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7.3.26

M de MULHER: Cidades inseguras para elas: 7 em cada 10 mulheres já sofreram assédio no Brasil


Nesta sexta (6), o Brasil aparece em destaque na imprensa internacional por motivos que revelam as múltiplas camadas da vida política e social do país. Entre denúncias persistentes de violência contra as mulheres, tensões geopolíticas que reposicionam o país no cenário global e escândalos financeiros que expõem as entranhas do poder econômico, o noticiário estrangeiro desenha um retrato complexo da maior nação da América Latina.

Há ainda espaço para temas que vão da cultura política da diáspora latino-americana até os limites éticos do entretenimento televisivo.

Em comum, todos os episódios ajudam a compreender as contradições de um país em disputa — social, política e simbolicamente. Confira!

Assédio nas cidades brasileiras

Um estudo recente sobre segurança urbana revela um dado alarmante: sete em cada dez mulheres brasileiras afirmam já ter sofrido algum tipo de assédio moral ou sexual ao menos uma vez na vida. A informação foi divulgada pela agência internacional Prensa Latina na reportagem “Siete de cada 10 mujeres en Brasil reportan acoso, según estudio”, baseada em uma pesquisa nacional conduzida pelo Instituto Cidades Sustentáveis em parceria com a consultoria Ipsos-Ipec. O levantamento entrevistou 3.500 pessoas em dez capitais brasileiras e expõe um retrato persistente de violência cotidiana.

Segundo o estudo Viver nas Cidades: Mulheres, 71% das entrevistadas relataram ter sofrido assédio em ao menos um dos ambientes analisados. Entre os espaços investigados estão ruas, transporte público, ambientes de trabalho, bares, espaços domésticos e transporte privado por aplicativos. A pesquisa foi realizada em capitais como São Paulo, Salvador, Recife e Porto Alegre, abrangendo diferentes realidades urbanas do país.

A rua permanece como o principal palco dessa violência. Cerca de 54% das mulheres afirmaram ter sido assediadas em vias públicas, como praças, parques e praias. Em seguida aparece o transporte público, citado por 50% das entrevistadas. O ambiente de trabalho surge em terceiro lugar, com 36%, demonstrando que a violência de gênero atravessa tanto os espaços privados quanto os coletivos.

Durante a apresentação do relatório em São Paulo, a diretora de opinião pública da Ipsos-Ipec, Patrícia Pavanelli, resumiu a gravidade do cenário: “A insegurança é uma regra em nossas vidas, não uma exceção”, afirmou. A frase sintetiza uma realidade estrutural: para milhões de mulheres brasileiras, circular pela cidade significa calcular riscos permanentemente.

Embora os índices tenham registrado uma leve queda em comparação com 2014 — quando 74% das mulheres relataram experiências semelhantes — os pesquisadores destacam que a redução ainda é insuficiente diante da dimensão do problema. A persistência do assédio em múltiplos ambientes revela que políticas públicas e mudanças culturais caminham mais lentamente do que a urgência da realidade.

Para a promotora Fabíola Sucasas, do Ministério Público de São Paulo, aumentar penas não resolve sozinho o problema. “Confiar apenas no endurecimento das punições não basta”, alertou. A coordenadora municipal de políticas para mulheres, Naiza Bezerra, reforçou que os dados devem orientar novas estratégias de proteção e prevenção. Em outras palavras, combater o assédio exige muito mais do que leis duras: requer uma transformação profunda nas relações sociais.

JOANNE MOTA in https://forum21br.com.br

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

29.4.24

PORTALEGRE: "Mulheres" - Espectáculo teatral comemora 25 de Abril

1 MAI. QUA. 21.30H
Mulheres
Comemoração dos 50 anos do 25 de Abril
Teatro | GA | Entrada Livre | M/6 anos
A Mulher no quotidiano, o seu papel no tecido social, a sua essência. O Feminino multifaceta-do, as diferenças e as semelhanças de cada uma. O que nos une e o que nos separa, tem sido o foco artístico do grupo de mulheres que integra o nível IV dos ateliers de teatro do CAEP LAB. Com duas partes diferentes, analisa-se e constrói-se um projeto artístico sobre mulheres operárias, uma homenagem ao trabalho das mulheres que durante décadas fizeram parte do tecido social e económico da nossa cidade. Durante a semana da apresentação, decorrerão exposições de utensílios domésticos, de objetos e de fotografia, ateliers de gastronomia operária, de remendar e de cerzir, assim como  workshops de croché, macramé e bordados decorativos.
Conceção e Coordenação Artística: Fátima Reis
Preparação para Cena: Joana Pitta Groz
Interpretação: Ana Mamede, Ana Nogueiro, Ana Santos, Beatriz André, Beatriz Filomeno, Cris-tina Santos, Joana Pitta Groz, Manuela Mourato e Vera Araújo
Coprodução: CAE Portalegre e Câmara Municipal de Portalegre

2.4.24

ARRONCHES: Exposição "Mulheres"

 
Inauguração no dia 4 de abril (quinta-feira), pelas 18H00, no Convento de Nossa Senhora da Luz, em Arronches.

8.3.21

As mulheres têm sido líderes eficazes no combate à pandemia

O Dia Internacional da Mulher é comemorado a 8 de março. Reconhecido desde 1977 pela Organização das Nações Unidas, celebra as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres ao longo dos anos e a luta contra a descriminação racial, sexual, política, cultural ou económica, entre outras.
Este ano, o tema do Dia Internacional da Mulher é “Mulheres na liderança: Alcançando um futuro igual num mundo de COVID-19 ”. É um facto que as mulheres têm estado na linha de frente nos diversos níveis da luta contra esta pandemia, como profissionais de saúde, cuidadoras, empreendedoras e coordenadoras. Neste combate à pandemia muitas mulheres têm sido as líderes mais eficazes. Aliás, ao longo dos séculos, em situações de crise, as mulheres sempre estiveram na 1ª linha dos combates, dando o seu contributo de forma marcante e corajosa.
Em várias áreas, as mulheres conquistaram o seu lugar em paridade de género. No entanto, noutras, mesmo na atualidade, continuam a lutar todos os dias para melhorar a vida e alcançar os seus direitos. Existem, a vários níveis e em algumas regiões do Mundo, preconceitos que condicionam desequilíbrios inadmissíveis e temos de ter consciência de que  ainda há muito a fazer. Estes desequilíbrios agravaram-se com a pandemia em todo o mundo e mais para as mulheres, registando-se o aumento do desemprego e da pobreza, da violência doméstica e das tarefas de apoio não remuneradas.
Na medicina, as mulheres trabalham em perfeita paridade com os homens e isso deve-se ao reconhecimento da sua igual capacidade técnica e científica e da enorme capacidade de trabalho e motivação. Acresce, convenhamos, as qualidades humanísticas. Em medicina, como em qualquer outra profissão,  um dos ingredientes-chave para o sucesso é a pluralidade e o trabalho em equipa e isso existe atualmente sem entraves objetivos.
É curioso analisar a evolução dos números relativos à representatividade das mulheres na medicina portuguesa – já há mais médicas! De acordo com dados do INE, em 1999, havia 31.735 médicos, dos quais 44,2% eram mulheres, passados 20 anos, em 2019, de um total de 51.937 médicos, 54,7% eram mulheres. Na minha especialidade, a Medicina Interna, em 2020 as médicas eram cerca de 55%. Muitas destas médicas lideram grandes instituições de saúde, serviços reconhecidos ou áreas de investigação e são respeitadas pelos seus pares pela sua competência, capacidades organizativas e agregadoras e pelo pragmatismo. Também não se apercebe qualquer diferença no reconhecimento pelos utentes e doentes relativamente às suas médicas, reconhecem-lhes as capacidades científica, clínica e a dedicação.
Salvo raríssimas exceções não se notam barreiras no ambiente de trabalho ou à progressão na carreira médica, para as mulheres. Claro que, como para todos, homem ou mulher, a prioridade está em terem mais além de um trabalho gratificante e, por isso, as organizações têm de garantir o reconhecimento desse trabalho. Devem ser valorizados aspetos relacionados com a flexibilidade laboral, medidas mais atraentes de conciliação da vida pessoal com a profissional, horários flexíveis, ambiente colaborativo e de trabalho em equipa e tempo para expressar opiniões livremente, além de remunerações à altura das exigências de responsabilidade e dedicação que é ser médico.
A profissão médica é exigente e a conciliação com a responsabilidade familiar, por vezes é difícil e mais pesada para as médicas. No entanto, gradualmente, o princípio da paridade impôs-se e as mulheres conseguiram demonstrar, sem constrangimentos de consciência, que há grande vantagem para ambos os géneros na partilha das tarefas familiares e profissionais, respeitando as especificidades de cada elemento. Hoje em dia, as atividades em equipa num ambiente de respeito pela liberdade individual são o paradigma, no trabalho e na família.
 * Lèlita Santos - Especialista de Medicina Interna, Vice-Presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna


10.3.20

Milhares de Mulheres manifestaram-se em Lisboa. As Mulheres do Alto Alentejo estiveram presentes !

No dia 8 de Março, Lisboa assistiu a uma grande Manifestação Nacional de Mulheres convocada pelo MDM – Movimento Democrático de Mulheres -  para comemorar o Dia Internacional da Mulher. 
Muitos milhares de mulheres, vindas de norte a sul do País convergiram para Lisboa, transportando consigo reivindicações que são denominadores comuns da sua luta pela igualdade na vida - trabalho com direitos, igualdade salarial, valorização dos salários, pelo direito de serem mães sem discriminações, de combate a todas as formas de violências.
A Manifestação foi profundamente marcada pelas reivindicações ligadas aos muitos problemas das mulheres e à exigência de soluções para ultrapassar as condicionantes económicas, sociais e políticas que estão na origem das desigualdades, discriminações e violências que afectam as mulheres. 
Estiveram também em evidências as preocupações e aspirações especificas das mulheres de cada região. Desta forma valorizamos a participação das mulheres do Alto Alentejo que reivindicando o Direito a Viver e Trabalhar nesta região alertaram para a problemática da desertificação do distrito. 
Destaca-se, ainda  o tributo que foi feito às mulheres que usaram a canção como forma de intervenção,  o modo como o hino do MDM "Unidas levaremos longe a voz" foi cantado ao longo do desfile, o assinalar dos  110 anos da proclamação do Dia Internacional da Mulher por Clara Zetkin  e os  70 anos da publicação  do último fascículo de " Mulheres do meu País" de Maria Lama , Presidente Honorária deste Movimento.  
A solidariedade com a luta das mulheres no mundo inteiro pelos seus direitos e pela paz esteve bem patente nesta Manifestação e na saudação  aprovada. 
Na intervenção do MDM foi anunciada que em 2021 se voltará a comemorar o Dia Internacional da Mulher com a realização da Manifestação Nacional de Mulheres, a  7 de Março no Porto e a 13 de Março em Lisboa.
Em anexo, enviamos para conhecimento intervenção de Isabel Cruz do Secretariado Executivo do MDM e Saudação pela Paz aprovada na Manifestação Nacional de Mulheres, assim como fotografias da nossa participação na mesma.