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10.11.19

OPINIÃO: A vida não pode ser um negócio

No artigo de opinião, “As vidas dos outros”[1], a eurodeputada Marisa Matias responsabiliza a maioria de direita, com destaque para três eurodeputados portugueses, que votaram contra a única proposta que podia atenuar a tragédia humanitária no mediterrâneo. Foi a derrota de quem defende a solidariedade e que por dois votos, venceu quem defende criminalizar as «pessoas e organizações que trabalham para salvar vidas»[2]. Esta votação fez delirar a extrema-direita europeia, que se ri de uma Europa em decadência e a criar desumanidade.
Por falar em solidariedade, neste mesmo parlamento europeu foi aprovada uma diretiva sobre sangue, tecidos e células estaminais e aqui, como nem a direita conseguiu acautelar os gritantes negócios das multinacionais, foi necessária a intervenção antidemocrática da Comissão Europeia, para garantir o vergonhoso negócio nesta área, em especial por parte dos EUA que, também, pouco quer saber de solidariedade.