60%
é a percentagem de sobreviventes de cancro ao fim de cinco anos — um dado
estatístico que serve de ponto de partida para a exposição autobiográfica de
Nuno Pinheiro.
Reunindo
60 imagens produzidas desde o final da década de 1970 até à atualidade, esta
mostra propõe um percurso visual sobre a construção da identidade e o
crescimento pessoal. Através da fotografia, o autor revisita experiências de
sobrevivência, questiona as diferenças na educação de meninas e meninos,
reflete sobre o papel dos livros, da religião e da sociedade de desperdício, e
explora as marcas deixadas pelo tempo e pela memória.
A
exposição destaca-se pela diversidade de técnicas e linguagens utilizadas, que
vão da reportagem à fotografia de arquitetura e ao grande formato de estúdio,
do preto e branco tradicional a várias técnicas Polaroid.
