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5.4.24

MEMÓRIA: Lembrar Luther King no 56º aniversário do seu assassinato

MARTIN LUTHER KING - Martin Luther King Júnior, de seu nome completo. Pacifista, nasceu em Atlanta (Estados Unidos da América), a 15-01-1929, e foi assassinado em Memphis (Estados Unidos da América), a 04-04-1968. Descendente de Pastores da Igreja Baptista, formado, tal como o pai e o avô, pelo Morehouse College, foi ministro da sua religião antes de se tornar o líder cívico da América negra dos anos 50.
Doutorado pela Universidade de Boston, em 1955, organizou nesse mesmo ano, em Montgomery, o célebre «boicote ao autocarro» (luta contra a segregação racial nos transportes públicos), que se prolongou por mais de um ano. Como resultado, em Dezembro de 1956 o Supremo Tribunal declarou inconstitucional a lei da segregação nos meios de transporte.
Em 1957, foi eleito Presidente da Southern Christian Leadership Conference, organização que aliava os ideais do Cristianismo aos métodos políticos de Gandhi. Dentro dessa linha, a sua mais importante iniciativa foi a marcha sobre Washington pelos Direitos Humanos, em 1963, na qual participaram mais de 250 mil pessoas. Foi nesse dia que Luther King proferiu o célebre discurso onde estava incluída a frase “I have a dream” (Eu tenho um sonho). No ano seguinte, em 1964, dois acontecimentos marcaram a vida de Luther King; foi aprovada a lei que acabou com a segregação racial em toda a União e o líder cívio negro foi laureado com o rémio Nobel da Paz, pela sua “luta pela integração racial nso Estados Unidos da América, sem recurso à violência”.
Aos 35 anos de idade tornou-se no homem mais novo que alguma vez recebera um Nobel da Paz e, mal soube da nomeação, anunciou que o dinheiro do Prémio iria reverter a favor do Movimento pelos Direitos Civis.
Martin Luther King, recebeu o Prémio Nobel da Paz em 1964 (foi o 48º Prémio).
Quatro anos mais tarde foi assassinado em Memphis, num crime atribuído a James Earl Ray, que foi condenado a uma pena de 99 anos de cadeia.
O seu nome faz parte da Toponímia de: Cascais (Freguesia do Estoril – Rua Martin Luther King*); Lisboa (Freguesia de Santa Clara – Rua Martin Luther King; Edital de 03-07-2008, ex-Rua 1 da Malha 23 do Plano de Urbanização do Alto do Lumiar).
O seu nome faz parte da Toponímia de: Alemanha (Str Martin Luther King); Bélgica (Place e Rue Martin Luther King); Espanha (Calle Martin Luther King); Estados Unidos da Améria (Blvd Martin Luther King); França (Rue Martin Luther King); Itália Via Martin Luther King);
Fonte: “Grande Enciclopédia do Conhecimento”, (Volume 9, Pág. 1508)


7.6.20

OPINIÃO: As cercas raciais

Não espanta ninguém que André Ventura se proponha revogar legislação e de caminho estruturas que visam combater a discriminação e o ódio racial.
Ou que, a pretexto dos protestos nos Estados Unidos, anuncie prisão para quem ofender polícias ou magistrados e o fim da "bandalheira" no Twitter se algum dia (espera-se que a flauta de Hamelin nunca chegue a tanto) vencer as eleições.
O que espanta é a leveza com que um autarca socialista (socialista?) anuncia uma cerca sanitária a um bairro social de famílias ciganas, obrigando os delegados de saúde local e regional a corrigir a informação sobre o número de pessoas infetadas e a clarificar que tal medida restritiva não estava prevista nem faria sentido. Nada que impedisse o autarca de insistir numa espécie de cordão "para eles ficarem isolados dentro das suas casas", porque têm "muitas crianças e andam constantemente na rua".
Poderia ser um caso isolado, mas é um erro ignorar comportamentos que existem de forma bastante mais disseminada do que seria desejável. A Comissão Nacional de Proteção de Dados já instaurou processos a autarquias que divulgaram dados pessoais de infetados, incluindo sobre a etnia. E, quando um surto atingiu o bairro da Jamaica, assistimos em direto nas televisões ao aparato da operação policial para encerrar cafés no local.
Nem sempre o racismo e a discriminação se manifestam de forma ostensiva, com a brutalidade de um joelho que pressiona um pescoço até o sufocar.
Quando mais subtis, mais facilmente os gestos se vão perpetuando, porque levamos tempo a mudar e a desnudar comportamentos que, de tão interiorizados ao longo de séculos de história, se tornaram parte do contexto e do ambiente em que nos movemos. A pretexto de preocupações sanitárias, esta pandemia fez emergir atitudes controladoras, intolerantes e intoleráveis. Unidos às lutas que ressoam lá fora, não minimizemos as que nos convocam cá dentro.
Inês Cardoso - Jornal de Notícias - 6/6/2020

1.3.20

OPINIÃO: Vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar!

 No passado dia 15 de fevereiro, estive em Boquilobo, terra natal do general Humberto Delgado, dois dias depois do 55.º aniversário do seu assassinato. Foi morto em terras espanholas, pela PIDE, cuja função era perseguir e se preciso, torturar e até matar, quem fosse contra o regime de Salazar, que ainda promoveu e louvou os assassinos do perseguido General Sem Medo que até tinha vaticinado: “Eu estou pronto a morrer pela liberdade”.[1]