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17.10.21

NISA: COISAS DO (NOSSO) PODER LOCAL (III)

 
IMAGINE 3 - Que a campanha eleitoral para as Autárquicas tenha servido os propósitos, isto é, discutir os reais problemas e necessidades do concelho e que nesses debates ou auscultação das populações, tenham vindo ao de cima, os problemas relacionados com a Saúde. Problemas que não se esgotam no painel de azulejos, mais bonito ou mais feio, consoante os gostos, mas na falta de pessoal que o destapar da manta no Hospital de Setúbal, veio trazer, com premência, a público e que atinge também o novo Centro de Saúde de Nisa. 
Imagine que está mais de uma hora a tentar ligar para o CS e que após 10 ou 12 tentativas, sem qualquer resposta - com algumas "idas" e "vindas" ao Hospital de Portalegre-, resolve deslocar-se pelos seus próprios meios e verificar in loco que há uma gritante falta de pessoal, a todos os níveis, principalmente, administrativo.
Não será exigível pedir, a quem dá o melhor de si, melhores e mais expeditas respostas. Mas há formas de resolver o problema e a ULSNA não pode, por mais tempo, alhear-se dele e dos prejuízos que tal facto causa às populações. Contrate pessoas para atender o telefone e ver-se-á que esta "despesa" pode ser revertida em "proveito". 
Imagine, também, um Centro de Saúde, novo, equipado à la carte, com uma especialista em Fisioterapia, que faz o que pode e não pode, num concelho muito envelhecido e onde as mazelas físicas são o pão nosso de cada dia. As novas instalações, a quantidade e a extensa lista de espera dos utentes que carecem de cuidados de fisioterapia, justificam, por si só, que o Centro de Saúde recrute, pelo menos, mais um profissional desta área. 
E é aqui que entra o Poder Local, cuja principal linha de actuação se deve pautar pela melhoria das condições de vida da população. O dinheiro gasto em flores, florinhas e adereços para inglês ver, dava e sobrava para a contratação de um profissional de Fisioterapia que pudesse colmatar as carências existentes. Há diversas autarquias que já o fazem e a de Nisa, seguindo este caminho, prestaria um bom serviço à população. 

COMUNICADO
Na frente ocidental nada de novo.
O povo
Continua a resistir.
Sem ninguém que lhe valha,
Geme e trabalha
Até cair.
Miguel Torga

15.10.21

NISA: COISAS DO (NOSSO) PODER LOCAL (II)

IMAGINE 2 - Que em plena  campanha eleitoral para as Autárquicas, numa sessão ou comício, o ainda presidente da Assembleia Municipal lhe dizia, eufórico e com a maior das convições, que a AM trabalha para as pessoas, que é um órgão independente e que se pauta pelas regras da transparência. Imagine, agora, que acaba de consultar o site do Município de Nisa, como eu fiz e verifica que a ÚLTIMA ACTA do órgão Assembleia Municipal tem a data de 25 de Setembro de 2020, ou seja, HÁ MAIS DE UM ANO. 
Como é que entenderia uma situação destas? O que ficaria a pensar de um eleito que, desde há 12 anos desempenha este cargo, sem nada de objectivo lhe acrescentar e ainda permite que se brinque com os munícipes? Dará assim tanto trabalho elaborar a Acta de uma sessão logo após esta ter decorrido e ser aprovada na sessão seguinte para ser publicada? Ou a mesma terá de passar pelo crivo da Censura? Mas as Assembleias Municipais não são órgãos do poder local, autónomos e independentes? Mesmo quando tem de ser a edil a escolher o local - contrariando a lei e desrespeitando os eleitos -, onde as mesmas se hão-de realizar? 
Vão os novos eleitos municipais, os do poder e os da oposição, continuar alheados e indiferentes a este facto que prejudica todos os eleitores do concelho? A informação municipal não deve ser prestada "na hora"? Ou irão permitir este estado de desinformação,  contínuo e premeditado, por parte de um poder municipal autocrata e autoritário?
Para que servem, afinal, as Assembleias Municipais?

14.10.21

NISA: COISAS DO (NOSSO) PODER LOCAL (I)

 
IMAGINE 1 - Que tinha sido eleito para um órgão do poder local (Câmara, Assembleia Municipal), em representação, sei lá, do MES, do MRPP, da UDP, do MIRN ou do Partido do Progresso e que na Convocatória que recebera para a tomada de posse, a seguir ao seu nome, vinha a designação do partido pelo qual tinha sido eleito/a, partido esse com o qual nunca se tinha identificado e, muito menos, concorrera, no caso concreto, o partido vencedor das eleições no concelho de Nisa. Com que impressão é que ficava dos serviços camarários? E o que faria? Recusava-se a tomar posse e exigia a reposição da verdade, ou passava uma esponja sobre o assunto? 
Como é possível tanta irresponsabilidade na gestão administrativa dos assuntos municipais, bem patente, aliás, na feitura de uma simples minuta, de uma página, quase sempre carregada de erros ortográficos?