23.3.26

Casa Palestina abre em Lisboa


A primeira casa cultural palestiniana do país inaugura a 27 de março em Alcântara, com concerto de Sanaa Moussa.

No dia 27 de março, abre portas a Casa Palestina em Lisboa. Enraizada na memória coletiva, na prática artística e na vida comunitária, cria um espaço onde a prática artística e a memória coletiva palestinianas se reúnem, se transmitem e se afirmam.

Fundada por mulheres palestinianas em colaboração com mulheres portuguesas, a Casa Palestina reúne artistas, escritores, educadores e o público através de exposições, espetáculos, workshops e outros encontros.

A noite de inauguração contará com a atuação da aclamada vocalista palestiniana Sanaa Moussa, acompanhada pelo músico Michael Rishmawi. Conhecida por décadas de trabalho de preservação e reinvenção do repertório tradicional palestiniano, Moussa tem também explorado diálogos musicais entre tradições árabes e o fado português.

A Casa Palestina não entende a arte como ornamento ou decoração, mas como linguagem necessária através da qual a identidade de um povo se mantém.

Esta casa não é neutra. Assenta em princípios de justiça, autodeterminação e continuidade cultural e no direito dos palestinianos de se representarem a si próprios.

A Casa Palestina é o resultado de um trabalho coletivo. Nasce da iniciativa de mulheres palestinianas e portuguesas e das muitas mãos que ajudaram a construir este espaço e continuarão a sustentar a sua vida quotidiana.

Situada em Alcântara — do árabe al-qantara, «a ponte» —, a Casa Palestina é um ponto de encontro entre a Palestina e Portugal, entre comunidades e práticas de criação artística e reflexão crítica.

A inauguração ocorre num momento de inqualificável violência contra o povo palestiniano. A Casa Palestina garante um espaço onde as vozes palestinianas — sistematicamente contestadas, silenciadas e deturpadas — permanecem intactas e se exprimem nos seus próprios termos.

Programa de Abertura

27 de março

19h00 — Receção. Os convidados são recebidos para um momento de convívio. Serão servidos petiscos palestinianos, chá e bebidas.

19h30 — Discurso de boas-vindas da fundadora Dima Akram.

19h45 — Espetáculo de dabke por Handala. Dança folclórica tradicional palestiniana que transmite o ritmo do movimento coletivo e da continuidade intergeracional.

21h00 — Sanaa Moussa (ao vivo). Vocalista, compositora e letrista palestiniana da Galileia que apresenta interpretações poderosas da música clássica e folclórica palestiniana, inspiradas na memória coletiva e no património do povo palestiniano.

01h00 — Encerramento.

28 de março

19h00 — Receção. Os convidados são recebidos à medida que o espaço abre para convívio e encontro. Serão servidos petiscos palestinianos, chá e bebidas.

20h00 — Rawan Roshni (ao vivo). Artista e vocalista palestiniana que usa a música para promover conexão, cura e expressão cultural. O seu trabalho combina influências tradicionais da região SWANA com sons contemporâneos.

21h30 — Espetáculo de dabke por Handala. Dança folclórica tradicional palestiniana que transmite o ritmo do movimento coletivo e da continuidade intergeracional.

21h45 — Isam Elias (ao vivo). Artista palestiniano que coloca o piano no centro de um poderoso universo afro-eletrónico, combinando expressão acústica com um som eletrónico envolvente.

23h00 — Adan (DJ set). Artista de Jerusalém, Palestina, radicado em Londres, que apresenta seleções de minimal house e eletrónica com batidas graves pensadas para a pista de dança.

01h00 — Encerramento.