Um ano depois, o que mudou? Seria injusto responder: pouco
ou nada mudou. Um ano volvido sobre a tragédia que sobressaltou o país, fez
imensas vítimas mortais e destruiu milhares de hectares de floresta, muito
mudou. Nunca a prevenção da época de fogos, talvez, tenha sido feita com tanto
cuidado. Há muito se não via, pelo menos no discurso, a floresta a ser tão
valorizada. Alterou-se a maneira de olhar o território, o interior e seus
dramas silenciosos, e existe consenso - é preciso mudar práticas, tornar a
palavra ato, sob pena de se repetir o impensável.
