Mostrando postagens com marcador 29 setembro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 29 setembro. Mostrar todas as postagens

25.9.25

SAÚDE: Mais de 500 sobreviventes de Enfarte Agudo do Miocárdio caminham pela saúde do coração


Dia Mundial do Coração assinala-se a 29 de setembro

A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) volta a comemorar o Dia Mundial do Coração, que se assinala anualmente a 29 de setembro, com a 3.ª edição da caminhada nacional “Rehab for life - Passo a passo por um coração saudável”. Esta iniciativa realizar-se-á no dia 28 de setembro, em várias cidades de Portugal, tendo como objetivo consciencializar os doentes cardíacos que integrem programas de reabilitação, familiares e amigos, bem como profissionais de saúde, para a prevenção e o tratamento das doenças cardiovasculares.

De acordo com Joana Delgado Silva, presidente da APIC, “esta iniciativa é uma oportunidade para reforçarmos junto da população a importância da prevenção das doenças cardiovasculares. As últimas edições foram muito participadas, pelo que nesta terceira edição vamos voltar a reunir doentes, famílias e profissionais de saúde em torno de um objetivo comum: reduzir o impacto das doenças cardiovasculares em Portugal, ao falar da atuação correta da população em caso de sintomas sugestivos de Enfarte Agudo do Miocárdio, bem como da importância da Reabilitação Cardíaca pós-Enfarte Agudo do Miocárdio”.

A caminhada nacional “Rehab for life – Passo a passo por um coração saudável” é uma iniciativa da APIC, que teve início em 2023, e que conta com o apoio do Grupo de Estudo da Reabilitação Cardíaca (GEFERC), da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC). Desta farão parte todos os hospitais públicos que integram a via verde coronária e que têm programas de reabilitação cardíaca ativos.

Os participantes serão sobretudo doentes pós-Enfarte Agudo do Miocárdio, porém, a iniciativa está aberta a todos os doentes cardíacos que integram programas de reabilitação.

As doenças cardiovasculares continuam a ser a principal causa de morte em Portugal e no mundo. Após um enfarte, o comportamento e os cuidados pós-enfarte são cruciais para a recuperação e prevenção de futuros problemas cardíacos.

 

24.9.20

29 de Setembro - Dia Mundial do Coração

 


Este 29 de setembro de 2020 vai ser diferente. Vai ser diferente porque o lema é diferente. “Use o coração para prevenir as doenças cardiovasculares”. Todos os anos a World Heart Federation (a Federação Mundial do Coração) escolhe uma mensagem que incentiva as pessoas a serem mais saudáveis.
Vai ser diferente porque a Fundação Portuguesa de Cardiologia não vai poder estar junto das pessoas a dar-lhes conselhos, a promover mudanças de comportamento e a ajudá-las a ser mais saudáveis. Este ano o Dia Mundial do Coração vai ser predominantemente virtual.
Fui ao dicionário e procurei a palavra “virtual” e encontrei que, informaticamente, virtual quer dizer simulado por programas de computador.
De facto, este ano as redes sociais, as internets, as intranets vão ser de uma grande ajuda. As mensagens vão ser escritas, ajudadas com algumas imagens, algumas mensagens simples, apelativas, bem sistematizadas e adaptadas, tanto quanto possível, ao ambiente informático onde serão emitidas.
Para quem não está familiarizado com estas novas tecnologias, para quem não tem um smartphone ou um tablet, as mensagens também lhes irão chegar graças às rádios, à televisão, aos jornais e revistas. Estes meios de comunicação estão, sempre estiveram, próximos da população por muito longe que possam estar dos grandes centros e por muito pouco familiarizados que estejam com estes novos equipamentos que os mais novos dominam.
Acreditamos que, com as nossas mensagens, iremos conseguir mudar, pelo menos, a opinião que as pessoas possam ter relativamente a vários fatores de risco. Mudar a opinião que se possa ter sobre os riscos da tensão arterial alta, ou do colesterol elevado, do excesso de peso, da diabetes. Mudar a opinião é meio caminho andado para se mudar a atitude das pessoas relativamente a estes riscos para a saúde. Queremos que, ao ouvir-nos, se lembre do seu amigo, do seu vizinho ou do seu familiar que não deu a devida atenção aos riscos que corria. Queremos que pense que está nas suas mãos não seguir os mesmos passos e ter as mesmas complicações e desfechos que eles tiveram.
Queremos que pense que as alternativas que lhe apontamos podem ser conseguidas, fazendo pequenas mudanças e pequenas alterações na sua vida. No fundo queremos desafiá-lo. Não queremos obrigá-lo. Uma coisa é certa, a mudança, por muito pequena que seja vai ser uma mais valia para si e para os seus que, por “força” das suas novas circunstâncias irão mudar também, e talvez os seus amigos, com uma pontinha de inveja, vão lhe seguir os passos.
Mas virtual também poderá significar “que existe em potência”, “susceptível de se exercer ou realizar”.
É isso, ser mais saudável é suscetível de se realizar, existe em potência, desde que o faça com o coração. O lema deste ano do Dia Mundial do Coração diz isso mesmo. USE O CORAÇÃO PARA PREVENIR AS DOENÇAS CARDIOVASCULARES. Use o coração para ser mais ativo, use o coração para fazer opções alimentares mais saudáveis, use o coração para deixar de fumar.
USE O CORAÇÃO PARA SER MAIS FELIZ. Faça-o por si e pelos seus.
Artigo de Luís Negrão, assessor médico da Fundação Portuguesa de Cardiologia

25.9.17

SAÚDE: Dia Mundial do Coração assinala-se a 29 de setembro

Valorização imediata dos sintomas pode evitar morte por enfarte
 O enfarte agudo do miocárdio, ou ataque cardíaco, ocorre quando uma das artérias do coração fica obstruída o que faz com que uma parte do músculo cardíaco fique em sofrimento por falta de oxigénio e nutrientes. Esta obstrução é habitualmente causada pela formação de um coágulo devido à rutura de uma placa de colesterol.
Os sintomas mais comuns, para os quais as pessoas devem estar despertas, são a dor no peito, por vezes com irradiação ao braço esquerdo, costas e pescoço, acompanhada de suores, náuseas, vómitos, falta de ar e ansiedade. Normalmente os sintomas duram mais de 20 minutos, mas também podem ser intermitentes. Podem ocorrer de forma repentina ou gradualmente, ao longo de vários minutos.
Na presença destes sintomas é importante ligar imediatamente para o número de emergência médica – 112 e esperar pela ambulância que estará equipada com aparelhos que registam e monitorizam a atividade do coração e permitem diagnosticar o enfarte. A pessoa não deve tentar chegar a um hospital pelos seus próprios meios. Cerca de 50% dos doentes recorrem a um Centro sem capacidade para realizar o tratamento, o que conduz a um atraso significativo no início da terapêutica mais adequada. Esta situação não acontece quando se liga para o 112.
É importante a precocidade no diagnóstico (valorização dos sintomas) - o que implica um tratamento mais rápido com redução significativa da quantidade de músculo cardíaco "perdido" , o que leva a que os doentes tenham um melhor prognostico, isto é que voltem a ter uma vida "normal".
 No hospital, o cardiologista de intervenção irá efetuar uma angioplastia coronária que consiste na colocação de um cateter fino na artéria obstruída, através do qual se introduz um balão que quando insuflado permite a abertura da artéria e o restabelecimento do fluxo sanguíneo. Na maioria das vezes, este procedimento é complementado com a colocação de um stent, um pequeno tubo de rede metálica que mantém o vaso aberto.
Atualmente, a angioplastia coronária é o melhor tratamento para o enfarte agudo do miocárdio.
Para evitar um enfarte é importar adotar estilos de vida saudáveis: não fumar; reduzir o colesterol; controlar a tensão arterial e a diabetes; fazer uma alimentação saudável; praticar exercício físico; vigiar o peso e evitar o stress. A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC), uma entidade sem fins lucrativos, está a promover, em Portugal, a campanha Stent Save a Life – Não perca Tempo, Salve uma vida” com o objetivo de melhorar a prestação de cuidados médicos ao doente com enfarte e o seu acesso ao tratamento mais adequado. Para mais informações consulte: www.apic.pt
Artigo de Opinião do médico João Brum Silveira, presidente da Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC)