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9.12.20

A morte de Serra Bugalho: Uma vida dedicada ao Voluntariado e aos Bombeiros

Faleceu no passado domingo, dia 6 de Dezembro,  José Manuel Serra Bugalho, homem ligado à causa pública e que tal como no distrito, deixou marcas positivas no concelho de Nisa, quer como funcionário da Câmara Municipal, quer como dinamizador do processo de passagem da corporação dos Bombeiros Municipais a Voluntários. Nesta hora de luto e dor, transmito a toda a famílias sentidas condolências e transcrevo, como preito de homenagem, o Voto de Pesar que lhe foi tributado pela Presidente da Câmara Municipal de Portalegre, a exemplo, aliás, das manifestações de pesar da Câmara e Assembleia Municipal de Marvão.
"Foi com grande consternação e pesar que a Presidente da Câmara Municipal de Portalegre recebeu a notícia do falecimento de José Manuel Serra Bugalho a 6 de dezembro de 2020.
Homem ligado à causa pública, sobretudo através de voluntariado, deixou marca no nosso concelho e no nosso distrito. Tendo sido Chefe dos Escuteiros, seguiu durante a sua vida aquela que é a 1ª máxima transmitida aos que se iniciam prática escutista, nomeadamente pensar primeiro no seu semelhante.
José Manuel Serra Bugalho foi provedor da Santa Casa da Misericórdia de Portalegre (1989/92) mas foi sobretudo a sua ligação aos Bombeiros  que o destacaram no nosso território.
Atualmente era presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associação dos Bombeiros de Castelo de Vide, mas já tinha sido presidente da Direcção dos Bombeiros de Portalegre, foi parte integrante da fundação da Associação dos Bombeiros de Nisa, colaborou na fundação da Associação dos Bombeiros Voluntários de Arronches e do seu Corpo de Bombeiros, foi o máximo responsável pela refundação dos Bombeiros de Marvão, tendo também sido presidente da Direcção desta benemérita Associação.
Para além deste já impressionante percurso, foi fundador e primeiro presidente da Federação de Bombeiros do Distrito de Portalegre, Conselheiro Nacional do Serviço Nacional de Bombeiros, membro e posteriormente presidente da Comissão de Gestão do Fundo de Protecção Social dos Bombeiros. Foi galardoado com o Crachá de Ouro da Liga dos Bombeiros de Portugal, que tem por finalidade galardoar a prática de actos e/ou serviços relevantes de inquestionável contributo para a dignificação da Causa dos Bombeiros.
Importa salientar que também estava atualmente ligado ao Núcleo da Cruz Vermelha de Ponte de Sor.
O Alto Alentejo fica mais pobre com a partida de um homem cujo carácter humanitário deixou marcas no nosso território.
Em nome da Câmara Municipal de Portalegre, a Presidente apresenta as mais sinceras condolências à família, estendendo estes votos de pesar a todos os seus amigos e entidades com que José Manuel Serra Bugalho colaborou."

13.8.19

Francisco Macedo Toco: Memória que o tempo não apaga.

 Há dois anos, na manhã de 12 de Agosto de 2017, faleceu na sua residência em Algés e após prolongada doença, o Dr. Francisco Macedo Toco, distinto advogado, natural de Nisa, vila onde nasceu em 1944. Recordamos, hoje, o Homem, o Advogado e o Amigo, o cidadão interveniente que, nas palavras do Dr. Carlos Pinto de Abreu - seu colega na Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados - "estava sempre pronto a ser o primeiro a dizer sim ao justo e corajoso combate pelo cabal exercício dos direitos de cidadania e pela participação e intervenção da advocacia na promoção da igualdade e dos direitos humanos".
Evocamos a memória do Dr. Francisco Macedo Toco, com alguns textos que publicou no "Jornal de Nisa", e de intervenções que proferiu na Assembleia Municipal de Nisa, órgão para que foi eleito, como independente, nas listas do PSD, no mandato 2009-2013. O primeiro texto é, justamente, de uma intervenção na sessão da AM de 29 de Abril de 2011, intervenção que continua actual, mudando embora os actores do poder local nisense.
O Francisco Toco partiu há dois anos do nosso convívio e evocamos a sua memória, recorrendo, uma vez mais às palavras do Dr. Carlos Pinto de Abreu: "   Era um advogado digno. Tinha as necessárias virtudes dos homens bons. (...) Fazem-nos falta pessoas assim".
Sessão da Assembleia Municipal de Nisa – 29/4/2011 
ASSUNTOS A SEREM DEBATIDOS / QUESTIONADOS
1 – Composição das Mesas eleitorais
a) As mesas /secções de voto não podem ser formadas apenas por funcionários da Câmara, militantes e simpatizantes da CDU e ou familiares dos presidentes de Junta (caso de S. Matias).
Em Nisa, as 4 secções de votos, por exemplo, foram compostas maioritariamente por funcionários da Câmara, funcionários que além de receberem a importância referente a este desempenho, ainda tiveram direito a um dia de descanso compensatório
b) Devem ser respeitados os critérios preconizados para as Bolsas Eleitorais, nomeadamente, os jovens, as habilitações escolares, idade e estar desempregado ou à procura de emprego.
A participação cívica dos cidadãos não pode restringir-se, apenas, a circunstâncias de interesse monetário
As mesas de voto devem ser exemplo de renovação, de estímulo à participação dos jovens na vida pública e nunca um lugar “vitalício” onde “apetece” estar. 
2Comissões Municipais – Regimento
No início do mandato sucederam-se as intenções de eleitos para contribuírem para a “causa comum” do Município, servir as populações do concelho, etc., etc.
Formaram-se Comissões Municipais dispostas a participarem na resolução de problemas, mas hoje, passado mais de um ano, urge perguntar:
 a) Quantas Comissões Municipais existem?
 b) O que fizeram? Quantas vezes e com quem reuniram?
 c) Que trabalho, palpável podem apresentar?
 d) Que explicações e resumo da sua actividade nos podem, aqui e agora, fornecer?
 e) Porque razão, até ao momento, nem um exemplar do Regimento foi entregue aos Membros e às Membras desta Assembleia? Ou se foi só a alguns ou algumas?
3 - Papel da Assembleia Municipal – Fiscalização dos actos camarários
Desde 17 de Novembro 2010 que as actas das sessões do executivo camarário não são colocadas / disponibilizadas na página electrónica do Município na Internet, constituindo uma clara violação da lei e um atentado aos direitos de informação e conhecimento de todos os eleitos, munícipes e internautas em geral. Como eleito nesta AM gostaria de saber:
 a) Que razão ou razões, objectivas, levaram a srª presidente da Câmara a não publicitar as actas das sessões do executivo na Internet, colocando, tão só, as minutas das mesmas?
 b) Que razão ou razões, objectiva, levaram a srª presidente da Câmara a violar uma deliberação da própria Câmara na qual foi decidido a publicação das actas?
 c) Terá a srª presidente da Câmara receio das posições públicas assumidas nesse órgão pelos vereadores da Oposição? Na Câmara de Nisa haverá, apenas, uma “Verdade”, a da srª presidente e do seu vereador?
 d) Face à situação, qual o papel da Assembleia sobre este “estado de coisas” sabendo-se que, sem informação aos eleitos das tomadas de posição de cada vereador, não se reúnem as condições indispensáveis para que a AM desempenhe o seu papel fiscalizador?
 e) Vai a Câmara, com urgência, retomar a legalidade e publicitar as actas da mesma no site do Município na Internet?
4A situação dos Serviços de Saúde no concelho de Nisa
Chegam-nos notícias preocupantes sobre a prestação de cuidados de saúde no concelho de Nisa. Em menos de um ano, fecharam o SAP – Serviço de Atendimento Permanente -; o Serviço de Internamento que existia no Hospital da Misericórdia há mais de 50 anos; reduziram-se o número de funcionários, com destacamento para outros locais fora do concelho ou com situações de reforma; reduziram-se os horários de funcionamento na prestação de cuidados de saúde. O SAP foi transformado em Consulta de Reforço, as Urgências só funcionam a partir das 14 horas; o número de médicos e enfermeiros tem sido reduzido, drasticamente. Num curto espaço de tempo, o Centro de Saúde vê-se na contingência de perder três médicos, situação que irá afectar a prestação de cuidados de saúde às populações do concelho.
A partir de Maio há informação que aponta para a redução do horário ou mesmo fecho das Urgências no fim de semana com o consequente prejuízo para as populações do concelho, principalmente a mais fragilizada e sem meios de transporte para se dirigir a Portalegre, percorrendo nalguns casos mais de 100 quilómetros (ida e volta).
Perante este “cenário” pergunta-se:
a) O que tem feito a Câmara, ou o que pensa fazer, nomeadamente a srª presidente, para minorar estas situações?
b) Que informação sobre este estado crítico da saúde no concelho tem sido prestada aos eleitos? O que tem feito a Comissão Municipal de Saúde (a actual e a anterior) no sentido de conhecerem realmente a situação e sensibilizar a ARS sobre as medidas gravosas que têm tomado?
c) Que posição deverá tomar esta Assembleia para mostrar o seu descontentamento aos responsáveis locais e regionais da ARS? Vamos esperar que nos fechem, de vez, o Centro de Saúde, para fazermos valer a nossa voz?
Francisco Toco