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21.12.23

Trabalhadoras da Santa Casa da Misericórdia de Ponte de Sôr, em greve pela negociação de um Contrato Colectivo de Trabalho

As trabalhadoras da Santa Casa da Misericórdia de Ponte de Sôr aderiram a mais uma greve convocada pelo CESP – Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal, desta vez para o dia de hoje, 21 de Dezembro, e concentraram-se em piquete, à entrada da creche da instituição, valência em que se registou a maior adesão a esta luta.
As Santas Casas da Misericórdia, designadamente a de Ponte de Sôr, recusam cumprir a Lei, nomeadamente no devido pagamento das diuturnidades aos seus trabalhadores, por todo o tempo de serviço na Instituição. É por isso a segunda vez este ano (a primeira foi no dia 9 de Junho) que as trabalhadoras da Santa Casa da Misericórdia de Ponte de Sôr aderem à greve convocada pelo CESP, concentrando-se em protesto e denúncia à entrada da creche da instituição.
O CESP denuncia a atitude que as Santas Casas da Misericórdia e a própria União das Misericórdias Portuguesas têm tido desde 28 de Outubro de 2022, aquando da publicação da Portaria que estendeu os direitos dos trabalhadores das IPSS a todos os trabalhadores das Santas Casas de Misericórdia, uma Portaria de Extensão que acabou com a discriminação, igualando as condições de trabalho em todo o sector social. A União das Misericórdias Portuguesas recusa ainda negociar um Contrato Colectivo de Trabalho com o CESP, apesar de o ter feito com outro Sindicato.
Assim, depois de um ano de muita luta e de insistência, os trabalhadores das Santas Casas das Misericórdias estão hoje em luta pela negociação de um Contrato Colectivo de Trabalho justo, que melhore as suas condições de trabalho e pelo cumprimento da lei, que prevê o pagamento de diuturnidades e o acréscimo salarial pelo trabalho em dia feriado.
O Deptº de Informação da USNA|CGTP-IN


9.6.23

PONTE DE SÔR: Elevada adesão à greve no Jardim de Infância da Santa Casa da Misericórdia

As trabalhadoras (auxiliares educativas e de serviços gerais) do Jardim de Infância da Santa Casa da Misericórdia de Ponte de Sôr estiveram hoje, dia 9 de Junho, em luta.
13 das cerca de 17 auxiliares, aderiram à greve nacional de trabalhadores das Santas Casas da Misericórdia e da União das Misericórdias Portuguesas, convocada pelo CESP, e concentraram-se em piquete de greve na entrada do Jardim de Infância.
Os trabalhadores em greve exigem a aplicação da Portaria de Extensão do Contrato Colectivo de Trabalho para os trabalhadores das IPSS, publicada em Novembro do ano passado após anos de luta e de greves por todo o país, que une, no papel, os trabalhadores das Santas Casas da Misericórdia ao restante sector social em salários e direitos.
Esta Portaria prevê a majoração de 25 dias de férias, 37 horas semanais, diuturnidades e pagamento do trabalho prestado em dia feriado a 100%.
O Depº de Informação da USNA/cgtp-in


4.3.21

Trabalhadoras da Comissão de Melhoramentos de Sousel contra abuso de poder


Há dois meses, as trabalhadoras da Comissão de Melhoramentos de Sousel, uma IPSS, foram confrontadas com a obrigatoriedade de recorrer ao controlo automático de assiduidade, ou seja, "picar o ponto", de hora a hora.
Isto significa que, independentemente dos cuidados que estejam a prestar aos idosos, as trabalhadoras têm de interromper a tarefa e deslocar-se ao aparelho de controlo biométrico de assiduidade. Numa das valências, as trabalhadoras, cujo uso do elevador está proibido com o objectivo de poupar no consumo de energia, têm de subir e descer as escadas, acção que chegaram a fazer 16 vezes num dia!
Esta obrigatoriedade consiste em mais um abuso de poder por parte desta IPSS. Nos últimos anos, a falta de respeito pelas trabalhadoras da Comissão de Melhoramentos de Sousel têm-se agravado, o que levou já, a que trabalhadoras com anos de antiguidade rescindissem o seu contrato de trabalho.
Muitas outras trabalhadoras resistem e lutam pelos seus postos de trabalho. É o que têm feito, organizadas no seu sindicato de classe, o Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Estado.
Ontem, dia 1 de Março, decidiram organizar plenários à entrada das duas valências desta instituição, em Santo Amaro e Cano, e, com o apoio de vários activistas sindicais, aprovaram uma resolução em que decidem não cumprir a obrigatoriedade de picar o ponto hora a hora, continuar a lutar pelo pagamento do subsídio de turno (obrigação a que a instituição já foi notificada pela ACT para cumprir), exigir a actualização salarial a que têm direito já publicada em BTE e resistir com a sua unidade e força às pressões, ameaças e abusos de poder por parte da direcção da Comissão de Melhoramentos de Sousel.
O Depº de Informação da USNA/cgtp-in