1.9.15

Inauguração de Exposições em Castelo de Vide

A Câmara Municipal de Castelo de Vide inaugura, no dia 3 de setembro, três exposições denominadas: “Sala das perguntas no tempo da inquisição”, “O infinito nas mãos” e “História da Herança Judaico-Cristã”.
A “Sala das perguntas no tempo da inquisição”, localizada na Igreja de S. João, consiste numa recriação histórica que conterá objetos de tortura usados na época. Este espaço acolherá também a exposição de pintura e escultura “O infinito nas mãos” de José Manuel Hoffmann Wanzeller.

No Átrio dos Paços do Concelho estarão expostas as telas sobre a “História da Herança Judaico-Cristã” do pintor Álvaro Mendes. As inaugurações estão agendadas para as 18h, 18h15 e 18h30, pela ordem anteriormente referida. 

Entrevista ao Cônsul honorário de Portugal em Tours

Luís Palheta, norte-alentejano, cônsul honorário de Portugal em Tours (França)
“Partilhar duas culturas é ter um suplemento de alma”
É o cônsul honorário de Portugal em Tours, região do centro de França. Nos anos sessenta de todos desencantos e desafios, partiu com os pais e os irmãos rumo a terras gaulesas. Levavam nas “malas de cartão” e nas lágrimas sufocadas da despedida, um alforge de sonhos e esperanças, a miragem de uma vida melhor.
Luís Palheta tornou realidade a asserção de que “o sonho comanda a vida”. Estudou, procurou ir sempre mais além e hoje é uma figura respeitada em toda a região do Loire onde exerce advocacia e se tornou, há oito anos, o representante consular de Portugal naquela região.
AA – Como é que um advogado português chega a cônsul honorário em França?
LP – “Eu próprio nunca pensei numa coisa dessas. Em 2008, o Embaixador de Portugal em França, dr. António Monteiro, após a reforma consular e o desaparecimento do cargo de cônsul de carreira em Tours, fez a proposta ao Governo e fui nomeado nesse mesmo ano.
AA – Sem experiência nessa área como é que aceitou o desafio e assumiu a responsabilidade de um cargo diplomático?
LP – “ Eram, de facto, funções novas e de certo modo, estranhas para mim. Eu tinha a meu favor a experiência de 20 anos como advogado de questões laborais, o que me deu um grande suporte e conhecimento sobre o quotidiano dos nossos compatriotas e da região.
Entrei rapidamente na função, não só por constituir uma descoberta interessante, como pelo facto de poder ajudar os nossos compatriotas, o que faço com grande entusiasmo.
Foi importante a manutenção do Consulado de Tours e estou consciente de que não há melhor resposta para os problemas de uma vasta comunidade do que um serviço de proximidade.
AA – Mas no início e após a “crise consular” a que atrás aludi, houve alguma apreensão dos nossos compatriotas sobre possível redução de serviços a nível do consulado...
LP – A reforma consular procurou racionalizar custos e meios humanos. Em Tours, quando iniciei funções, tínhamos um funcionário. Hoje temos cinco e o Consulado dá resposta às principais carências da comunidade portuguesa. Aqui tratamos de toda a documentação desde o Cartão de Cidadão, ao passaporte e outros serviços, nesse aspecto posso dizer que houve uma melhoria da qualidade de serviço.
A área consular que resultou desta “reforma” abrange, geograficamente, oito departamentos e uma população entre 50 a 60 mil portugueses de origem, número que atinge os 150 mil, considerando as pessoas com ligações a Portugal, os luso-descendentes. É um esforço tremendo de representação, que me dá um enorme prazer.
AA- Qual é a função do Cônsul e o que é que os nossos compatriotas procuram no Consulado?
LP – A principal função do Cônsul é a representação do país em todas as manifestações de carácter cultural, económico e outras para que seja convidado. Tem havido da minha parte um empenho na questão económica e no desenvolvimento do intercâmbio entre os dois países. Um outro aspecto da nossa função, por ventura, o menos conhecido, consiste na assistência consular aos detidos. Procuramos inteirar-nos de cada situação. Por vezes, há detidos sem papéis e o consulado procura resolver essas situações.
O consulado tem meios técnicos para emitir documentos, desde declarações de nascimento ou óbitos, procurações, documentos consulares, enfim, diversos.
AA – E a nível de situações sociais ou de carência económica, dão alguma ajuda?
LP – O consulado tem uma natureza intrinsecamente administrativa e não dispõe de verbas para essas situações. O consulado geral em Paris dispõe de um serviço social com verbas próprias que pode atender a muitas dessas situações. O nosso papel nessa área é de reportar cada situação e encaminhá-la para os serviços sociais franceses. Devo dizer que as relações com a administração francesa são muito boas. Em casos de acidente somos dos primeiros a ser informados e procuramos estabelecer contacto quer com a situação específica quer com as famílias envolvidas.
AA – Como é “vista” a comunidade portuguesa em França e, em particular, na área do consulado?
LP – Os portugueses constituem uma comunidade muito bem vista. São trabalhadores, discretos, humildes, bem integrados na sociedade francesa, não dão problemas a nível de segurança interna ou com as autoridades.
É nesse sentido também o meu discurso, a minha actuação. Sempre procurei na minha actividade profissional, em todas as manifestações para que era e sou convidado, dar uma imagem diferente do nosso país. E onde quer que eu vá falo sempre na cultura portuguesa. Convido-os a descobrirem a beleza do nosso país, a cultura de um povo com oito séculos de história.
AA- O Município do Porto atribuiu-lhe a Medalha de Mérito Municipal. A que se deveu esta distinção?
LP – Pela minha parte, digo, apenas, que fiz o que sempre tenho feito: divulgar o meu país e tentar estreitar os laços entre as duas nações.
No caso do Porto, a Câmara refere que a medalha foi atribuída “pelos serviços prestados à região portuense”. Houve algum esforço, em conjunto com a Câmara de Comércio e Indústria de Tours, no sentido de ser estabelecida uma carreira aérea ente Tours e o Porto. Fizeram um voo experimental, uma vez por semana, que foi um sucesso. De tal maneira que passaram a três voos semanais e no período de Verão, a quatro. Só tenho pena de não ser possível estabelecer uma carreira aérea semelhante com o aeroporto de Lisboa. Mas vamos ver se ainda há alternativas...
AA- Vamos mudar um pouco a nossa conversa e “descer às raízes”. O Luís há muito que não vinha a Nisa. Como encontrou a vila?
LP – Há 18 anos que cá não vinha. Tenho recordações da escola do Rossio, da casa na rua das Adegas onde morei antes de emigrar e da “vila”, em geral. Dá-me pena olhar para estas ruas do Centro Histórico. A alma do povo nisense está aqui, ali e não a encontrei agora. Nos anos 60 havia muita gente, um convívio admirável e agora resta a desertificação...
A modernização da parte central da vila, é admirável e um aspecto muito positivo.
Gostei de encontrar pessoas que não via há muito e vou fazer os impossíveis para vir mais vezes.
AA- Quer deixar uma mensagem aos seus conterrâneos e compatriotas?
LP – Com muito gosto. Dizer-lhes que nós em qualquer parte onde estejamos nunca deixamos de ser portugueses. Faz parte da nossa alma, a alma lusitana. Vejo com muita satisfação que a 2ª e a 3ª geração continua muito ligada a Portugal e guardar esta ligação não deve ser um problema mas sim um sinal de riqueza, cultural e afectiva.
Houve um poeta que disse: “Ter duas culturas é ter um suplemento de alma!”
É esse “suplemento de alma” que nos faz acreditar e ter esperança num futuro melhor para todos.
Um emigrante com Portugal no coração

Ilídio Luís Balonas Palheta, nasceu em Nisa há 60 anos, numa família de seis irmãos. Frequentou a 1ª classe da Escola do Rossio e a aula do professor Belo. Depois, ainda criança, rumou a França com os pais à procura de uma vida melhor.
Em França, fez a primária e abandonou a escola aos 14 anos. A difícil situação familiar impeliu-o a entrar na vida profissional como servente de pedreiro.
Não por muito tempo. O espírito irrequieto de Ilídio fê-lo viajar até à Inglaterra, Estados Unidos e Canadá procurando melhores condições de vida. Regressou a França, cursou contabilidade e com a “fome” de aprender fez os estudos secundários e candidatou-se à Universidade de Tours onde cursou Direito.
Hoje é um dos mais conhecidos e respeitados advogados no departamento de Indre et Loire, especialista em Direito Laboral e docente na Universidade de Tours, tendo a seu cargo as cadeiras de Direito Civil, Direito Comercial e Direito do Trabalho.
Foi esta “carta de apresentação” que fez com que o embaixador de Portugal em Paris, António Monteiro, o convidasse para cônsul honorário de Portugal em Tours, após a crise consular de 2008 e as grandes manifestações que lhe seguiram pela manutenção dos consulados.
É este o nosso entrevistado. Um alentejano e um nisense ilustre que tem procurado reforçar os laços económicos e culturais entre França e Portugal. Um esforço que o Município do Porto distinguiu atribuindo-lhe, em 2014, a Medalha de Ouro de Mérito Municipal.
Mário Mendes in "Alto Alentejo" 26/8/2015                                 

OPINIÃO: “Porque Nisa Não precisa de tribunal”

O jornal “Público” do dia 31 de Agosto de 2015 intitula o seu editorial, com a frase “Porque Nisa Não Precisa de Tribunal”, acrescentando que “em 12 meses, houve no novo “balcão” de Justiça de Nisa zero julgamentos e 1 videoconferência.
Aproposito do início do novo ano judiciário e do balanço do primeiro ano da reorganização do funcionamento dos tribunais, o jornal “Público” elaborou um retrato da situação atual da justiça em Portugal durante umas longas oito páginas, recorrendo a uma reportagem em Boticas, com dados oficiais, gráficos e infografias bem elaboradas tendo como fonte os relatórios semestrais das comarcas, e ainda um artigo de opinião de José Santos Cabral, Juiz do Supremo Tribunal de Justiça.
A situação como sabemos é de uma total desorganização do sistema, vivendo o mesmo uma situação de pré-ruptura, com milhares de processos parados por falta de funcionários, com muitos juízes limitados na marcação de julgamentos por falta de instalações adequadas às necessidades do novo modelo, e cidadãos com fracos recursos para aceder à justiça. Podemos mesmo caracteriza-lo por um sistema de justiça cego, lento e inacessível.
Mas o mais caricato desta situação é que nas oito páginas que o “Público” dedica a este tema, não refere em nenhum momento o exemplo de Nisa, mas no entanto dá-lhe honra de título para o seu editorial, curioso não? Se o critério era chamar a atenção para lógica da nova reforma judiciária, usando os dados dos novos “balcões” – secções de proximidade, poderia mencionar os casos de Mértola, Penamacor, Arraiolos, Alcanena ou Avis – todos têm zero audiências de julgamentos, tal como Nisa.
Mas, como sempre existe alguém de bom senso, e na edição eletrónica do mesmo periódico, pelas 8:20h da manhã, o titulo do editorial foi alterado para “ Não precisamos de tribunais onde não há julgamentos”, pois em abono da verdade, Nisa não precisa mesmo de tribunal, mas certamente por esse pensar mercantilista também não precisará de GNR, de bombeiros, de centro de saúde, de repartição de finanças ou de escola pública.
Que territórios são estes? Julgados em plena praça pública – através de uma imprensa feroz e avinda por sangue e lágrimas- culpabilizando os seus próprios concidadãos por não possuírem capacidade suficiente para usufruírem das instituições do poder democrático no seu seio. Que territórios são estes? Queimados por fora e por dentro, o ideal mesmo, era não haver gente nestas terras, aí sim acabavam as contas de subtrair e os títulos vergonhosos, medíocres e simples de qualquer editorial.
Que território e gente é esta? Será que não necessitam, como os outros portugueses, do serviço das suas instituições públicas?
JOSÉ LEANDRO LOPES SEMEDO

SPZS denuncia: Salários em atraso no município do Crato

"Uma chantagem cruel sobre os trabalhadores não docentes do Agrupamento de Escolas
Os trabalhadores não docentes do Agrupamento de Escolas do Crato ainda não receberam o salário do mês de Agosto porque o Presidente da Câmara alega que a Providência Cautelar interposta pelo SPZS para suspender a municipalização da educação/ contrato interadministrativo de delegação de competências, o impossibilita de praticar quaisquer actos administrativos para com estes trabalhadores.
O SPZS já veio a público esclarecer esta inverdade. Tendo já sido aprovada há mais de 15 dias, pela Assembleia Municipal do Crato, em resposta ao Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja uma Resolução que permite ao município proceder a todos os actos que considere inadiáveis, é portanto de estranhar que o executivo camarário tenha levado todo este tempo para a entregar ao TAF.
Estranhamos este atraso, tanto mais quanto, a câmara do Crato correu a assinar o contrato com o MEC no dia 30 de Julho, logo no dia seguinte à sua aprovação pela Assembleia Municipal.
Tal como o SPZS já afirmou, toda esta argumentação para tentar imputar responsabilidades ao sindicato, é falsa e insustentável; a Providência Cautelar não anulou o anterior protocolo de 2009, o qual transferiu para a Câmara o pessoal não docente e, mesmo que assim tivesse acontecido, este tem uma sobrevigência até Dezembro de 2015. De qualquer forma, a recente deliberação da Assembleia Municipal permite à câmara os procedimentos que considere urgentes.
Usar as vidas dos trabalhadores não docentes para tentar deter a justa acção dos sindicatos, é um acto que diz muito sobre as pessoas e sobre os poderes que este governo quer outorgar a quantos se arrogam o direito de gerir a educação sem o acordo das comunidades educativas.
Fica um alerta para o futuro. Tal como os sindicatos da Fenprof têm avisado, o processo de municipalização ou privatização das funções sociais do estado merece o mais vivo repúdio e o combate dos trabalhadores docentes e não docentes."
30 de Agosto 2015
A Direção do Sindicato dos Professores da Zona Sul

31.8.15

GNR Associa-se às “Férias Escolares 2015“

O Comando Territorial da Guarda Nacional Republicana de Portalegre associa-se a diversas iniciativas em todo o distrito, recebendo visitas de crianças durante o período de férias escolares. Estas atividades destinam-se a associações e agrupamentos diversos, englobando-as nas suas iniciativas lúdicas e possibilitando um melhor conhecimento das instituições locais. Durante as visitas as crianças têm a oportunidade de contatar com alguns dos meios que estão ao dispor da GNR, para o cumprimento da sua missão, assistir a demonstrações, em alguns Postos andar a cavalo e participar em ações de sensibilização no âmbito da Prevenção Rodoviária e da Proteção da Natureza e do Ambiente.

Autarquia de Ródão aprova redução de IMI para famílias com filhos

As famílias com filhos que residem no concelho de Vila Velha de Ródão vão pagar menos de IMI no próximo ano.
A Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão aprovou, esta sexta-feira, descontos no IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) para as famílias com filhos.
Numa altura em que os portugueses vivem uma situação de contenção económica com brutais aumentos de impostos, diminuindo assim a qualidade de vida das pessoas, a autarquia de Ródão decidiu apoiar os seus munícipes aprovando a taxa mínima de IMI de 0,3%.
Sendo, este, um imposto onde a autarquia pode ser flexível, o executivo da Câmara Municipal vem desta forma apoiar as famílias com filhos, traduzindo a redução do valor desta coleta em função do número de filhos que fazem parte do agregado familiar. Na prática as famílias com 1 filho passarão a beneficiar de uma redução de 10% no IMI, com 2 filhos de 15% e as famílias com 3 ou mais filhos dependentes vêm a sua redução do imposto em 20%. Esta medida poderá beneficiar mais de 200 agregados familiares em Ródão.
Ródão torna-se, assim, dos primeiros municípios do distrito de Castelo Branco a aplicar reduções de IMI para famílias com filhos, ao abrigo das possibilidades que a Lei do Orçamento de Estado deste ano prevê para a fiscalidade da Administração Local.
A iniciativa insere-se no âmbito das medidas de estímulo e apoio à fixação de famílias no concelho de Vila Velha de Ródão, implementadas no início do mandato de Luís Pereira, em resposta àquele que é um problema estrutural em concelhos do interior: o despovoamento. Recorde-se que neste âmbito, já estão implementados benefícios como a isenção do pagamento de taxas e licenças de obras e das taxas de disponibilidade de água e saneamento a quem construa, adquira ou recupere imóveis para habitação permanente; apoio financeiro à construção, aquisição de casa própria e à recuperação de imóveis degradados; gratuitidade na frequência das creches do município; oferta de manuais escolares aos alunos do 1º e 2º ciclo do ensino básico; apoio à frequência de instituições de ensino superior, através da atribuição de bolsas de estudo e cooperação com empresas locais, na gestão de recursos humanos, de forma a integrar os residentes em Vila Velha de Ródão.

A Câmara Municipal continua a fomentar em Vila Velha de Ródão a qualidade de vida das famílias com filhos e um ambiente favorável ao crescimento demográfico inserindo esta medida de redução de IMI numa lógica social de um regime fiscal mais atrativo para as famílias tendo como prioridade a devolução dos recursos municipais à comunidade, resultado de uma boa gestão financeira.
CMVVRódão

Cancelada comemoração do aniversário dos Dadores de Sangue de Portalegre

Na manhã de 31 de Agosto deu-se uma súbita e marcada agudização do estado de saúde do Presidente da Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP. Devido à debilidade que apresenta teve mesmo de ser hospitalizado.
Em face desta terrível realidade: os Órgãos Sociais da Associação reuniram de emergência, até por que se aproxima o assinalar de mais um aniversário.
Sendo António Joaquim Eustáquio o grande obreiro da ADBSP e o seu actual Presidente: os presentes consideram não estar reunidas, de modo algum, os requisitos e as condições para a realização das actividades agendadas para 05 de Setembro.
Como tal informa-se que foi cancelada a comemoração das Bodas de Prata, previstas para este sábado. Apenas se manterá a celebração da Missa de Acção de Graças e em memoria dos Dadores que já nos deixaram. Terá lugar pelas 10.00 horas, de 05 de Setembro, na Capela do Hospital de Portalegre.

É pois com mágoa e apreensão que a ADBSP toma esta decisão, ao mesmo tempo que deixa um forte voto de melhoras ao sempre querido Presidente Eustáquio.

OPINIÃO: Rangel, o anti-corrupto

Pensava eu, que não sou pessoa de grandes pensamentos, que o poder político e o poder judicial estavam separados. Que a justiça tinha independência e autonomia em relação a qualquer tipo de poder político emanado de eleições livres e democráticas. Parece que não é (bem) assim. Pelo menos foi essa a "lição" que o Paulo Rangel, quase sufocando para não ranger o dentes, deixou bem explícita aos boys laranjinhas que acorreram a Castelo de Vide, numa reunião onde se falou de tudo menos de educação política, cidadania, direitos dos cidadãos, mas se trouxe à liça, as relações entre a política e a justiça, como pretexto para se falar - e desancar - no célebre "preso 44"
Ora, eu até sou um dos que penso que o homem com ideias socráticas está lá muito bem na suite da cidade património mundial. Defendo, até, que o país estaria muito mais limpo e escarolado, se tivéssemos 50 Carlos Alexandres e outras tantas Marias José Morgados.
Agora e através de Paulo Rangel dixit ficámos a saber que a justiça anda ao sabor ou a reboque do poder político, o que, traduzido de outra forma e ainda segundo a esclarecida visão rangelista, com o PS no poder Sócrates não estaria na prisão. Um argumento que vindo de político tão experiente e conhecedor dos “negócios jurídicos”, acaba por ir de encontro às pretensões do ex- governante José Sócrates que sempre tem defendido ser a sua prisão “uma cabala e um acto de vingança política” do PSD.
Eu acho que não, mas Rangel confirma que, continuando o PSD no governo, figuras selectas e amigas do cavaquinho (estou a referir-me a pessoas que gostam do popular instrumento e que ao longo destes anos nos têm dado música) como rios, limas, loureiros, oliveira às costas, isaltinos, marquinhos das notas, macedo das polícias, submarinos amarelos, tecnoformas, etc., etc, continuariam, sem constrangimentos e à “barba longa”, a sua meritória acção de desmantelamento de bpns, bes, novos bandos e bandos novos, num espiral de negócios pouco claros, lesivos do erário público e da nação.
A exposição de Rangel em Castelo de Vide - qual vigário falando aos fiéis na paróquia - teve o mérito de esclarecer os portugueses sobre o que pensa o PSD sobre a justiça e, sobretudo, sobre o combate à corrupção. E o que pensa o PSD, segundo Rangel é isto:
A justiça é boa e justa se recair sobre os adversários políticos; e má e injusta se visar os elementos da congregação “laranja”, acima de qualquer suspeita e abençoada, como se sabe, desde Belém.

Mário Mendes

GNR: Registo das principais ocorrências entre 24 e 30 de Agosto

O Comando Territorial de Portalegre da Guarda Nacional Republicana informa o resumo das ocorrências na sua área de responsabilidade durante o período de 24 a 30 de Agosto de 2015.
CRIMINALIDADE GERAL
Neste período foram participadas 54 ocorrências.
De entre estas, doze correspondem a crimes contra as pessoas onde estão englobados, seis por crime de violência doméstica, três por outros crimes contra a liberdade e autodeterminação sexual, duas por crime de ofensas à integridade física simples e uma por crime de ameaças.
Neste período a Guarda Nacional Republicana registou também vinte e quatro ocorrências criminais contra o património, duas por crime de roubo, dezassete por crime de furto, três por crime de dano, uma por crime de burla e uma por crime abuso de confiança.
Na área dos crimes contra a vida em sociedade verificaram-se quinze ocorrências, quatro por crime de incêndio florestal, sete por crime de condução de veículo com taxa de álcool superior ao permitido por lei, uma por crime de detenção de arma proibida, uma por condução sob efeito de substâncias psicotrópicas e uma por outros crimes.
Relativamente a crimes contra o estado, constataram-se a existência de duas ocorrências por crime de resistência e coação sobre funcionário.
Nos crimes previstos em legislação avulsa há a apontar ainda uma ocorrência por crime de tráfico de estupefacientes.
SINISTRALIDADE RODOVIÁRIA:
Registaram-se dezassete acidentes de viação, dos quais resultaram além dos danos materiais, um ferido grave e dez feridos leves.
FISCALIZAÇÃO DA CIRCULAÇÃO RODOVIÁRIA
Para além da atividade normal de fiscalização da circulação rodoviária, foram ainda desencadeadas cento e vinte e nove operações especialmente direcionadas para esse efeito em todos os concelhos do distrito de Portalegre, tendo sido fiscalizados seiscentos e noventa condutores/veículos.
Na área dos crimes durante a condução de veículos automóveis, verificaram-se oito ocorrências.
No decorrer destas operações foram submetidos ao teste de alcoolémia seiscentos e oitenta e oito condutores, dos quais dezoito apresentaram valor superior ao permitido por lei. Foram detetadas e autuadas cento e setenta infrações à legislação rodoviária. As infrações mais verificadas dizem respeito ao excesso de velocidade, sistemas de iluminação e uso do telemóvel durante a condução.
PROTECÇÃO DA NATUREZA E AMBIENTE
Através dos Núcleos de Proteção Ambiental (NPA) foram detetadas doze infrações: uma respeitante à proteção florestal, duas de pesca, uma de proteção aos recursos hídricos, uma a ordenamento do território, uma na área de resíduos e substâncias perigosas, cinco a turismo e desportos e uma ao controlo do saneamento e proteção animal.
DETENÇÕES
Foram efetuadas dez detenções:
·         Cinco por crime de condução de veículo com taxa de álcool superior a 1,20g/l.
·         Uma por crime de tráfico de estupefacientes.
·         Três por crime de resistência e coação sobre funcionário.

·         Uma por crime de detenção de arma proibida.

NISA: Taxas, derrama, direitos de passagem e prémios de mérito na sessão da Câmara


HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA

Quentinho, quentinho
Cartoon de Henrique Monteiro in http://henricartoon.blogs.sapo.pt

30.8.15

IX Dia Robinson - Peças do Mês

Com um ritmo mensal, a Fundação Robinson apresenta entre janeiro e dezembro de 2015 no átrio do edifício da Câmara Municipal de Portalegre (Antigo Colégio de São Sebastião) 12 peças ou conjuntos do espólio do Museu Robinson. Intercalando património industrial e arte sacra, as peças expostas podem ser vistas todos os dias úteis nos seguintes períodos: 9H00 - 12H30M e 13H30M – 17H30M.
Comemora-se no dia 17 de setembro o IX Dia Robinson e neste sentido a Fundação Robinson optou por, excecionalmente, apresentar  peças ilustrativas dos dois núcleos museológicos que integram o Museu Robinson, o Núcleo da Igreja de São Francisco e o Núcleo da Fábrica Robinson.
Património Móvel – Coleção Sequeira
Peça: Crucifixo com instrumentos da Paixão de Cristo

Paixão é o termo teológico cristão utilizado para descrever os eventos e os sofrimentos — físicos, espirituais e mentais — de Jesus nas horas que antecederam o seu julgamento e sua execução. Nesta peça de cariz popular, em madeira pintada do início do século XX, encontram-se representados a maioria dos objectos ligados à paixão de Cristo. São eles a cruz, escada, pregos, tenaz, martelo, coroa de espinhos, coluna, dados, túnica, galo, sol, lua, mão, lanterna, bolsa com dinheiro, jarra, caveira, lança, cana, chicote, esponja, entre outros. 
Património Industrial – Fábrica Robinson
Peças: Pirómetro e registo de importação
O pirómetro é um instrumento capaz de medir temperaturas elevadas. O controlo da temperatura no interior dos fornos de cozimento dos blocos de aglomerado branco de cortiça é fundamental para se obter um produto de elevada qualidade e correta tonalidade. Na secção de produção de aglomerado branco da Fábrica Robinson todos os fornos monitorizavam de forma constante a temperatura, a mais pequena variação resultava na alteração das características do produto final.
Para mais informações: Rui Pires Lourenço - Rua D. Iria Gonçalves Pereira 2A - 7300-298 Portalegre
Telf.: +351 245 307 532 - Telf.: +351 245 307 463 - Telm.: + 351 969 726 067
E-mail: fundrob.rpl@gmail.com - www.fundacaorobinson.pt

Música fresca em tarde quente...

Ródão abre portas a refugiados

Foi aprovada, na última reunião de câmara, a possibilidade do município de Vila Velha de Ródão acolher 3 a 5 famílias de refugiados, apoiando-as no seu acolhimento e integração na comunidade.
Numa altura em que se assiste na Europa e por todo o Mundo a um cenário de tragédia em relação à situação dos refugiados, Ródão quer dar exemplo de solidariedade disponibilizando-se para acolher no concelho 3 a 5 famílias de refugiados facultando apoios a vários níveis facilitando a sua integração na comunidade rodense.
Vila Velha de Ródão pretende ser um concelho inclusivo atento aos problemas sociais que esta temática envolve e com esta ação reduzir barreiras culturais, promovendo, assim, uma igualdade de oportunidades.
A autarquia irá, brevemente, elaborar um documento e transmitir esta decisão ao governo para assim formalizar o processo de acolhimento de refugiados.

29.8.15

PORTALEGRE: Vem aí a Feira das Cebolas


NISA: A peça do mês

Os Bombeiros Voluntários de Nisa estão prestes a comemorar 100 anos de vida. A Associação foi fundada em Outubro de 1916, meses depois de se terem iniciado os treinos de Bombeiros ministrados por pessoal da Corporação de Portalegre.
Ao longo dos anos, sempre a Câmara dedicou atenção aos Bombeiros de Nisa, de acordo com as suas limitadas capacidades financeiras e nos anos 30 do século passado, face à crise administrativa por que passava a Associação, tomou mesmo a iniciativa de torná-los "Municipais" ficando a pertencer à autarquia a responsabilidade pela gestão dos nossos bombeiros.
A carreta reboque que escolhemos para a "peça do mês" é quase um ex-libris da prestigiada corporação e pode ser admirada na entrada principal do quartel. Damos a notícia da sua aquisição, há 70 anos, deste importante equipamento, hoje convertido em peça museológica. 
Sessão da Câmara de 11 Janeiro de 1945  - Carreta reboque para os Bombeiros Municipais 
"A Câmara deliberou adquirir à Casa H. Vaultier uma carreta reboque pela quantia de 5 mil escudos a fim de se poder utilizar uma moto-bomba já anteriormente comprada."
Já antes, em sessão de 28 de Setembro de 1944, a Câmara mostrava-se preocupada com o facto de os Bombeiros não disporem ainda de uma sirene (sereia, como vem designada na acta da sessão), situação que procuraram, de imediato, resolver.
" Em virtude de se verificar que ainda não foi ratificada a deliberação da Câmara de adquirir uma sereia (sirene), já paga pelas ordens nº 632/637 para alarme em caso de incêndio ou outro qualquer sinistro, deliberou por unanimidade ratificar tal decisão."
Uma carreta reboque e uma sirene, coisa pouca, quase insignificantes nos tempos de hoje e de extraordinária importância em meados do século passado.
Mário Mendes

28.8.15

Comemorações do 3º Dia Nacional das Bandas Filarmónicas

Junto envio a cronologia das comemorações do IIIº Dia Nacional das Bandas Filarmónicas que irá ser levada a cabo por várias bandas filiadas na Federação das Bandas Filarmónicas do Distrito de Portalegre.
Relembro que o Governo decretou em agosto de 2013 o dia 1 de setembro de cada ano como Dia Nacional das Bandas Filarmónicas.

Nomes das Bandas:
- ASSOCIAÇÃO DE RECREIO MUSICAL 1º. DE DEZEMBRO DE CAMPO MAIOR;
- BANDA MUNICIPAL ALTERENSE E BANDA JUVENIL;
- BANDA 14 DE JANEIRO - ELVAS
- BANDA UNIÃO ARTÍSTICA DE CASTELO DE VIDE;
- FILARMÓNICA DO CRATO;
- SOCIEDADE MUSICAL NISENSE;
- SOCIEDADE RECREATIVA MUSICAL ALEGRETENSE;

- SOCIEDADE RECREATIVA E MUSICAL DE PÓVOA E MEADAS

PONTE DE SOR: III Trail do Sor

A seção de Trail Running/ Atletismo do Eléctrico Futebol Clube, com o apoio do Município de Ponte de Sor, da União de Freguesias de Ponte de Sor, Tramaga e Vale de Açor e da Associação de Trail Running de Portugal organiza, dia 13 de setembro, o III Trail do Sor.
Mais uma grande maratona , onde o palco escolhido foram os trilhos em volta da cidade, subidas e descidas do melhor e muita terra para ser pisada...por várias centenas de participantes.
O III Trail do Sor será constituído por quatro provas: um Trail com um percurso de 30 km, um Mini Trail com um percurso de 17 km, um Trail Júnior com um percurso de 4 km, e uma Caminhada de 10 km, não competitiva, aberta a participantes de todas as idades.

As inscrições para as provas ainda podem ser feitas até 31 deste mês de agosto e todas as informações estão disponíveis em http:// trailrunnersdaponte.blogspot.pt/

OPINIÃO: A feira cabisbaixa

Os chefes da coligação perderam a oportunidade de se desculpar ao País. 
A romaria do Pontal constituiu um exercício de prestidigitação, a continuação do embuste e uma humilhação para Paulo Portas. Foi destinado a ‘aquecer’ a reunião: não o conseguiu porque a plateia estava distante e gelada. Além do que era o apêndice, o sobressalente e, notoriamente, o não-desejado. Mostrou-se fatigado, de palavra indolente e, pior do que tudo, apresentou a avançada calvície, que nenhum penteado hábil consegue ocultar. Seguiu-se Passos Coelho, também ele atacado de alopecia galopante, demonstrativa de que o poder, além de embriagador, castiga quem de ele abusa. Sem ironia: Séneca fala disso nas ‘Cartas a Lucílio’, cuja leitura recomendo vivamente. Os dois homens revelaram-se abúlicos no discurso, por repetitivo e carecido de idealismo e de princípios. Não os têm, nem um nem outro. E a destreza leviana com que insistem nas mentiras faz lembrar a frase de Goebbels: uma falsidade repetida mil vezes fica com a configuração da verdade. Mas nós é que pagamos. A política não permite nem assimila tudo. E os chefes da coligação perderam a oportunidade de se desculpar pelo que fizeram ao País; ao País, não: aos mais desfavorecidos dos portugueses, que nunca estiveram tão mal como agora. Além de sermos cada vez menos. Assistimos ao pessoal que frequenta, habitualmente, a festa da Direita, e percebe-se a existência de duas nações, que não se conubiam, por absoluta impossibilidade cultural: eles e nós. Pergunta a minha malvada curiosidade: esta gente pode ser feliz, conhecedora da calamidade que nos infligiu ou de que se cumpliciou? Pires de Lima é filmado a rir; Assunção Cristas a cantar, mas os semblantes são sombrios, velados e merecedores da nossa total abjecção. Portas, como um pássaro tonto, olhava de um para outro lado, sem se fixar em coisa alguma. Independentemente do sofrimento que têm causado, ao destroçarem os sonhos e as esperanças de muitíssima gente, que gente é esta, sobrevivente do mal que provoca? Mas, apesar de serem os vencedores do momento, perpassa nos seus rostos a apreensão segundo a qual nada permanece sempre na mesma. Há algo de receio que paira no ar. No Pontal, essa intuição era como que um lúgubre pressentimento. Apesar dos risos e da alegria, tudo era postiço, cabisbaixo e forçado.
Baptista Bastos in "Correio da Manhã" - 19/8/2015

27.8.15

NISA: Francisco Ceia apresenta o livro “Terra da Paciência” e interpreta canções suas

O Auditório da  Biblioteca Municipal de Nisa acolhe, no  dia 5 de Setembro, sábado, às 11H30,  a apresentação do  romance de Francisco Ceia “Terra da Paciência”.
Natural de Portalegre, Francisco Ceia inicia, em 1976, a sua carreira no teatro, primeiro como ator no CENDREV, em Évora, e depois como encenador e ator no Teatro do Semeador, companhia que funda em 1980, em Portalegre. A par do teatro, dedica-se à música, compondo, interpretando e apresentando espetáculos no país e no estrangeiro. Colabora ainda em vários programas da RTP como ator e músico, destacando-se a sua participação na série "A Casa do Mocho Sábio". A partir dos anos 80, dedica-se sobretudo à música, com participações no Festival Internacional “Womad” e no Festival RTP da Canção, tendo editado 14 trabalhos discográficos.
No plano literário, Francisco Ceia publicou em 2012 “Jogo de Janelas” e edita agora “Terra da Paciência” com o mesmo propósito de agitar e despertar consciências através da palavra e da leitura, embora com uma forma estilística bem diferente. A partir da observação atenta da humanidade e da realidade circundante, o autor extrai retratos que interpelam o leitor e o convidam à reflexão crítica da história social de ontem e de hoje.
Francisco Ceia refere que este livro é para ser interpretado através dos diferentes olhares e vivências de cada leitor. “O livro pretende mexer com as pessoas, contar-lhes histórias que despertem um espírito interventivo e as afaste de uma atitude conformista em relação às coisas. Vivemos numa sociedade em que, muitas vezes, andam a tratar-nos como imbecis e é importante que não nos deixemos resignar e tratar dessa maneira”. A mensagem está aliás subjacente no título “ Terra da paciência” que, de acordo com o autor, acaba por ser uma metáfora daquilo que é, ou deve ser, a postura do ser humano que “deve ter capacidade e paciência para resistir quando confrontado com as diversas adversidades que se apresentam ao longo da vida”.
À semelhança de “ Jogo de Janelas ”, Raul Ladeira foi o responsável pelo design da capa, que nos remete para figuras bíblicas de pantomina, medievais tentações, marionetas alentejanas e terras de paciência sobre fundo negro.

Durante a apresentação, Francisco Ceia interpretará algumas das canções de que é compositor e intérprete.
CMNisa

USNA repudia atitude de retaliação do presidente da Câmara do Crato

A União dos Sindicatos do Norte Alentejano (USNA) repudia a atitude de retaliação do Sr. Presidente da Câmara do Crato face ao justo processo de luta levada a cabo pelos professores e seu sindicato de classe, o Sindicato dos Professores da Zona Sul (SPZS), contra a Municipalização da Educação.
Os trabalhadores da escola EB/JI Professora Ana Maria Ferreira Gordo do Crato foram os únicos trabalhadores desta autarquia que não foram pagos esta segunda-feira mas não estão sozinhos! O Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas (STFPSSRA) bem como o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) rapidamente se dirigiram à escola prestando a sua solidariedade e encetando os meios juridicos necessários para que a situação se resolva o mais rapidamente possível. Estes trabalhadores, como já afirmaram o STFPSSRA e o STAL, estão afectos à autarquia desde 2009 e nada têm a ver com a justa providencia cautelar intreposta pelo SPZS que suspende o processo de Municipalização da Educação! O não pagamento dos seus vencimentos não tem a menor base legal, é crime, e foi a única forma de retaliação encontrada pelo Sr. Presidente da Câmara do Crato contra a luta que vem sendo desenvolvida pelos trabalhadores e seu movimento sindical de classe, a CGTP-IN.
A USNA quer mais uma vez reafirmar a necessidade de travar o processo de municipalização da educação que está em curso sem que nenhuma das partes envolvidas fosse ouvida excepto os que estão já comprometidos com a politica de destruição do estado social. A municipalização da educação significará mais professores sem colocação, menos funcionários a apoiarem as actividades lectivas, a concentração dos alunos em centros escolares, em turmas sobrelotadas e consequente encerramento de escolas um pouco por todo o país mas sobretudo nas aldeias do interior, a determinação de um currículo mais pobre, na prática mais um passo rumo à efectivação de um país a várias velocidades.
Só a luta dos trabalhadores e das populações pode travar esta e outras ofensivas de destruição do que foi construído com a revolução de Abril!

A Comissão Executiva da USNA/cgtp-in

Já abriram as inscrições para o II Trail Running Vila de Nisa

II TRAIL RUNNING VILA DE NISA
8.NOVEMBRO.2015
Mais informações:
http://trailviladenisa.blogspot.pt/
Trail Longo 30KM | Trail Curto 15KM | Caminhada

INSCRIÇÕES ABERTAS

26.8.15

NISA: Exposição de pintura em acrílico de Maria José Rita



MARVÃO: Festa da Senhora da Estrela


Miguel Ângelo actua no CAEPortalegre em 26 de Setembro

Miguel Ângelo
Pop | GA | 12€, venda antecipada 10€ | M/4 anos
O novo álbum de Miguel Ângelo, “Segundo”, lançado em 2015, é também o seu segundo disco de originais, depois do final dos Delfins.
Lançado de modo independente, em formato digital e em vinil, é o segundo disco de uma carreira a solo iniciada em 2012, agora mais pessoal e intimista, depois de 25 anos na pop portuguesa.

Mas as canções continuam lá, em “Segundo”, a conviver com 30 anos de memórias e melodias sempre presentes na música portuguesa. E são essas canções e histórias, que irão estar muito próximas do seu lugar no CAE de Portalegre.

IMPRENSA REGIONAL: "Alto Alentejo" - edição de 26/8/2015


25.8.15

PEREIRO (Mação):Festa das Ruas Enfeitadas até domingo

A aldeia do Pereiro, em Mação, que se apresenta como "capital das ruas enfeitadas", aguarda mais de 20 mil pessoas entre terça-feira e domingo para admirarem as ruas todas enfeitadas com flores.
A Festa das Ruas Enfeitadas, que decorre anualmente naquela aldeia do distrito de Santarém, em Honra de Nossa Senhora da Saúde, vai contar este ano com vinte ruas e largos enfeitados com as mais variadas flores, tendo a organização destacado à Lusa a "novidade da montagem de uma gigante flor da esteva", com seis metros de altura e 30 de largura, no Largo do Arraial, o maior do Pereiro de Mação.
Em declarações à agência Lusa, o vice-presidente da Associação Cultural, Desportiva e Recreativa do Pereiro, António Maia, disse que a envolvência popular "foi enorme" e que este ano "serão muitas as novidades".
Diz ainda António Maia que aldeia de somente 150 habitantes, recebe nesta altura a população ausente que vem participar nas festas, e visitar familiares e amigos.
"Contamos ter este ano cerca de 20 mil visitantes para a nossa Festa das Ruas Floridas, uma iniciativa cultural e religiosa que a associação quer que seja classificada como Património Cultural Imaterial Nacional, estando a recolher documentos e testemunhos de suporte ao processo".
Para isso, estão a ser recolhidos documentos e testemunhos, com o apoio e a colaboração da Câmara de Mação e do Museu Municipal de Mação. O objectivo é a classificação não só das ruas enfeitadas, como também da romaria em honra de Nossa Senhora da Saúde.
"Depois de obtermos o estatuto de "capital das ruas enfeitadas", publicado oficialmente no dia 10 de Maio de 2013, se conseguirmos o reconhecimento desta manifestação religiosa e cultural, como sendo um Património Cultural Imaterial Nacional, teremos oportunidade de recorrer a outros apoios que nos permitam assegurar a continuidade de uma tradição secular", defendeu Maia.
Com a festa, a aldeia vai ter, a partir de terça-feira, "jardins suspensos", numa tradição que remonta à época em que vivia da recolha da resina e dos pinheiros.
As festas terminam no domingo com a secular romaria a Nossa Senhora da Saúde, cuja procissão tem a particularidade de o andor ser transportado por 16 pessoas que, em momentos difíceis da vida, fizeram essa promessa, contou António Maia.

 Zita Ferreira Braga in www.hardmusica.pt

NISA: Sabe onde mora? (4)

 Rua 31 de Janeiro, a antiga Rua das Videiras
Falamos, hoje, da actual Rua 31 de Janeiro, antigamente designada por Rua das Videiras e que faz a ligação entre a Rua Dr. José Falcão (Rua do Mártir) e a Rua Padre José Ribeirinho (Devesa), separando a antiga Rua do Curral (Lourenço Dinis) da Rua da Travessa.
A antiga Rua das Videiras tinha esta designação até ao cruzamento com os dois arruamentos anteriormente citados. Das esquinas das ruas da Travessa e Lourenço Dinis até à Rua da Devesa era conhecida por Rua de Santo António por ligar ao Canto e depois Rua de Santo António até à actual designação de Rua da Hidro Eléctrica do Alto Alentejo.
Sobre o que representa a data de 31 de Janeiro de 1891, a placa toponímica existente nada diz. Como devia informar, entre parêntesis, a anterior designação de Rua das Videiras. A data de 31 de Janeiro está incompleta pois devia acrescentar-se nela o ano de 1891. Aqui ficam estas sugestões para serem tidas em conta por quem de direito.
A revolta de 31 de Janeiro de 1891
A Revolta de 31 de Janeiro de 1891 foi o primeiro movimento revolucionário que teve por objectivo a implantação do regime republicano em Portugal. A revolta teve lugar na cidade do Porto.
No dia 31 de Janeiro de 1891, na cidade do Porto, registou-se um levantamento militar contra as cedências do Governo (e da Coroa) ao ultimato britânico de 1890 por causa do Mapa Cor-de-Rosa, que pretendia ligar, por terra, Angola a Moçambique.
A 1 de Janeiro de 1891 reuniu-se o Partido Republicano em congresso, de onde saiu um directório eleito constituído por: Teófilo Braga, Manuel de Arriaga, Homem Cristo, Jacinto Nunes, Azevedo e Silva, Bernardino Pinheiro e Magalhães Lima.
Estes homens apresentaram um plano de acção política a longo prazo, que não incluía a revolta que veio a acontecer, no entanto, a sua supremacia não era reconhecida por todos os republicanos, principalmente por aqueles que defendiam uma acção imediata. Estes, além de revoltados pelo desfecho do episódio do Ultimato, entusiasmaram-se com a recente proclamação da República no Brasil, a 15 de Novembro de 1889.
As figuras cimeiras da "Revolta do Porto", que sendo um movimento de descontentes grassando sobretudo entre sargentos e praças careceu do apoio de qualquer oficial de alta patente, foram o capitão António Amaral Leitão, o alferes Rodolfo Malheiro, o tenente Coelho, além dos civis, o dr. Alves da Veiga, o actor Miguel Verdial e Santos Cardoso, além de vultos eminentes da cultura como João Chagas, Aurélio da Paz dos Reis, Sampaio Bruno, Basílio Teles, entre outros.
 * Gravura da época e que representa a Proclamação da República no edifício da Câmara Municipal do Porto

HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA

Aos indecisos, com amor
Cartoon de Henrique Monteiro in http://henricartoon.blogs.sapo.pt

POETAS NISENSES : Carlos Franco Figueiredo

Ode ao Perdigueiro
Tens a inércia das fragas no porte
E bruxedos do vento
Nas narinas frias
Meu nobre companheiro das manhãs esguias
Onde a vida pulsa em saltos de morte

Do ventre dos tojos, em silvos de agonias
Voam as rufas doiras ao sabor da sorte
E tu, meu herói
Estás pronto para o corte
Que o chumbo fenderá nas altaneiras guias

Há odores de pólvora na manhã silvestre
E o Sol vem nos beijar e às frescas ramarias
O mundo cabe ali
O universo
Os dias

E tu, altivo herói
Alheio a fantasias
E em arte a transformar os dons da Natureza
Vais-me oferecendo ao cerne dos sentidos
Os milionários tons
Da mágica beleza.
Carlos Franco Figueiredo - 1995