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26.9.26

"Não Dá Mais": movimento social convoca manifestações contra o custo de vida


Mais de 30 sindicatos, coletivos e associações convocam manifestações para o dia 10 de outubro contra o aumento do custo de vida e por medidas que aliviem as famílias.

A convocatória, como o mote “Não Dá Mais Pra Viver Assim” aponta para 10 de outubro as ações de luta, com uma manifestação marcada para 17h em no Largo do Intendente, em Lisboa; e para a mesma hora em Braga, junto ao Coreto da Avenida Central.

“Estamos há anos a ser esmifrados pelo aumento dos preços da habitação e do custo de vida. Vivemos a trabalhar e esgotamo-nos para fazer o salário esticar até ao final do mês, para enfrentar o preço dos combustíveis que aumentam, despesas básicas e para não perder a casa”, lê-se na convocatória. “Só nos sobram dívidas e preocupações, enquanto se esgota a possibilidade de um futuro melhor”.

O movimento aponta que “os bancos, as grandes distribuidoras e o setor energético registam lucros recorde à nossa conta”. Só no primeiro semestre de 2026, a Sonae, dona do Continente, registou receitas recorde de 5,6 mil milhões de euros. A Jerónimo Martins, dona do Pingo Doce, apresentou um aumento de vendas num total de 2,7 mil milhões de euros. O Millennium BCP apresentou um resultado líquido de 565,8 milhões de euros e a Galp um lucro de 821 milhões de euros.

 “Dizem-nos que precisamos de trabalhar mais, que somos pobres porque queremos. Mas como é que essas empresas de bens de consumo conseguem ter tantos lucros enquanto as nossas contas do supermercado aumentam? Não há algo de errado quando supermercados e bancos registam milhões em lucros enquanto nós nos afundamos em dívidas?”, questiona.

Entre as organizações que assinam a convocatória estão a Solidariedade Imigrante, o Movimento Dignidade Académica, Associação Renovar a Mouraria, Coletivo Afreketê, a UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta, e o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Solidariedade e Segurança Social.

www.esquerda.net - 23 de setembro 2026

1.7.26

CUSTO DE VIDA: Preço do petróleo caiu, gasolineiras não deram por isso


Por entre anúncios de cessar-fogo e negociações entre EUA e Irão, o barril de Brent regressou aos preços de fevereiro. Mas o preço dos combustíveis refinados não acompanhou essa descida.

Esta semana os preços dos combustíveis em Portugal não mexeram face à semana passada: 1,877 euros por litro de gasolina simples 95 e 1,769 euros o do gasóleo, quando antes da guerra eram de 1,626 euros e 1,684 euros, respetivamente. Mas o preço do barril de petróleo continua com tendência de queda, por vezes contrariada com as violações do cessar-fogo no estreito de Ormuz, negociando esta segunda-feira ao preço que tinha no final de fevereiro, em torno dos 73 dólares.

O que explica a diferença é a cotação dos produtos refinados. Os números da ERSE citados pelo Expresso mostram que em fevereiro eram de 46 cêntimos por litro para a gasolina e 50 cêntimos para o gasóleo. Em abril atingiram 74 cêntimos e 98 cêntimos, respetivamente, antes de descerem este mês para 68 e 76 cêntimos.

Enquanto o crude negoceia aos preços pré-guerra no mercado internacional, a gasolina está 48% acima do valor praticado antes da guerra, enquanto o gasóleo está 52% acima da cotação de fevereiro.

Com as margens de refinação em máximos históricos e as petrolíferas a acumularem lucros recorde nos primeiros trimestres do ano, tudo indica que irão aproveitar mais algum tempo a incerteza em torno do cessar de hostilidades no Golfo Pérsico e assim confirmar a perceção pública de que o preço na bomba de combustíveis quando sobe é depressa e muito, mas quando desce é pouco e lentamente.

In www.esquerda.net - 30 de junho 2026

Foto: Paulete Matos

1.6.24

SOCIEDADE: 50 anos do Salário Mínimo Nacional com olhos postos nas exigências do presente

 
A CGTP-IN assinalou os 50 anos do Salário Mínimo em Portugal. Com a conquista do passado e ciente do que significou na melhoria das condições de vida, a central sindical de classe exige hoje um Salário Mínimo de 1000 euros de forma a tirar os trabalhadores da pobreza. 
Há 50 anos, no quadro da Revolução e confirmando o que a mesma significou na vida dos trabalhadores, o Governo provisório liderado por Vasco Gonçalves decretou a instauração do Salário Mínimo Nacional, algo que até então não existia. 
Em comunicado, a CGTP-IN, como não podia deixar de ser, caracteriza este acontecimento como  «medida de grande impacto e alcance (estimando-se que 50% dos trabalhadores foram beneficiados)». A criação do Salário Mínimo Nacional justificava-se, então, pela «”situação de depauperamento e instabilidade" que afectava a "generalidade do povo português, especialmente os trabalhadores"» conforme está escrito no decreto-lei que estipula a criação deste avanço e relembra a CGTP-IN.
Apesar de assinalar o facto, a central sindical relembra que «volvidos 50 anos, a verdade é que o SMN evoluiu de forma muito insuficiente» e que «caso tivesse acompanhado a inflação e a produtividade, deveria ser superior aos 1200 euros em 2024», sendo que tem «como agravante» a reduzida evolução geral dos salários.
Fazendo um enquadramento, afirmando que «no final de 2023, dois em cada três trabalhadores tinha um salário base bruto inferior a 1000 euros, sendo que para 42% dos assalariados esse valor não ultrapassava os 800 euros», a CGTP  diz que é necessaria «ruptura com a política de direita, que se insere a reivindicação da fixação do SMN nos 1000 euros em 2024 e de uma subida em pelo menos 15% e nunca inferior a 150 euros de todos os salários».
A estrutura representativa dos trabalhadores não tem dúvidas que a política dos sucessivos governos passa pela «opção pela política que perpétua os baixos salários, que ataca o direito de contratação colectiva e que impõe a perda de poder de compra dos trabalhadores, de forma ainda mais expressiva para os da Administração Pública».
«Emigração, fraco crescimento económico, elevada dependência externa, défice na balança de bens (Portugal tem de importar, porque é insuficiente o nível de produção nacional), défice demográfico» são todos impactos que traduzem esta política de baixos salários, algo que a CGTP-IN está investida em combater. A «Semana de Esclarecimento, Acção e Luta» de 20 a 27 de Junho, para aumentar salários, garantir direitos, combater a exploração e as desigualdades é mais um momento convergente de luta que insere em si a luta por melhores salários. 
 in AbrilAbril - 27.05. 2024
Foto: António Pedro Santos / Lusa


2.6.23

Acção Nacional de Protesto e Luta «A Crise Aumenta. O Povo não aguenta!»

Integrado na Acção Nacional de Protesto e Luta «A Crise Aumenta. O Povo não aguenta», o Movimento "Os Mesmos de Sempre a Pagar" vai realizar um Buzinão no dia 3 de Junho, sábado, na Rotunda da Avenida da Liberdade, junto à Câmara Municipal de Ponte de Sor, a partir das 10h00.
O Movimento "Os Mesmos de Sempre a Pagar" tem como objectivo lutar contra o aumento do custo de vida que, mais uma vez, recai sobre os mesmos de sempre, os trabalhadores, as famílias, as pequenas e médias empresas.
Todos os dias perdemos poder de compra. Aumentam os bens alimentares. Aumenta a habitação. Aumenta a energia e os combustíveis. Aumentam as telecomunicações. Os aumentos são constantes e quase diários.
Não estamos todos no mesmo barco. É um facto. Enquanto nos pedem sacrifícios, as grandes empresas acumulam lucros fabulosos. Só como exemplo: a EDP e EDP Renováveis obtiveram um lucro (2022) de 1350 Milhões de euros; o Pingo Doce e o Continente 679 Milhões de euros; a GALP 608 Milhões de euros; a Banca 1891 Milhões. Estes são exemplos de que a crise não existe para as grandes empresas e estas têm engordado os seus lucros.
Exigimos:
- Fixar os preços nos bens alimentares. Como já ficou comprovado o IVA 0% por si só não resolve o problema.
- O aumento geral dos salários, das reformas e pensões.
- Que a CGD sendo um banco público assuma desde já a redução do Spread para 0,25% de modo a compensar o aumento da Euribor.
- Que lucros das grandes empresas financiem um fundo de combate à crise.
- Que a energia seja tributada a 6% de IVA e não a 23% e a 13% como é hoje.
- A defesa dos pequenos comerciantes para manterem os negócios abertos.
Informamos que a nossa porta-voz, Ana Mafalda Nóvoa, está disponível para fazer uma declaração de antecipação da acção. Contacto: 925 125 845
Portalegre, 2 de Junho de 2023
Pel'O Movimento "Os Mesmos de Sempre a Pagar - Contra o Aumento do Custo de Vida" do Distrito de Portalegre


22.1.23

PORTALEGRE: Buzinão exige medidas concretas para travar o aumento do custo de vida

O movimento “Os Mesmo de Sempre a Pagar” promoveu, este sábado, um buzinão na cidade de Portalegre, contra o aumento do custo de vida.
O movimento, que tem expressão em várias zonas do país, apela “a todos os que sentem o agravamento do preço dos combustíveis, energia e de todos os bens essenciais, em particular os bens alimentares, que se unam para travar este processo de roubo e exijam ao Governo medidas concretas para impedir que mais uma vez haja quem se aproveite da crise”.
A fixação e regulação dos preços dos combustíveis, da energia e dos bens essenciais, a imediata redução do IVA de 13 para 6 por cento no gás e de 23 para 6 por cento na eletricidade e o desvio dos dividendos das grandes empresas das contas dos acionistas para um fundo de emergência nacional, são as principais reivindicações.
No caso concreto de Portalegre, a porta voz do movimento, Ana Nóvoa, sublinha que as dificuldades em fazer face ao aumento do custo de vida assumem proporções ainda mais gravosas, numa capital de distrito onde o pequeno comércio tem vindo a desaparecer, onde não há renovação do mercado de trabalho e onde a maioria dos idosos vive com baixas reformas.
A mesma responsável lamenta que, quando muitos lutam para conseguir adquirir bens essenciais, se multipliquem os casos de corrupção, envolvendo membros do Governo.