22.5.09

NISA: Lançamento do "Livro de Linhagens da Vila de Nisa"

Integrado no programa cultural da Feira do Livro de Nisa, tem lugar no próximo dia 31 de Maio, às 17 horas, na Biblioteca Municipal de Nisa, o lançamento da obra "Livro de Linhagens da Vila de Nisa - Um mapa de Identidades" da autoria de Filipe Manuel Louro Carita e João Maria Melato Carita. O livro é editado pelas Edições Colibri com o apoio da Câmara Municipal de Nisa. Para uma melhor compreensão da obra, deixamos o registo do Prefácio:
"Talvez nem sempre ocorra à árvore esconder a floresta. É esta suspeita que neste trabalho se pretenderá precisamente comprovar.
Se esta aventura de investigação genealógica se moveu inicialmente por mera curiosidade pessoal e familiar, depressa este empreendimento, que durante uma década nos ocuparia, nos levava a constatar que a informação acumulada já nos não pertenceria por inteiro.
Descobríamos, deste modo, estar na posse de um manancial de dados com capacidade para recobrir todas as famílias que, entre os séculos XVI e XX, constituíram uma grande parte da população da vila de Nisa durante um segmento temporal de quase cinco séculos.
Era, então, para nós, uma evidência estarmos em posse de elementos suficientes para que qualquer nisense actual se propusesse, se assim o entendesse, iniciar também ele agora uma viagem a um passado remoto e, desta feita, viesse a descobrir muitos daqueles de que descende e cujo rosto e rasto o tempo terá inexoravelmente relegado para um mais que previsível esquecimento.
Apanágio do homem, isso mesmo também que o diferencia e lhe constitui a verdadeira essência, sempre foi essa questão maior que desde a noite dos tempos o tem vindo a acompanhar: de onde vim?; quem sou?; para onde vou?
E não apenas numa perspectiva religiosa ou metafísica senão igualmente histórica.
Não pudemos deixar de considerar estarem criadas, assim, algumas das principais condições que tornavam possível uma resposta abrangente àquela última e para o que haveriam de concorrer todos os dados factuais recolhidos e cuja apresentação julgamos aqui dever partilhar.
Qualquer natural desta vila, ou com origens ancestrais nela, fica doravante habilitado e convocado a encetar um percurso múltiplo rumo às suas raízes familiares, em muitos casos, localizadas num já longínquo século XVI.
Este foi, pelo menos numa segunda fase do nosso trabalho, o nosso propósito, movidos agora tão­‑só pelo desejo de pôr à disposição da comunidade o que decididamente não constituiria já uma herança só nossa.
Entendemos, pois, ser uma quase obrigação nossa divulgá­‑la, ou melhor, restituí­‑la à comunidade no seio da qual foi gerada.
Esperamos não defraudar expectativas com este trabalho que é, afinal, a reconstituição de uma memória histórica de toda uma comunidade de destino a que pertencem também os autores.
Neste nosso tempo tão marcado por um culto insidioso do instante e do curto prazo, neste tempo de globalização em que vão escasseando cada vez mais pontos de referência e em que os laços sociais e comunitários se vão quase inelutavelmente diluindo neste processo vertiginoso de erosão das raízes e individualidades, não raro fonte de incerteza e insegurança, aqui deixamos um pequeno e modesto contributo para que se não perca aquele sempre tão frágil fio de memória que nos torna capazes de uma projecção criativa nos horizontes amplos do futuro.
Não nos advertiu já o poeta francês Paul Valéry de que «entramos no futuro a andar para trás»?"
João Maria Melato Carita

13.5.09

Veteranos do Nisa e Benfica em França

Futebol e amizade - Foto de Henrique Semedo


Convívio entre nisenses - Foto Henrique Semedo


Nisenses no centro histórico de Azay - Foto António Delfino


A prova dos bons vinhos da Touraine - Foto António Delfino


Domingos e Dias Santos animaram baile popular - Foto Henrique Semedo

Visita da Associação de Veteranos do SNB a Joué-les-Tours, França

Maire de Azay e comitiva nisense - Foto António Delfino
Atletas agradecendo a presença do público - Foto Henrique Semedo
Recepção à comitiva nisense - Foto António Delfino
A convite do Presidente da Direcção da Associação de Veteranos do Sport Nisa e Benfica, integrei a comitiva, que entre 29 de Abril e 03 de Maio de 2009, visitou o centro de França, como forma de retribuir a visita a Nisa em Maio de 2008 da Union Sportive Portugais de Joué-les-Tours.
Todas as palavras que possa aqui dizer, não serão por certo, suficientes para expressar todo o meu apreço e satisfação pela forma digna e determinada com que as Direcções das duas colectividades, em particular dos seus principais representantes Bento Semedo e Jean-Pierre Laré, se entregaram a esta notável iniciativa, nunca regateando esforços para que tudo corresse bem e que todos se sentissem satisfeitos, não esquecendo obviamente todos os que, de uma forma ou de outra, contribuíram também para o sucesso desta iniciativa.
Ao longo de 4 dias foram desenvolvidas diversas actividades de um Programa previamente estabelecido, que fez com que todos os que se deslocaram à região de Indre et Loire (a grande maioria pela primeira vez), se sentissem verdadeiramente em casa.
Na recepção no dia 30 de Abril, no Stade Jules Ferry em Joué-Les-Tours, estiveram presentes o Cônsul Honorário de Portugal em Tours, Luís Palheta (que por sinal é nosso conterrâneo), Michel Verdier, Maire de Azay-Le-Rideau, Virgínia Reguin Adjunta do Maire de Ballan, Philippe Le Breton, Maire de Joué-Les-Tours e o seu Adjunto Francis Gérard, que fizeram muito dignamente as honras da casa, com um “vin d’honneur” (vinho de honra), como mandam as “regras da casa” em terras francesas.
Na manhã do dia 1 de Maio, na visita a Azay-Le-Rideau e a Cheillé, uma vez mais os anfitriões primaram por uma simpatia e amabilidade dignas destes atributos: Mr. Michel Verdier recebeu a comitiva no Hotel de Ville de Azay (Câmara Municipal) e após algumas palavras de boas vindas, seguidas de beberete e pequeno-almoço, foi efectuada uma visita guiada por Azay pelo Maire Mr. Verdier, que revelou verdadeiros atributos de guia turístico!
Após a visita a Azay e a uma Cave de Vinhos em Valléres, a comitiva dirigiu-se para Cheillé, onde na respectiva Sala de Festas, o Maire local Mr. Jean-Serge Hurtevent e a responsável pela Comissão de Geminação em Azay, Madame Frederique Batista, fizeram as honras da casa, desejando uma boa estadia a todos e lançando um apelo às entidades responsáveis no sentido da Geminação ser relançada e que pretendiam neste sentido e num futuro próximo, deslocar-se a Nisa com o objectivo de, em conjunto com representantes da Câmara, retomar e revitalizar o processo de geminação entre Azay, Cheillé, Saché e Nisa.
Após um bufete frio, teve lugar um magnífico baile abrilhantado pelo sempre animado e bem disposto grupo de música popular de Nisa “Domingos & Dias Santos”.
Dos restantes dias do Programa de visita, gostaria de destacar a visita à cidade de Tours, o jogo de futebol entre a Associação de Veteranos do SNB e a sua congénere francesa U. S. Portugais Joué-Les-Tours, motivo principal da deslocação, o jantar e baile que se lhe seguiram, uma vez mais abrilhantado pelos “Domingos & Dias Santos” que conseguiram alargar a sua legião de fans em terras de Indre et Loire, disso não tenho dúvidas!
A comunidade portuguesa, muito em particular a comunidade nisense, aderiu em massa às actividades constantes do Programa da visita, enchendo de satisfação todos os presente e muito em particular, aqueles que, em boa hora, quiseram levar para a frente esta inolvidável iniciativa.
Parafraseando um amigo meu, “resumindo e baralhando”, são, em minha opinião, iniciativas desta natureza que deveriam ser aproveitadas no sentido de funcionarem como estímulo para que o processo de Geminação seja retomado e lhe seja dada a dignidade que o mesmo merece, pelo que penso que teria sido importante o Municipio de Nisa ter-se feito representar, pois teria aqui uma excelente oportunidade para, em conjunto com as entidades francesas, reactivar os laços de geminação entre as duas comunidades, dando-lhe um novo rumo! Faço votos para que esse novo rumo seja uma realidade, assim haja vontade para tal!
Nisa, 13/05/2009 / Sérgio Cebola

12.5.09

OPINIÃO: ESTE ANO VAI SER "OURO SOBRE AZUL"

Cartaz de Ana Carina escolhido pelo júri do concurso
E NÃO HÁ CONCURSO DE CARTAZ DA "NISARTES 09?
Vai ser "Ouro sobre Azul" diz a propaganda camarária no seu site, a propósito da edição 2009 da Nisartes. Em ano de eleições autárquicas e mesmo com o brutal endividamento da autarquia, a maioria que nos (des)governa não irá olhar a meios para atingir os fins. E a Nisartes, a dois meses das Autárquicas, será uma ocasião para "bater forte e feio" no "velhos do Restelo" que não vêem a bondade e a grandeza da obra camarária.
Até ao momento nada se sabe sobre os "artistas" da Feira de Artesanato e Gastronomia. Sobre o concurso do Cartaz do evento, que no ano passado provocou uma acesa polémica, com uma concorrente de Tomar a ganhar em "campo" e a "perder" na secretaria, também nada se diz.
A jovem esperou e desesperou por uma explicação, um pedido de desculpas, uma palavra simples que atenuasse a sua desilusão e desencanto, a ferida aberta na sua dignidade e brio profissional. Até hoje. O melhor, por isso, para salvar as aparências e as circunstâncias será mesmo, mandá-lo fazer por encomenda aos "artistas da casa e da côr". Poupam-se aborrecimentos, sempre desagradáveis em anos de eleições, não se criarão expectativas, a quem, legitimamente as poderia ter, não se desautoriza um júri que fez um triste papel e não haverá jornal algum - nem o "nóvel" Jornal da Câmara de Nisa - que ouse apontar o que quer que seja, à "seriedade" do empreendimento. "Trabalho, honestidade e competência"? Bah! Vão cantar a cantiga da "nau Catrineta" para outro lado.
Por que a memória por vezes é curta, aqui deixamos o que escrevemos na edição nº 253 do "Jornal de Nisa" de 16 de Abril de 2008, a propósito de tão "singular e saloia" decisão:
POLÉMICA NA ESCOLHA DO CARTAZ DA NISARTES 2008Jovem de Tomar ganha em “campo” e perde na “secretaria”A Câmara de Nisa decidiu, em reunião realizada no dia 2 de Abril, atribuir o primeiro prémio do concurso de cartaz da Nisartes 2008, a um jovem residente no concelho, conforme a autarquia amplamente divulgou, tal como a proposta de cartaz, em nota de imprensa.
O que não se disse, foi que o cartaz vencedor resultou de uma segunda escolha, já que a decisão do júri do concurso, nomeado especialmente para o efeito, fora noutro sentido e escolhera como proposta vencedora, o trabalho nº 59, apresentado sob o pseudónimo de “Ísis” e elaborado por uma jovem a estudar em Tomar, Ana Carina Raposo Dias.
Em vez de atribuir a classificação e o prémio de acordo com a vontade do júri, a Câmara, por proposta da sua presidente, resolveu "não homologar a acta da reunião do júri” e atribuir “ o 1º lugar ao trabalho com o nº 109, apresentado sob o pseudónimo ""AR"" e elaborado por Bruno Alexandre da Fonseca Godinho.
Votaram a favor desta “alteração” para além da proponente, os vereadores João da Costa (CDU) e Paulo Felício (PS), e contra o vereador Mário Condessa (PSD) porque “tinha concordado com a decisão do júri ".
Esta a decisão que fica a manchar, de forma negativa, um concurso a que concorreram, segundo números da autarquia, quase duas centenas de projectos gráficos.
Ninguém me deu qualquer informação ou esclarecimento”- Ana Carina Dias
Ana Carina Raposo Dias, a jovem preterida no concurso de cartaz da Nisartes 2008, tem 20 anos e estuda no 2º ano do curso de Design e Tecnologias das Artes Gráficas do Instituto Politécnico de Tomar. Para além de estudante, trabalha como vendedora na Worten da cidade nabantina.
Contactada pelo “Jornal de Nisa”, a jovem estudante contou-nos como tivera conhecimento do concurso e as expectativas com que concorreu, mostrando-se indignada com o todo o processo.
“Tive conhecimento através de um colega de curso, pois foram vários a participar neste evento. As expectativas eram ganhar apesar ter a noção que sendo eu uma estudante de Design era complicado participar num evento em que provavelmente competiriam outros profissionais da área. Esta foi a minha primeira participação neste tipo de concursos.”
Sobre a não homologação da acta do júri que lhe atribuíra o 1º lugar, Ana Carina não escondeu a sua surpresa e estupefacção.
“Fiquei a saber da situação quando fui contactada por vós, a mim não me foi dada qualquer informação ou esclarecimento. Francamente acho o cartaz “vencedor”, que consta no site da Câmara inferior a muitos trabalhos que concorreram a este concurso. Sinceramente, estas discordâncias, ou outro termo que lhe queiram atribuir, são fortemente descredibilizadoras deste concurso, pois para além da falta de informação colocam no site uma realidade ilusória. Se havia discordância porquê tanta urgência para colocar no site o “tal” vencedor? E porquê esse vencedor escolhido por minoria, tanto quanto me foi explicado? Apenas por ser um habitante do vosso concelho?”
Perante esta situação, criada a uma jovem que concorreu pela primeira vez a um concurso deste género, Ana Carina diz que “se eu não tivesse sido contactada pelo jornal nunca teria tomado conhecimento como as coisas aconteceram, mas uma vez que sei a realidade dos factos sinto-me injustiçada, não tanto por não ter sido o cartaz vencedor, mas porque existiam inúmeros trabalhos superiores que poderiam valorizar melhor o evento. De certa forma falo por todos eles. Suponho que todos se sentiriam injustiçados se estivessem na minha situação, não apenas por uma questão do prémio monetário, mas do prestígio que poderia advir para a minha ainda não iniciada carreira.”
Mário Mendes

10.5.09

AMIEIRA DO TEJO: Quem acode às telas do Calvário?


Património de grande valor em risco de perder-se!
É este o estado em que se encontram as telas do Calvário de Amieira do Tejo…
Onde está a sensibilidade da pessoa, ou pessoas de quem de direito, perante um cenário destes?
O que estão à espera para por em prática e mandar avançar com o restauro das telas?
Será que não lhes toca o estado em que estas se encontram, e que estão em risco de desaparecerem (sem que haja um possível restauro) se nada for feito com a maior urgência?
Meus senhores, arte como esta, não se pode deixar morrer, e pensar que nunca existiu… É a nossa história!
Já está na hora de se deixarem de tantos estudos, burocracias, e sim, pôr mãos á obra, antes que seja tarde de mais! E tem de ser feito, então que avancem, não esperem mais!!! E se estão à procura que apareça um Bom Mecenas, então que o procurem, falem, divulguem o assunto em questão, pois o Mecenas não aparece do nada…à que ir ao seu encontro, e quem de direito é que tem o poder de seguir com isto para a frente! Sem mais, vou manter a esperança e estou convicta de que algo vai ser feito com a maior brevidade, por quem de direito. E só me resta dizer, como cidadã preocupada e interessada com o que é nosso, neste caso, com o património, apenas posso divulgar e dar conhecimento através das formas que tenho feito, mais não posso fazer, cabe a quem de direito, dar um desfecho com um final feliz a este assunto. Se nada for feito, então só me resta dizer que não irei cruzar os braços!!! Apelo: Se alguém, ao ler este artigo, for portador de algum poder económico, e se queira oferecer como mecenas, e deste modo queira contribuir para o restauro das telas, então deverá dirigir-se ou entrar em contacto pela forma que lhe seja mais conveniente, com a Câmara Municipal de Nisa, e falar com quem de direito, mencionando o assunto em questão.
Nós todos agradecemos!!! Muito obrigado

Ana Paula Mendes Nunes da Conceição Horta

16.3.09

SANTANA: Festa comemorativa dos 50 anos da Freguesia





A população das aldeias de Pardo, Duque e Arneiro, vestiu o melhor traje de gala, reservado para as ocasiões especiais e participou efusivamente nas comemorações dos 50 anos da freguesia de Santana, realizadas no passado sábado.
Num dia de sol, a anunciar a Primavera, a festa começou bem cedo nos designados “Montes de Baixo” e as ruas das três povoações foram inundadas pela música da banda da Sociedade Musical Nisense, numa arruada para fazer despertar os mais preguiçosos e convidar para a festa.
Antes da missa solene, houve tempo para uma “bucha” no largo das festas. Depois os festejos tomaram uma feição mais religiosa e sentida ou a Freguesia não tivesse merecido a honra da visita do Bispo da Diocese, D. Antonino Dias, com palavras muito elogiosas para os naturais e residentes em Santana, destacando-lhe, entre outros atributos, o seu fervor, coragem e determinação.
Terminada a liturgia, teve lugar a sessão evocativa da criação da Freguesia em 1959.
Presentes, entre outras entidades, os eleitos na Freguesia, presidente da Junta e da Assembleia, presidente da Câmara de Nisa, Governador Civil, Idalina Trindade, deputada do PS, eleitos da Assembleia Municipal, presidentes das freguesias de S. Simão, Montalvão, Nossa Senhora da Graça e Tolosa, registando-se ainda a presença, festivamente assinalada, de José Dinis Malpique Bicho, que foi o primeiro presidente da autarquia de Santana, há 50 anos, funções que exerceu – como todos os autarcas da época – de forma graciosa, cargo que juntava à sua actividade profissional, a de professor primário daquelas três povoações.
Francisco Boleto São Pedro, presidente da Junta de Freguesia de Santana, agradeceu a presença da população, visitantes e entidades. Lembrou as origens da freguesia, as dificuldades que se deparavam aos naturais dos Montes de Baixo para tratar de qualquer assunto, por vezes um simples documento que obrigava a perdas de tempo e a deslocações a pé, por caminhos de cabras até ao Pé da Serra.
A criação da Freguesia de Santana, disse, “foi um acto de justiça e determinação, no qual estiveram envolvidos não só pessoas e entidades de Santana, mas também de S. Simão”.
Seguiu-se, a pedido do presidente da Junta, um minuto de silêncio, destinado a evocar e homenagear “muitos daqueles que trabalharam nesse objectivo comum e que já não estão entre nós”.
Palavras de congratulação e de estímulo tiveram também a presidente da Câmara de Nisa e o Governador Civil de Portalegre, tendo a cerimónia terminado com a oferta de flores às entidades convidadas e de um jarrão em estanho ao presidente da Junta, numa iniciativa das mulheres da Freguesia.
O largo das festas foi o “palco” seguinte das comemorações. Cerca de 800 pessoas juntaram-se num animado e festivo almoço-convívio, oferecido pela autarquia.
A música surgiu para animar a festa e no mesmo recinto teve lugar um concerto pela banda da Sociedade Musical Nisense, seguindo-se mais tarde uma nova arruada pelas ruas da Freguesia com o grupo Bombos de Nisa.
Em tempo de festa e comemoração, a música continuou a animar todos aqueles que se deslocaram a Santana, destacando-se a actuação dos grupos de música popular “Fora d´Horas” e “Águias do Tejo” (Arneiro), “Domingos & Dias Santos” (Nisa).
Ao cair da tarde chegou um muito esperado convidado, o “Bolo de Aniversário”, pesando cerca de 50 quilos e com o símbolo da Freguesia. Foi partido, repartido e saboreado por centenas de convivas, continuando as comemorações com um lanche, no qual foi servido o porco no espeto.
A festa prolongou-se noite fora. Santana evocou a sua história recente e não esqueceu de assinalar, com as honras devidas, um acontecimento que teve repercussões na vida das pessoas e no desenvolvimento da comunidade.

Mário Mendes in "O Distrito de Portalegre" - 12/3/09

19.11.08

Quando a net reforça a saudade...

Senhores do Jornal de Nisa:
Meu nome é Omar Ruben TREMOCEIRO, neto de Francisco Carrilho Tremoceiro, quem em vida fora irmao de Adriano Carrilho Tremoceiro, nasci e sou Argentino, mas nos ultimos dias obtuve a cidadania Portuguesa, faz tempo que estou procurando informaçao de meus familiares em Portugal, muito agradeceria voces podam me contatar con Paula Carrilho ou outras das pessoas que reuniramse com motivo do honenagem realizada no passado sábado, dia 1 de Novembro, assinalado uma das ruas da sua aldeia natal, a Vinagra.
Podem ligar comigo pelo correio saosimao@hotmail.com ou tel. XXXXXXXXX
Com meus cumprimentos saludo voces e felicito pelo conteudo do seu site na web e por encher meu coraçao com noticias da minha terra, o Portugal de meu avo.

10.11.08

POETAS DO CONCELHO DE NISA


Força de Viver
Há quem não nasça ensinado
Eu, por exemplo, nasci
Mas que culpa tenho eu
De não ser tudo igual a mim?

Esta força de viver
Dia a dia com mais esperança
Com tantos anos de idade
Parece que sou criança!

Criança e brincadeiras
De outros tempos de então
E os amigos de infância
Que tenho no coração.

Fui criança, fui mulher
Fui mãe, primeiro, depois esposa
Pedi tanto, tanto a Deus
Que dele obtive esta força!

Mas deslizes nesta vida
Qualquer ser humano tem
Levei tantos empurrões
Sem fazer mal a ninguém.

Mas fui recompensada
Não liguei nada ao desdém
Por tudo tenho lutado
Sem pedir nada a ninguém.

Passo na rua a sorrir
À criança, aos velhos e de meia idade
E pensar que nos olhos deles
Houve em tempos, maldade.

Tropecei mas não caí
Porque alguém me amparou
A minha mãe tão querida
Que comigo tanto chorou.

A nossa vida é um fado
Guitarra encostada ao peito
Por mais sério que se seja
Há sempre qualquer defeito.
Maria Dinis Pereira
Sou da vila de Nisa
Eu sou da vila de Nisa
Terra do Alto Alentejo
Meus olhos choram de dor
Nos dias que te não vejo

Há anos que cá não vinha
Muito admirado fiquei
Não vi fonte, nem jardim
E de tristeza chorei.

Já vi que não há respeito
Pelo povo desta terra
Querida “Árvore da Mentira”
Olha o que te fizeram!

Mas que fez o meu povo
O que fez ele de tanto mal?
Os jarrões do nosso jardim
Devem estar lá pró Curral!

Triste regressei a casa
E num pranto derradeiro
Tive muitas saudades
Do ti Luís Jardineiro.
Gabriel Giesta

NISA
Não sei o que Nisa tem,
Que mago sonho a domina
Feito de luz purpurina,
Quando o sol se esconde além!...

Rasgam-se as nuvens também
P´ra tornar a luz mais fina
Como auréola cristalina
Que só aqui se detém...

Em cada viela ou praça,
Na rua mais pobrezinha,
Há jogos de luz e graça.

Oh! Nisa tão louçainha,
Tens mais graça quando passa
O Sol, por ti, à tardinha.
Padre Alfredo Magalhães - 7 Março 1957


AS VELHAS FONTES DE NISA
Centenas de anos a fio,
Vossa linfa preciosa
De refrigério serviu
À minha Nisa formosa.

Quantas gerações passaram,
Caídas na sepultura,
Que os seus filhos baptizaram
Com vossa água santa e pura!

Em noites de luar silentes,
Tão propícia ao amor,
Nas vossas bicas fluentes
De murmuroso frescor,

Lindas moças iam dantes
Com seus pares, de mãos dadas,
Entre risos e descantes,
Encher as bilhas pedradas.

Se as fontes falar pudessem,
Tinham muito que dizer,
Se contar elas quisesem
O que ouviram sem querer:

Comadres mexeriqueiras,
Do seu lidar esquecidas.
E, entretendo-se, palreiras,
Desfiando alheias vidas;

Segredos de namorados
Com arrufos caprichosos;
Sonhos de amor enlaçados
Em projectos venturosos

Casos alegres, sombrios,
Ali, todos iam dar,
Com a certeza que os rios
Sempre correm para o mar.

Ó boas fontes velhinhas,
Que pena fazeis agora,
Vivendo assim, tão sozinhas,
Sem o bulício de outrora!

Hoje, em casa, toda gente
Já tem água quanta queira,
Sem custos, prosaicamente:
Basta abrir uma torneira!

Por isso, as fontes de Nisa
Vão chorando a sua mágoa:
Já delas não se precisa,
Ninguém lá vai buscar água!
F. Bagulho – in “Correio de Nisa”

4.11.08

OPINIÃO - Por morrer uma andorinha...(II)



“ferro velho” e sucata
Lemos que se vai proceder à Remoção de “ferro velho” e venda de sucata (in Câmara Municipal de Nisa, folha informativa, 1 de Outubro de 2008, pág. 1).
Nesta remoção/venda estão incluídos os antigos candeeiros que estiveram no que é hoje o jardim camarário de Nisa (ver foto)?
Nesta remoção/venda estão incluídas as grades de ferro que estiveram no que é hoje o jardim camarário de Nisa?
Nesta remoção/venda estão incluídas as pedras de granito das escadas e parapeitos que estiveram no que é hoje o jardim camarário de Nisa?
Nesta remoção/venda estão incluídas as floreiras que estiveram no que é hoje o jardim camarário de Nisa (ver foto)?
Irão, como antiguidades, embelezar jardins particulares!?
Vejam-se as fotografias de candeeiro (parte superior) e floreira que ainda permanecem em centenário jardim público na Praça Marquês de Marialva, em Cantanhede.
Por lá pensa-se de maneira diferente!
Nesta remoção/venda está incluída a lenha das tílias que mataram no que é hoje o jardim camarário de Nisa (ver foto)?
Veja-se a fotografia de lápide (bilhete de identidade) junto ao tronco de uma tília que ainda vegeta, com a idade provável de 65 anos, em centenário jardim público na Praça Marquês de Marialva, em Cantanhede.
Por lá pensa-se de maneira diferente!
Por cá, não haverá outros tipos de ferro velho e sucata que precisem de ser removidos e vendidos?
José Dinis Murta - 19 Out. 2008 in "Jornal de Nisa"

3.11.08

Informações bibliográficas

Em extra-texto nas Página(s) para a nossa História divulgadas nas edições impressas em papel no "Jornal de Nisa" incluíamos informação bibliográfica. Aí dávamos notícia das últimas publicações, que, inteiramente ou em algumas das suas páginas, se debruçavam sobre temáticas de história, cultura e património referentes directamente ao concelho de Nisa ou que com ele se relacionassem.
O "Jornal de Nisa", no seu formato tradicional e sob a direcção de Mário Mendes, foi editado pela última vez em 22 de Outubro de 2008, e, assim, trazemos a este blog a informação de dois títulos insertos no n.º 4 – outono de 2008 de Plátano – revista de arte e crítica de portalegre (lançada hoje, 1 de Novembro de 2008, em Portalegre):
- Dr. Alexandre de Carvalho Costa, da autoria de Carlos Garcia de Castro, págs. 5/13.
- Alexandre de Carvalho Costa – um esquecido portalegrense das letras a quem o tempo (ainda) não apagou a obra, da autoria de Joaquim Castanho, págs. 14/17.
* Alexandre de Carvalho Costa (1908 – 1986) era natural da Alagoa, mas casou em Nisa com Maria do Rosário Nogueira e aqui leccionou no Colégio Nisense e no Colégio Condestável. Na sua vasta bibliografia, alguns títulos reportam-se ao concelho de Nisa, cujo município o homenageou postumamente, aquando do feriado municipal, em 20 de Abril de 1987.
José Dinis Murta - Portalegre, 1/Nov./2008

2.11.08

Uma obra em marcha em Nisa


PAROQUIANOS AJUDAM RECUPERAÇÃO DA IGREJA MATRIZ

As obras de recuperação da Igreja Matriz de Nisa têm decorrido em bom ritmo e beneficiando da clemência das condições atmosféricas.
Nesta altura estão quase concluídos os trabalhos de revisão da cobertura do telhado principal e os telhados menores, os das capelas, foram igualmente limpos.
A reposição de madeiras e o reforço da cobertura eram indispensáveis face aos níveis de degradação que o edifício vinha apresentando, notando-se particularmente, as infiltrações das águas pluviais.
No sentido de fazer face às despesas, a Paróquia tem promovido algumas iniciativas de angariação de fundos, sendo a mais relevante, o espectáculo com Frei Hermano da Câmara e José Gonçalvez, realizado no dia 12 de Outubro.
De acordo com o padre Nuno Folgado, a iniciativa foi um sucesso, tendo sido alcançada uma receita de 5 mil euros, num total de 11 mil euros já conseguidos na campanha de ajuda à reconstrução do telhado da Matriz.
As obras estão orçadas em 70 mil euros e as iniciativas para angariação de receitas, como a feitura de rifas e as ofertas de pessoas, vão continuar.
Ainda assim e porque a diferença é bastante significativa, foi pedido apoio à Câmara, para além de algumas verbas que a Paróquia irá disponibilizar.
É que, concluída a remodelação e reforço da cobertura, novos desafios se colocam aos responsáveis pela gestão da Igreja Matriz.
O edifício carece de uma reparação e pintura das paredes exteriores. As duas torres apresentam também um aspecto deplorável, tanto no exterior como, sobretudo no seu interior, onde o lixo e os dejectos dos animais (pombos, cegonhas e corujas) se acumulam, exigindo uma intervenção urgente e em grande escala.
Estas obras estão no horizonte dos responsáveis da Paróquia, que acreditam ser possível com a ajuda de todos os paroquianos e entidades levar a bom termo todas as intervenções que o edifício carece, no sentido de preservar e dignificar um dos expoentes do património religioso de Nisa.
“Como disse na apresentação do espectáculo, é possível ir sempre mais além, com a energia que as pessoas de Nisa põem nos projectos em que acreditam.
Agora estamos com a cobertura e vamos pedir orçamentos para podermos planear o que vamos fazer a seguir”
, concluiu Nuno Folgado.

"Jornal de Nisa" - nº 265 - 22/10/2008

1.11.08

GUARDAS PRISIONAIS DO CONCELHO DE NISA



Reforçaram a amizade através do convívio
Dezassete guardas prisionais naturais do concelho de Nisa reuniram-se, uma vez mais num convívio que teve lugar na horta do senhor João Martinho, nas proximidades desta vila.
Foi o 11º encontro e convívio anual dos guardas prisionais que nasceram no concelho de Nisa e exercem a sua nobre profissão em diversos estabelecimentos prisionais do país.
Como fazem desde há uma dezena de anos, os guardas prisionais marcam, com grande antecedência este dia de festa e convívio de modo a que, a escala de serviço esteja assegurada e a presença no Encontro garantida.
Por um dia, esquecem os problemas próprios de uma profissão exigente, descomprimem, provam as especialidades gastronómicas alentejanas, contam histórias e peripécias, cantam e reforçam o espírito de camaradagem e de grupo sócio-profissional.
É assim todos os anos e neste convívio estiveram profissionais que cumprem as suas funções em estabelecimentos prisionais de Castelo Branco, a maioria, Alcoentre, Carregueira e outros.
Vêm pela festa e pela confraternização e pela garantia de reforço da amizade, da alegria que impera em cada um dos Encontros.
Este ano, a convite, o Jornal de Nisa esteve presente e pode testemunhar o espírito de sã e alegre convivência. As fotos aqui ficam para um dia mais tarde recordarem e mostrarem aos filhos e netos.

24.10.08

SPORT NISA E BENFICA - 73 anos a dinamizar o Desporto


73 ANOS EM PROL DO DESPORTO

A Fundação
A história do Sport Nisa e Benfica remonta ao longínquo ano de 1935, quando urn grupo de jovens, no auge das rivalidades locais com a filial Nisense do Sporting, tomou a iniciativa de “romper” com as estruturas existentes e de criar uma nova colectividade.
A fundação do clube, com o nome inicial de Sport Lisboa e Nisa, data de 1 de Outubro de 1935, dando corpo ao sonho dos Nisenses Isaac Araújo, José da Piedade Pires, Esteves da Anunciada Cebola e António Maria Carolo.
Em 13 de Janeiro de 1936, é eleita a primeira direcção, dela fazendo parte: o médico António Granja, José da Piedade Pires, Vicente Fernandes Nogueira, Eduardo Dinis Filipe, Esteves da Anunciada Cebola, José da Graça Sena, José Carita Serralha, João da Cruz Charrinho, Virgílio Pinheiro e António Semedo da Piedade.
A primeira sede do clube foi numa casa alugada na Rua da Fonte; depois e também por arrendamento, transferiu-se para instalações muito mais amplas, na Estrada de Alpalhão, onde tinham lugar em datas certas grandes bailes populares, uma maneira de obter de receitas para o clube e principal razão de Angariação de sócios.
Em 1947 e por força da determinação do Sport Lisboa e Benfica, o clube passou a designar-se com o nome que tem hoje: Sport Nisa e Benfica.
As Actividades
No inicio eram os jogos de futebol com o rival Sporting, sem qualquer espírito de competição. Os bailes populares, já referidos, constituíam as mais importantes manifestações colectivas num tempo em que na vila ( e no País) as colectividades espelhavam a divisão inter-classista existente e por isso os bailes no Benfica eram conhecidos corno Os bailes do “Galocha”, para vincar o seu carácter profundamente popular e rural (dos trabalhadores do campo) em compita com outras agremiações corno a Sociedade Artística (dos "artistas" - todos Os artesões, a excepção dos trabalhadores rurais) ou 0 Clube Nisense “,poiso” de uma burguesia local e regional, que não admitia “misturas”.
Com este quadro, fácil é perceber que 0 Nisa e Benfica fosse a associação com maior número de sócios e também de actividades, e profundamente enraizada entre a população.
O atletismo praticou-se durante alguns anos, bem como 0 ciclismo, urn desporto muito popular nos finais dos anos cinquenta e nos anos sessenta.
E nesta década - início de 60 - que 0 Nisa e Benfica participa pela primeira vez em provas oficiais de futebol.
Aos “distritais” de seniores, seguiram-se Os juniores, os principiantes, e todas as demais categorias do futebol jovem, não só a nível distrital, mas também nacional, em seniores (3.ª Divisão) e juniores (campeonato nacional) numa caminhada que não mais parou e que todos os anos se renova, tanto a nível de novos atletas, como nas provas e objectivos com que se participa. Entre estes e num concelho que sofre Os problemas da interioridade e da desertificação, assume relevo a ocupação salutar das crianças e dos jovens, a educação no espírito e respeito pelo “fair play”, valores alternativos aos mundos subterrâneos da droga e do vicio e que, geralmente, constituem becos sem salda.
A par do futebol, 0 Sport Nisa Benfica mantém em actividade (grande actividade, saliente-se) urn Núcleo de Cicloturisrno, funcionando corno secção autónoma e sem encargos para o clube. Outro tanto se passa com a equipa de futebol de veteranos (Velhas Guardas) que percorrem país, com total autonomia e auto financiando-se.
Além destas actividades e num espírito recreativo, o Sport Nisa e Benfica organiza regularmente torneios de pesca desportiva ou de futebol de salão e outros visando quer a obtenção de fundos, quer, acima de tudo, 0 Convívio.
Instalações e Equipamentos
O Sport Nisa e Benfica dispõe de sede própria na Rua 25 de Abril, em Nisa e de Campo de Jogos (Campo de Jogos D. Maria Gabriela Vieira) incluindo campo de futebol (105x65 m) balneários e anexos de ampla dimensão.
A reconstrução do imóvel na Rua 25 de Abril (Estrada de Alpalhão) propriedade do clube e onde este se instalou há mais de 50 anos é já uma uma realidade.
Na época de 1997/98, o Sport Nisa e Benfica, foi Campeão Distrital de Seniores da 2ª Divisão e pela primeira vez Vencedor da Taça da Associação de Futebol de Portalegre.
O Património é coisa que não é esquecido, assim se realizou a construção da primeira bancada (lateral) no Campo de Jogos D. Maria Gabriela Vieira, a mesma foi inaugurada no dia 5 de Outubro de 1998 pelo então Secretário Estado do Desporto Dr. Miranda Calha.
Na época de 1999/2000, o Clube participou no 1º Campeonato Distrital de Futsal na categoria de Seniores, e foi Campeão da modalidade, participando na época seguinte no Campeonato Nacional da 3ª Divisão.
No verão de 2000 foi dado inicio a construção da Bancada Central no Campo de Jogos bem como no final desse mesmo ano começou a reconstrução e remodelação da velhinha sede na Rua 25 de Abril, nº 31.

23.10.08

GNR PERMANECE EM ALPALHÃO




Novas instalações inauguradas no dia 17
Em Alpalhão, foram inauguradas na passada sexta-feira, dia 17, as novas instalações destinadas aos serviços da Guarda Nacional Republicana naquela vila do concelho de Nisa.
O acto simbólico de inauguração foi presidido pelo Governador Civil de Portalegre, Jaime Estorninho e contou com a presença de diversas individualidades civis e militares, entre as quais um eleito da Câmara Municipal de Nisa, o presidente da Junta e outros eleitos na Freguesia.
Após a visita às novas instalações da GNR, o remodelado edifício onde funcionaram os Correios Telégrafos e Telefónicos, a comitiva deu um curto passeio por Alpalhão, tendo visitado o jardim e o espaço central da vila, seguindo-se um almoço na sede do Grupo Ciclo Alpalhoense.
A criação de instalações adequadas para os militares da GNR foi a condição principal para evitar a extinção do posto daquela força de segurança na freguesia de Alpalhão, uma intenção governamental anunciada há mais de ano e meio, prontamente contrariada pelos órgãos autárquicos da freguesia e pela população, que manifestou a sua oposição a tal hipótese através de um abaixo-assinado.
Não menos determinante para a manutenção do posto da Guarda em Alpalhão foi a intervenção do Governador Civil que procurou junto do Governo fazer eco das justas pretensões dos alpalhoenses, bem como o compromisso então assumido pela Junta de Freguesia na concretização de melhores instalações para os militares destacados nesta vila.
Para o efeito foram realizadas obras de adaptação do antigo edifício dos CTT para os serviços da GNR, num investimento que ascendeu a cerca de dez mil euros, havendo apoio da Câmara na recuperação de janelas e porta e a colaboração de alguns elementos da GNR de Portalegre.
Garantida a permanência da Guarda Nacional Republicana em Alpalhão, neste momento com uma guarnição de sete militares, o passo seguinte passa pelo reforço dos recursos humanos, em número que permita manter, em instalações condignas, a qualidade de serviços na elevada e nobre missão que desempenha, em prol da lei e da grei e na defesa da segurança dos cidadãos.

20.10.08

O Protesto contra a exploração de urânio na comunicação social

Exploração de urânio pode afectar geoparqueUNESCO alertou para consequências no parque natural do Tejo
Mais de três centenas de pessoas, entre ambientalistas, população local, antigos mineiros e políticos, manifestaram-se ontem em Nisa contra a intenção de retomar a exploração de urânio naquele concelho alentejano. A iniciativa partiu do movimento cívico "Urânio em Nisa Não" que congrega a autarquia, Quercus e várias entidades locais e serviu para recordar as vítimas destas explorações. A UNESCO já alertou para os efeitos que o retomar da exploração de urânio terá no futuro do Parque Natural do Tejo Internacional.
A jornada de protesto teve início com a audição de antigos trabalhadores das minas da Urgeiriça, em Nelas. Segundo António Minhoto, porta- -voz dos antigos mineiros, "a morte dos trabalhadores das minas deve alertar para os efeitos negativos na saúde e no ambiente e que são reflexo dos erros cometidos pelo Estado na exploração do urânio".
Numa "Tribuna Cívica", o Estado foi condenado "de forma inequívoca, porque não cumpre a lei 28/2005, que obriga a alargar a todos os trabalhadores e familiares os benefícios dados aos trabalhadores de fundo de mina", revelou Minhoto. Os manifestantes, sempre vigiados de perto pela GNR, percorreram depois numa "Marcha da Indignação" os poucos quilómetros que separam o centro da vila alentejana de uma jazida de urânio inexplorado nos arredores de Nisa, para lembrar que "a exploração deste minério, se se tiver em conta as obrigações legais para a preservação ambiental, fica cara e não é rentável.
Empunhando cartazes com palavras de ordem como "Urânio em Nisa Não", lembraram "os erros cometidos em toda esta actividade na zona centro do País, as marcas familiares, dramas de saúde e ambientais que deviam alertar para as consequências gravosas que poderá trazer a exploração de urânio para o concelho de Nisa", referiu o responsável da Quercus, Nuno Sequeira. Heloísa Apolónia, de Os Verdes, garantiu que o seu partido irá "questionar directamente o ministro da Economia".
Ontem também se soube que a UNESCO, a organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, vai enviar ao Governo português uma carta, na qual apela à "salvaguarda de um futuro turístico integrado e da saúde pública das gentes do território do Geoparque Naturtejo da Meseta Meridional." Os responsáveis pela UNESCO ficaram surpreendidos com a possibilidade de extracção de urânio em Nisa, após denúncia de Carlos Carvalho, um dos responsáveis do Geoparque.
in DN Online
Nisa: manifestação contra exploração de urânio
Mais de 300 pessoas protestaram, a quem se juntaram ecologistas, autarcas e agricultores
Mais de 300 pessoas manifestaram-se este domingo de forma pacífica, em Nisa, contra a eventual exploração de urânio naquele concelho do norte alentejano, num protesto a que se associaram ecologistas, autarcas e agricultores, noticia a Lusa.
A «Marcha da Indignação» partiu do centro da vila de Nisa em direcção à herdade onde existe uma jazida de urânio inexplorado, a cerca de três quilómetros de distância.
Sempre com a GNR por perto, mas sem que tivesse ocorrido qualquer incidente, os manifestantes gritavam, entre outras palavras de ordem, «Urânio em Nisa não», «Não, não, não à contaminação».
Nos cartazes podia ler-se: «Contra o urânio por um respirar saudável», «Nisa diz não ao urânio», «Nisa sim, urânio não».
A iniciativa esteve a cargo do Movimento Urânio em Nisa Não (MUNN), da Quercus e de várias entidades locais, como a associação comercial, Associação de Desenvolvimento de Nisa, Terra-Associação para o Desenvolvimento Rural e Associação Ambiente em Zonas Uraníferas.
Jornada de protesto e sensibilização
A jornada de protesto e sensibilização iniciou-se no Cine Teatro de Nisa com uma Tribuna Cívica, onde vários ex-trabalhadores das minas da Urgeiriça (Nelas), entre outras entidades, prestaram o seu depoimento contra a exploração deste minério na região.
A deputada Heloísa Apolónia, do Partido Ecologista «Os Verdes», lembrou «os malefícios» que este género de exploração já provocou nos trabalhadores das antigas minas da Urgeiriça e defendeu que Nisa precisa é de «projectos turísticos».
De acordo com a deputada, o grupo parlamentar de «Os Verdes» vai brevemente «questionar directamente o Ministério da Economia face às incoerências da sua resposta quanto à intenção em relação à exploração de urânio em Nisa».
Potencial de 6,3 milhões de toneladas de minério
O concelho alentejano de Nisa, no distrito de Portalegre, possui no seu jazigo inexplorado de urânio um potencial que ronda os 6,3 milhões de toneladas de minério não sujeito a tratamento, 650 mil quilos de óxido de urânio e 760 mil toneladas de minério seco.
A presidente do município local, Gabriela Tsukamoto, mostrou-se também desfavorável à eventual exploração de urânio em Nisa, considerando que «é uma incógnita, porque não se sabe as consequências em termos de saúde pública, ambientais e em termos económicos».
Fonte: “Portugal Diário”
Trabalhadores da Urgeiriça juntaram-se ao protesto
Duzentas pessoas na marcha contra exploração de urânio em Nisa
Cerca de 200 pessoas, com os antigos trabalhadores das minas da Urgeiriça (Viseu) à frente, estiveram hoje em Nisa numa marcha contra a exploração de urânio na região.
Os participantes na marcha, que registou uma grande presença de jovens, percorreram os dois quilómetros que separam aquela vila alentejana da principal jazida de urânio existente no concelho. Foram erguidas cruzes de madeira no local, onde são visíveis os vestígios da prospecção de urânio realizados há mais de 50 anos, e desdobrados cartazes com palavras de ordem contra a exploração daquele mineral radioactivo – “Urânio – aqui jaz para sempre”, “Saúde é diferente de exploração de urânio” e “Não lixem (ainda) mais o ambiente”, entre outros.
José Pedro Almeida, presidente do Movimento Urânio em Nisa Não, recordou no local a contestação promovida há quase dez anos contra a anunciada intenção de começar a extrair o urânio na região. “Éramos meia dúzia de pessoas e depois toda a população foi envolvida”, disse. “A agricultura da região quer-se afirmar pela qualidade dos seus produtos e do ambiente. Mas uma exploração destas é impeditiva de continuarmos com este modelo de desenvolvimento.”
Representantes da Quercus, Adenex (associação ambientalista da Extremadura) e da organização ambientalista internacional Amigos da Terra manifestaram a sua solidariedade com esta luta, que trouxe a Nisa várias dezenas de ex-trabalhadores das minas de urânio da Urgeiriça.
Numa tribuna cívica realizada durante a manhã, estes últimos deram conta dos seus problemas actuais e do grave estado ambiental em que ficou a zona depois do encerramento da Empresa Nacional de Urânio. As sucessivas intervenções apontaram para a responsabilização do Estado, acusado de crimes contra a saúde dos trabalhadores por negligência de informação quanto aos riscos decorrentes do contacto prolongado com urânio. Foi ainda exigida a aceleração da recuperação ambiental da zona, onde existem mais de seis dezenas de minas abandonadas, águas poluídas e materiais tóxicos espalhados de forma incontrolada.
O testemunho de Maria Adelina
Maria Adelina, viúva de um ex-trabalhador das minas de urânio da Urgeiriça, subiu ontem de manhã ao palco do Cine-Teatro de Nisa para contar a sua história pessoal.
“O meu marido trabalhou sempre na mina da Cunha Baixa [concelho de Mangualde]. Tinha 54 anos quando morreu, há dois anos, com a doença da moda, o cancro. Fiquei viúva com dois filhos pequenitos. Ele trabalhava na mina e vinha sempre para casa com a roupa molhada, que eu depois lavava. Andava lá no fundo e isso deu-lhe cabo da saúde. A vida dele foi curta. Trabalhava para o Estado mas este não está a contribuir para a família que ficou. O Estado deu-me pouca coisa, porque eu sou nova e ainda tenho tempo e saúde para trabalhar e governar a minha vida.
Fonte: Público online - Carlos Pessoa
Nisa: mais de 300 contra a exploração de urânio
Mais de 300 pessoas manifestaram-se neste domingo em Nisa contra a eventual exploração de urânio no concelho, num protesto que reuniu ecologistas, autarcas e agricultores. Os manifestantes, onde se destacava grande presença de jovens, percorreram os dois quilómetros que separam a vila alentejana da principal jazida de urânio do concelho gritando, entre outras palavras de ordem, "Urânio em Nisa não", "Não, não, não à contaminação".
A iniciativa foi do Movimento Urânio em Nisa Não (MUNN), da Quercus e de várias entidades locais, como o município, a associação comercial, Associação de Desenvolvimento de Nisa, Terra-Associação para o Desenvolvimento Rural e Associação Ambiente em Zonas Uraníferas.
Nos cartazes podia ler-se: "Contra o urânio por um respirar saudável", "Nisa diz não ao urânio", "Nisa sim, urânio não".
Numa tribuna cívica realizada durante a manhã, ex-trabalhadores das minas da Urgeiriça (Nelas) prestaram o seu depoimento contra a exploração deste minério na região. Outras intervenções apontaram para a responsabilização do Estado, acusado de crimes contra a saúde dos trabalhadores por negligência de informação quanto aos riscos decorrentes do contacto prolongado com urânio. Foi ainda exigida a aceleração da recuperação ambiental da zona, onde existem mais de seis dezenas de minas abandonadas, águas poluídas e materiais tóxicos espalhados de forma incontrolada.
O concelho de Nisa, no distrito de Portalegre, possui no seu jazigo inexplorado de urânio um potencial que ronda os 6,3 milhões de toneladas de minério não sujeito a tratamento, 650 mil quilos de óxido de urânio e 760 mil toneladas de minério seco.
Para a presidente do município local, Gabriela Tsukamoto, a eventual exploração de urânio em Nisa "é uma incógnita, porque não se sabe as consequências em termos de saúde pública, ambientais e em termos económicos". Para a autarca, "é preferível pegar nos recursos do concelho, como os queijos, os enchidos, os bordados, o termalismo e torná-los mais sustentáveis".
O responsável do núcleo regional de Portalegre da associação ambientalista Quercus, Nuno Sequeira, disse à agência Lusa que a acção de contestação "pretende sensibilizar o Governo para recusar o avanço da exploração de urânio na zona de Nisa". Para ele, "é importante não esquecer os erros cometidos em toda esta actividade na zona centro do país, as marcas familiares, dramas de saúde e ambientais e alertar para as consequências gravosas que poderá trazer para o concelho de Nisa e para o distrito", avisou.
 Fonte: esquerda.net
Cruzes contra exploração de urânio em Nisa
Cruzes de madeira foram erguidas este domingo junto a uma jazida de urânio em Nisa, no âmbito de um protesto contra os projectos para retomar a exploração no local. Mais de 200 pessoas, incluindo antigos trabalhadores das minas da Urgeiriça, participaram na marcha entre o centro da vila e a jazida.
Fonte: Público - Foto de Nelson Garrido

8.10.08

Casais de Nisa festejaram 25 anos de matrimónio




Foi uma iniciativa inédita, pelo menos na vila de Nisa, a celebração festiva a evocar 25 anos de vida em comum.
Um quarto de século de vida a dois, e depois a três, a quatro e a cinco, consoante o número de “rebentos” frutos dessa união, multiplicada pelos 12 casais que se juntaram e fizeram a festa, no último sábado de Setembro.
Foram mais aqueles que se uniram pelo matrimónio no ano de 1983, mas nem todos puderam estar presentes.
Ainda assim a festa dos “25 anos de matrimónio” fica a marcar mais uma “modalidade” de encontros e convívios em que é pródiga a vila de Nisa.
O jantar de celebração dos 25 anos decorreu no restaurante “3 Marias” e a gerência primou por receber os “casais matrimoniais” com pompa e simpatia, a todos tendo presenteado com uma mensagem de parabéns e de felicitações, original.
Após o jantar, a festa prosseguiu. A música e a dança, a lembrança de outros tempos, o sorriso e amparo dos filhos, contribuíram para que este dia fique também a figurar na história dos dias felizes e que um dia mais tarde, na companhia dos netos, hão-de, certamente, ser lembrados.