28.8.10
MEMÓRIA: Os 700 anos da Vila de Nisa (1)
26.8.10
ALPALHÃO: Artilheiros/as de 1954 em convívio
21.8.10
75 Anos do Sport Nisa e Benfica (II)
Em 1985 e a propósito das comemorações das Bodas de Ouro (50 anos), o jornal Fonte Nova editou um destacável sobre a efeméride (edição nº 46 - 9/10/1985), no qual tive o gosto de colaborar. Hoje, recordamos aqui a capa do suplemento e a mensagem da direcção, na altura liderada por José Maria Sales Ferreira Pereira.
Mensagem da Direcção
O Sport Nisa e Benfica “velhinha” colectividade fundada com o nome de Sport Lisboa e Nisa, perfaz em 1 de Outubro, 50 anos de vida.
São 50 anos de trabalho, esforço e dedicação constante em prol do desporto, do engrandecimento da nossa vila e concelho, que sucessivas gerações de nisenses tomaram em suas mãos, dando sempre o melhor de si, numa demonstração de amor clubista ao Nisa e Benfica.
Ao longo destes 50 anos através do Sport Nisa e Benfica formaram-se, contribuindo para o seu rico historial, centenas e centenas de atletas, muitos deles de excelente nível técnico e que ganharam, inclusive, projecção a nível nacional tendo, noutras colectividades, sabido elevar bem alto o nome de Nisa e do seu clube de origem: o Nisa e Benfica.
Nesta data em que comemoramos 50 anos de existência, como colectividade desportiva que sempre soube dignificar o desporto, é com grande orgulho e elevada satisfação que a Direcção do Sport Nisa e Benfica recorda a plêiade de várias gerações de nisenses (ou a Nisa ligados) que souberam com a sua dedicação, desportivismo e abnegação, criar e desenvolver uma colectividade que honra Nisa, os nisenses e o seu concelho.
Uma palavra de saudação também para todos os sócios e adeptos do Desporto em geral, que ao longo dos anos nunca regatearam esforços para o engrandecimento do seu clube.
18.8.10
Evocação de Cruz Malpique (III)
O casamento e a mortalha no céu se talha.
E parece que a vocação também. É como se no ventre materno já estivesse definida, com minguadas ou largas perspectivas. A mão de Picasso, dizia-lhe, em menino, acompanhando-o nas suas actividades, as concretas e as dos espírito: “ se fores soldado, a minha profecia é que acabarás em general. E se fores frade, acabarás em Papa”.
Poderia, ele, então, perguntar: E se manejar o lápis, o pincel ou o cinzel?
Se tal acontecer, serás... Picasso. O único. O inconfundível. O inimitável. O implagiável.
A intuição materna deu no vinte.
CRUZ MALPIQUE
12.8.10
NISA: No rastro da memória
A APU venceu com maioria absoluta e a campanha eleitoral registou a visita a Nisa de históricos dirigentes partidários. Entre estes, Álvaro Cunhal, na foto, que foi capa de edição de "O Diário".
Vinte e cinco anos depois e atentando na foto, vêem-se ali muitas caras conhecidas e algumas pessoas já desaparecidas do nosso convívio.
NISA: Feliz aniversário D. Lurdes






O dia da festa de aniversário, começou com um almoço em família com o marido João Castanho Paralta e a filha Zárita (nome familiar) e o genro Henrique no restaurante "Regata" em Alpalhão, mas devido ao imenso calor que se fazia sentir não puderam viajar para outros sítios mais frescos e de de eleição, como é a zona da Portagem e Castelo de Vide.
Ao entardecer, já o sol se escondia e o calor já não apertava tanto, a família Paralta decidiu fazer a "festinha familiar", com primos, vizinhos, sobrinhos e amigos no jardim da casa.Para completar este ambiente festivo só faltou mesmo os dois filhos, noras, netos e bisneto que, por motivo de férias estavam ausentes.
8.8.10
NISA: Vemos, Ouvimos e Lemos

Jardim central e igreja do Calvário, sec. XVIII.
Seguramente há mais de trinta anos que não passava em Nisa, a IP2 que liga Portalegre com a A23, via Barragem do Fratel, desviou da N364 e da N18 a maior parte dos viajantes que dantes por ali circulavam em demanda de terras da Beira Alta.

Loja de olaria e bordados ao pé do cine-teatro de Nisa.
No passado dia 16, sexta-feira, conduzido por uma jovem latifundiária alfacinha aí vou eu pela A1 apanhar a A23 para depois, saindo, seguir pela IP2 até às proximidades de Amieira do Tejo, e então pela N364, via Arez, alcançar a simpática vila alentejana a quem D. Manuel I deu foral em 1512. Famosa pela sua olaria cuja técnica decorativa do empedrado a distingue das demais louças regionais do país; ao barro e pequenos fragmentos de quartzo branco da região vão os oleiros da terra recolher o produto de que se servem para fazer verdadeiras peças de arte: a louça de Nisa.

Mas para um transmontano de Basto saber que como em Mondim também na vila de Nisa, NS da Graça tem ermida e dá o nome a um dos mais importantes miradouros desta alentejana zona de trasinção me dá particular regosijo.


O destino desta viagem não era demorar em terras do Alentejo, nem da Beira Baixa, mas de passar o fim de semana em terras de Leiria, onde na Bajouca, também capital do barro leiriense, ia decorrer até domingo, dia 18, a já tradicional Feiriarte, certame que a ABAD, uma associação local ali promove anualmente. Quer isto dizer que logo após a visita à herdade da minha condutora e de um breve passeio pelo centro da vila foi o apanhar de imediato a N18 e a caminho de Vila Velha do Rodão descer e deixar para trás a ribeira e as famosas curvas de Nisa de que já tinha saudades.

O Tejo que dantes entrava ligeiro pelas Portas do Ródão é hoje uma banheira de água choca.
Os ares da serra e o embalar das curvas de Nisa fizeram-se reflectir no abrir-me o apetite. A hora também começava a convidar pois eram cerca das 12h30 quando estava a atravessar a Ponte de Vila Velha, paralela às "Portas do Ródão". Lembrei-me então do famoso restaurante que, agora em ruínas, ali junto à ponte servia o apreciado arroz de lampreia e atraía turistas das mais diversas proveniências. A barragem deu cabo de tudo e a fábrica de celulose ajudou. É um "bom" exemplo para apontar aos defensores das barragens nos rios de Portugal.
in http://aocorrerdapena.blogs.sapo.pt/
7.8.10
NISA: No rastro da memória
Há 20 anos, de 27 a 31 de Julho realizou-se em Nisa, mais uma edição da Feira de Artesanato, Gastronomia e Outras Actividades Económicas.
Com um programa de animação que procurou destacar e promover os artistas e associações do concelho, a Feira de Artesanato de 1990 cumpriu o seu papel de divulgação das potencialidades de Nisa e da “Corte das Areias”, nomeadamente a nível do artesanato, produtos tradicionais e gastronomia, para além de promover o encontro e convívios entre os residentes e ausentes.
Como nota negativa, nesta como noutras edições anteriores, as condições do piso com o pó que levantava, prejudicando, quer os participantes com os seus stands, quer os próprios visitantes.
À parte este aspecto, o programa de animação trouxe até nós, no primeiro dia, a Orquestra Ligeira de Alegrete, que pode apreciar o Festival de Acordeão de músicos do concelho de Nisa.
A 28 de Julho, teve lugar o Festival de Folclore, organizado pelo Rancho Folclórico da Casa do Povo de Nisa, hoje, extinto e com a participação de 9 grupos folclóricos representando distintas regiões do país.
No terceiro dia da Feira, destaque para as actuações da Banda Filarmónica 1º de Dezembro de Campo Maior, Grupo de Cantares de Belver e o ti João Louro, já falecido, músico popular e tocador de harmónio.
A animação do dia 30 de Julho foi integralmente preenchida com artistas nisenses, com os grupos da Sociedade Musical Nisense (Orquestra Ligeira, Grupo de dança, Grupo de Música Popular) e Maria André.
O último dia da Feira de Artesanato e Gastronomia foi dedicado a artistas e associações do concelho, tendo, actuado a Banda da Sociedade Filarmónica de Tolosa ( que pena ter-se perdido o contributo desta associação), Banda da Sociedade Filarmónica Alpalhoense, Marcha Popular de Alpalhão, José Dinis (músico popular, tocador de harmónio) e a encerrar a festa o Rancho Típico das Cantarinhas de Nisa.
Sem pretensões de “internacional”, gastos exorbitantes e sem “valquírias” no horizonte, eram assim, na Alameda, as Feiras de Artesanato e Gastronomia do concelho de Nisa.
Não seriam um exemplo de organização, haveria falhas que todos os anos se procuravam corrigir; a gastronomia nem sempre chegava para todos os pretendentes, mas o povo, residente e ausente, juntava-se em fraternal convívio, sob as folhas frescas e protectoras dos plátanos do Rossio.
Os mesmos que foram plantados há 100 anos, anunciando a auréola da República e de um tempo novo. Os mesmos que, passado um século, após terem escapado “à fúria devastadora” que quase arrasou o Rossio, ali permanecem, altivo e orgulhosos, como imagem e memória de um tempo em que se procurava desenvolver Nisa, harmonizando passado e presente, com rigor e respeito pelas contas públicas.
Tal como agora, afinal...
Mário Mendes
SANTANA: Festas da Senhora Santa-Ana
Celebram-se os tradicionais festejos em honra da Senhora Santa Ana, com um programa onde não faltam as manifestações de carácter religioso e a animação musical, a par de uma excelente oferta gastronómica. O programa aqui fica com o convite a uma visita a Santana, uma freguesia que sabe receber como poucas.
PROGRAMA
Sexta-feira, dia 13 de Agosto
13h30: Abertura do recinto das festas e do bar.
21h00: Abertura da quermesse.
22h30: Actuação do conjunto musical “Trio Onda Musical”.
Sábado, dia 14 de Agosto
10h30: Continuação das festas de Santa-Ana, durante todo o dia.
15h30: Inicio do arraial com o “Grupo de precursão gentes de Ródão”.
18h00: Jogos Tradicionais.
21h00: Abertura da quermesse.
22h30: Actuação do conjunto musical “Clã 6030” de Vila Velha de Rodão.
Domingo, dia 15 de Agosto
08h00: Alvorada com a “Banda da Sociedade Musical Nisense”, que vai percorrer as ruas da freguesia de Santana.
10h30: Continuação das festas de Santa-Ana, durante todo o dia.
16h30: Missa em Honra da padroeira “Santa-Ana” seguida de procissão.
17h30: Actuação do “Rancho Folclórico de Castelo de Vide”.
21h00: Abertura da quermesse.
22h30: Actuação do conjunto musical “Megamix”.
Segunda-feira dia 16 de Agosto
10h30: Continuação das festas de Santa-Ana, durante todo o dia.
16h00: Continuação dos jogos tradicionais de Sueca e Malha.
21h00: Abertura da quermesse.
22h30: Actuação do dueto “Sónia e Patricia”.
00h00: Entrega de Troféus e nomeação da comissão de festas para 2011.
01h00: Continuação da actuação do dueto “Sónia e Patricia”.
04h30: Encerramento das festas.
5.8.10
AMIEIRA DO TEJO: Recuperação das telas da capela do Calvário
Pois é!.. Cá estou eu novamente com o assunto: as telas do calvário de Amieira do Tejo, mas desta vez não à procura de uma entidade que queira ajudar à sua recuperação nem mesmo do “tal” mecenas que tantas vezes procurei, mas nunca encontrei!
O que sim me trás a vós é mostrar a minha enorme satisfação e grande alegria que obtive através de uma noticia que li no jornal de Nisa no qual dizem que: as festas em honra de Nossa Senhora da Sanguinheira de Amieira do Tejo realizam-se este ano nos dias 10, 11 e 12 de Setembro e têm por objectivo a angariação de fundos para a recuperação das telas do calvário, só posso dizer que como filha desta terra não coube em mim de contente e acredito que como eu muitos mais, pois como sempre disse: o nosso património faz parte da nossa história, das nossas raízes e é no fundo aquilo que um dia mais tarde cá deixamos, ele faz parte de nós, e como tal compete-nos a todos ajudar, uma vez que as entidades competentes nada fazem para salvar o nosso património, a nossa história, seremos então nós os ditos “cidadãos anónimos” a fazer-mos algo por aquilo que é nosso, por aquilo que nos pertence!
Desde já quero enaltecer e agradecer esta atitude por parte da comissão que organiza os festejos da freguesia, em meu nome, e em nome de todos os outros que são muitos, o nosso muito obrigado.
E sendo nós muitos apelo então para que estejam presentes nos festejos de verão para que deste modo todos juntos possamos angariar uma grande quantia de “euros” para que seja possível a recuperação das telas do calvário.
Gostaria também de frisar que um “donativozinho” extra vindo por parte de todos nós, mesmo pouco que seja também já ajudava à festa, pois do pouco se faz muito.
P.S: Ao cuidarmos e salvarmos o nosso património só estamos a valorizar e a enriquecer as nossas aldeias, vilas e cidades, e é isso que vamos fazer com Amieira do Tejo, e a certeza que eu tenho é que a sensação que vamos sentir é que esta aldeia tem e vai ficar com um património mais rico, e sendo Amieira uma aldeia histórica vamos então preservar a sua história!
Sem mais assunto subscrevo-me deixando o meu muito obrigado e um grande Bem Hajam a todos os que estão disponíveis em ajudar, muito em especial à comissão se festas.
Ana Paula Mendes Nunes da Conceição Horta - 4 de Agosto de 2010
Evocação de Cruz Malpique (II)
Meio mundo presume de ter opinião sobre alhos e bugalhos. E tanto mais arreigada, mais senhora de si, quanto mais parvajola for aquele que a emitir. A opinião emitida na clave do talvez, do parece-me, do se não erro é própria do homem superior. A opinião dogmática (sem direito nem avesso, à prova de toda a crítica) é a opinião própria dos parvajolas, que se têm por infalíveis: já o eram mesmo no ventre materno.
O homem superior, mais do que ninguém, pratica a auto-ironia. O parvajola de todos rirá, menos de si próprio. Faz escandaloso namoro à sua pessoinha. É um crisóstomo. Um boca de ouro. A sua palavra ele a tem por oracular.
A seus olhos, a vela de estearina da sua inteligência é sempre um sol rutilante. Apagá-la é deixar o planeta às escuras.
Não discutam com parvajolas. As suas opiniões são pregos de ponta afiadinha. Quanto mais se lhes bate mais se cravam. São opiniões de j´y suis j´y reste.
“ É de pau bem bonito, é de pau e tenho dito”.
Cruz Malpique