28.6.16

PONTE DE SOR: Há uma segunda pele a ser descoberta nas obras do street artist Zed1

O Festival Sete Sóis Sete Luas traz a Ponte de Sor um artista que é capaz de transformar uma exposição em duas.
A rede cultural existente entre Itália e Portugal foi um dos primeiros feitos da Associação Sete Sóis Sete Luas. A Associação nasceu em Itália há 24 anos e, desde cedo foi-se expandindo, contando atualmente com 30 cidades incluídas nesta rede cultural virada para os sons, cores e sabores do mundo mediterrâneo e lusófono. Atualmente, existem 4 Centrums SSSL ativos, em Cabo Verde, França, Itália e Portugal, nomeadamente o Centrum SSSL de Ponte de Sor. O Centrum em parceria com o Município de Ponte de Sor, têm o prazer de anunciar a exposição do artista italiano Zed1.
Marco Burresi, também conhecido por Zed1, nasceu na cidade do Renascimento, Florença em Itália. Um apaixonado artista de rua que há mais de 20 anos expõe a sua arte nas ruas, seja em comboios, paredes ou outras superfícies de todos os tipos. Zed1 é ambicioso, pois procura sempre um desenvolvimento constante e diversificado da técnica  de modo a poder evoluir nos seus trabalhos. Para isso, conta com o apoio da escrita, uma vez que o artista também escreve. Para Zed1 uma imagem pode representar mil palavras e, é através das gigantes imagens/murais que apresenta que consegue criar um mundo de bonecos “humanóides”, que interagem com o mundo ao seu redor, envolvendo-se no espaço e no tempo. O pintor vai pintar quatro murais em Ponte de Sor: um será feito dentro do Centrum e os restantes no exterior das instalações do Centrum. Todos os murais terão a particularidade que o artista chama de “Il Lato Nascosto” (O Lado Oculto). Com o passar do tempo, a pintura tende a desfazer-se dando lugar a uma nova pintura, uma Second Skin que dá um significado completamente diferente à obra, reinventando-a e deixando o público a pensar sobre a obra de uma maneira crítica. As obras transparecem cores e formas, com um surrealismo brilhante, que parece irracional mas ao mesmo tempo é claramente consciente, tornando-se extraordinariamente melancólico e bastante irónico. A arte de Zed1 tende assim a provocar o público, deixando-o dar conta de vários pormenores desta street art.
A inauguração desta criativa exposição está marcada para dia 9 de Julho, às 17h no Centrum SSSL de Ponte de Sor. Gratuitamente, o público poderá descobrir o lado oculto de algumas obras expostas, podendo desdobrar a primeira obra que dará origem à obra escondida. O artista também fará laboratórios de criatividade nos dias 6, 7 e 8 de Julho com os jovens da cidade.
A originalidade do artista tem feito furor um pouco por todo o mundo e as suas obras podem ser observadas em muitas cidades europeias e italianas, assim como em Tóquio, Osaka, Nova Iorque e Miami. Não perca esta oportunidade e visite a exposição!
As obras estarão expostas até dia 27 de Agosto.
Morada: Centrum Sete Sóis Sete Luas – Centro de Artes e Cultura de Ponte de Sor
Avenida da Liberdade, 64-F    
1400-218 Ponte de Sor
Horário de Funcionamento:
Sábados e Segundas – feiras: 10H00 – 13H00| 14H00-18H00
Terça a Sexta: 10H00-18H00
Encerrado: Domingos e Feriados
Exposição patente até 27 de Agosto de 2016
Entrada livre

27.6.16

Quercus organiza 1.ª Ação para sensibilizar sobre amianto em Cabo Verde

A Quercus organiza em parceria com a sua congénere Quercus – Cabo Verde, a 1.ª Ação dedicada a sensibilizar sobre os riscos de exposição a amianto, no próximo dia 28 de junho, na Cidade da Praia – Cabo Verde.
Com esta ação a Quercus pretende traçar linhas de orientação junto da sua congénere Quercus – Cabo Verde, sensibilizando os participantes para os riscos de exposição a fibras de amianto, esclarecendo sobre a presença de amianto em materiais e equipamentos, informar sobre os cuidados no manuseamento e remoção de materiais contendo amianto, como a apresentação de materiais e soluções alternativas e mais sustentáveis.
À semelhança de outros países numa larga escala mundial, como por exemplo alguns estados do Brasil, a China, a Índia, a Rússia, o Cazaquistão e grande parte dos países Africanos, em Cabo Verde as fibras de amianto ainda são utilizadas em diversas aplicações, principalmente na produção de materiais em fibrocimento, com aplicações que vão desde coberturas, revestimentos de paredes ou floreiras, com malefícios associados e comprovados.
Apesar de evidenciado o risco das fibras de amianto e a relação casual entre a sua exposição e o desenvolvimento de doenças como cancro (mesotelioma – cancro da pleura do pulmão, cancro do pulmão, cancro do ovário, cancro da laringe ou cancro do estômago), que levou a ser considerado como um tema “prioritário” pelo Comité Económico e Social Europeu e à sua proibição em cerca de 60 países, Cabo Verde continua a construir casas e edifícios em Fibrocimento, recorrendo a técnicas rápidas e fáceis a custos acessíveis, sem que sejam avaliados os impactes para a saúde dos ocupantes e trabalhadores expostos durante as montagens em obra.
Em Cabo Verde, assim como em muitos países, o amianto ainda tem uma utilização comum desde ser incorporado no fabrico de condutas, depósitos e tanques para fornecimento e armazenamento de água, coberturas, revestimentos de tetos e paredes, chaminés, pavimentos até a casas pré-fabricadas.
Lisboa, 27 de junho de 2016
A Direção Nacional da Quercus- Associação Portuguesa de Conservação da Natureza

NISA: Caminhada de Santiago (Nocturna) a 23 de Julho



AREANATEJO promove Workshop "Iluminação Pública Eficiente: oportunidades e desafios”

WORKSHOP “Iluminação Pública Eficiente: oportunidades e desafios”         
Data: 07 de Julho de 2016
Local: Cinema de Ponte de Sor (39.249873, -8.007342),
Av. Manuel Pires Filipe 8, Ponte de Sor
9h00: Recepção dos participantes
9h30: Abertura e boas-vindas
 Hugo Hilário, Presidente da CM Ponte de Sor
 Diamantino Conceição, Director Técnico da AREANATejo
10h00: Iluminação Pública em Portugal: perspectivas futuras
Moderação: Diamantino Conceição, AREANATejo
 O papel dos Municípios na Eficiência Energética da Iluminação Pública
Rui Barroso, ADRAL
 O papel das Agências de Energia na Eficiência Energética da Iluminação Pública
Anaïs Baptista Santos, AREAC
 O papel do Concessionário na Gestão da Rede de Iluminação Pública
Hilário Lopes, EDP Distribuição
11h00: Coffee-break
11h30: Iluminação Pública em Portugal: oportunidades
Moderação: Carlos Nogueiro, CIMAA
 Financiamentos e Apoios para a Eficiência Energética nas Autarquias:
o Maria João Serrano, CCDR Alentejo
o Ana Garrido, CIMAA
o Carlos Almeida, DGEG
12h30: Debate & Encerramento
14h00 – 15h00: Visita à Mostra Tecnológica de soluções eficientes de iluminação
 SCHREDER
 Microled Iberica (santiago@microlediberica.com)
 Arquiled
 Aura Light
 Sotecnica
 SONERES
15h00: Eficiência Energética no Alto Alentejo
 Eficiência Energética na Iluminação Pública do Alto Alentejo
Hugo Saldanha, AREANATejo
 Plataforma de Gestão e Controlo da Iluminação Pública
Nuno Santos, CIMAA
15h40 – Sessão Técnica: Soluções Técnicas de Iluminação Eficiente
 Iluminação pública eficiente:
o João Raúl, Sotécnica/Pedro Jesus, SCHREDER
o Bruno Neto, Arquiled
o Orlando Oliveira, Aura Light
o Paulo Gonçalves, SONERES
17h30 – Debate & Encerramento

As inscrições são gratuitas mas sujeitas a confirmação (info@areanatejo.pt ou 245 309 084).

Ródão apresenta projeto bandeira da comunidade cívica em Lisboa

No próximo dia 6 de julho, Vila Velha de Ródão vai apresentar, entre a 8h30 e as 13h00, no Museu do Oriente em Lisboa, o projeto-bandeira de Ródão para a Economia Cívica.
Ródão e mais 6 municípios portugueses (Penela, Miranda do Corvo, Lousã, Fundão, Gouveia e Idanha-a-Nova) irão apresentar soluções inovadoras e integradas para problemas e desafios societais.
A Sessão de Abertura será presidida pela Ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, Dra. Maria Manuel Leitão. Os Projetos-bandeira serão apresentados pelas Comunidades para a Economia Cívica, destacando a intervenção dos respetivos Presidentes das Câmaras Municipais e pelos representantes das entidades mais diretamente envolvidos na elaboração dos Projetos.
Recorde-se que os Projetos-bandeira são o resultado de um trabalho de um ano das Comunidades na identificação dos problemas e desafios societais complexos que envolveu mais de 140 entidades públicas, privadas e da Economia Social, na configuração de uma Agenda de Inovação e Mudança que visa encontrar soluções inovadoras, sistémicas e que produzem um impacto positivo na vida das pessoas para situações como o despovoamento, o desemprego, a falta de economia endógena, a falta de participação cívica, entre outros.
O desemprego, o despovoamento, a exclusão da terceira idade e a desadequação dos sistemas de ensino são alguns dos problemas que a Iniciativa para a Economia Cívica, juntamente com câmaras municipais e outras entidades locais, se propõe combater – um conceito já aprovado e em fase de desenvolvimento nos municípios de Lousã, Gouveia, Vila Velha de Rodão, Idanha-a-Nova, Fundão, Penela e Miranda do Corvo.
No dia 1 de julho, às 18h30, na Casa de Artes e Cultura do Tejo, será apresentado publicamente à comunidade rodense este projeto de cidadania para debate e validação.

NISA: Ficheiros do Património (8)


26.6.16

Sete Sóis Sete Luas: Nomeado ao Grammy Awards atua em Elvas

A multiculturalidade do festival Sete Sóis Sete Luas vai marcar presença em Elvas com artistas de França, Guiné Bissau e Itália durante os meses de junho e julho.
A 24ª edição do festival Sete Sóis Sete Luas espalha-se por 30 cidades do pais com diversas iniciativas culturais para o público. Em Elvas as atividades têm inicio no dia 30 de junho e conta no dia 9 de julho com a atuação de Manecas Costas, artista da Guiné-Bissau que, em 2009, foi nomeado para o Grammy Awards.
Assim, no dia 30 de junho, pelas 22h, a Praça da República é o palco para as acrobacias exuberantes da companhia francesa de circo acrobático, aéreo e humorístico, Les P´tits Bras. O espetáculo dos franceses voadores está também integrado no programa do X Festival Medieval de Elvas e nas comemorações de “Elvas Património Mundial”.
Dias 8 e 9 de julho será realizado um laboratório de gastronomia aberto a cozinheiros locais, onde terão oportunidade de aprender os mistérios dos salazones de Ceuta, peixe caraterístico da antiga colónia portuguesa. No dia 9 o público terá a oportunidade de provar a iguaria, através de uma degustação de sabores do Mediterrâneo. Á noite, pelas 22 horas, sobe ao palco Manecas Costa, que promete contagiar Elvas com a sua musicalidade africana.
No dia 15 de junho há lugar a mais um laboratório aberto aos cozinheiros locais, com o chef esloveno Filip Matjaz e, no dia 16 de julho, uma degustação de sabores da região da Istria (Eslóvenia), fruto do referido laboratório e com um concerto de música popular italiana de estilo cigano.
Ainda no dia 16 de junho e a finalizar o festival, pelas 21h30 será organizada uma degustação gratuita de tapas para todo o público e, às 22h, sobe ao palco a banda Acquaragia Drom.
Mais informações em : http://www.festival7sois.eu/pt-pt/ano-do-festival-em-2016/elvas-2016/

OPINIÃO: Um dominó sem fim

Sejamos claros: a saída do Reino Unido da União Europeia é um golpe no que restava do projeto europeu. E sejamos mais claros ainda: a decisão dos cidadãos britânicos põe fim à ténue esperança que ainda resistia na crença de melhorar um aglomerado de nações, unidas a corta e cola, mas que continha, em si mesmo, uma das ideias mais belas cozinhadas pelas mãos dos povos.
Sim. O que tem de fascinante esta entrega a um sonho é, sempre foi, o que mais irrita os movimentos populistas que pululam e cuja única forma de sobrevivência reside na desagregação da construção europeia. Mas já lá vamos.
Como chegamos aqui? A resposta é assustadoramente simples. Esta união que vivemos está longe da idealizada pelos pais fundadores. Encontra-se submetida a um diretório de burocratas, que tecem a subjugação dos povos (que não os elegeram) ao primado da economia sobre as pessoas.
Cosida por linhas frágeis, a União Europeia vê um dos seus fios quebrar-se porque fez de conta que essas costuras não eram frágeis. Se ontem a Europa tremeu, foi porque não quis olhar ao longo dos últimos anos para a crise que a atravessava. Dos desequilíbrios entre blocos, às medidas impositivas de austeridade, do drama dos refugiados ao crescimento de fenómenos extremistas, têm sido muitos os sinais de cisão. A decisão maioritária pela saída do Reino Unido é o culminar de uma fragilidade que se arrastava há muito. E é simultaneamente o princípio de uma crise cujos contornos somos ainda incapazes de antever.
Vamos melhorar? Dificilmente. O rasgo de liderança de que precisaríamos não está à nossa vista. E não é pela resposta em uníssono dos líderes europeus, que ontem mesmo exigiram uma saída célere do Reino Unido.
Vamos todos provavelmente perder. Já estamos a perder. Da turbulência nas bolsas, que obrigou o Banco Central Europeu e o banco de Inglaterra a injetar liquidez financeira nos mercados, ao desequilíbrio político e económico emanado pelo poder de Berlim e pela fraqueza de Paris, à perda atlântica e culminando na ação dos abutres populistas a exigirem, um pouco por toda a Europa, consultas referendárias à manutenção desta União.

Hoje como nunca, os líderes europeus precisam de saber devolver o sonho aos seus povos. Sem falsos pregões. Só assim seremos capazes de construir uma Europa que cresça na diversidade e no respeito por todos.
* Domingos de Andrade - in "Jornal de Notícias" - 25 Junho 2016 

PORTALEGRE: Marina Mota e Carlos Cunha "Juntos em Revista" no CAEP


25.6.16

NISA: Ficheiros do Património (7)


IN MEMORIAN: Lembramos o Adolfo, nos 12 anos do seu falecimento

FIGURA POPULAR DE NISA
Morreu o Adolfo!
Adolfo da Graça Costa Moura, o popular Adolfo, faleceu no passado dia 25 de Junho. Tinha 70 anos e morreu da mesma forma como viveu: tranquilamente, sem um queixume, como uma criança, grande, que espalhou ternura pelas ruas da vila.
Chego aqui, estou no princípio e as palavras não saem, ordenadas, como as desejo. É a eterna dificuldade de escrever, de traduzir em letras, significados e significantes, sentimentos, afectos, memórias, diluídas num tempo, longo, de quase 50 anos.
É a Praça - sem pelourinho, sem árvores "fantasmas", o chão de terra batida, onde rolava o pião das nicas, os jogos de hóquei sem patins e sem calçado - o lugar de todos os encontros e desencontros. Em muitos deles entrava o Adolfo, na altura ainda jovem e de perna ligeira.
Era o "terror" da criançada. Na verdade, era o contrário. O Adolfo, que nunca foi menino nem senhor, mas era senhor de uma humildade de todo o tamanho, não fazia mal a uma mosca. Nós, sim. A minha e outras gerações de rapazes fizeram a "vida negra" ao Adolfo.
Conhecíamos-lhe os pontos fracos, os nomes e adjectivos de que não gostava e acicatávamo-lo. De súbito, o rapaz calmo e sereno, transformava-se num tempestade em fúria que fazia redemoinhar tudo à sua volta. Batíamos à sola, o mais depressa que podíamos, enquanto choviam palavrões e pedradas.
Depois, como por encanto, a tempestade amainava, voltava o tempo de bonança e instalava- se a mesma quietude das horas e dos dias. O Adolfo não tinha sentimentos de vingança e, passados aqueles minutos de excitação e revolta, aceitava a nossa companhia quase como se nada tivesse passado. Alguns, mais velhos, sabendo-o com problemas de calosidades, pisavam-lhe, à sucapa, os pés e fugiam, provocando-lhe a dor e um acesso intempestivo de indignação.  Era um tipo de flagelação inaceitável e que ultrapassava a simples ideia de brincadeira ou divertimento. Talvez por isso e conhecer a sua mãe, a senhora Ana, uma mulher bondosa e admirável, comecei, aos poucos, a olhar o Adolfo de forma diferente, até ao ponto de ver nele uma referência, uma memória popular, gratificante, da "Vila" dos anos 50 e 60. Um sentimento que julgo ser partilhado por todos os que ali nasceram, moraram e brincaram, quer na Praça, quer nas imediações, e que o Adolfo foi reconhecendo durante todos estes anos.
Ao morrer, o Adolfo leva consigo um pouco desse tempo, dessa atmosfera de risos, de brincadeiras - também de dificuldades - que compartilhou connosco.
Mas levou, também, muitas flores, muita gente quis acompanhar o seu funeral e demonstrar numa última homenagem de despedida, o seu agradecimento pela ternura que espalhou e a generosidade com que soube suportar as adversidades da vida.
Morreu o Adolfo. A "Vila" perde uma das suas figuras mais populares e o nosso património humano fica muito mais pobre.
Que descanse em paz!
Mário Mendes – in “Jornal de Nisa” – Julho 2004
Saudade
(em memória de Adolfo da Graça Costa Moura)
Um ano após outro, o tempo andando
Por nós irá passando, sem cessar...
Nos corpos sua marca vai deixando...
Nas mentes, a saudade irá gravar!

De ti, Adolfo amigo que partiste,
Nos lembraremos sempre com ternura,
E, ao céu, onde sem dúvida subiste,
Tua Alma irá levar tua candura.

Outros daqui partiram também já
E, a pouco e pouco todos nós iremos.
Seus nomes para Sempre lembraremos...

 E s´a vida p´ra nós madrasta for...
Ano após ano quem ficar por cá,
Que nos lembre também sem mágoa e dor!...
Vale dos Cardos, Agosto de 2004
Afonso Zagalo Neves

ASTRONOMIA: Mais uma edição de AstroVide a 2 de Julho

2016 vai contar com mais uma edição do denominado Encontro dos Amigos do AstroVide. A iniciativa está agendada para o sábado 02 de Julho, no espaço da Casa da Meada, no concelho de Castelo de Vide.
O “ponto de encontro” está agendado para as 18 horas na Casa da Meada, onde será servido o jantar convívio. A observação celeste acontece a partir das 23 horas.
As inscrições para o Encontro poderão ser feitas junto do cérebro do AstroVide, o Prof. Acácio Lobo.
Mais pormenores poderão ser encontrados em: http://astronomia.acaciolobo.net/


24.6.16

Mais duas colheitas de sangue na região de Portalegre


Praticamente esgotado que está o primeiro semestre de 2016, a Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP – promoveu recentemente duas brigadas, qualquer delas dignas de registo, e que passamos a apresentar:
Futuros Guardas
Na segunda semana de Junho estivemos no Centro de Formação de Portalegre (CFP) da Guarda Nacional Republicana. Trata-se de uma cortesia, com mais de duas décadas, da GNR para com a ADBSP e os doentes.
Em véspera do términos de mais um Curso: a brigada teve lugar no Quartel de São Bernardo, em Portalegre (sublinhe-se que muitos dos alunos da Escola da Guarda fazem as suas dádivas no Hospital Doutor José Maria Grande).
Inscreveram-se 75 pessoas, das quais nove do sexo feminino. Depois dos exames médicos alguns não puderam estender o braço mas sempre foram angariadas 65 unidades de sangue total.
Onze dos futuros Guardas doaram sangue pela primeira vez. E nada mais, nada menos do que duas dezenas inscreveram-se no Registo Nacional de Dadores Voluntários de Células de Medula Óssea.
A estreita parceria entre a ADBSP e a CFP irá perdurar - para bem de todos quantos necessitam de uma transfusão de componentes sanguíneos.



Em Nisa
Depois rumámos até aos Bombeiros de Nisa, no cumprimento do calendário pré definido. Compareceram 29 voluntários, entre eles 13 mulheres. Três dos presentes não se encontravam em condições clínicas para colaborar, tendo sido coligidas 26 unidades de saquetas.
De referir que se estrearam como dadores um elemento de cada sexo. E mais uma pessoa engrossou o Registo Nacional de Dadores Voluntários de Células de Medula Óssea.
A Câmara Municipal de Nisa apoiou o almoço convívio, servido num restaurante local.
A ADBSP estará em Castelo de Vide, no Centro de Saúde, na manhã do sábado 09 de Julho.
Como não se cansava de afirmar o saudoso Presidente António Joaquim Eustáquio: “nesta época estival há mais gastos de sangue e logo os dadores não podem faltar”.
JR

STAL reafirma as denúncias de assédio moral da presidente da Câmara de Nisa

COMUNICADO DO STAL - SINDICATO DOS TRABALHADORES DA ADMINISTRAÇÃO LOCAL E REGIONAL
" O STAL reafirma as denúncias de assédio moral e psicológico e “bullying” profissional, perpetrados pela Sra. Presidente da Câmara de Nisa contra trabalhadores deste município, que fez no comunicado distribuído no passado dia 20 de Junho.
O sindicato mais representativo dos trabalhadores da administração local em Nisa, no Distrito de Portalegre e no país está hoje onde sempre esteve: nos locais de trabalho na defesa intransigente dos interesses dos trabalhadores.
Em 2014 o STAL havia já denunciado publicamente as atitudes prepotentes e de total desrespeito para com os trabalhadores que a Sra. Presidente teima em continuar em perseguir, devido à postura reivindicativa face ao trabalho e à vida que os mesmos assumem ou pelas opções politicas que tomam.
Numa ação legítima de intervenção sindical, além da distribuição do referido comunicado foram colocados pendões denunciando uma situação que deixou de ser um problema apenas de um local de trabalho. As situações de “bullying” afetam trabalhadores e suas famílias e deve ser do conhecimento de todos!
Face a esta ação, a Sra. Presidente da Câmara de Nisa, que afirma existir neste município respeito para com os trabalhadores e onde não se cometem, afirma ela, ilegalidades, em clara violação do artigo 37º da Constituição da República Portuguesa, de liberdade de expressão e informação, mandou um funcionário do município retirar os pendões colocados pelo sindicato.Tais atitudes não são toleradas pelo STAL nem aqui nem em qualquer outra localidade do país. Tomaremos as devidas providências legais relativamente a esta matéria e reforçaremos a nossa intervenção.
O facto da Sra. Presidente Idalina Trindade, do alto da sua consciência tranquila, ter reagido de forma tão célere face ao comunicado e aos pendões, só vem dar razão ao STAL. Nas denúncias que fez, o STAL reafirma e apela aos trabalhadores para que se mantenham firmes e unidos em torno dos que são hoje vilmente castigados com todos os instrumentos possíveis. Hoje, são estes trabalhadores os ofendidos mas, como prova os últimos acontecimentos, amanhã poderá ser qualquer um.
Portalegre, 24/6/2016
STAL - Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional

SAÚDE: Diagnóstico precoce da escoliose assegura qualidade de vida das crianças

O diagnóstico de escoliose desde há longa data tem sido associado a uma deformidade incapacitante do tronco, a tratamentos prolongados e inestéticos e, por último, a cirurgias com riscos elevados. Não deixando de representar uma contrariedade no normal desenvolvimento das crianças, muito mudou nos últimos anos permitindo um tratamento conservador mais discreto e por outro lado uma cirurgia mais segura com um curto período de convalescença. Mediante um conhecimento mais aprofundado da História Natural da escoliose podemos hoje separar, de uma forma melhor, as crianças que não necessitam de qualquer tipo de tratamento daquelas que podem beneficiar de uma forma de intervenção, quer mediante a utilização de um colete, ou de uma cirurgia.
A coluna vertebral é constituída por 33 vértebras, dispostas linearmente do crânio à bacia. Observada de lado, a coluna apresenta várias curvaturas, que são responsáveis pela proeminência arredondada dos ombros e a depressão anterior lombar. Observando o tronco pela face posterior a coluna deve ser reta, os ombros e a bacia devem estar bem nivelados e os braços equidistantes em relação ao tronco, dando uma aparência de total simetria.
A coluna escoliótica apresenta um desvio no plano frontal, sofrendo uma torção nas suas vértebras, perdendo, assim, o seu normal alinhamento. Este desalinhamento é transmitido às costelas, perdendo‐se a simetria do corpo com elevação de um ombro, o aparecimento de uma proeminência torácica unilateral e possível desalinhamento da bacia.
As nossas medições da escoliose seguem o método de Cobb que utiliza como referencia as vértebras mais inclinadas para a curva, que pode ter uma forma de “C” ou ter duas curvas em forma de “S”. De acordo com a Scoliosis Research Society (www.srs.com), só devemos falar em escoliose quando este ângulo é superior a 10º, o que leva a que uma percentagem significativa da população tenha um desvio escoliótico inferior a 10º, não tendo qualquer significado clínico. Dois a 3% dos jovens com 16 anos apresentam escoliose, i.e, ângulo superior a 10 º e apenas 0,1 % destes apresentarão escolioses superiores a 40º necessitando ou não de uma cirurgia. E dizemos necessitando ou não porque não podemos fazer generalizações na abordagem desta patologia, dado haver várias etiologias, cada qual com a sua história natural e impacto na criança.
Dado que a incidência de dor nos adolescentes com escoliose idiopática é sobreponível à da população em geral e que o compromisso cardíaco e respiratório só surge em casos graves, encaramos esta patologia como uma deformidade cosmética, com maior ou menor impacto na auto-estima dos jovens, e não deverá, na maior parte dos casos, interferir na qualidade de vida das crianças.
Recentemente surgiu um dos principais estudos no campo da terapêutica conservadora da escoliose (Weinstein et al. NEJM 2013), demonstrando, finalmente e de forma categórica, a eficácia dos coletes na diminuição da progressão das deformidades. Assim, temos hoje evidência de que os coletes são eficazes na diminuição do número de crianças que virão a necessitar de uma cirurgia relançando o debate sobre a importância de um diagnóstico mais precoce.
No que diz respeito à cirurgia da escoliose, os seus princípios não mudaram muito desde a primeira artrodese, no início do século passado, assentando na correção parcial da deformidade e na colagem das vértebras envolvidas na deformidade mediante uma fusão óssea com enxerto de osso. Agora, o que mudou substancialmente nos últimos 30 anos foram as técnicas de libertação cirúrgica da coluna, tornando estas deformidades mais flexíveis, permitindo assim maiores correcções, e o extraordinário avanço nos instrumentais utilizados, descartando a necessidade de qualquer colete no pós-operatório, e um início precoce da marcha. Por último, paralelamente, verificou-se um avanço significativo nas técnicas anestésicas bem como na monitorização neurofisiológica intraoperatória, que vieram a contribuir decisivamente para uma cirurgia segura, e com excelentes resultados clínicos.
Infelizmente ainda não conhecemos totalmente a causa da escoliose mais frequente a que denominamos de idiopática. Seria ótimo conhecê‐la e poder de alguma forma prevenir o seu aparecimento. Até lá teremos de continuar a trabalhar no seu tratamento cabendo-nos ainda a responsabilidade de orientar as crianças e respetivas famílias na procura de aconselhamento junto de ortopedistas especializados nesta área. Desta forma, caberá aos médicos de família e pediatras estarem cada vez mais familiarizados com as diversas opções terapêuticas da escoliose por forma a orientarem corretamente estas crianças para uma opinião e orientação ortopédica especializada, quando necessária.
Recentemente foi lançada a campanha ““Josephine explica a escoliose”, uma iniciativa que pretende sensibilizar as pessoas para a escoliose, alertar para o impacto desta patologia na vida das crianças e adultos e educar sobre as formas de tratamento existentes.
* Pedro Fernandes - Ortopedista - Coordenador nacional da campanha "Josephine explica a escaliose"

Festas populares de S. João animam Gáfete

23, 24 e 25 de Junho -Largo da Igreja
5ª Feira, 23 de junho:
20.00 horas - Inicio da Noite de S. João com sardinha assada e Açorda Alentejana seguindo-se as tradicionais "chacoulas, marchas, fogueira de S. João" e ida á Fonte encher o cântaro. Participação do Grupo Coral Gáfete a Cantar
6ª Feira, 24 de junho:
18.00 horas - Missa de S. João, padroeiro da Vila de Gáfete.
19.00 horas - Procissão de S. João.
22.00 horas - Inicio do arraial com a Banda Toc' & Foge
02.00 horas - DJ Macho
SÁBADO, 25 de junho:
17.00 horas - Tarde de convivio (jogo da sueca e jogo do burro)
23.00 horas - Concerto de Kris Rosa e Banda
02.00 horas - DJ Nelson Lopes

Tradições e património cultural são para preservar. Contamos com a tua presença e participação.

NUCLEAR: Espanhóis pedem ajuda para travar exploração de urânio junto à fronteira

Ambientalistas e autarcas espanhóis abrangidos pelo projecto mineiro já recorreram para instâncias europeias e apelam aos portugueses residentes em zonas fronteiriças próximas que entrem na luta.
Os habitantes e ambientalistas de Boada, na província espanhola de Salamanca, estão preocupados com a instalação de um projecto de exploração de urânio na região de Retortillo Villavieja.
“Estamos a falar de um território incluído na Rede Natural 2000, e muito próximo de uma das portas de entrada do Parque Natural do Douro Internacional. O ambiente e a qualidade de vida das populações raianas vão ficar muito prejudicados, caso a exploração mineira avance”, afirma o secretário da plataforma ambiental Stop Uranio, José Sánchez.
Os ambientalistas afirmam que o projecto prevê “uma concentração de resíduos com alto teor de urânio provenientes de toda a Espanha e que serão colocados em contentores ou outras formas de armazenamento” e temem “consequências extremamente negativas para a região”.
“Em caso de ruptura, podem prejudicar a bacia hidrográfica do rio Douro”, denuncia Sánchez, indicando que “há dois cursos de água que atravessam o território onde vai ser instalada a exploração mineira de urânio que vão desaguar no rio Douro, junto ao território de Saucelle (Espanha) e Freixo de Espada a Cinta (Bragança), a jusante da barragem espanhola de Saucelle”.
A instalação mineira conta com Declaração de Impacto Ambiental favorável, aprovada pela Conselharia de Fomento e Meio Ambiente da Junta de Castela e Leão, com data de 08 de Outubro de 2013.
Os ambientalistas e representantes dos municípios espanhóis abrangidos pelo projecto mineiro adiantam que já recorreram para instâncias europeias, por aquele se encontrar em zonas de protecção especial, como a Rede Natura 2000, e apelam agora aos portugueses residentes em zonas fronteiriças próximas para que entrem na luta a fim de travar o projecto.
Juan Matías Garzón, Alcalde de Boada também apela à “união dos territórios transfronteiriços ibéricos” ao mesmo tempo que revela “muita apreensão” em relação ao futuro económico e social do seu território.
“Em vez do nos apresentaram projectos sustentáveis, apresentam-nos projectos como a exploração mineira de urânio, aproveitando-se da crise que o país atravessa”, desabafa.
A apreensão e o apelo espanhol já chegou ao lado de cá da fronteira e foi assunto de discussão na última assembleia-geral do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Duero-Douro.
O presidente da Câmara de Miranda do Douro e da Associação de Municípios Ribeirinhos do Douro, Artur Nunes, afirma que “estamos preocupados em salvaguardar as águas do rio Douro da eventual contaminação por urânio e tememos que a mesma possa trazer implicações para o Norte de Portugal”.
O autarca recorda que já houve algumas “lutas” anteriores travadas por portugueses e espanhóis contra a intenção de construção de uma central nuclear em Sayago (Zamora) e contra a instalação de um cemitério nuclear em Aldeia d' Ávila (Salamanca).
Olímpia Mairos in rr.sapo.pt 23/6/2016

HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA

Prexit
Cartoon de Henrique Monteiro in http://henricartoon.blogs.sapo.pt

23.6.16

NISA: Ficheiros do Património (6)


GNR apreende cinco armas de fogo em Gavião

Militares do Posto Territorial de Gavião, em colaboração com o Núcleo de Investigação e de Apoio a Vítimas Específicas de Portalegre, apreenderam, no dia 15 de junho, cinco armas de fogo no âmbito de dois processos de violência doméstica.
A ação envolveu buscas numa residência e numa viatura que permitiram apreender cinco armas de caça calibre 12mm.
Os dois suspeitos, de 40 e 41 anos, foram constituídos arguidos e sujeitos a termo de identidade e residência.

Quercus apela ao Estado Português que tome medidas

Tribunal de Justiça europeu condena Portugal a uma multa de três milhões de euros por incumprimentos no tratamento de águas residuais
O Tribunal de Justiça da União Europeia (UE) condenou hoje Portugal a pagar uma multa de três milhões de euros e uma sanção diária de 8.000 euros por cada dia de falta de tratamento de águas residuais urbanas.
Num acórdão hoje divulgado, o Tribunal de Justiça da UE condena Portugal, além do pagamento da quantia fixa de três milhões de euros, a uma sanção pecuniária compulsória de 8.000 euros por dia de atraso no cumprimento da diretiva relativa ao tratamento das águas residuais urbanas, concretamente em Vila Real de Santo António (Algarve) e Matosinhos (Porto).
A Quercus já tinha alertado, por diversas vezes, em comunicado que Portugal estava em incumprimento na Diretiva relativa ao Tratamento de Águas Residuais, arriscando-se a pagar uma multa à UE.
Esta situação veio a confirmar –se, uma vez que as metas estipuladas no PEAASAR II, que definiam uma cobertura, até 2013, de 90% para o tratamento de águas residuais, não foram cumpridas. De acordo com os dados da ERSAR - Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos, apenas cerca de 78% por cento da população dispõe de tratamento adequado dos seus esgotos.
Apesar do esforço desenvolvido e dos progressos conseguidos nos últimos anos, subsistem problemas graves no saneamento urbano, nomeadamente em zonas populacionais mais dispersas e com uma orografia mais complexa. Verifica-se também que algumas Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) apresentam graves deficiências de tratamento, com os subsequentes problemas de poluição associados e embora o problema da ETAR de Vila Real de Santo António tenha sido solucionado, (obras concluídas em Abril de 2015), subsiste o incumprimento da ETAR de Matosinhos (Porto).
No que respeita a ETARes com mais de 15 000 e.p. (população equivalente) e em cerca de três dezenas de ETAres que servem populações entre 2 000 e 10 000 e.p., Portugal foi condenado no início do ano pelo Tribunal de Justiça da União Europeia a pagar as custas do processo de uma ação judicial (processo C‑398/14), intentada pela Comissão Europeia contra o Estado Português por incumprimento da Diretiva 91/271/CEE – Tratamento das águas residuais urbanas – Artigo 4.° – Tratamento secundário ou equivalente – Anexo I, pontos B e D», num processo similar ao agora julgado, prevendo-se a curto prazo um desfecho idêntico para este tipo de ETARES.
A Quercus recorda que a Diretiva impunha que os Estados-membros devem garantir que as águas residuais urbanas lançadas nos sistemas coletores sejam sujeitas, antes da descarga, a um tratamento secundário ou processo equivalente, nas seguintes condições, resultando do seu incumprimento as sanções agora decididas:
1-O mais tardar até 31 de Dezembro de 2000, quanto a todas as descargas a partir de aglomerações com um e. p. superior a 15000.
2-O mais tardar até 31 de Dezembro de 2005, quanto às descargas a partir de aglomerações com um e.p. situado entre 10000 e 15000.
3-O mais tardar até 31 de Dezembro de 2005, quanto às descargas em água doce e estuários a partir de aglomerações com um e.p. situado entre 2000 e 10000.
A Quercus sabe que existem estações de tratamento a funcionar, que embora cumpram estruturalmente com o estabelecido na Diretiva, no entanto, não cumprem com os parâmetros de descarga exigidos, quer na Diretiva, quer nos parâmetros constantes do decreto-lei n.º 236/98, ou de outra legislação específica aplicável. Esta situação passa-se porque efetivamente o Estado Português não fiscaliza as descargas das estações de tratamento de efluentes, limitando-se a exigir o autocontrolo e confiando cegamente nos valores que lhe são enviados pelas entidades gestoras dos sistemas, que tantas vezes são obtidos sem respeito pelos procedimentos técnicos que regem a sua recolha.
A Quercus apela ao Estado Português que tome medidas urgentes no sentido de resolver rapidamente este grave problema ambiental uma vez que a falta ou a insuficiência de sistemas de tratamento das águas residuais urbanas pode ser nefasta para o ambiente e este problema deve ser considerado especialmente grave e prioritário.
Lisboa, 22 de Junho de 2016
A Direção da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

22.6.16

OPINIÃO: É urgente a Reorganização Administrativa das Freguesias

Está à vista de todos. Até de muitos daqueles que, na altura, pelo silêncio, foram coniventes com tal medida.
Há, neste momento, um claro movimento municipal, no sentido de ser revertida a Lei que, a mando da troika, o governo PSD/CDS aprovou e o presidente Cavaco ratificou, através da qual se tentou implementar, de cima para baixo e sem a participação dos principais interessados, um simulacro de Reforma Administrativa.
“Reforma” que visava apenas e tão só, reduzir substancialmente o número de freguesias e de eleitos locais, com o fim, dizia-se, de reduzir custos e – a conversa é sempre a mesma – racionalizar e optimizar recursos, para (e aqui é mesmo para rir) “melhor servir as populações”.
As populações ficaram pior servidas, mais distantes do poder local, entregues a si próprias e os custos, na maioria dos casos, subiram exponencialmente.
Uma “reforma administrativa” que saiu furada. Como reconhecem hoje autarquias e eleitos locais de todos os quadrantes políticos. De tal modo que não surpreende que as moções aprovadas em diversas Assembleias Municipais o sejam por unanimidade, reconhecendo os eleitos que os fins não justificaram os meios e o caminho trilhado não foi o melhor.
Um exemplo, recente, é do município vizinho do Crato, conforme documento que se publica e aprovado em sessão da Assembleia Municipal.
Estou em crer, por ser oportuno e justo, que uma tal decisão poderia ser tomada em Nisa, na Câmara e Assembleia Municipal, como venho defendendo em alguns artigos.
No fundo e conhecendo o perfil psicológico e político de alguns dos eleitos do PS e PSD, coligados no Município, tenho sérias dúvidas que uma tal moção, a produzir-se, fosse aprovada por unanimidade.
Dou-lhes, no entanto, o benefício da dúvida!
Mário Mendes

João de Oliveira Costa vai mostrar "Nisa dos Pequeninos" na Biblioteca Municipal




IMPRENSA REGIONAL: "Alto Alentejo" - edição de 22/6/2016


PÓVOA E MEADAS: Junta de Freguesia lança "Verão em Movimento"


NOTA DA PRESIDÊNCIA: A propósito do Comunicado do STAL

Quem cala consente - há que reagir ao basismo ideológico e à tentativa de manipulação, por isso, e porque fui educada com valores e com princípios humanistas a injustiça repugna-me e no contexto da actividade municipal todos os 230 trabalhadores e colaboradores da Câmara Municipal de Nisa são considerados sem qualquer tique sectário ou discriminatório e sempre no respeito intransigente dos seus direitos e dos seus deveres laborais. 
•          Não existe tratamento privilegiado, isto quer dizer que:
•          desde que iniciei funções de Presidente da Câmara deixaram de existir prerrogativas e privilégios para alguns - o assistente operacional desenvolve funções ajustadas à categoria de que é detentor e não funções de assistente técnico ou de técnico superior apenas porque milita em determinado partido político - no trabalho não há partidos, não há sessões de gritaria para  desestabilizar emocionalmente os trabalhadores tornando necessária a intervenção do INEM como aconteceu no passado!
•          não há cidadãos a cumprirem horários de trabalho na Câmara Municipal sem direito a remuneração apenas porque confiavam em promessas de emprego que nunca chegou!
•          ONDE ESTAVA O STAL??
•          Existe respeito e não se cometem ilegalidades!
•          Na Câmara de Nisa, com serviços dispersos por 10 locais diferentes na sede do concelho, não existem relógios de ponto, os trabalhadores desenvolvem as suas actividades diárias balizados pela máxima liberdade e máxima responsabilidade!
•          Os trabalhadores sabem da firmeza da Presidente da Câmara que nunca vacilou na aplicação do horário das 35 horas!
•          Os trabalhadores da Câmara de Nisa sabem que agora lhes é reconhecido o direito a frequentarem acções de formação, algo que tinha caído em desuso na Câmara Municipal de Nisa!
•          Os trabalhadores sabem que foi a Presidente Idalina Trindade quem lhes pagou o que lhes era devido e não lhes foi pago em 2011 e em 2012 a título de recuperação dos seus vencimentos perdidos por motivo de doença!
•          Os trabalhadores sabem quem terminou os contratos aos Sapadores Florestais sem lhes pagar a justa indemnização em 2013. E também sabem quem lhes pagou a legal indemnização que lhes era devida!
•          Os trabalhadores sabem quem assinou com eles contratos de trabalho que aliás foram renovados no passado dia 17 de Junho.
•          Os trabalhadores também sabem que esta presidente lhes garante os Manuais Escolares Gratuitos para os seus filhos que estudam em todos os ciclos do ensino básico e que garante o transporte gratuito para todos os alunos residentes nas freguesias de e para o Centro Escolar de Nisa.
•          Também sabem, que os autocarros da Câmara de Nisa deixaram de ser utilizados a belo prazer do STAL para irem todos a Lisboa às manifestações- mas vão a Lisboa e a outros pontos do país com os nossos idosos, as nossas crianças, os nossos jovens desportistas, os utentes dos lares, os grupos culturais, os trabalhadores associados do Centro Social e Cultural da Câmara Municipal de Nisa!
•          E sabem que agora existe um Fundo Municipal de Apoio Social para ajudar aqueles trabalhadores do Município e a população em geral cujos rendimentos são diminutos e têm agora um apoio real, isento e rigoroso para os ajudarem a viver com mais dignidade, a compra dos óculos para o filho, a comparticipação no tratamento dentário, o pagamento de um transporte em ambulância, pequenas obras de conservação ao nível das condições mínimas de habitabilidade nas suas casas.
•          O que os trabalhadores não sabem é que o dirigente do STAL e funcionário da autarquia, em Janeiro andou ausente do serviço sem créditos de horas para o fazer, durante 13 dias, e que a Presidente da Câmara de Nisa notificou o STAL nos termos do 346º da LTF (Lei do Trabalho em Funções Públicas) para repor o valor da remuneração correspondente a essas faltas – são faltas justificadas é certo, para todos os efeitos legais salvo quanto à remuneração que deve ser reposta nos Cofres do Município.
•          E agora eu pergunto- quem comete ilegalidades? A Presidente da Câmara está de consciência tranquila, como sempre esteve pese embora a atitude facciosa e maniqueísta do STAL que através de um comunicado infame invetiva sem razão, em 2016, a estatura moral da Presidente da Câmara a propósito de um Despacho legítimo e legal produzido no início de 2014, no âmbito da competência própria que a lei lhe confere em matéria de gestão de pessoal e da qual não abdica enquanto instrumento de optimização da eficiência e da eficácia da Estrutura Municipal ao serviço da população.
Paços do Concelho de Nisa, 21 de Junho de 2016.
A Presidente da Câmara - Maria Idalina Alves Trindade