O festival nasce com uma forte ligação ao território de Reguengos de
Monsaraz, inspirado no conceito “terroir”, amplamente associado ao vinho,
transportando essa ideia para a literatura. Tal como o vinho reflete o solo, o
clima, a paisagem, a tradição e as pessoas que o produzem, também a escrita é
marcada pelos lugares físicos e culturais de onde emerge, pois, cada escritor
escreve a partir de um território e cada obra tem as marcas geográficas,
culturais, linguísticas e emocionais desse lugar.
Mais do que um evento centrado num único espaço, o TERROIR assume-se como um festival descentralizado, estendendo a sua programação a todas as localidades do concelho. Esta dimensão territorial reforça o seu conceito base, uma vez que o “terroir” integra todo o território e as suas gentes, promovendo o acesso à cultura de forma inclusiva e próxima das comunidades.
O festival terá como epicentro o Parque da Cidade de Reguengos de
Monsaraz, onde decorrerá a maior parte da programação, diversificada e
acessível a todos os públicos, afirmando-se como um espaço de encontro de
culturas, onde a literatura dialoga com outras expressões artísticas. Nos
destaques do programa estão as conversas literárias com dois nomes maiores da
literatura contemporânea, Mia Couto e José Eduardo Agualusa, assim como uma
homenagem póstuma a António Lobo Antunes.
A programação do TERROIR inclui ainda lançamentos e apresentações de
livros, sessões de autógrafos, stand-up comedy com Fernando Alvim e Jorge
Serafim, oficinas literárias e atividades de escrita criativa para crianças,
sessões de contos para crianças e idosos e concertos de harpa e de ensemble.
Com esta nova abordagem, a autarquia pretende afirmar o festival literário como
um projeto cultural estruturante, que valoriza Reguengos de Monsaraz como
destino cultural e turístico, promovendo o diálogo entre culturas e reforçando
a ligação da comunidade local à programação cultural. No TERROIR, a literatura,
tal como o vinho, ganha corpo e sentido a partir do território.


