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3.9.23

SAÚDE: Dia Internacional das Lesões da Coluna Vertebral

 
O Dia Internacional das Lesões da Coluna Vertebral é comemorado a 5 de setembro desde 2016, altura em que foi criado pela International Spinal Cord Society (ISCoS). Todos os anos há um tema em foco, sendo o deste ano o acesso dos doentes aos serviços que tratam as lesões vertebromedulares, simplificando procedimentos, com ganhos em eficiência clínica e qualidade de vida.
Muito há a fazer no nosso País, no acesso destes doentes ao SNS para o tratamento imediato e, depois, no seguimento em unidades de reabilitação. São poucos os Hospitais que têm equipas dedicadas ao trauma vertebromedular, disponíveis 24 horas por dia. Para além disso, a referenciação dos doentes a centros especializados é difícil, dependente de uma vaga de internamento nem sempre disponível a curto prazo, levando a internamentos mais prolongados no Hospital onde se tratou a lesão inicial, ocupando uma cama cirúrgica onde não se tem muitas vezes a melhor reabilitação. As administrações hospitalares e os profissionais de saúde fazem o que podem, com os meios que têm ao dispor,  apelando sempre a um maior investimento nesta área. É preciso fazer mais, inclusivamente com o envolvimento da Sociedade Civil, isto é, todos nós. Podemos contribuir doando para as diversas Associações dos Hospitais e Centros de Reabilitação, com voluntariado para ajudar a cuidar destes doentes e, sobretudo, alertando e consciencializando para os comportamentos perigosos.
Numa palavra, prevenção. Ficam alguns conselhos:
Prevenção na condução – Cumprir as regras do código da estrada, chamando-se a atenção para o uso do cinto de segurança e o cumprimento dos limites de velocidade. Não usar o telemóvel;
Prevenção nos mergulhos – Verificar a profundidade do local e não mergulhar em águas rasas com menos do dobro da altura; mergulhar apenas em locais vigiados e iluminados; assegurar-se de que não existem obstáculos como rochas ou bancos de areia; evitar comportamentos de risco como mergulhar de costas ou em corrida; não beber bebidas alcoólicas antes de mergulhar; no mar não se atirar de cabeça, entrar sempre primeiro a andar; na piscina escolher o local onde vai mergulhar de acordo com a profundidade, não correr em redor da piscina e respeitar sempre a sinalização;
Prevenção de quedas, principalmente na população idosa, dada a prevalência de osteoporose. Em casa, tirar os tapetes do chão, substituir as banheiras por bases de duche e não subir aos armários com ajuda de bancos (na população rural, não subir às árvores). Atenção especial aos degraus das escadas. Se a marcha for deficiente, fazer uso de bengala, canadiana ou andarilho;
 Não desvalorizar os traumatismos e, na persistência de queixas, procurar ajuda especializada para ter um diagnóstico e evitar agravamento de lesões;
 Finalmente, procurar ter uma vida ativa com exercício físico, adequado à idade. O fortalecimento dos músculos faz com que estes protejam a coluna e a mobilidade articular dá amplitude, “lubrificando” as articulações. Nos mais idosos, preconizam-se as caminhadas, o pilates e a hidroginástica.
Artigo do Dr. Nelson Carvalho, membro da direção da Secção da Coluna Vertebral da Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia (SPOT)

23.6.21

SAÚDE: Médicos querem evitar mergulhos perigosos em praias e piscinas


A Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral (SPPCV) vai promover uma campanha de consciencialização para a prevenção das lesões da coluna, causadas por mergulhos em praias e piscinas, junto das crianças e dos jovens adolescentes.
“Com esta iniciativa queremos alertar os mais jovens para os riscos que correm quando dão mergulhos, tanto nas piscinas como nas praias, em águas pouco profundas, e que podem provocar lesões permanentes na coluna”, explica o ortopedista Nuno Neves, presidente da SPPCV.
 “Há saltos que podem mudar a tua vida. Protege a tua coluna!” é o mote desta campanha que vai estar disponível nas redes sociais, durante a época balnear deste ano.
As lesões na coluna derivadas de mergulhos ocorrem geralmente quando a cabeça bate no solo ou numa rocha. Além da baixa profundidade do local ou dos comportamentos de risco, estes acidentes podem estar relacionados com uma postura incorreta durante a execução do mergulho. Para prevenir as lesões na coluna recomenda-se que verifique sempre a profundidade da água antes de mergulhar e mantenha-se sempre dentro da zona supervisionada. Deve evitar-se mergulhar sob o efeito de bebidas alcoólicas.
Os sinais e sintomas de lesão na coluna incluem: dor no local lesionado eventualmente com irradiação aos membros superiores, náuseas, cefaleias ou tonturas, fraqueza ou incapacidade em mover os braços ou pernas; formigueiro ou dormência nos membros e na área abaixo da lesão, estado de consciência alterado, dificuldades respiratórias, perda do controle da bexiga ou do intestino...
Se presenciar um acidente e suspeitar de uma lesão da coluna deve contactar de imediato o 112 e chamar uma ambulância. Não deve mover a pessoa, uma vez que qualquer movimento numa coluna já danificada pode causar danos permanentes. 
Sobre a SPPCV
A Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral, fundada em 2003, é uma associação científica, sem fins lucrativos. Tem por objeto a promoção, o estudo, a investigação e a divulgação das questões inerentes à problemática da prevenção, diagnóstico e tratamento das patologias da coluna vertebral. Para mais informações consulte http://sppcv.org/