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27.11.24

PCP SAÚDA: 10 Anos da inscrição do cante alentejano como Património Cultural Imaterial da Humanidade

Nota à imprensa do Executivo da Direcção Regional do Alentejo do PCP 1 - Assinalam-se hoje 10 anos sobre a data em que o Comité Internacional da UNESCO inscreveu o cante alentejano como Património Cultural Imaterial da Humanidade. Tal conquista - motivo de orgulho e de grande satisfação para os alentejanos e para todo o povo português - constituiu um justo reconhecimento e valorização da relevância patrimonial do cante alentejano; do seu valor excepcional como símbolo identificador da região do Alentejo e identitário dos alentejanos; do seu enraizamento profundo na tradição e história cultural do País; e da sua importância como fonte de inspiração e de troca intercultural entre povos e comunidades. Tal como o PCP afirmou então, tal reconhecimento contribuiu para a salvaguarda e a promoção do cante alentejano enquanto genuína expressão cultural de um povo, bem como para o surgimento de novos projectos musicais, culturais, académicos e turísticos que deram e continuam a dar um importante contributo para a promoção e defesa da cultura alentejana, do desenvolvimento e projecção do Alentejo e do País. 2 - O cante alentejano, canto colectivo sem recurso a instrumentos, que incorpora música e poesia, é uma expressão cultural de enorme força, beleza, identidade e consistência, profundamente ligada à vida e tradições do povo e dos trabalhadores, bem como à sua luta contra as injustiças, pela democracia e o desenvolvimento do Alentejo. No ano em que se comemoram os 50 anos da Revolução de Abril, e quando o PCP e outras forças e personalidade democráticas iniciam as comemorações dos 50 anos da reforma agrária, a Direcção Regional do Alentejo (DRA) do PCP recorda as palavras do escritor e poeta José Gomes Ferreira: "Nunca vi um alentejano cantar sozinho com egoísmo de fonte. Quando sente voos na garganta, desce ao caminho da solidão do seu monte, e canta em coro com a família do vizinho. Não me parece pois necessária outra razão - ou desejo de arrancar o sol do chão - para explicar a reforma agrária do Alentejo. É apenas uma certa maneira de cantar."
3 - A DRA do PCP saúda vivamente os cantadores alentejanos, os seus inúmeros grupos corais, as colectividades, associações e instituições que os enquadram e apoiam, os seus dirigentes e activistas. Felicita e valoriza a contribuição de todos os que se têm empenhado na defesa, salvaguarda, promoção e inovação do cante alentejano, com resultados extraordinários na sua afirmação como uma das mais reconhecidas e atractivas expressões culturais portuguesas no plano nacional e internacional. 4 - A DRA do PCP recorda, e saúda vivamente os promotores da candidatura lançada em 2012, dos quais se destaca, com inteira justiça, a Câmara Municipal de Serpa que dinamizou a candidatura nos planos regional, nacional e internacional, mobilizando e nela envolvendo numerosas entidades – desde grupos corais até outros municípios e freguesias, passando por musicólogos, antropólogos, cineastas e outros especialistas – e criando a Casa do Cante, em Serpa, responsável pelo acompanhamento do processo. 5 - Reafirmando que a elevação do cante alentejano a Património Cultural Imaterial da Humanidade é uma conquista de todo o povo alentejano e uma vitória de todos os que nela se empenharam, a DRA do PCP sublinha simultaneamente, e com orgulho, o permanente apoio ao Cante por parte dos comunistas nas autarquias, na Assembleia da República e no Parlamento Europeu, recordando que o PCP contribuiu de variadas formas e com várias iniciativas de massas e institucionais para essa grande conquista. A DRA do PCP reafirma o compromisso e o empenho dos comunistas na defesa, salvaguarda e promoção do Cante Alentejano, e de forma geral de todas as expressões da riquíssima cultura do Alentejo, compromisso bem patente em várias iniciativas e projectos que as autarquias geridas pela CDU têm em desenvolvimento, das quais se destaca a Capital Europeia da Cultura – Évora 27. 27 de Novembro de 2024 O Executivo da Direcção Regional do Alentejo do PCP

30.10.22

SERPA promove a Festa do Cante de 28 de outubro a 27 de novembro em Serpa e Lisboa

 
De 28 de outubro a 27 de novembro realiza-se a Festa do Cante, em Serpa e Lisboa, destinada a comemorar a entrada do Cante na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco, divulgar o Cante e promover o convívio, a partilha e a troça de experiências entre cantadores e público. Todas as iniciativas são de entrada livre.
Com início já no próximo dia 28 de outubro, a primeira iniciativa a ter lugar será um espetáculo de apresentação do CD “Alentejo Ensemble”, do Rancho de Cantadores de Paris, que apresenta um conjunto de modas emblemáticas do Alentejo, mas com uma roupagem contemporânea. O disco apresenta várias correntes, desde o tradicional à capella, a novos arranjos para instrumentos elétricos, passando pelos grupos de jovens e de mulheres, tendo sido gravado por seis membros do Rancho, os quais Carlos Balbino, Cécile Lasserre, Claire Mathaut, Estela Basso, Karim Abdelaziz e Julia Alimasi.  O Rancho de Cantadores de Paris é o primeiro grupo multinacional de Cante, onde nenhum dos membros é alentejano e que integra apenas um português.
Esta apresentação contará com as participações do Grupo Coral e Etnográfico da Casa do Povo de Serpa, Rancho de Cantadores de Aldeia Nova de São Bento, Grupo Coral Feminino As Ceifeiras de Pias, Grupo Coral e Etnográfico da Academia Sénior de Serpa e Os Alentejanos
Já no mês de novembro, a programação da Festa do Cante inclui duas apresentações de livros, o primeiro de Simão Miranda, dedicado ao Cante Alentejano, e o segundo de Dulce Simões, relativo a práticas culturais; uma exposição de fotografia; um concerto de apresentação do CD “Cantares do Alentejo”, obra do maestro e compositor Fernando C. Lapa para guitarras clássicas, pelo Bracara Augusta Guitar Trio. Em todas as freguesias do concelho de Serpa haverá muito Cante, pelos grupos corais do concelho. A rematar as comemorações irá realizar-se uma cerimónia oficial do VIII Aniversário da Inscrição do Cante Alentejano na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade da Unesco.
A organização é da Câmara Municipal de Serpa e do Museu do Cante Alentejano, com o apoio da Casa do Alentejo em Lisboa e da Direção Regional de Cultura do Alentejo.
Dia 28 de outubro, 19.00 horas
Cineteatro Municipal de Serpa
Espetáculo de apresentação do CD “Alentejo Ensemble”, do Rancho de Cantadores de Paris
Com as participações do Grupo Coral e Etnográfico da Casa do Povo de Serpa, Rancho de Cantadores de Aldeia Nova de São Bento, Grupo Coral Feminino As Ceifeiras de Pias, Grupo Coral e Etnográfico da Academia Sénior de Serpa e Os Alentejanos
Dia 5 de novembro, 16.00 horas
Museu do Cante Alentejano, Serpa
Apresentação do livro “Pelos Trilhos do Cante”, de Simão Miranda, por Mariana Cristina Borralho.
Com as participações do Grupo Coral da Adega de Vidigueira, Cuba e Alvito e do Grupo Coral Os Alentejanos da Damaia
Dia 12 de novembro, 16.00 horas
Museu do Cante Alentejano, Serpa
Apresentação do livro “Práticas da Cultura na Raia do Baixo Alentejo, Utopias, Criatividade e Formas de Resistência”, de Dulce Simões, por Paulo Lima e pelo editor Fernando Mão de Ferro
Com a participação do Grupo Coral Os Arraianos de Vila Verde de Ficalho
Dia 18 de novembro, 17.30 horas
Museu do Cante Alentejano, Serpa
Inauguração da exposição de fotografia “Natureza Morta”, de J. M. Rodrigues
Dia 19 de novembro, 16.00 horas
Casa do Alentejo, Lisboa
Concerto de apresentação do CD “Cantares do Alentejo”, obra do maestro e compositor Fernando C. Lapa para guitarras clássicas, do projeto Cante Alentejano com Erudição, pelo Bracara Augusta Guitar Trio
Com a participação do Grupo Coral e Etnográfico da Casa do Povo de Serpa
Dia 26 de novembro
Concelho de Serpa
Cante nas diversas localidades de Serpa, pelos grupos corais do concelho
Consultar programação própria
Dia 27 de novembro, 19.00 horas
Cineteatro Municipal, Serpa
Cerimónia Oficial do VIII Aniversário da Inscrição do Cante Alentejano na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO
Com as participações do Grupo Coral e Etnográfico da Casa do Povo de Serpa, Rancho Coral e Etnográfico de Vila Nova de São Bento, Grupo Coral Os Arraianos de Vila Verde de Ficalho, Rancho Coral e Etnográfico Os Camponeses de Vale de Vargo, Rancho Coral e Etnográfico Os Camponeses de Pias + Vitorino, Rancho Coral Feminino Papoilas do Enxoé, Grupo Coral Feminino Madrigal, Grupo Coral Feminino Flores do Chança, Grupo Coral Feminino As Ceifeiras de Pias + Ana Santos e Celina da Piedade, Grupo Coral e Etnográfico da Academia Sénior de Serpa + Grupo de Teatro (En)Cena

15.12.21

CAMPO MAIOR: Festas do Povo são Património Imaterial da Humanidade da UNESCO

Estas festas não se realizam ciclicamente, mas quando o povo entende
As Festas do Povo de Campo Maior, no distrito de Portalegre, foram reconhecidas, esta quarta-feira, 15 de Dezembro, como Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO, após uma sessão do Comité Intergovernamental que decorre em Paris (França). 
Em nota de imprensa, a Câmara de Campo Maior diz que este é «um momento histórico» para este concelho e «para os campomaiorenses que veem assim ser reconhecida uma tradição com mais de um século de história».
Graça Fonseca, ministra da Cultura, já reagiu a este conhecimento.
«Todos os portugueses, em particular os alentejanos, estão, uma vez mais, de parabéns por saberem manter viva uma das mais ricas tradições culturais portuguesas, justamente designadas Festas do Povo de Campo Maior», diz a governante, numa nota enviada às redações.
Esta inscrição como Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO junta-se a outras manifestações culturais do Alentejo, como o Cante, o Figurado de Barro de Estremoz e os Chocalhos de Alcáçovas.
As Festas do Povo de Campo Maior consistem na decoração das ruas de Campo Maior (sobretudo no Centro Histórico) com flores de papel e outros objetos em cartão e papel, feitos pelos residentes de cada rua.
São festas que não se realizam ciclicamente, mas quando o povo entende. As últimas realizaram-se em 2015, ano que marcou o regresso deste grande evento de cultura popular.
Sul Informação • 15 de Dezembro de 2021

10.11.19

UNESCO avisa que não há decisão final sobre morna como Património Imaterial da Humanidade

A UNESCO avisou hoje que a classificação da morna como Património Imaterial da Humanidade tem apenas uma indicação positiva prévia, remetendo a decisão final para o comité intergovernamental, que reúne entre 9 e 14 de dezembro, em Bogotá.
"Não [a morna ainda não é oficialmente Património Imaterial da Humanidade], a decisão final pertence ao Comité Intergovernamental de salvaguarda do Património Imaterial da Humanidade, um órgão independente que se vai reunir em Bogotá entre 8 e 14 de dezembro de 2019", referiu hoje fonte oficial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) à Agência Lusa.

27.11.14

CANTE ALENTEJANO: É Património Imaterial da Humanidade

Decisão tomada hoje na sede da UNESCO, em Paris
O Cante Alentejano conquistou o título de Património Cultural Imaterial da Humanidade, após a decisão tomada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), hoje, dia 27 de Novembro.
Esta manifestação cultural do povo alentejano viu assim reconhecido o seu valor universal após um longo processo que, liderado pela Entidade Regional de Turismo e a Câmara Municipal de Serpa – com a colaboração de outras entidades públicas e privadas do território – teve início em 2011, com a preparação dos trabalhos técnicos e científicos que sustentaram a candidatura.
Valorizar e salvaguardar um bem único da Região – um dos símbolos maiores da identidade, tradição, força e caráter do povo que o expressa e preserva – foram as premissas base do projeto de âmbito regional que valeu ao Cante a elevação, pela UNESCO, à categoria de Património da Humanidade.