados poderão obter mais informações e inscrever-se através do site da Vamos à Vila em http://www.vamosavila.com

2.4.13

JORNAL DE NISA: As capas do mês de Abril (1)

O "Jornal de Nisa" saiu a público pela primeira vez no dia 21 de Janeiro de 1998, com periodicidade quinzenal, tendo publicado, ao longo de quase 11 anos de existência, 265 edições, a última das quais em 22 de Outubro de 2008, onde se destacava o protesto contra a exploração do urânio em Nisa e a inauguração do novo posto da GNR em Alpalhão.
Doravante iremos, aqui, recordar, as capas e os principais destaques de cada edição. Esta, a primeira de Abril de 1998, realça a actividade da Sociedade Musical Nisense durante 10 anos de existência, os 5 anos de existência da Biblioteca Municipal, uma exposição (belíssima) de Virgínia Peleja, bem como os textos, de qualidade, da autoria de Luís Pedro Cruz e José Dinis Murta. A história e o património, a sua defesa e preservação foram, aliás, uma constante nas edições do Jornal de Nisa.

EM ABRIL, ÁGUAS MIL...


A B R I L
Abril frio e molhado, enche o celeiro e farta o gado.
O nome deste mês deriva do latim aperire, que significa abrir.
É o único dos meses cuja denominação faz lembrar a estação em que o colocaram, referindo-se ao abrir das flores na primavera.
Rómulo o instituiu com 30 dias, e o seu sucessor Numa Pompílio lhe tirou um; porém, Júlio César, quando por conselho de Sosigenes reformou o calendário, lhe restituiu esse dia, ficando outra vez com 30. Este mês era consagrado pelos romanos à deusa Vénus chamando-lhe também por isso mensis veneris, o mês de Vénus.
Entre nós o primeiro de Abril é designado pelo dia dos enganos ou o dia das mentiras.
O mês era figurado por um Cupido com uma coroa de rosas na cabeça.

1.4.13

MEMÓRIA: O Feriado Municipal há 30 anos

Parece que foi ontem... E já se passaram 30 anos. O feriado municipal na segunda-feira de Páscoa, em 1983, teve programa próprio, cerimónias religiosas e profanas, a Romaria à Senhora da Graça e música a rodos ou não tivesse Nisa, naquele tempo, dois ranchos folclóricos, uma banda ressurgida e revigorada, um conjunto musical sem dilemas para resolver e ainda diversas associações.
A Páscoa, a Romaria da Senhora da Graça e o dia de Feriado Municipal fundiam-se num só programa de festa e animação, Nisa beneficiava com a vinda dos seus filhos e parentes, a vila enchia-se de vida e de vozes características. Vinham pela festa da Páscoa, pelo borrego, pelas sopas de sarapatel, pela visita à ermida que brilha no cabecinho, pelo abraço, sentido, aos familiares e amigos. Matavam saudades e levavam saudades.
No ar, havia o cheiro a estevas e a giestas, a anunciar o forno a arder, os bolos fintos, bem despertos após a cozedura  retemperadora.
Nisa tinha vida própria, assente nas suas crenças e tradições.Não importava nem assumia "tradições" alheias, artificiais, mostrava o que tinha, na sua essência. Não fazia da época, um "produto" turístico para vender em "pacotes" ou para atrair incautos.
Hoje, continua fiel ao seu passado e história, mas adormeceu no tempo e deixou que outros, aqui bem perto, reclamassem para si, festas, rituais, tradições, que nunca tiveram ou que inventaram "à força" para sustentar públicos interesses e razões privadas.
Há 30 anos, ainda festejámos o Feriado Municipal. Vamos continuar, todos, a "dormir" ou vamos acordar, de vez?
Mário Mendes

31.3.13

Agradável afluência de dadores de sangue em Alpalhão




Para uma Freguesia de um concelho do interior: o que se pode dizer é que decorreu com agradável afluência a colheita que a Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP – levou a efeito, a 23 de Março, em Alpalhão, concelho de Nisa. Isto mesmo nos disse António Eustáquio que também salientou a presença de cinco novos dadores de sangue, entre eles um jovem casal.
A brigada teve lugar na sede do Grupo Ciclo Alpalhoense e reuniu 39 voluntários, dos quais 13 mulheres.
Os exames médicos preliminares ditaram que nem todos poderiam estender o braço, sendo certo que foram armazenadas 33 unidades de sangue
No local da colheita foi servido o almoço convívio patrocinado pela Junta de Freguesia de Alpalhão.
 Em Abril três colheitas
As próximas acções da ADBSP têm lugar aos sábados, entre as 09.00 h e as 13.00 horas: Sousel vai receber uma brigada, a 6 de Abril, nos Bombeiros; Arronches será brindada a 13 de Abril, nas instalações do Rancho Folclórico; Vale de Cavalos tem data marcada para 20 de Abril, na sede do Grupo Desportivo Cultural e Social desta Freguesia de Portalegre.
Certamente que aguardamos a presença de todos!
JR

30.3.13

NISA: Romaria de Nossa Senhora da Graça


AREZ: Festa e Romaria de Santo António


O BORREGO NA GASTRONOMIA ALENTEJANA (1)

Cabeça de Borrego com Arroz de Vinagre (Nisa)
Em tempo de Páscoa, o borrego faz as delícias da cozinha tradicional portuguesa. Confeccionado de mil e uma maneira, encontrámos no jornal regionalista “Brados do Alentejo” esta receita, simples, que partilhamos com os visitantes do Portal.
Preparação
Cozem-se as cabeças dos borregos só com sal. Refoga-se cebola, alho, azeite e salsa e junta-se a água onde as cabeças cozeram. Deixa-se ferver e deita-se o arroz.
Depois de cozido rega-se com vinagre a gosto. Um bom tinto da região de Portalegre é acompanhamento indicado. Para rebater aconselha-se um chá de fel-da-terra bem quente. É divinal.
Costeletas de borrego panadas (Alto Alentejo)
Ainda da nossa região, uma receita fácil de preparar e com todo o cabimento na época que corre.
Ingredientes: 850g de costeletas; 5 dentes de alho; 0,5 dl de vinho branco; sal e pimenta; 2 ovos; farinha; pão ralado.
Preparação: Achatam-se ou batem-se as costeletas, temperam-se com os dentes de alho pisados com sal, pimenta e vinho branco. Deixam-se um bocado em repouso. Depois envolvem-se em farinha, passam-se pelos ovos batidos e por fim pelo pão ralado. Fritam-se em óleo ou azeite. Servem-se com puré de batata ou azeitonas.
Bom Apetite!

29.3.13

NISA: Os "Artilheiros de 1953"

Esta foto foi tirada há mais de 40 anos. Os jovens que nela aparecem, irreverentes e alegres, completam em 2013, sessenta primaveras. Alguns dos "Artilheiros de 53" já não estão, fisicamente, entre nós. 
Mais do que uma lembrança, a foto é, também, uma homenagem a esses nossos conterrâneos que um dia foram chamados para tirar "sortes" e pela crueza do destino, não puderam escolher a sua "sorte"...

Nisa: Exposição de Pintura de António Maria Charrinho

"Imagens da Minha Terra" é o título da exposição de pintura de António Maria Charrinho que estará patente ao público na Biblioteca Municipal de Nisa de 2 a 30 de Abril. Oportunidade para apreciar os trabalhos pictóricos deste artista nisense.

28.3.13

Orfeão Universitário do Porto actuou em Nisa











... E Viva a Música!
O Orfeão Universitário do Porto, no âmbito da digressão que fez ao Alto Alentejo (Nisa) e Beira Baixa, actuou na passada sexta-feira, 22, no Cine Teatro de Nisa, oferecendo um espectáculo musical de excelente qualidade.
Durante duas horas, os espectadores que trocaram o aconchego do lar por uma deslocação ao Cine Teatro, numa noite fria e desagradável, não deram o seu tempo por mal empregue, antes pelo contrário, assistiram a uma demonstração portentosa por parte dos artistas universitários do Porto, que homenagearam as nossas raízes musicais e etnográficas, num espectáculo colorido, cheio de vida e de canções que percorreram o país, desde o Algarve a Trás-os-Montes, passando pelos Açores, a Beira Baixa e pelo cante alentejano, com trajes, danças e coreografias que primaram pela autenticidade e respeito pelas suas origens.
Foi um espectáculo de rara beleza e categoria, proporcionado por mais de cinquenta jovens estudantes e que merecia mais público, para mais tratando-se de um espectáculo com entrada livre.
Ficaram a perder, aqueles que por comodismo ou desinteresse não compareceram, sendo certo que as más condições de acolhimento da sala – que continuam por resolver – não serve para explicar este alheamento de uma oferta cultural, a todos os títulos, de grande mérito e oportunidade.
Mais do que merecidos foram os aplausos com que o público presente tributou a actuação do Orfeão Universitário do Porto e alguns nisenses não deixaram de exprimir um apelo e convite: venham mais vezes!
Mário Mendes