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11.11.25

AVIS: 𝐒. 𝐌𝐚𝐫𝐭𝐢𝐧𝐡𝐨 𝐞 𝐚 𝐓𝐢𝐛𝐨𝐫𝐧𝐚” 𝐜𝐞𝐥𝐞𝐛𝐫𝐚𝐝𝐨 𝐞𝐦 𝐭𝐨𝐝𝐨 𝐨 𝐂𝐨𝐧𝐜𝐞𝐥𝐡𝐨


De 7 a 15 de novembro, Avis volta a celebrar o “S. Martinho e a Tiborna”, em eventos organizados pelo Município e pelas Freguesias/Uniões de Freguesias do Concelho.

Nestes dias, entre no espírito da época e adira às diversas celebrações coletivas do magusto de S. Martinho que decorrem em Valongo, Maranhão, Benavila, Ervedal, Figueira e Barros, Alcórrego, Avis e Aldeia Velha e onde não irá faltar as famosas “tibornas” de pão com azeite da região, as castanhas, o vinho e outras iguarias que adoçam o convívio embalado pela música popular aberta a toda a população.

Festeje connosco!

 

31.10.25

AREZ E AMIEIRA DO TEJO: Castanhadas abertas à população


𝗖𝗼𝗻𝘃𝗶𝘁𝗲 𝗮̀ 𝗣𝗼𝗽𝘂𝗹𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼

A União de Freguesias de Arez e Amieira do Tejo, vem por este meio, convidar toda a população a participar na Castanhada, na próxima terça e quarta-feira (Dia 11 e 12 de novembro), a partir das 17h.

Dia 11 de novembro em Arez.

Dia 12 de novembro em Amieira do Tejo.

Contamos com a vossa presença!

30.10.23

AVIS: “S. Martinho e a Tiborna" comemorado em todo o concelho

De 6 a 13 de novembro, Avis volta a celebrar o “S. Martinho e a Tiborna”, em eventos organizados pelo Município e pelas Freguesias/Uniões de Freguesias do Concelho. 
Nestes dias, entre no espírito da época e adira às diversas celebrações coletivas do magusto de S. Martinho, que decorrem em Valongo, Benavila, Alcórrego, Ervedal, Avis, Aldeia Velha, Maranhão e Figueira e Barros e onde não irão faltar as famosas “tibornas” de pão com azeite da região, as castanhas, o vinho e a animação musical, aberta a toda a população.
Esta iniciativa vai contar com o apoio de diversas Entidades e Associações do Concelho.
Festeje connosco!

10.11.18

Magusto na Santa Casa da Misericórdia de Amieira do Tejo

A Santa Casa da Misericórdia de Amieira do Tejo tem o prazer de convidar os sócios e famílias para o nosso Magusto Institucional a realizar no próximo dia 13 de novembro, terça-feira, a partir das 16h.

8.11.16

Histórias e Memórias: o S. Martinho


Mestre Vicente, carpinteiro de seu ofício, um dia meteu-se a estatuário e, em vez de   arrancar à 
montanha a pedra tosca, bruta, dura e informe, foi-se ao tronco duma figueira anosa e trouxe para casa a matéria prima em que depois iria corporizar a sua ideia...
Lança mão da enxó e, “depois que desbastou o mais grosso”, toma o formão, a grosa e outra utensilhagem e começou a esculpir... o S. Martinho.
Alguns dias depois, a casa do Santeiro era uma nova Meca para os sectários da religião de Baco, e irmãos e irmãs acorriam em peregrinação a ver e a admirar o orago da confraria, que os sucessivos e aprimorados retoques do artista iam tornando cada vez mais venerável.
Até que, em 10 de Novembro daquele ano, o S. Martinho, simbolicamente ajaezado e repimpado sobre condigno andor, foi conduzido, através das ruas do burgo, numa procissão que deixou a perder de vista todas as realizadas até então.
Naquela noite, que o veranito do festejado tornara deliciosamente amena, à luz de archotes e balões venezianos, uma enorme multidão de devotos, em vozearia ensurdecedora, cabeças estonteadas pelo vinho novo, acompanhou o Santo, cantando em berros avinhados.
- Era o vinho meu Deus, era o vinho
Era o vinho que eu mais adorava...
Esta adoração, concretizada em visitas a todas as capelas do itinerário, resultou, como era de prever, em um sem número de cardinas...
E sempre aos ombros dos mais conspícuos confrades, o cabeça de pau, que os archotes laivavam de vermelho, lá recolheu de novo a casa de Mestre Vicente.
Foi isto não sei há quantos anos. Agora, a propósito, ocorre-me, nesta época de prova de vinho novo, um episódio sucedido numa outra procissão...
Ainda o pai do S. Martinho, como ficou conhecido o Santeiro, não tinha arrancado à sua bossa artística a criação que o celebrizou.
Como não havia Santo, era costume alçupremar a uma padiola um dos mais afamados bebedores. Naquele ano fazia de S. Martinho um indivíduo cujo nome não vem ao caso e que, tempos depois, me referiu as impressões da sua odisseia através das artérias da povoação.
Dizia-me ele: “Eu ia lá que nem um cacho e nem sei como me aguentava na padiola; mas os que me transportavam não iam melhores”. E contava que, por entre o alarido do acompanhamento, percorreram quase toda a vila; mas no trajecto deu-lhe a bebedeira para chasquear com os irmãos que com ele carregavam, umas vezes atirando-lhe um arre estimulador, outras fazendo-os suspender a marcha com um chô arreliante.
Quando iam chegando ao poço do Rossio, no local onde hoje se ergue o novo edifício do correio, poço com uns sete ou oito metros de profundidade, um dos da padiola, talvez abespinhado por algum remoque mais incisivo, diz para os outros:
- Ó rapazes, pregamos com ele dentro do poço!...
E ele então, com um sorriso de quem escapou de boa:
- Ó Sr. F. eu não sei como aquilo foi: passou-me a bebedeira de repente. Se não salto da padiola tão depressa, os malditos atiravam-me para o fundo! Não ganhei para o susto!
Mas... Voltemos a Mestre Vicente.
O pobre homem, desde que fez o Santo, não mais teve uma hora de ventura.
Naturalmente supersticioso como todo o portuguesito, disse lá para consigo:
- O S. Martinho, depois de muitos tombos e maus tratos em várias patuscadas, não deve estar satisfeito. Vou restaurá-lo, aperfeiçoá-lo e certamente a sorte mudará.
E assim fez. Mas a macaca continuava, o cabeça de pau dava-lhe enguiço e o homenzinho resolveu livrar-se dele duma vez para sempre. E ofereceu-o aos irmãos de Póvoa e Meadas, os quais uns dias antes da festa do Patrono, vieram buscá-lo entre ruidosas e significativas demonstrações de regozijo. Pois vejam os leitores o que é o azar! À hora em que na Póvoa, o Santo contribuía para atenuar a crise vinícola, fazendo vibrar a população na alegria e no bulício duma festa popular, Mestre Vicente caía dum andaime e dava entrada no hospital de Nisa, cruciado de dores e mais uma vez amachucado pela sua negra sina.
Era caso para dar ao diabo o boneco de figueira, se não o tivesse já dado aos da Póvoa!...
J. Figueiredo – In “Correio de Nisa” (1945)