11.10.15

OPINIÃO: Quanto vale o seu voto?

No passado fim-de-semana (4 de Outubro), houve eleições em Portugal para a Assembleia da República.
Muita gente desconhece que aquele simples acto de colocar uma “cruzinha” no quadrado em frente da sigla do partido que está a selecionar, vale mais do que imagina. Ora vejamos: em primeiro lugar partimos do princípio que o voto em democracia vale o mesmo para todos os eleitores – o princípio de um homem, um voto (desde que não haja abstenções muito elevadas que desvirtuem esse mesmo principio);
Em 2º lugar o voto inútil, ou “sem valor de representação”, que acontece em pequenos círculos eleitorais (como Portalegre), em partidos considerados “fora do sistema”, os quais não servem para eleger deputados.
Em terceiro lugar o voto financeiro, que tem vindo a assumir uma elevada responsabilidade na vida partidária da nossa jovem democracia, desde a lei do financiamento dos partidos políticos em Portugal, que atribui subvenções consoante o número de votos das últimas eleições.
Não vou desenvolver aqui estes três pontos sobre o valor que o voto pode assumir numa eleição, porque tornar-se-ia fastidioso para os nossos leitores. Mas, como a atualidade politica tem-nos surpreendido largamente nestes últimos dias, talvez agora possamos entender melhor o porquê, para o Partido Livre (um dos derrotados nestas eleições) ter lançado um peditório, esta semana, a todos os seus eleitores, para poder pagar despesas de campanha no valor de mais de cem mil euros! Por uma simples razão, não tiveram votos suficientes (cerca de 39 mil) para lhe poder ser atribuída a subvenção estatal.
Cada voto válido introduzido na urna, corresponde atualmente (2015) ao valor de 2.84€.
Podemos fazer um pequeno e simples exercício contabilístico, no caso do círculo eleitoral de Portalegre, em que o resultado foi este:
Como podemos constatar através deste quadro, que apresenta os valores obtidos no círculo eleitoral de Portalegre, por cada partido com direito a receber a subvenção anual (partidos que obtenham mais de 50 mil votos). Assim sendo, através deste círculo eleitoral serão 7 partidos que vão receber cerca de 158 mil euros.
Por exemplo o partido mais votado, neste caso o PS (Portalegre) os seus votos transformar-se-ão numa verba de 71.105,08€ /anual, paga pela Assembleia da República. E mesmo partidos sem assento parlamentar como é o caso do PCTP/MRPP e do PDR, terão direito a receber as suas verbas de 2.842.84€ e 925.84€ respetivamente, neste círculo.
No entanto, sabemos que houve 59.004 votantes, que representam 58,31% dos eleitores inscritos neste círculo eleitoral, mas para efeitos de “valor financeiro” do voto foram apenas contabilizados 55.742, ficando sem direito a qualquer valor cerca de 3.263 votos, dos quais 1.130 são votos em branco e 896 são votos nulos.
Estes são estes alguns dos custos que temos que suportar por viver em democracia, ao qual se devia de acrescer o mesmo grau de transparência no financiamento das campanhas e dos próprios partidos.
O voto é secreto, mas as contas têm que ser públicas!
JOSÉ LEANDRO LOPES SEMEDO

Conselho Nacional de Os Verdes analisou resultados das Legislativas 2015

O Conselho Nacional do PEV fez uma análise aprofundada sobre os resultados das eleições legislativas que decorreram no passado dia 4 de outubro e sobre a atualidade política. Dessa análise destacamos os seguintes pontos:
A Coligação Democrática Unitária (coligação PCP/PEV) obteve mais votos, mais percentagem e mais um mandato para a Assembleia da República, traduzindo uma consolidação que se tem vindo a verificar nas eleições legislativas realizadas no século XXI. Esta consolidação representa uma prova de confiança nas forças políticas que integram a CDU (PEV E PCP) e contribui, ela própria, também para que outras forças políticas que se têm alternado no Governo não tenham conseguido obter maioria absoluta.
Os Verdes não podem deixar de sublinhar a atitude profundamente parcial e discriminatória por parte da comunicação social, que reiterou e acentuou um silenciamento inaceitável em relação à voz dos Verdes no quadro da pluralidade da CDU, enquanto em relação a outras forças políticas deu sempre voz a mais do que um dos dirigentes ou candidatos, nas coberturas feitas em campanha eleitoral.
Os portugueses censuraram e condenaram, através do seu voto, as políticas de austeridade e de empobrecimento prosseguidas pela coligação de direita e expressaram uma necessidade de mudança. Nesse sentido, retiraram a maioria absoluta que coligação PSD/CDS detinha, apesar de todas as manipulações que esta empreendeu sobre a realidade nacional e o futuro próximo (note-se, por exemplo, a indecorosa campanha que construíram em torno de uma hipotética devolução da sobretaxa do IRS, com falseamento de dados).
Face à nova composição da Assembleia da República, torna-se claro que os partidos que se comprometeram, em campanha eleitoral, com uma mudança de políticas detêm, no seu conjunto, a maioria dos deputados. Seria irresponsável, portanto, não atender a este novo quadro parlamentar e fingir que tudo se mantinha igual. Nesse sentido, Os Verdes consideram que os cidadãos expressaram uma vontade para que PSD/CDS não se mantenham no Governo e para que possa surgir uma outra formação governativa.
A verdade, contudo, é que os partidos que apresentaram um compromisso de mudança, perante os eleitores, assentam sobre propostas políticas diferentes e têm programas eleitorais diferenciados. Ainda assim, e face à emergência que se coloca, de pôr fim às políticas de austeridade, Os Verdes estão, como já o demonstraram, abertos a discutir um programa de Governo sustentado em políticas alternativas, que quebre o ciclo de empobrecimento e de travão ao desenvolvimento ambiental, social e económico do país.
Face a esta disponibilidade manifestada pelo PEV, compete ao PS determinar se pretende assumir a responsabilidade de um virar de página formando um governo com políticas adequadas, que os Verdes não inviabilizarão, ou se, à semelhança do que tem acontecido nas últimas décadas, pretende voltar a dar a mão à direita para que esta continue no Governo.
Os Verdes apresentaram ontem, em reunião com o PS, um conjunto de matérias que consideram necessário estarem em cima da mesa para discussão de um próximo programa de governo e para garantirem uma política diferente, atendendo àquela que é a atual situação do país, a saber:
Aceitação do princípio da não privatização do setor da água; discussão da política energética, dando primazia à eficiência e à poupança energética; promoção dos transportes coletivos, em especial com o desenvolvimento do transporte ferroviário; combate às assimetrias regionais; garantia de serviços públicos de proximidade; valorização das funções sociais do Estado (defesa e reforço da escola pública, do serviço nacional de saúde, diversificação de financiamento da segurança social); medidas de incentivo, apoio e dinamização da produção nacional; reforço e investimento na conservação da natureza e da biodiversidade; combate à precariedade no emprego; valorização dos salários, incluindo o aumento do salário mínimo nacional; valorização das pensões de reforma, incluindo o aumento das pensões mínimas; implementação de uma política fiscal justa que tribute em função da capacidade de contribuição de cada um; a revisão urgente de medidas tomadas pelo anterior Governo que se demonstraram um erro crasso (e.g. aumento do IVA na restauração, liberalização da plantação do eucalipto, retrocesso no quadro da interrupção voluntária da gravidez).
Ficaram marcadas mais duas reuniões com o PS (para as próximas 3ª e 4ª feiras), no sentido de pormenorizar e desenvolver o entendimento de políticas que cumpram os objetivos acima enunciados.
Os deputados eleitos pelo PEV (Heloísa Apolónia e José Luís Ferreira) formarão o Grupo Parlamentar Os Verdes na próxima legislatura e, logo no início da sessão legislativa, apresentarão um primeiro pacote de iniciativas legislativas, com matérias determinantes para o desenvolvimento sustentável do país, que oportunamente serão divulgadas. O Grupo Parlamentar Os Verdes continuará de forma firme e determinada a fazer eco parlamentar da realidade do país e das aspirações e anseios das populações, com as quais continuaremos a trabalhar de uma forma muito direta e leal.
Lisboa, 10 de Outubro de 2015
O Conselho Nacional do Partido Ecologista “Os Verdes”

8.10.15

Sport Nisa e Benfica: 80 anos de vida com os olhos no futuro

O Sport Nisa e Benfica comemorou no passado dia 1 de Outubro, 80 anos de existência. Uma noite de fados, realizada no dia 2, serviu para evocar a vida e o historial de um clube desportivo fundado em 1935 que continua a olhar para o futuro, agora com novas e mais elevadas expectativas. A colocação do pavimento sintético no campo de jogos, vem colmatar uma das principais lacunas, e irá permitir que atletas e amantes do futebol disponham de condições ideais para a prática da modalidade.
Este tem sido o principal sonho do presidente da direcção do clube, Paulo Vilela, ciente de que a melhoria de infra-estruturas desportivas poderá constituir o retomar das tradições futebolísticas em Nisa, não apenas nos escalões de formação, como vem acontecendo desde há várias épocas, mas na participação na prova maior da AFP, o campeonato distrital de seniores.
“Esse é, com efeito, o meu maior sonho, enquanto dirigente. Somos o único concelho do distrito que não dispunha de um piso relvado ou sintético e em Novembro, como espero, iremos concretizar esse objectivo” – confirmou o presidente.
Para que tal empreendimento fosse possível, a autarquia nisense estabeleceu um contrato com a empresa Playpiso S.A., que tem procedido à preparação do terreno no Campo de Futebol D. Maria Gabriela Vieira, uma obra com o valor global de 176.970 euros e que engloba, entre outros, trabalhos de drenagem, instalação de sistema de rega e colocação de relva sintética e equipamentos essenciais para a prática do futebol, de acordo com as regras definidas pela FPF para jogos nacionais, obra que se estima estar concluída em Novembro.
A obra de colocação do piso sintético obrigou ao estabelecimento de um acordo com o Município, cedendo o clube os direitos de utilização do campo de jogos à autarquia por um período de 25 anos, com uma cláusula que salvaguarda o retorno à posse do clube, ficando o recinto a ser considerado de âmbito municipal e com um regulamento de utilização, a ser ultimado pela autarquia.
“ Foi a forma encontrada para resolver esta situação, que há muito poderia estar resolvida - explica Paulo Vilela. Até à conclusão da obra temos que ir treinar e disputar os jogos em Tolosa. Juntamos o útil ao agradável, apesar de ser mais dispendioso, pois há crianças de Tolosa a jogar nas equipas de formação (traquinas, benjamins e infantis) do Nisa e Benfica. Este ano, devido aos condicionalismos das obras tivemos que reduzir o número de atletas e de competições. Habitualmente, juntamos quase uma centena de crianças e jovens em competições e convívios desportivos.”
Um clube com grande historial
A história do Sport Nisa e Benfica remonta ao longínquo ano de 1935, quando um grupo de jovens, adeptos do Benfica, tomou a iniciativa de criar uma nova colectividade que rivalizasse com a do Sporting.
A fundação do clube, com o nome inicial de Sport Lisboa e Nisa, data de 1 de Outubro de 1935, dando corpo ao sonho dos nisenses Isaac Araújo Baptista, José da Piedade Pires, Esteves da Anunciada Cebola e António Maria Carolo.
Em 13 de Janeiro de 1936, é eleita a primeira direcção, dela fazendo parte: o médico António Granja, José da Piedade Pires, Vicente Fernandes Nogueira, Eduardo Dinis Filipe, Esteves da Anunciada Cebola, José da Graça Sena, José Carita Serralha, João da Cruz Charrinho, Virgílio Pinheiro, João da Cruz Charrinho e António Semedo da Piedade.
A primeira sede instalou-se numa casa alugada na Rua da Fonte; anos mais tarde e também por arrendamento, transferiu-se para instalações muito mais amplas, na Estrada de Alpalhão (rua 25 de Abril), onde tinham lugar, em datas certas, grandes bailes populares, iniciativas destinadas a obter de receitas para o clube e principal razão de angariação de sócios.
Em 1946 e por força da determinação do Sport Lisboa e Benfica, o clube passou a designar-se com o nome que tem hoje, Sport Nisa e Benfica, tornando-se na 39ª filial do clube lisboeta, sendo actualmente a 9ª filial do SLB.
 Os jogos da bola e os bailes no “Galocha”
Não se pode falar do Benfica de Nisa, sem aclarar a memória dos célebres bailes que decorriam na sua sede. Se no início eram os jogos de futebol com o rival Sporting, sem qualquer espírito de competição oficial e disputados no campo do Alto de Palhais, os bailes populares, constituíam as mais importantes manifestações colectivas num tempo em que na vila (e no país) as colectividades espelhavam a divisão inter-classista existente. Abertos a camponeses, operários e artistas, sem distinção, os bailes no Benfica eram conhecidos como os bailes do “Galocha”, para vincar o seu carácter profundamente popular e rural (dos trabalhadores do campo) em compita com outras agremiações como a Sociedade Artística (dos "artistas") ou o Clube Nisense, “poiso” de uma burguesia local e regional, que não admitia “misturas”.
Com este quadro, fácil é perceber que o Nisa e Benfica fosse a associação com maior número de sócios e também de actividades, e profundamente enraizada entre a população.
O atletismo praticou-se durante alguns anos, bem como o ciclismo, uma modalidade muito popular durante os anos cinquenta e sessenta do século passado.
É no início da década de 60 que o Sport Nisa e Benfica participa pela primeira vez em provas oficiais de futebol.
Aos “distritais” de seniores, seguiram-se os juniores, os principiantes, e todas as demais categorias do futebol jovem, não só a nível distrital, mas também nacional, em seniores (3.ª Divisão) e juniores (campeonato nacional) numa caminhada que não mais parou e que todos os anos se renova, tanto a nível de novos atletas, como nas provas e objectivos com que se participa. Entre estes e num concelho que sofre os problemas da interioridade e da desertificação, assume relevo a ocupação salutar das crianças e dos jovens, a educação no espírito e respeito pelo “fair play”, valores alternativos aos mundos subterrâneos da droga e do vício e que, geralmente, constituem becos sem salda.
A par do futebol, o Sport Nisa Benfica manteve em actividade, secções de cicloturismo, andebol e futsal, funcionando como secções autónomas e sem encargos para o clube. No futsal, conquistou o primeiro campeonato distrital organizado pela AFP tendo sido, aliás, um dos precursores desta modalidade, hoje tão popular no distrito. Outro tanto se passa com a equipa de futebol de veteranos (Velhas Guardas) que percorrem país, com total autonomia e auto financiando-se.
Além destas actividades e num espírito recreativo, o Sport Nisa e Benfica organiza regularmente torneios de pesca desportiva ou de futebol de salão, bailes da pinhata e de Natal, festas de Verão, Milha de S. Silvestre (atletismo), o Passeio de Pais Natal de Bicicleta ou o jantar de Natal, e outros visando quer a obtenção de fundos, quer, acima de tudo, a dinamização desportiva e o convívio entre associados.
Valorização do património
O Sport Nisa e Benfica dispõe de sede própria na Rua 25 de Abril, e de Campo de Jogos, com o nome de D. Maria Gabriela Vieira, a benemérita nisense que doou ao clube, sem qualquer contrapartida, uma extensa propriedade, na qual está implantado o campo de futebol (105x65 m) balneários e anexos de ampla dimensão.
A sede do clube passou por obras de remodelação e dispõe, hoje, de melhores condições para os sócios e para a população que utiliza o salão para a realização de diversas festas de convívio ou familiares.
A valorização do património é objectivo que não tem sido esquecido pelos diversos elencos directivos que têm gerido o clube.
Reconhecendo a importância do clube na promoção do desporto no concelho, a Câmara Municipal de Nisa atribuiu-lhe a Medalha de Mérito Municipal em Outubro de 1995.
Em 5 de Outubro de 1998 foi inaugurada pelo então Secretário de Estado do Desporto, Miranda Calha, a primeira fase da bancada (lateral) e dois anos mais tarde foi construída a bancada central no Campo de Jogos, incluindo a mesma uma cabine para a comunicação social, melhoramentos que transformaram de modo significativo o conjunto de estruturas e equipamentos do Sport Nisa e Benfica, foram conseguidos por força de uma enorme dedicação dos seus dirigentes e associados.
A colocação do piso sintético será a “cereja no topo do bolo”.
“Não sei, mas acho que me vou emocionar bastante neste dia. Não apenas pela concretização deste sonho, de muitos anos, mas porque ao lutar pelo mesmo ouvi muitas coisas desagradáveis, de pessoas que esquecem que damos o melhor que podemos e sabemos por um ideal, o do clube, à margem de politiquices que nada acrescentam e que nada nos trazem de positivo. O clube completou 80 anos de existência, uma idade que deve ser orgulho para todos os nisenses, com um historial brilhante e que fala por si.
Com a implantação do sintético, vamos ter novas e melhores condições, queremos chamar mais atletas e desenvolver uma modalidade que foi sempre o orgulho da nossa terra.
O Nisa e Benfica tem 300 sócios, muitos ainda têm esperança no retorno do futebol sénior. Por mim, farei todos os possíveis para que tal aconteça, em condições viáveis, sem loucuras e no respeito pelas disponibilidades monetárias do clube.”
Um leão no reino da águia 
Paulo José Ribeirinho Vilela Mendes, 43 anos, funcionário público, é o presidente do Sport Nisa e Benfica, cargo que exerce há 3 mandatos e que tem acumulado com o de treinador de escalões jovens.
Questionado sobre a sua dupla “cor” clubística não tem dúvidas em afirmar. “Sou sportinguista, vibro com as vitórias leoninas, mas foi neste clube que me formei como jogador, como homem, como dirigente e como técnico de futebol. Foi nesta casa que o meu pai jogou, este é o clube da minha terra, pelo qual o meu avô vibrou em tantas e tantas horas inesquecíveis e por isso, digo que, como nisense é um grande orgulho servir um clube com tão longa vida e brilhante historial”.
“Águias” e “leões” à parte, o amor ao clube que sempre conheceu desde criança falou mais alto, constituindo um exemplo nos tempos que correm.
 Um clube “recheado” de êxitos
1975/76 – Campeão Distrital de Futebol (seniores)
1976/77 – Participação no Campeonato Nacional da 3ª Divisão
1977/78 – Campeão Distrital de Futebol (seniores)
1978/79 – Participação no Campeonato Nacional da 3ª Divisão
1979/80 – Campeão Distrital de Futebol (seniores)
1980/81 – Participação no Campeonato Nacional da 3ª Divisão
1981/82 – Campeão Distrital de Futebol (seniores)
1982/85 – Participação no Campeonato Nacional da 3ª Divisão
1986/87 - Campeão Distrital de Futebol (seniores)
1987/88 – Participação no Campeonato Nacional da 3ª Divisão
1998/99 - Campeão Distrital de Futebol (seniores) – 2ª Divisão
1998/99 – Vencedor da Taça AFP (seniores)
1999/00 - Campeão Distrital de Futsal (seniores)
2000/01 – Participação no Campeonato Nacional de Futsal (3ª Divisão)
2002/03 – Campeão Distrital Infantis
2003/04 – Vencedor da Taça AFP (Infantis)
2003/04/05/06 – Vencedor da Taça AFP Iniciados
2004/2005 – Vencedor da Taça AFP Juvenis
2008 – Ricardo Mateus em representação do Sport Nisa e Benfica é campeão nacional de corta-mato (juniores).
Mário Mendes in "Alto Alentejo" - 7/10/2015

NISA: Feira de S. Miguel no próximo domingo


7.10.15

Nisa assinala Dia Internacional de Erradicação da Pobreza

A Câmara Municipal de Nisa associa-se às comemorações do Dia Internacional da Erradicação da Pobreza e do Dia Mundial da Alimentação com a iniciativa "Árvores Mágicas... em rede” e uma Caminhada nos Trilhos do Conhal.
O evento “Árvores Mágicas... em rede” é promovido pela Câmara Municipal de Nisa com o envolvimento das Santas Casas da Misericórdia de Nisa e de Arês, do Coro Sénior de Nisa e de participantes no projeto ActivSénior. Concretamente, sexta feira, 16 de outubro, serão revestidas com trabalhos artesanais, as laranjeiras existentes na Praça do Município.
A iniciativa insere-se no âmbito das Comemorações do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza que a  EAPN – Rede Europeia Anti-Pobreza Portugal, desenvolve a nível nacional. Para que a data seja de facto um marco na luta contra a pobreza e a exclusão social em Portugal a EAPN definiu os objetivos gerais da campanha: - Sensibilizar todos os cidadãos para as situações de pobreza que são mais visíveis no seu meio envolvente, desconstruindo eventuais estereótipos e apelando a uma cultura de solidariedade e cooperação; - Apelar à consciencialização individual e coletiva sobre os factos e números relacionados com a pobreza e a exclusão social promovendo a responsabilidade de todos na resolução destes fenómenos; - Transmitir as seguintes mensagens: a existência de uma sociedade mais justa e coesa é possível; e toda a sociedade beneficia com a erradicação da pobreza e da exclusão social; - O reconhecimento do direito das pessoas em situação de pobreza e exclusão social a viver com dignidade e participar plenamente na sociedade.

O Dia Mundial da Alimentação é comemorado na manhã de sábado, 17 de Outubro, com uma caminhada no percurso pedestre “Trilhos do Conhal”, na freguesia de Santana. A Câmara Municipal disponibiliza aos caminheiros o transporte entre Nisa e a freguesia de Santana, com partida do autocarro às 8 horas, frente ao Cine Teatro. Pelas 9 horas, a caminhada inicia-se junto à antiga Escola Primária do Duque. Por um caminho de terra batida segue-se em direcção à Serra de S. Miguel, com as Portas de Ródão no horizonte. No Pego das Portas terá lugar o reabastecimento. O fim da caminhada está previsto para as 13 horas, seguindo-se um almoço/convívio no Centro Comunitário do Pardo.  
Fonte: CMNisa

Naturtejo representa Portugal na Rota Europeia da Cultura Megalítica

A Rota Europeia de Cultura Megalítica insere-se no programa Rotas Culturais do Conselho da Europa e visa a valorização destes importantes monumentos através da dinamização temática de actividades e eventos, potenciando-os turisticamente a uma escala europeia.
Neste sentido, o Geopark Naturtejo, reconhecido pela UNESCO, que inclui no seu território classificado os municípios de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Nisa, Oleiros, Penamacor, Proença-a-Nova e Vila Velha de Ródão, integrou esta rede representando uma região com 305 monumentos megalíticos na sua forma original inventariados, alguns dos quais foram valorizados e podem ser visitados. O estudo deste património tem impulso pioneiro na região com Francisco Tavares Proença Júnior, de que é apreciável o impressionante espólio existente no Museu com o seu nome em Castelo Branco.
É de destacar o trabalho realizado nos últimos anos pelo município de Proença-a-Nova e pela Associação de Estudos do Alto Tejo, através do Campo Arqueológico Internacional, que têm vindo a estudar, utilizando técnicas inovadoras, três antas que hoje estão ligadas entre si por percurso pedestre dedicado à Pré-História e que já se encontram disponíveis para os visitantes. Esta Associação encontra-se ainda a finalizar o estudo da Anta do Cabeço d’Ante, em Vila Velha de Ródão. Em Nisa, o projecto MegaNisa, que envolve o município e a Universidade de Évora no estudo e valorização do património megalítico, de que é expressão mais conhecida a Anta de S. Gens, monumento nacional, reergueu recentemente o Menhir de Patalou com resultados científicos fantásticos e promete novas intervenções no diversificado e monumental legado.
Pela relevância do seu legado megalítico com mais de 6000 anos, que se relaciona cronológica e culturalmente com a Arte Rupestre do Vale do Tejo, outro importantíssimo património arqueológico ao qual o município de Vila Velha de Ródão tem dado especial atenção, o Geopark Naturtejo é a primeira região portuguesa a integrar a Rota Europeia da Cultura Megalítica.
Actualmente este projecto transnacional inclui 20 regiões de países como Alemanha, Holanda, Espanha, Suécia, Dinamarca e Inglaterra, abrangendo também outros geoparques reconhecidos pela UNESCO como os Geoparques Terra Vita (Alemanha), Sobrarbe (Espanha) e Hondsrug  (Holanda).
Com a inclusão na Rota Europeia da Cultura Megalítica, os municípios e entidades ligadas à investigação e promoção do património megalítico da região do Geopark Naturtejo contam com uma nova forma de divulgação turística com um potencial de escala europeu, sendo possível criar rotas e programas turísticos estruturados no tema, sem esquecer a panóplia de outras experiências que o território tem para oferecer.
Destaque ainda a implementação do Dia da Cultura Megalítica, no último Domingo de Abril, em que se celebra a cultura megalítica e as suas manifestações e que promete trazer surpresas para ao território geoparque já em 2016.

Diario Digital Castelo Branco 2015-10-07 

NISA: Exposição "Memórias d´outros Tempos" aberta até 30 Novembro


6.10.15

II Trail Running Vila de Nisa - Inscrições abertas até 31 de Outubro

AREZ (Nisa): IV Mostra de Saberes e Sabores


NISA: 1ª Sessão ordinária da Câmara em Outubro


NISA: Exposição "Cinema Paraíso" de José Manuel Lopes


De 9 de Outubro a 31 de Dezembro está patente no Cine Teatro de Nisa uma exposição titulada “Cinema Paraíso” da autoria de José Manuel Lopes.
A Exposição é constituída por fotografias de alguns dos filmes mais marcantes da história da sétima arte, por prospetos antigos do Cine Teatro de Nisa, por livros e posters da coleção pessoal do autor.
Assumido e inveterado cinéfilo, José Manuel Lopes já apresentou no Cine Teatro de Nisa, as exposições “It’s Wonderful Life” (Do Céu Caiu uma Estrela), de fotografias de artistas de cinema, em Junho de 1998 e “Os Melhores Anos da Nossa Vida”, de prospetos antigos do Cine Teatro de Nisa, em Dezembro de 1999.
A exposição pretende ser uma pequena e singela homenagem àquela que é a principal sala de espetáculos da vila e uma das melhores do Alto Alentejo, inaugurada em 9 e 10 de Outubro de 1931 pela Companhia Teatral de Amélia Rey Colaço / Robles Monteiro.

A exposição é dedicada a todos os amantes da sétima arte e, em particular, à memória de José Vilela Mendes, uma figura conhecida e querida de todos os nisenses, que durante sensivelmente 20 anos geriu o “seu” / “nosso” Cinema Paraíso: o Cine Teatro de Nisa.

5.10.15

Morreu José Vilhena, o sátiro cartoonista da Gaiola Aberta

Escritor, cartoonista e pintor, José Vilhena foi o grande sátiro da condição portuguesa, em ditadura e em liberdade, sem poupar nos alvos e com gosto declarado pelo erotismo. Morreu este sábado, aos 88 anos.
Cartoonista, humorista, escritor e pintor. Quatro condições interligadas na vida e obra de um homem que, desde a década de 1950, se dedicou a satirizar, sem poupar ninguém, dos poderosos ao povo oprimido, a realidade política e social do país em que nasceu. Antes da Revolução de Abril viveu com a censura à perna de forma quase ininterrupta, ou não tivesse assinado quase seis dezenas de livros, todos censurados, todos vendidos ao seu público fiel por baixo da mesa nas tabacarias.
Onze dias depois do 25 de Abril de 1974, começou a fazer a sua cronologia da revolução em Gaiola Aberta, o seu título mais célebre. “One man show”, trabalhador verdadeiramente independente que se responsabilizava sozinho por todo o processo de elaboração e produção dos seus livros e revistas, José Vilhena, nome incontornável do humor português, na linha de um Bordalo Pinheiro, mas contemporâneo da libertação sexual das décadas de 1960-70 (e notava-se muito, ou não fosse o corpo feminino presença constante na sua obra), morreu este sábado, aos 88 anos, vítima de “doença
prolongada”, como se lê no site O incorrigível e manhoso Vilhena (www.vilhena.me), gerido pelo seu sobrinho Luís Vilhena. Encontrava-se internado no Hospital São Francisco Xavier.
O título do site supracitado é uma referência directa a um dos muitos relatórios da comissão de censura do Estado Novo dedicados às suas publicações. Nele, emitido em 1965, lia-se: “O incorrigível e manhoso ‘Vilhena’ não quis deixar acabar este ano de 1965 sem lançar a público mais uma das suas produções deletérias que por artes ocultas circulam sempre a despeito das proibições que sobre elas incidem. Posto hoje à venda, segundo creio” – escreve o autor do relatório –, “não encontro neste livro uma única página que possa ser autorizável. Portanto, proponho a sua rigorosa proibição”.
De si próprio, Vilhena dizia ser “uma espécie de trapezista”: “A malta comprava os meus livros porque achava que no dia seguinte eu ia preso”. E foi, por três vezes, em 1962, 1964 e 1966. Muito a propósito, Rui Zink recorda ao PÚBLICO a definição de censura que ouviu a José Vilhena: “Censura é a técnica de separar o trigo do joio, a fim de publicar o joio” – “também se aplica aos jornais de hoje”, acrescenta.
Zink, que privou de perto com José Vilhena, descreve-o como “um diamante no meio de ovelhas murchas”, alguém que, seguindo a máxima de Groucho Marx, se recusava a pertencer a qualquer clube. “O Aquilino Ribeiro chegou a tentar levá-lo para um clube, para a Associação Portuguesa de Escritores, mas ele declinou timidamente dizendo que não era escritor”. A actividade diversificada de Vilhena, aponta Rui Zink, nasce, de resto, da inexistência de escritores populares de humor em Portugal. “Do que ele gostava era de desenhar, mas, dada essa circunstância, acabou por se tornar cartoonista, escritor, editor, distribuidor.”
Nascido a 7 de Julho de 1927 em Figueira de Castelo Rodrigo, José Vilhena frequentou a Escola de Belas-Artes do Porto, inserido no curso de arquitectura que não chegaria a concluir, culpa do trabalho que começara a fazer para o Diário de Lisboa, Cara Alegre e O Mundo Ri, que co-fundou na década de 1950.
Trabalhou o humor de diversas formas, recorrendo a escrita literária, à ilustração, ao cartoon ou à fotomontagem. Esta última expressão criativa valeu mesmo a um inusitado protagonismo internacional, quando no início dos anos 1980 José Vilhena é alvo de um processo interposto por Carolina do Mónaco, na sequência de uma fotomontagem em que, parodiando o anúncio de uma marca de brandy, colocou a princesa “a aquecer o seu copo de uma maneira original”, recordava em 2003 ao Correio da Manhã.
Entre a sua bora, destacam-se, antes do 25 de Abril, obras como História da Pulhice Humana (1961), O Filho da Mãe (1970) ou Branca de Neve e os 700 Anões (1962), esta incluída na série Livros Proibidos editada com o PÚBLICO. É nesse período que José Vilhena mais brilha, considera Rui Zink. “Os retratos que fez daquele morno Portugal de Salazar são maravilhosos. Depois do 25 de Abril, as pessoas ganharam coragem e surgiram concorrentes mais jovens, mais adequados ao tempo, mais ágeis, mais à esquerda. Há sempre um sacana que gosta mais de liberdade do que nós quando já não há riscos a correr”, ironiza. Durante a ditadura, José Vilhena era “uma estrela solitária a fazer aquele tipo de humor e, mesmo as pessoas que não liam os livros dele conheciam as histórias dos seus livros”, recorda Zink. Segundo o escritor, “foi o grande humorista transversal de antes do 25 de Abril e teve a importância do Herman [José] e dos Gatos Fedorento juntos”.
Mário Lopes in "Público" 03/10/2015 



VIVÁ REPÚBLICA! Festejemos o 5 de Outubro






5 DE OUTUBRO: Viva a República!



As duas primeiras fotos tirei-as, há um mês, em Monte Gordo, no edifício da Junta de Freguesia. Constituem dois testemunhos interessantes sobre o modus vivendi político no século passado. A Dictadura Nacional correspondeu, mais ou menos, ao período que mediou entre a Revolução de 28 de Maio de 1926 e a promulgação da Constituição fascista de 1933. Em Nisa, o período da Dictadura, teve como principal personagem o Tenente António Falcão. Um período com fome, miséria, elevado desemprego e também com obras, algumas que ficaram até, como referência da vila e que mereceram, inclusive, a visita oficial - a primeira no século passado de um Chefe de Estado a Nisa - do Presidente da República, o Marechal Carmona.
O magnífico painel de azulejos, de que não consegui obter a data de instalação, refere-se à Implantação da República em 5 de Outubro de 1910. Comemoram-se, hoje, 105 anos.
A data, no tempo do designado Estado Novo era pretexto para festejos e comemorações entre os oposicionistas a Salazar e à Ditadura que ele corporizava, manifestações de alegria, evocação e júbilo, sempre prontamente reprimidas com o argumento de que não eram "permitidos ajuntamentos", surgindo logo, da parte das forças repressivas (GNR e PSP) o famoso "toca a circular!".
Os portugueses foram "circulando", morrendo nas colónias ou emigrando para França até que chegou a manhã libertadora do 25 de Abril. O dia inicial inteiro e limpo que tirou o povo português do apodrecido cárcere em que se encontrava.
O 5 de Outubro - Dia da Implantação da República - voltou a ser festejado, em liberdade, como Feriado Nacional, até ao dia em que o rapazola da Tecniforma e os seus seguidores, fiéis às obediências do Santo Capital e da Santa Troika resolveram acabar com tamanha festa da liberdade e da invocação da República.
Serviram-se dela e da liberdade para ascenderem às cadeiras do poder e hoje, instalados, quais nababos, escarnecem do povo e das suas convicções.
Esquecem que todo o poder é provisório. Que hão-falir as suas tecnocráticas teorias e que a República, hoje e sempre, continuará a triunfar. E o dia 5 de Outubro, como bandeira da República Portuguesa, voltará a ser dia de Feriado Nacional.
Com festa, música, alegria nas ruas e sem submarinos amarelos...
* Texto de evocação e homenagem a José Vilhena, um grande combatente pela liberdade e contra a Censura, falecido no passado sábado, dia 3 de Outubro.
Mário Mendes

4.10.15

José Serra mostra "olhares diferentes" na Figueira da Foz









O artista nisense José Maria Reisinho Serra esteve uma vez mais em destaque neste fim de semana, sendo um dos convidados da associação Magenta para expôr os seus quadros no âmbito da Exposição "Três Olhares Diferentes" que aquela associação cultural promoveu no CAE (Centro de Artes do Espectáculo) da Figueira da Foz. 
José Serra, com 14 obras expostas, Hermínia Veríssimo e José Neto deram assim o seu contributo artístico para a dinamização e fruição de um espaço de cultura na cidade foz do Mondego.
Não se ficou por aqui a participação do nosso conterrâneo nesta iniciativa cultural, pois os organizadores aproveitando a presença destes artistas, convidou-os para uma outra sessão no mesmo espaço, de que daremos notícia noutro local.

1.10.15

SPORT NISA E BENFICA: 80 Anos de vida em prol do desporto e do concelho





NISA: Menhir do Patalou já pode ser visitado

Na noite de sábado, 26 de Setembro, ocorreu o ato público que assinalou formalmente o início de visitas ao Menhir do Patalou situado junto à estrada que liga Nisa à Barragem da Póvoa.
Na cerimónia realizada no local, a Presidente da Câmara Municipal de Nisa, Idalina Trindade, saudou os participantes e realçou a importância da iniciativa que visa a integração do menhir e de outros monumentos megalíticos do concelho - que irão igualmente ser estudados, reabilitados e sinalizados - num Roteiro Megalítico de Nisa. Sublinhou ainda que o desenvolvimento económico sustentável e integrado está diretamente associado à valorização do património cultural.
Seguiu-se uma conferência sobre Megalitismo pelo Professor Jorge Oliveira que coordenou a equipa de Arqueologia da Universidade de Évora que participou nos estudos e na reabilitação do menhir no âmbito dum protocolo estabelecido com a Câmara Municipal de Nisa. A cerimónia integrou um concerto pela Banda da Sociedade Musical Nisense.
O Menhir do Patalou é um dos mais volumosos menhires da Península Ibérica e encontrava-se tombado, praticamente intacto, no sítio original. O menhir, após ter sido encontrado há cerca de 20 anos, foi agora erguido, na sequência de  trabalhos arqueológicos, iniciados em julho deste ano, promovidos pela Câmara Municipal de Nisa e pelo Laboratório de Arqueologia da Universidade de Évora.  A recolha de carvões nas terras da  base do menhir e a datação por radiocarbono informam que este monumento foi erguido em meados do 5º milénio antes de Cristo. Com um comprimento de 4 metros e um peso a rondar as 7 toneladas foi talhado, transportado e ereto pelas primeiras comunidades neolíticas no contexto de ancestrais práticas religiosas de fecundidade, fertilidade e cultos astrais.

Para marcar a abertura ao público, foi escolhida a noite de sábado. Uma data especial, já que na quarta feira anterior ocorrera o Equinócio de Outono e na madrugada de segunda feira ocorreu um eclipse total de Lua Cheia. Os homens pré-históricos seriam sensíveis a estes fenómenos e assim, simbolicamente, procurou-se reviver um pouco a forma de sentir da gente que há muitos milhares de anos por aqui passou.
CMNisa

Outubro quente traz o diabo no ventre

Outubro é o décimo mês do ano no calendário gregoriano, tendo a duração de 31 dias. Outubro deve o seu nome à palavra latina octo (oito), dado que era o oitavo mês do calendário romano, que começava em março.
Outubro começa sempre no mesmo dia da semana que o mês de janeiro, exceto quando o ano é bissexto.
Dias comemorativos
01 - Dia Mundial da Música
01 - Dia Internacional do Idoso
04 - Dia Mundial do Animal
04 - Dia do Médico Veterinário
05 - Implantação da República
05 - Dia Mundial do Professor
07 - Dia Nacional dos Castelos
09 - Dia Mundial dos Correios
10 - Dia Mundial da Saúde Mental
16 - Dia Mundial da Alimentação

16 - Dia Mundial da Coluna
17 - Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza
18 - Dia Mundial da Menopausa
20 - Dia Mundial da Estatística
20 - Dia Mundial da Osteoporose
20 - Dia da Paralisia Cerebral
22 - Dia Internacional da Gaguez
24 - Dia do Exército Português
24 - Dia das Nações Unidas
25 - Horário de Inverno
26 - Dia da Biblioteca Escolar
29 - Dia Mundial da Psoríase
29 - Dia Mundial do AVC
30 - Dia Nacional de Prevenção do Cancro da Mama
31 - Dia das Bruxas - Halloween
31 - Dia Mundial da Poupança
ADÁGIOS DE OUTUBRO
* Outubro meio chuvoso, torna o lavrador venturoso.
* Meia vida é a candeia e o vinho a outra meia.
* Em Outubro sê prudente, guarda o pão, guarda a semente.
* Vindima em Outubro, que S. Martinho to dirá.
* Aí por S. Lucas sabem bem as uvas.
* Quanto Outubro for erveiro, guarda para Março o palheiro.
* Outubro quente trás o diabo no ventre
* Logo que Outubro venha, procura a lenha.

* Outubro, recolhe tudo.
* Em Outubro, centeio ruivo.
* Semeia no pó, não tenhas dó.
* Em Outubro o lume já é amigo.
* Outubro suão, negaças de Verão.
* Quem planta no Outono leva um ano de abono.
* Se as andorinhas partirem em Outubro seca tudo.

* Outubro, Novembro e Dezembro, não busques o pão no mar, mas torna a teu celeiro, e abre o teu mealheiro
* Em Outubro treme o vinheiro
* Vindima em Outubro que S. Martinho to dirá
* Com a vinha do Outono, come a cabra, engorda o boi, e ganha o dono
* Por S. Francisco (4) semeia teu trigo, e a velha que o dizia semeado o tinha
* Por S. Lucas (18) sabem as uvas
* Por Santa Iria (20) toma o boi, e semeia. 
* Pelo S. Simão (28), fava na mão
* S. Simão e Judas, colhidas são as uvas