21.5.17

SANTANA (Nisa): IV Festival Sabores do Rio


A Junta de Freguesia de Santana tem o prazer de organizar o IV Festival Sabores do Rio nos dias 9, 10 e 11 de Junho.
Venham conhecer o Arneiro, o Duque e o Pardo bem como as nossas deliciosas Sopas de Peixe do Rio.
Esperamos por todos vós.

19.5.17

AUGUSTO PINHEIRO: Grande pintor Naif de Nisa

(Discurso proferido no dia 20 de Abril de 1987 - Feriado Municipal - na Sessão Solene de Homenagem a Intelectuais Nisenses)
" Augusto Pinheiro, comerciante de profissão, viveu até aos 66 anos afastado das tintas e pincéis.
Fazia muitos desenhos para bordados, actividade a que se dedicava sua esposa.
Publicou dois números da revista de bordados "Ponto Real", com muitas flores e ramagens.
Ficava bastante impressionado quando visitava uma exposição de pintura, e com o desejo enorme de começar também a pintar.
Um dia pegou num lápis de cor e papel e fez um lindo desenho. Do papel passou ao pano e começou a fazer um pequeno quadro. Daí em diante nunca mais parou. Em 1970/71 passou pela casa Ferreira a comprar as primeira tintas a óleo, os secantes, e aprendeu a isolar as telas de linho, as quais também são preparados por si.
Dois anos mais tarde, já com os quadros prontos, escreveu ao senhor arquitecto, crítico e pintor Mário de Oliveira, pedindo o favor de passar pelo seu escritório para lhe mostrar umas simples pinturas. Viu, gostou, e o pintor nem queria acreditar, parecia uma criança, pois julgava que tudo aquilo era uma brincadeira sem valor.
Foi o arquitecto Mário de Oliveira que o encaminhou e encorajou para continuar a pintar, pois logo que tivesse duas ou três dezenas de quadros, voltaria a aparecer para seleccionar algumas das suas obras para um dia fazer uma exposição.
Augusto Pinheiro - O Circo
E assim foi, esta em Janeiro de 1974, na Galeria de Arte do Diário de Notícias.
Foi o seu primeiro êxito, pois a crítica a considerou como a mais coerente e inventiva. E pela mão daquele conceituado crítico, nesse mesmo ano, foi seleccionado para a exposição da A.I.C.A. (Associação Internacional dos Críticos de Arte), na Sociedade Nacional das Belas Artes, uma das exposições mais exigentes, porquanto é organizada por aquela associação.
A partir desta importante e significativa exposição a carreira artística de Augusto Pinheiro, teve sempre os maiores êxitos.
Em Madrid, em Maio de 1976, Augusto Pinheiro expõe na Galeria "Modena", especializada em arte "Naif". Foi um êxito total. Todos ficaram surpreendidos com a força cromática dos seus quadros, e, sobretudo, pela subtileza dos matizes.
Augusto Pinheiro, ganha aí os pergaminhos de um dos maiores pintores internacionais dentro do movimento "Naif", de tal maneira que o grande psiquiatra espanhol Vallejo Nagera, autor de vários livros e ensaios sobre a arte "Naif", classificou Augusto Pinheiro como um caso singular, não só pela sua pureza de emoções, onde por vezes o poético e o mágico se integram, como principalmente pela capacidade do seu iluminismo exterior.
Exposição em Nisa (1981) com a presença do Presidente da República, Ramalho Eanes
Não merece apenas citar os seus grandes êxitos artísticos depois desta exposição de Madrid, mas é justo dizer que chegou até Paris, no Salão dos Independentes, em Janeiro de 1982, e que em Lisboa teve em seguida grandes êxitos, mormente nas exposições da Galeria de S. Francisco e na Galeria "O País".
Como estamos na terra do pintor, é justo informar ainda, que Augusto Pinheiro, obteve também grandes êxitos nos Salões Ibéricos, organizados pela galeria do Casino Estoril, considerando o director desta prestigiosa galeria, Dr. Lima de Carvalho, as pinturas deste puro Naif como das melhores.
Augusto Pinheiro, continua a pintar com um entusiasmo autenticamente juvenil, o seu mundo imaginário, a sua ingenuidade perante o aspecto inspirador, e a transformação formal das coisas objectivas, deve ser entendido como o caminho pela qual o artista se alcança a si próprio, numa convicção íntima de toda a autenticidade da substância do seu ser.
Augusto Pinheiro - O Milagre das Rosas (Santa Isabel) - 1984
Meus senhores, e minhas senhoras, para terminar, penso que talvez seja oportuno dizer, o que é a pintura "Naif". Como se sabe, "Naif" é uma palavra francesa que tem muitos e variados significados, tais como ingénuo, simples, espontâneo, puro, etc. É uma arte, que nada tem de comum com a chamada arte erudita, e que constitui hoje um dos fenómenos sociais e artísticos à escala mundial.
E, Nisa, pode-se orgulhar, de possuir entre os seus filhos, o pintor Augusto Pinheiro, que já está classificado como um dos pintores mais significativos, não só no âmbito nacional, como internacional.
A arte é, sem dúvida, a forma mais positiva de comunicação. O artista erudito comunica uma mensagem; o artista que pratica o Naif não nos oferece essa mensagem, antes pinta como quem conta uma história ou relato emocional da sua personalidade.
É, isto, afinal, que nos tem oferecido Augusto Pinheiro: contar histórias da sua imaginação, cheia de encanto, de pureza e de lirismo."

MEMÓRIA: XIX Festival de Folclore “Vila de Nisa” (2013)















Houve palco e luz para uma festa de música e tradições
O amplo espaço da Praça da República em Nisa encheu-se de público, na noite de sábado, para assistir ao XIX Festival de Folclore Vila de Nisa, uma vez mais organizado pelo Rancho Típico das Cantarinhas de Nisa.
Numa noite em que o frio se fez sentir, o público vibrou com as actuações dos grupos folclóricos convidados e que actuaram por esta ordem: Rancho Típico das Cantarinhas de Nisa, Rancho Folclórico de Ramalde (Porto), Grupo de Danças e Cantares Nossa Senhora de Guadalupe (Maia), Rancho Folclórico de Sarnadas do Ródão (Vila Velha de Ródão) e Rancho Folclórico Nossa Senhora dos Altos Céus (Anta - Espinho).
Foi uma exuberante demonstração de música, trajes e tradições, desta vez num palco apropriado e com melhores condições do que as que foram proporcionadas na anterior edição. Na próxima, em que o Rancho Típico das Cantarinhas de Nisa completa 50 anos de existência e o Festival atinge a maioridade (20 anos) espera-se que seja possível melhorar um pouco mais, principalmente no que respeita à iluminação, à localização e acesso ao palco, bem como na divulgação deste grande evento.
O XIX Festival de Folclore contou com o apoio da Câmara Municipal de Nisa, Juntas de Freguesia do Espírito Santo e de Nossa Senhora da Graça, Sotonisa, Caixa de Crédito Agrícola, Caixa Geral de Depósitos e ainda de particulares.
Mário Mendes in "Alto Alentejo" - 31/7/2013

18.5.17

CASTELO DE VIDE: Festa da Senhora da Alegria


V Cruzeiro Religioso e Cultural do Tejo entre Vila Velha de Ródão e Oeiras


SAÚDE: Tabaco é fator de risco para as dores nas costas

Dia Mundial Sem Tabaco assinala-se a 31 de maio
Associado a diversas patologias, o tabaco é também uma das causas do desgaste da coluna vertebral, uma condição que propicia o aparecimento de hérnias discais e dores nas costas. O alerta é da campanha Olhe Pelas Suas Costas e surge no âmbito do Dia Mundial Sem Tabaco, que se assinala a 31 de maio.
“Sabemos que os fumadores têm maior probabilidade de desenvolver patologias relacionadas com o desgaste da coluna vertebral e dos discos intervertebrais, favorecendo o aparecimento de dores nas costas e de doenças como as hérnias discais lombares e cervicais”, alerta Paulo Pereira, coordenador nacional da Campanha Olhe Pelas Suas Costas.
“Os hábitos tabágicos aceleram o desgaste dos discos intervertebrais, uma vez que o fumo do tabaco tem a capacidade de estreitar os vasos sanguíneos por onde passam os nutrientes, uma situação que a longo prazo fragiliza a coluna vertebral. Quanto mais cedo a pessoa tiver começado a fumar, maiores serão as probabilidades de desenvolver a patologia”, acrescenta o neurocirurgião Paulo Pereira.
Estima-se que cerca de 2 a 3 por cento da população sofra de hérnias discais sintomáticas, embora o número de hérnias discais que não dão sintomas seja muito superior. O aparecimento de uma hérnia discal é mais frequente entre os 35 e os 50 anos de idade.
As dores nas costas são a principal causa de consultas médicas, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. As doenças que afetam a coluna representam mais de 50 por cento das causas de incapacidade física. Um estudo, realizado no âmbito desta campanha, indica que 28,4 por cento dos portugueses sentem que a sua atividade profissional já foi prejudicada ou comprometida de alguma forma pelo facto de terem dores nas costas e mais de 400 mil portugueses faltam ao trabalho por ano por este motivo.
 Sobre a campanha Olhe Pelas Suas Costas:
A campanha Olhe pelas Suas Costas visa sensibilizar a população em geral para as dores nas costas, alertar para as suas consequências na vida pessoal e profissional dos portugueses, e educar sobre as formas de prevenção e tratamento existentes. A campanha conta com o apoio científico da Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral, da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, da Sociedade Portuguesa de Neurocirurgia, da Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação e da Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia.
Para mais informações visite a página de Facebook: https://www.facebook.com/paginaolhepelassuascostas

17.5.17

NISA: .. E a 13 de Maio o Benfica conquistou o 1º TetraCampeonato!












RECORDAR É VIVER! Festejos benfiquistas em Nisa (2005)



Como o tempo passa. Ainda estou a lembrar-me da grande festa benfiquista pela vitória no campeonato nacional de futebol, em 2005. E já passaram 12 anos!
O Manuel Solano já nos deixou e como ele ficaria radiante com esta conquista do Tetra...
Ficam aqui algumas das imagens dessa festa "encarnada" em 2005, para projectar aquelas que vão seguir-se e que mostram toda a alegria dos adeptos do SLB pela vitória alcançada no passado sábado. Um dupla vitória: a do título de Campeão e a do inédito Tetra.

Encontro Ibérico de Coros em Portalegre


16.5.17

NISA: Festival de Jovens Talentos


Festa Ibérica da Olaria e do Barro junta os maiores centros oleiros da Península Ibérica

S. Pedro do Corval, no concelho de Reguengos de Monsaraz, vai ser a capital ibérica da olaria entre os dias 18 e 21 de maio, com a realização da 23.ª Festa Ibérica da Olaria e do Barro. Este certame organizado pelo Município de Reguengos de Monsaraz, Junta de Freguesia de Corval e Ayuntamiento de Salvatierra de los Barros junta os maiores centros oleiros da Península Ibérica, como S. Pedro do Corval e Salvatierra de los Barros, na Extremadura espanhola.
 O Centro Oleiro de S. Pedro do Corval é considerado o maior de Portugal, com 22 olarias em atividade e onde se pode assistir ao vivo a esta arte ancestral e adquirir peças produzidas pelos artesãos.
A 23.ª Festa Ibérica da Olaria e do Barro vai ter 63 expositores de Portugal e de Espanha. No certame vão participar oleiros e ceramistas de S. Pedro do Corval, Assafora, Valongo do Vouga, Reguengos de Monsaraz, Pombal, Beringel, Mourão, Évora, Lisboa, Vila Nova de Famalicão, Caldas da Rainha, Redondo, Guarda, A-da-Beja, Sintra, Almada, Mafra, Alhos Vedros, Baixa da Banheira, Gafanha da Nazaré, Vila Nova de Milfontes, Coimbra, Queluz, Trofa e Sabugal. Espanha estará representada com olarias de Salvatierra de los Barros e de Hornachos.
 A Festa Ibérica da Olaria e do Barro é uma homenagem viva à arte da olaria, através de exposições, demonstrações ao vivo, jornadas ibéricas e música tradicional, pretendendo-se valorizar a olaria, chamar a atenção para o seu valor artesanal e artístico e apontar estratégias para o seu desenvolvimento económico e profissional. Este evento transfronteiriço de promoção cultural e turística da olaria é organizado em anos alternados em cada município há mais de duas décadas.
 A cerimónia de abertura da Festa Ibérica da Olaria e do Barro vai decorrer na quinta-feira, às 18h, na Casa do Barro – Centro Interpretativo da Olaria de S. Pedro do Corval, seguindo-se às 22h o primeiro concerto do Festival de Música Ibérica, com o grupo Voces Al Alba. Na sexta-feira, a partir das 15h, realizam-se as Jornadas Ibéricas de Olaria e Cerâmica.
Durante os trabalhos, às 15h30 será apresentada a Associação Portuguesa de Cidades e Vilas Cerâmicas, por José Luís Almeida Silva, do Cencal, seguindo-se a primeira comunicação, de Anabela Caeiro, da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz, intitulada “Moldar o Futuro com o Saber do Passado”, que é igualmente o tema das jornadas. A pintora Filippa Lobato vai falar sobre o “Projeto Piloto Sorrir de Novo – São Pedro do Corval – Toda a Aldeia é uma grande escola” e Miguel Alba Calzado, arqueólogo e diretor do Consórcio da Cidade Monumental de Mérida, vai abordar o tema “Espaços da olaria tradicional de Salvatierra de los Barros”. Antes do debate que vai encerrar os trabalhos, Reyes González Castaño, professor do Instituto San José, apresenta uma comunicação sobre a “Linguagem transfronteiriça da olaria tradicional”.
 O Festival de Música Ibérica terá na sexta-feira, pelas 22h, a atuação da banda The Lucky Duckies, no sábado, à mesma hora, sobe ao palco o grupo Monda, e no domingo, às 18h, haverá um concerto com a banda e o coro polifónico da Sociedade Filarmónica Corvalense.
 A 23.ª Festa Ibérica da Olaria e do Barro pode ser visitada na quinta-feira entre as 18h e a meia-noite. Na sexta-feira e no sábado o certame estará aberto ao público entre as 10h e a meia-noite, e no domingo das 10h às 23h.
 Sobre o Centro Oleiro de S. Pedro do Corval
No Centro Oleiro de S. Pedro do Corval continuam a pintar-se os motivos típicos do Alentejo, como por exemplo o pastor, a apanha da azeitona e a vindima. Em S. Pedro do Corval podem ser encontradas as mais belas e formosas peças de barro, trabalhadas por habilidosos artesãos que assim continuam uma tradição multissecular de fabrico de louça tosca, vidrada e decorativa, de extraordinário valor estético e etnográfico. Constituindo um autêntico espelho da vida rural e dos costumes ancestrais, a olaria de S. Pedro do Corval, o seu espírito muito próprio e as suas excecionais qualidades são os genuínos responsáveis pela criação de peças de grande utilidade, efeito decorativo ímpar, impondo-se naturalmente pelo conjunto das suas tonalidades e pela beleza campestre das suas composições.
No concelho de Reguengos de Monsaraz podem ser encontrados vestígios de olaria desde os tempos pré-históricos, nomeadamente de peças feitas à mão, descobertas, por exemplo, em antas da região. Em 1276, D. Afonso III, no foral Afonsino de Monsaraz, reconhece privilégios aos oleiros do seu termo que poderiam assim ter livremente fornos de olaria. No foral Manuelino, de 1512, também há referência à olaria do concelho, e já em 1905 S. Pedro do Corval teria cerca de 30 oficinas em funcionamento, havendo a distinção entre as de louça miúda, as de talha para o vinho (seriam quatro) e as de tarefas para a aguardente (seis), o que demonstra também a importância da localidade na produção vinícola.
 Em 1996 existiam 34 olarias em S. Pedro do Corval, segundo dados recolhidos pela junta de freguesia, 51 mestres oleiros, três aprendizes, 16 serventes, 123 pintores (essencialmente do sexo feminino) e 47 pessoas que trabalhavam em casa à peça. Atualmente existem 22 olarias, entre as quais duas oficinas que se dedicam integralmente à cerâmica de construção, uma maioritariamente à louça tosca ou à louça vermelha vidrada, e as restantes à louça decorativa, embora mantenham sempre a possibilidade de fazerem louça vermelha vidrada.
A olaria de S. Pedro do Corval é uma marca registada pois o Município de Reguengos de Monsaraz registou em 2008 no Instituto Nacional da Propriedade Industrial as marcas nacionais “Olaria de São Pedro do Corval”, “Rota da Olaria”, “Rota dos Oleiros” e “Olaria”.
Há dois anos foi inaugurada a Casa do Barro, um centro interpretativo que visa preservar, promover e assegurar a sustentabilidade da olaria de São Pedro do Corval, proporcionando a todos os visitantes o conhecimento e a aprendizagem sobre a arte oleira e o barro através de oficinas, palestras e outras atividades. A Casa do Barro resulta da reabilitação de uma antiga olaria, envolta em história e tradição, com dois fornos a lenha que serviam para cozer a louça, um tino onde se coava o barro e rodas de oleiro com as suas imponentes arquinas. A recuperação deste local permitiu recriar o ciclo do barro, desde a terra ao produto final.
O centro interpretativo tem à disposição do público o Espaço Atividade, onde se realizam iniciativas com oleiros e ceramistas e os visitantes podem aprender a manusear o barro e a produzir uma peça numa roda de oleiro. A Área Expositiva tem informação sobre todas as olarias em atividade e no Espaço Memória os visitantes encontram objetos e documentos sobre a história do centro oleiro, incluindo peças de barro antigas, os dois fornos tradicionais a lenha, um tino, um tanque e rodas de oleiro. No Espaço Mostra podem ser apreciadas as peças produzidas pelas olarias atualmente em atividade.
Gonçalo Jordão, muralista que integrou a equipa do filme Grand Budapest Hotel, de Wes Anderson, que foi distinguida com um Óscar na categoria de Melhor Direção Artística, pintou cinco painéis na Casa do Barro. Um painel é sobre os diferentes tipos de barro e os restantes são alusivos aos quatro elementos da natureza: terra, água, ar e fogo.