13.4.12

NISA: Memória do Cine Teatro - Abril 1935


Em Abril de 1935, o Cine Teatro de Nisa promoveu cinco sessões de cinema, a que assistiram 1255 espectadores. Toureiro à Força foi o filme em destaque não só pela assistência de 455 espectadores, mas por ter sido exibido na segunda-feira de Páscoa, dia de romaria da Senhora da Graça.
Toureiro à Força, comédia musical, realizada por Leo McCarey e produzido em 1932 (EUA) teve estreia em Portugal em Fevereiro de 1934. No elenco sobressaiam os nomes de Eddie Cantor (o protagonista), Lyda Roberti e Robert Young.
Na noite anterior (Domingo de Páscoa) foi exibido o filme O Rei dos Nudistas, tendo assitido 306 espectadores. No cômputo geral do mês, houve uma afluência ao cinema de 1255 espectadores que deixaram uma receita de 3070 escudos.

12.4.12

SALAVESSA: Chocalhada para reviver a tradição


No sábado passado, sábado de Aleluia, os habitantes de Salavessa saíram à rua com chocalhos para assinalar ressureição e reavivarem uma tradição da aldeia.
Momentos de alegria e de fraternal convívio que juntou pessoas de todas as idades e deu à aldeia uma alegria e colorido diferente.
As imagens mostram alguns desses momentos de confraternização.

11.4.12

TEXTOS DE ABRIL (1): Crónica de um tempo incerto

Partir! Partir, sempre. E regressar...
No princípio foi o sonho e a aventura em caravelas transbordando
Espalhámos a fé, levámos a “civilização ocidental” (sempre a civilização ocidental a moldar-nos, a tolher-nos os passos e os pensamentos), estendemos o poderio militar, dominámos, fomos conquistadores (de quê?), criámos mitos e heróis, mas olhando de soslaio as especiarias, o ouro e a glória...
Tudo tivemos e desbaratámos. Como agora. O cravinho e a pimenta. A malagueta e o açúcar. O café e o tabaco. Até o ouro do Brasil (quantos negreiros, quantos escravos mortos, quanto sangue derramado?) desperdiçámos. Tantos sonhos de riqueza em pouco tempo esfumados...
E novos sonhos se desfizeram em viagens consumidos.
Miragem de uma pátria imperial, estendida pelas cinco partidas do mundo, mas configurada sempre ao rincão original, europeu.
Partimos. Estendemos os olhos e a cobiça, fomos senhores de um vasto império.
E voltámos, sempre, mais pobres do que nunca, esquecidos de nós próprios...
Atravessámos mares e oceanos, desbravámos caminhos e florestas, fizemos a travessia do deserto e do tempo. Chegámos à década de 60 do século passado. Famintos, oprimidos, estranhos na própria “casa”, lançámo-nos noutra aventura: a conquista do pão e da dignidade.
Demandámos outras paragens, partimos novamente. Atravessámos Alpes e Pirinéus, fintámos a fome, suportámos os rigores do frio e da neve, enganámos os carabineiros.
Uns. Outros, não... Alguns jazem, sabe-se lá em que vereda ou ravina, perpassados pelas balas das armas dos homens sem coração ou pelo espírito da traição...
Partir e voltar. Sempre. O retorno ao rincão natal. A vida ligeiramente melhor. A dignidade reconquistada (será?).
Português. Povo que sofre, que luta, parte e retorna.
Já Eça, há uma século atrás entendia a sua alma.
Mário Mendes – Fev.1986

Centenas de nisenses na romaria à Senhora da Graça










Segunda-feira de Páscoa é dia de Nossa Senhora da Graça e Feriado Municipal no concelho de Nisa. Em dia de sol primaveril, centenas de nisenses, de nascimento ou por afecto, rumaram até ao cabecinho da Senhora da Graça, a quatro quilómetros de Nisa.
Muitos, sobretudo jovens, percorreram o caminho a pé, mantendo a ancestral tradição.
Foram por devoção, no cumprimento de uma promessa ou simplesmente para agradecer e pedir à Senhora – Padroeira de Nisa, ânimo e saúde para os mais próximos.
No adro da ermida, o senhor bispo de Portalegre e Castelo Branco, D. Antonino Dias celebrou a missa campal e apelou ao sentimento dos fiéis para levarem uma vida mais verdadeira e mais próxima dos valores morais e espirituais da igreja.
Após a missa, formou-se a procissão que incorporou centenas de fiéis de todas as idades e foi acompanhada com a devida solenidade pela banda da Sociedade Musical Nisense.
Cumprida parte do programa religioso, foi tempo de as famílias se espalharem pelos campos limítrofes, procurarem as melhores sombras e degustarem as especialidades gastronómicas da Páscoa.
Pela tarde fora, a animação musical foi constante com actuações da Sociedade Musical Nisense, grupos “Domingos e Dias Santos”, “Fora D´Horas” e Bombos de Nisa.
A recitação do terço, a meio da tarde, constituiu um momento de reflexão e de reaproximação espiritual dos fiéis com a sua padroeira.
Mário Mendes - in "Alto Alentejo" - 12/4/2012

10.4.12

A "Música" na Romaria da Senhora da Graça




A Sociedade Musical Nisense associou-se à romaria de Nossa Senhora Graça abrilhantando as cerimónias religiosas, entre estas, a procissão e depois colaborando na animação musical ao longo da tarde, através da actuação da Orquestra Ligeira.

NISA: Animação na Romaria da Senhora da Graça






Do sagrado e do profano se faz a Romaria da Senhora da Graça. São alguns desses momentos de alegria e de convívio que aqui mostramos num trabalho do amigo Jorge Nunes, feito com a qualidade de sempre. Os nossos agradecimentos.

NISA: A caminho da Senhora da Graça






Segunda-feira de Páscoa é dia de Nossa Senhora da Graça, Padroeira de Nisa. Muitas são as pessoas que, ao conforto e rapidez do automóvel, preferem o caminhar a pé, cumprir a tradição, num ritual que já entrou nos seus hábitos. Jovens e menos jovens, fazem-se ao caminho, partilham as conversas, sentem os odores e perfumes da natureza e chegam ao "Cabecinho" contentes e orgulhosos do trajecto percorrido.
Outros, animados do mesmo espírito e simbolismo, vão parando em locais estratégicos, e, no "sabor da erva", provam as iguarias que cada um leva na sacola, onde não pode faltar o bom o tinto alentejano.
É dia de Romaria, de devoção, mas um homem, mesmo o mais santo, não rejeita uma pinguinha, que a garganta não pode ficar seca, muito menos em dia de festa.

9.4.12

PARABENISAR, NO DIA DA FESTIVIDADE DE NOSSA SENHORA DA GRAÇA

QUE A PÁSCOA DO SENHOR QUE VENCEU A MORTE SEJA O PARADIGMA CATALISADOR PARA QUE A NOSSA GENTE, QUER A TITULO PESSOAL QUER COLECTIVO, GANHE FORÇAS PARA ULTRAPASSAR TODAS AS DIFICULDADES, MESMO A ESCURA E OBSCURA CRISE ECONÓMICA ACTUAL.
Por vicissitudes várias alterou-se a oportunidade de poder estar hoje nessa corrente forte de Veneração a Nossa Senhora da Graça, mas prometo unir-me em espírito recolhido quer na missa na Vila quer no Santuário, nos soleníssimos momentos das missas das 9 e das 11 horas.
Igualmente procurarei situar-me, comportar-me como se num dia de peregrinação se tratasse, na meditação e oração a Nossa Senhora da Graça.
Ritmados ainda por este espírito da Páscoa estaremos mais fortes para perceber o mistério da presença de Nossa Senhora da Graça, Nossa Excelsa Padroeira, num dia santíssimo em que todos santos e espíritos de luz com alma nisense farão coro conosco numa onda emocional forte, envolvente ao lugar da Ermida de Nossa Senhora da Graça.
Tal festa e homenagem fortificará com certeza os ânimos para enfrentar as grandes dificuldades do presente e do porvir, reatará toda a esperança, e será corrente de abraço aos mais pobres, doentes, pessoas em dificuldades várias ,aos jovens aflitos com a escolha e a dureza do caminho a escolher , do trabalho certo...Ajudai-os Senhora da Graça.
Este encantamento de Nossa Senhora da Graça por eles à luz do trajeto da Páscoa significa apenas não a consagração da pobreza, da dor, da doença, mas antes o contrário, elevar os que sofrem, consolar, abris brechas de esperança onde a mesma começa a faltar, não permitir a pobreza, acentuar a solidariedade fraterna, suavizar todas as dores.
Temos o dever de ser felizes, mesmo sem motivo para tal.
A Senhora da Graça atenta à nossa gente a todos providenciará.
Desejos Afetuosos do
João Castanho

7.4.12

NISA: Poetas Populares do Concelho

REIS E RAINHAS
O alecrim é o rei das ervas
O ouro rei dos metais
Rosa rainha das flores
O leão rei dos animais

Deus é rei universal
Rei de toda a criação
Rei dos sábios Salomão
Rei do sabor o sal
Rei das matas o pinhal
Capitão rei das catervas
Virem rainha das servas
A romã rainha do fruto
O trigo rei do produto
O alecrim rei das ervas.

O amor é o rei das fontes
Cruz das armas a rainha
O bastardo rei da vinha
O pinheiro rei dos montes
O navio rei das pontes
Cló rei dos animais
Adão é rei dos pais
Rei dos poetas foi Dante
Rei das pedras o diamante
O ouro rei dos metais.

O vento rei dos nortes
O sol rei da claridade
Rei da pobreza a caridade
Rei do pranto a morte
O rei da ternura é a sorte
Oliveira rainha dos olivais
O melão rei dos meloais
A pêra rainha da fruta
Rei dos peixes a truta
O leão rei dos animais.

Rei da riqueza o trabalho
Rei dos fiadores o dinheiro
Rei dos paus o castanheiro
Rei dos dentes o alho
O rei dos martelos é o malho
O vinho rei dos licores
Coração rei dos amores
Rei dos amargos o fel
Rosa rainha das flores.
JMV

4.4.12

PONTÁ BITÉFES (2) – Câmara sabe fazer bem

A Câmara de Nisa, aqui bastas vezes criticada, também sabe fazer bem. Escusava era de demorar um tempo infinito a resolver questões simples e menores, como dar corda ao relógio da torre ou reparar uma boca de rega, que, neste caso, até julgou oportuno mudar de sítio. Fez bem. Fizeram bem os trabalhadores que resolveram estas e outras situações. Estou em crer, até, que só não fazem mais vezes bem porque não os mandam.
E nisto a responsabilidade é dos serviços ou melhor da hierarquia, desatenta e insensível, tantas vezes, às razões dos munícipes.
Ontem, dia 3 de Abril, o relógio retomou a sua função, de assinalar o tempo e as rotinas dos nisenses. Bastou meia hora para que o problema fosse resolvido, sem invocação da troika, dos cortes do governo às autarquias e tantas outras desculpas de mau pagador que se trazem à baila quando a burocracia não quer ou não deixa resolver o que é pertinente.
Por de tão simples estas questões, escusava a autarquia de ser visada constantemente, neste e noutros locais, por não cumprir, a tempo e horas, o seu papel.
Os autarcas – é bom lembrar – são eleitos para trabalhar, para resolver os problemas das populações. É isso que dizem e garantem aos quatro ventos, aliás, quando estão em campanha eleitoral.
Fazer o bem sem olhar a quem, devia ser a “regra de ouro” dos eleitos nas autarquias. E, já agora, pagar a tempo e horas, não só por ser uma obrigação moral, mas acima de tudo porque, em época de crise, fica mal ao poder municipal ser subsidiado, financeiramente, por um comércio local já de si pobre e subsistindo com extremas dificuldades.
Lanço, daqui, um apelo e sugestão: comemorem o 25 de Abril, liquidando as dívidas que a Câmara tem para com prestadores de serviços, o comércio e indústria locais.
As boas contas são o sinal mais claro da transparência democrática.
Mário Mendes

CRÓNICAS DE LISBOA: A Minha Escola Primária

Na década de 50/60, o nosso país assistiu a um “baby boom”, principalmente no meio rural e, apesar das carências de toda a ordem, a média de filhos, por casal, situava-se entre os cinco e os dez. O regime “defendia” um certo analfabetismo da população, como estratégia, mas lentamente foi alargando a obrigatorieade do ensino primário e com o DL n.º 42 994 de 28 de Maio de1960 (não terá sido por acaso esta data que assinalava mais um ano comemorativo da “revolução” de 1926) que: “Declara obrigatória a frequência da 4.ª classe para ambos os sexos. Há um só ciclo de 4 anos que termina com a aprovação de um exame na 4.ª classe. O período etário da escolaridade obrigatória é entre os sete e os doze anos, feitos até 31 de Dezembro do ano a que respeita a matrícula.” Quer pela medida em si quer pelo grande número de crianças em idade escolar, deu-se início a um programa de construção de escolas novas de modelo único cuja diferença residia apenas se tinham uma ou duas salas de aulas. Por exemplo, na minha freguesia beirã foram construídas quatro escolas novas e hoje apenas uma se mantém activa, aquela que eu frequentei nos meus quatro anos de instrução primária! Naquele meio rural, apesar de distar apenas uma dezena de quilómetros da capital do distrito, o universo dos alunos tinha alguma heterogeneidade, dependendo menos do QI de cada um e mais da iliteracia familiar, influenciando a “vocação” das crianças perante a escola. Por exemplo, se o meu pai já tinha a 4ª classe, a minha mãe era analfabeta, discriminação muito comum nas mulheres da época. Era um ensino muito exigente e rigoroso, com o poder incontestado dos mestres e que tinha coisas boas, mas sem qualquer tipo de benefícios. As matérias de português, história, cálculo, geografia, etc, eram ministradas com profundidade, embora o maior defeito assentasse numa certa memorização. Tínhamos que saber, na “ponta da língua”, os réis/reinados, os rios e seus afluentes, vias férreas, etc e a tabuada era aprendida em canto colectivo pela turma - “dois vezes um, dois; dois vezes dois, quatro....nove vezes nove, oitenta e um...”.
Aquele ciclo terminava com o exame da 4ª classe e, na província, era efectuado na capital do distrito e a aprovação era um importante marco na vida de uma criança. Ao conclui-lo, o jovem saía com um bom manancial de conhecimentos para a vida, caso não prosseguisse os estudos, o que acontecia aos mais pobres. Infelizmente e para muitos, tal como hoje se verifica também, iniciava-se um apagão e começava um certo tipo de analfabetismo, por falta de contactos com os saberes.
Quanto ao meu exame final, lembro-me, como se fosse hoje, e também recordo o carinho e a ajuda que a minha professora, que vivia na cidade, me deu por me ter levado para a sua própria casa, alojando-me da véspera, pois eu teria dificuldades em estar na prova de exame à hora marcada. Tratou, como um príncipe, um menino pobre da aldeia. No final do exame, tinha a minha mãe à espera e o seu analfabetismo e pragmatismo, na dura luta pela sobrevivência, qual mãe coragem que tinha a seu cargo cinco filhos e com o marido em internamento hospitalar há muito, incitou-me, mais tarde, a emigrar em vez de optar (aos quinze anos) por prosseguir os estudos, como trabalhador-estudante. Mas não lhe fiz a vontade e até compreendia que os “marcos e os francos” que os meus ex-colegas emigrantes traziam nas férias, fazendo vida de rico e eu, já empregado em Lisboa e trabalhador-estudante, fazia figura de pobretana, a confundissem. Nesse longo percurso (dos quinze aos trinta e dois anos) e com as duas tarefas, trabalhar e estudar, foi muito o sofrimento, os sacrifícios e tristeza, esta a começar no dia em que fiquei aprovado com o diploma da instrução primária. Em vez de alegria, apoderou-se de mim uma certa tristeza, por saber que a minha vida escolar terminaria nesse dia, ao contrário de três colegas da minha turma que iriam prosseguir os estudos na cidade. Para mim e muitos outros, apesar dos meus onze anos, iria começar uma vida de trabalho, para não lhe chamar de escravatura. Era a luta pela sobrevivência e sem subsídios, como há hoje! Aliás, eram muitas as vezes que eu faltava às aulas para ajudar a minha mãe, na vida do campo, e que eu compensava com a minha aptidão para aprender. Cheguei onde os privilegiados chegaram e, apesar da minha longa vida escolar, reconheço que a instrução primária me marcou, porque ocorre numa idade muito importante da nossa formação e porque estamos ávidos de aprender.
Face á decisão do actual Governo em voltar a instituir o exame da 4ª classe, agora não como etapa final, logo os defensores da “igualdade” no ensino e que tem levado á perda de qualidade, se insurgiram contra esta medida, alegando que vai favorecer um certo elitismo. Para eles, aqui deixo o meu testemunho, embora decorridos mais de cinquenta anos. Pobres daqueles (crianças, jovens, etc) a quem o facilitísmo é servido desde a escola primária, porque a vida é dura e se não soubermos prepará-los, teremos um enorme “exército de indignados”, mesmo que tenham altos diplomas escolares, o que não significa terem boa formação e preparação para a vida.
Serafim Marques - Economista

3.4.12

PÉ DA SERRA: Morreu o Ti Vara!


Faleceu ontem, dia 2 de Abril, em Vila Velha de Ródão, o ti Vara.
José Lopes Valente Miguéns, natural do Pé da Serra, foi pedreiro, emigrante, homem de muitos ofícios, militante antifascista, comunista, presidente da Junta de Freguesia de S. Simão durante vários mandatos.
Foi, inquestionavelmente, um "Homem de Abril" e um devotado servidor da sua terra e freguesia.
Era, para além de tudo, um amigo. Um amigo daqueles a quem custa escrever umas palavras, mesmo para dizer-lhe, em jeito de despedida, que a sua vida, a sua luta por um mundo melhor, valeu a pena.
No lugar etéreo onde irá repousar bem orgulhar-se e dizer, como Pablo Neruda: "Confesso que Vivi!
Obrigado, camarada Vara pelo teu exemplo!
Mário Mendes
NR: O funeral realiza-se hoje, dia 3 de Abril, às 14,30h para o cemitério de Pé da Serra.

NISA: Romaria à Senhora da Graça

2.4.12

NISA: Memória do Cine Teatro


Em Abril de 1936, o Cine Teatro de Nisa promoveu cinco sessões de cinema, a que assistiram 1231 espectadores. Realce para a afluência (452 entradas) ao filme português "As Pupilas do Senhor Reitor" e para a assistência (337 espectadores) registada no dia 12 - Domingo de Páscoa.
Em 1965, no dia 4 de Abril, o Cine Teatro de Nisa exibiu "O Prémio" com o famoso actor Paul Newman numa das melhores interpretações da sua brilhante carreira cinematográfica.