30.7.14

NISA: Artilheiros/as de 1954 - Festas, amizade e convívio

Não puderam estar todos e todas presentes, mas o que compareceram puderam participar numa festa bonita, comemorativa dos 60 anos. Saborearam a gastronomia tradicional, recordaram histórias e vivências de muitos anos atrás e reforçaram os laços de amizade de quem nasceu num tempo difícil e soube ultrapassar as dificuldades.

IMPRENSA REGIONAL: "Alto Alentejo" - edição de 30/7/2014


29.7.14

Arneiro, Duque e Pardo festejam Santa Ana


PCP anuncia queixa-crime contra presidente da Câmara do Crato

Os dois vereadores da CDU acusam o autarca de "ter falsificado todas as deliberações que constam na alegada 'Minuta da Ata' da reunião extraordinária" de 08 de Julho
A concelhia do PCP do Crato anunciou hoje a apresentação de uma queixa-crime, no Tribunal de Portalegre, contra o presidente do município (PS), por alegadamente "ter falsificado todas as deliberações" de uma reunião de câmara.
A agência Lusa tentou contactar o presidente da Câmara do Crato, o socialista José Correia da Luz, mas um assessor disse que o autarca remete uma resposta para mais tarde, devido ao falecimento de um familiar.
Em conferência de imprensa, a concelhia e os dois vereadores da oposição CDU afirmaram hoje que se verificam "graves irregularidades" na Câmara do Crato, no distrito de Portalegre, e anunciaram uma queixa-crime contra o presidente do município, por alegadamente "ter falsificado todas as deliberações que constam na alegada 'Minuta da Ata' da reunião extraordinária" de 08 de julho.
Na tomada de posição, os eleitos da CDU e a concelhia comunista asseguraram, por outro lado, que já foi feito um pedido, há mais de um mês, à Direção Geral das Autarquias Locais (DGAL) para intervir e esclarecer factos ocorridos na reunião ordinária do município de 04 de junho, que terá sido "suspensa ilegalmente".
Por outro lado, os vereadores da CDU João Teresa Ribeiro e Fernando Gorgulho realçaram que, em mais de nove meses de mandato, a Câmara do Crato tem apenas uma ata aprovada, que se traduz numa "situação de incompreensível irregularidade".
"O presidente da câmara recusa-se a responder aos mais de 50 pedidos ou requerimentos de informação e documentos apresentados pelos vereadores da CDU, que são indispensáveis ao cabal e responsável exercício das funções autárquicas dos três vereadores em regime de não permanência", pode ler-se no comunicado divulgado no encontro com os jornalistas.
Os comunistas referiram que o presidente da câmara se recusa a "incluir na ordem de trabalhos das reuniões as muitas propostas já apresentadas pelos vereadores da CDU" e que "continua a suspender reuniões ilegalmente, a impedir os três vereadores em regime de não permanência de exercerem livremente os seus direitos e as suas funções municipais".
"Lamentavelmente, na sessão extraordinária da Assembleia Municipal do Crato, de 21 de julho de 2014, apenas o presidente e os restantes eleitos do PS aprovaram o assunto n.º 2 da ordem de trabalhos, suportado por documento ilegal subscrito pelo presidente da câmara, que está na origem da queixa-crime apresentada", adiantaram.
Os vereadores da CDU realçaram ainda que fizeram "todos os esforços de sensibilização" para que a Assembleia Municipal suspendesse a apreciação e votação do assunto, o que motivou "o devido protesto e o pedido de escusa na votação do assunto, por parte de todos os eleitos da CDU e do PSD".
O executivo da Câmara do Crato é composto por dois eleitos do PS, dois da CDU e um do PSD.
 in Ionline - Lusa

28.7.14

ALPALHÃO: Festas de Verão 2014


OPINIÃO: Aviões Alentejanos

 “Anda comigo ver os aviões levantar voo, a rasgar as nuvens, rasgar o céu”, é o refrão de uma popular melodia do grupo de música “Os Azeitonas”, e podia muito bem esta letra ter sido escrita em Brissos, no Alentejo profundo, a 12 km de Beja, mas não foi, nem podia ter sido, porque em Beja já não levantam voo os aviões.
A 13 de Abril de 2011 foi inaugurado o Aeroporto Internacional do Alentejo, um projeto com um investimento inicial a rondar os 34 milhões de euros, que pretendia receber em 2020 cerca de 1,8 milhões de passageiros, dinamizar a economia regional e em particular o sector do turismo. Passados três anos, e meia dúzia de voos depois, dizem os proprietários da infraestrutura, numa entrevista esta 4ª feira (23 Julho) na Sic-Noticias, Jorge Ponce de Leão, presidente do conselho de administração da ANA-Aeroportos de Portugal, que o mesmo será convertido numa espécie de depósito de sucata da aeronáutica, ao que parece é um  “negócio florescente”.
Se isto não acontecesse neste pequeno e rico país chamado Portugal, diria que era uma anedota. Tem todos os ingredientes de uma boa piada, porque vejamos, e partindo do pressuposto que existia viabilidade económico-financeiro para o projeto, o que levou a administração da ANA a não apostar na componente de passageiros e cargas, associadas a empresas “low-cost” ?  Mas, se em vez de um aeroporto fosse um autoestrada, onde passassem poucos veículos, será que a fechamos e entregávamos a sucateiros para desmantelar automóveis? Penso que não.
A verificar-se esta situação, mais uma vez, quem perde é o Alentejo. Uma região que nos últimos anos tem apresentado um trabalho notável no âmbito do turismo, na promoção e divulgação, através do Turismo do Alentejo.

Todos sabemos que a vertente turística, será a nossa forte e provável boia de salvação para a desertificação. E, não podemos esconder essa realidade, vejamos os exemplos aqui bem próximos de Marvão, com vários eventos de alta qualidade turístico-cultural, a decorrer nestes dias, como o Festival de Música Clássica ou a Boda Régia, ou em Castelo de Vide com o turismo religioso ou muito recentemente o Festival “Andanças”, os quais atraem milhares de visitantes, e são exemplos a seguir.
O “calcanhar de Aquiles” do nosso turismo chama-se alojamento, porque segundo os últimos dados do INE a região Alentejo apresenta o menor número de alojamentos turísticos a nível nacional, com apenas 7.875 unidades turísticas, entre as quais 1430 são de Turismo no Espaço Rural (TER) e Turismo de Habitação, e 1331 Hotéis de três estrelas.
E olhando para estes números, vem-me sempre à memória a Albergaria Penha do Tejo, que as promessas políticas ditavam com o nosso “aeroporto” turístico, e que ficou reduzido a sucata… enquanto os aviões vão longe, rompendo o céu azul deste nosso Alentejo, cá em baixo, no solo, ainda vive gente com esperança de ver os aviões levantar voo.
JOSÉ LEANDRO LOPES SEMEDO

27.7.14

MONTALVÃO: Senhora dos Remédios em quatro dias de festa


OPINIÃO: " Já pouca Palestina resta. Pouco a pouco, Israel está a apagá-la do mapa"

 Desde 1948, os palestinianos vivem condenados à humilhação perpétua. Não podem sequer respirar sem autorização. Têm perdido a sua pátria, as suas terras, a sua água, a sua liberdade, tudo. Nem sequer têm direito a eleger os seus governantes.
Para justificar-se, o terrorismo de Estado fabrica terroristas: semeia ódio e colhe álibis. Tudo indica que esta carnificina de Gaza, que segundo os seus autores quer acabar com os terroristas, conseguirá multiplicá-los.
Quando votam em quem não devem votar, são castigados. Gaza está a ser castigada. Converteu-se numa ratoeira sem saída, desde que o Hamas ganhou legitimamente as eleições em 2006. Algo parecido ocorreu em 1932, quando o Partido Comunista triunfou nas eleições de El Salvador.
Banhados em sangue, os habitantes de El Salvador expiaram a sua má conduta e desde então viveram submetidos a ditaduras militares. A democracia é um luxo que nem todos merecem. São filhos da impotência os rockets caseiros que os militantes do Hamas, encurralados em Gaza, disparam com desleixada pontaria sobre as terras que tinham sido palestinianas e que a ocupação israelita usurpou. E o desespero, à orla da loucura suicida, é a mãe das ameaças que negam o direito à existência de Israel, gritos sem nenhuma eficácia, enquanto a muito eficaz guerra de extermínio está a negar, desde há muitos anos, o direito à existência da Palestiniana. Já pouca Palestiniana resta. Pouco a pouco, Israel está a apagá-la do mapa.
Os colonos invadem, e, depois deles, os soldados vão corrigindo a fronteira. As balas sacralizam o despojo, em legítima defesa. Não há guerra agressiva que não diga ser guerra defensiva. Hitler invadiu a Polónia para evitar que a Polónia invadisse a Alemanha. Bush invadiu o Iraque para evitar que o Iraque invadisse o mundo. Em cada uma das suas guerras defensivas, Israel engoliu outro pedaço da Palestina, e os almoços continuam. O repasto justifica-se pelos títulos de propriedade que a Bíblia outorgou, pelos dois mil anos de perseguição que o povo judeu sofreu, e pelo pânico que geram os palestinianos à espreita. Israel é o país que jamais cumpre as recomendações nem as resoluções das Nações Unidas, o que nunca acata as sentenças dos tribunais internacionais, o que escarnece das leis internacionais, e é também o único país que tem legalizado a tortura de prisioneiros. Quem lhe presenteou o direito de negar todos os direitos? De onde vem a impunidade com que Israel está a executar a matança em Gaza? O governo espanhol não pôde bombardear impunemente o País Basco para acabar com a ETA, nem o governo britânico pôde arrasar a Irlanda para liquidar o IRA. Talvez a tragédia do Holocausto implique uma apólice de eterna impunidade? Ou essa luz verde vem da potência 'manda chuva' que tem em Israel o mais incondicional dos seus vassalos? O exército israelita, o mais moderno e sofisticado do mundo, sabe quem mata. Não mata por erro. Mata por horror. As vítimas civis chamam-se danos colaterais, segundo o dicionário de outras guerras imperiais.
Em Gaza, de cada dez danos colaterais, três são meninos. E somam milhares os mutilados, vítimas da tecnologia do esquartejamento humano, que a indústria militar está a ensaiar com êxito nesta operação de limpeza étnica. E como sempre, sempre o mesmo: em Gaza, cem a um. Por cada cem palestinianos mortos, um israelita. Gente perigosa, adverte o outro bombardeamento, a cargo dos meios massivos de manipulação, que nos convidam a achar que uma vida israelita vale tanto como cem vidas palestinianas. E esses meios também nos convidam a achar que são humanitárias as duzentas bombas atómicas de Israel, e que uma potência nuclear chamada Irão foi a que aniquilou Hiroshima e Nagasaki.
A chamada comunidade internacional, existe? É algo mais que um clube de mercadores, banqueiros e guerreiros? É algo mais que o nome artístico que os Estados Unidos assumem quando fazem teatro? Ante a tragédia de Gaza, a hipocrisia mundial destaca-se uma vez mais. Como sempre, a indiferença, os discursos vazios, as declarações ocas, as declamações altissonantes, as posturas ambíguas, rendem tributo à sagrada impunidade. Ante a tragédia de Gaza, os países árabes lavam as mãos. Como sempre. E como sempre, os países europeus esfregam as mãos.
A velha Europa, tão capaz de beleza e de perversidade, derrama uma ou outra lágrima enquanto secretamente celebra esta jogada de mestre. Porque a caça aos judeus foi sempre um costume europeu, mas desde há meio século essa dívida histórica está a ser cobrada aos palestinianos, que também são semitas e que nunca foram, nem são, antissemitas. Eles estão a pagar, em sangue, na pele, uma conta alheia.
(Este artigo é dedicado aos meus amigos judeus assassinados pelas ditaduras latino americanas que Israel assessorou)
Eduardo GaleanoJornalista e escritor uruguaio, autor do livro "As veias abertas da América Latina".
Artigo publicado no Sin Permiso. - Tradução de Mariana Carneiro para o Esquerda.net.

26.7.14

PÉ DA SERRA: Festas em honra de S. Simão

A aldeia do Pé da Serra (Nisa) vai estar em festa durante quatro dias. São os tradicionais festejos em honra de S. Simão com mais de um século de existência e com um programa de animação onde não falta a música popular, os jogos tradicionais e os típicos petisco. Visite o Pé da Serra e divirta-se!
PROGRAMA DAS FESTAS
Dia 8 - Sexta-feira
20h00 - Abertura do Serviço de Bar,
23h00 - Baile com o grupo “Domingos & Dias Santos”.
 Dia 9 - Sábado
17h00 - Torneios de Sueca, Bisca de 9 e Matraquilhos,
23h00 - Atuação do grupo “Fora D’Horas”,
24h00 - Baile com o conjunto “Bora (Ó) Baile”.
Dia 10 - Domingo
10h00 - Arruada com a Banda da Sociedade Musical Nisense,
17h00 - Missa seguida de Procissão em honra de S. Simão,
19h00 - Concerto pela Banda da Sociedade Musical Nisense,
23h00 - Baile com o conjunto “Fora da Pauta”.
Dia 11 - Segunda-feira
17h00 - Tarde Desportiva,
23h00 - Baile com o organista “Marco Paulino”,
00h00 - Entrega dos prémios da jornada desportiva,
02h00 - Porco Assado,
04h00 - Nomeação da comissão de festas para 2015,

08h00 - Cacau quente e encerramento das festas.

Protesto em Nova York contra a violência israelita na Palestina








Manifestação em Nova York (25 Julho 2014) contra a ocupação da Palestina e o genocídio do exército israelita.

CRÓNICAS DE LISBOA: “Avós Precisam-se”

 Há pessoas que não saborearam a “riqueza” da paternidade ou maternidade, porque não puderam, não souberam ou nem sequer o foram.Depois, na fase da “avosidade”, há muita gente que, mesmo tendo sido pais/mães, não vão ser avós, nalguns casos porque a maternidade/paternidade perdeu os  “valores” de outrora e os adultos em idade fértil tem outras motivações, infelizmente, mais materialistas. Se os seus pais tivessem agido com o mesmo individualismo ou egoísmo, essas pessoas não estariam aqui para poderiam usufruir tudo aquilo que as alternativas de vida, essencialmente do lazer e do hedonismo, lhes proporcionam. Obviamente que o reflexo está na baixa natalidade no nosso país, mas a crise da natalidade não é de agora, embora no presente seja mais grave, para mim, com maiores preocupação sócio-afectivo do que do ponto de vista económico/capitalista, porque a figura de “filho único” já começou há décadas, principalmente fora do meio rural, onde as famílias numerosas  eram uma realidade no “bayboom” dos anos 60, por várias razões, incluindo culturais e as religiosas. O controlo da natalidade e o aborto era “condenável, mesmo do ponto de vista jurídico e, no caso em que era praticado, clandestinamente e também por isso, de riscos elevados para a mulher.
Para aqueles que “conseguiram” ser  avós, podem, por isso, viver uma nova etapa natural da vida humana, isto é, presenciar a continuação do seu sangue e da sua árvore genealógica. Têm, assim, a oportunidade de poderem corrigir e ou melhorar muitas das coisas que fizeram nos seus papeis de pais e mães. Por razões várias, não é fácil, às vezes porque o relacionamento entre entre os pais e os avós não é o melhor e o mais desejável, por culpa das partes, mas esse período único na vida dum adulto sénior,  não deve ser desperdiçado, porque todos ganham com essa partilha e essas vivências intergeracionais.
Para aqueles que foram PAIS, mesmo que humana e naturalmente com muitas fraquezas, erros  e omissões, é extremamente fácil serem AVÓS, até porque têm uma rica “escola da vida”, assente nos saberes, na experiência, na maturidade e paciência, mas, acima de tudo, no AMOR paternal e maternal, muito diferente da paixão (coisa diferente de amor) entre adultos a que, muitas vezes, chamamos amor.
Imodestamente, considero-me neste grupo de pessoas, porque vivo a “AVOSIDADE”, desde há menos de três anos e reforçada com a chegada ao mundo de novos “reforços” para a equipa dos netos. Confesso que é indescritível aquilo que sinto e partilho/troco com aqueles seres tão belos, tão pequeninos,  tão frágeis e tão genuínos e aquilo que recebo deles é , numa palavra que tenho dificuldades em  encontrar para definir o que sinto. Essa abrangência pode sintetizar-se na palavra: AMOR.  Até quando, não sei porque já não tenho a idade em que fui pai e do calendário da vida (finito) é retirada em cada dia uma folha. Que o seja por muitos anos, para  continuar a “viver” com o crescimento humano e também físico, dos meus netos,  para meu “BEM” e para bem deles. Bem haja por ter sido pai e agora por ser avô. Ousaria, modéstia à parte, escrever com maiúsculas PAI e AVÔ, por aquilo que significa recorrer a esta grafia, como o fiz atrás.
“Avós precisam-se”, mas para que tal aconteça, também “precisam-se de netos”, porque não há avós sem netos, embora e infelizmente, haja (muitos) “avós” sem netos tal como há muitos “pais” (aqui “avós” e “pais” em sentido potencial e não real) sem filhos, mas nunca filhos sem pais, biologicamente falando, entenda-se, porque existe, mesmo em países desenvolvidos, muita  “orfandade afectiva”. O “problema” da baixa natalidade do nosso país tem sido explicada por inverdades e os responsáveis estão mais preocupados com o efeito na economia e nas finanças e na sustentabilidade do sistema da segurança social, mas, no meu entender, os efeitos mais graves dizem respeito às roturas que tal provoca e continuará a provocar nas famílias e nas estruturas da nossa sociedade.
“País de velhos” é o que nos espera, se a tendência não for invertida, triste futuro em que vale a pena  reflectir,  nesta celebração do “Dia dos Avós”, tal como se celebram muitos outros “Dias .....”, como se os avós tivessem apenas um dia, principalmente os “avós cuidadores” dos netos, porque para esses (quase) todos os dias são “dias dos avós”. Outros são apenas “avós de fim de semana” e esses são avós mais do ponto de vista do “direito”, que não se questiona, mas não e como se deseja,  “AVÓS de corpo e alma plena”.
P.S. - A este propósito e sem quaisquer intuitos publicitários, recomendo  a leitura do livro : “Avós Precisam-se – A importância dos laços entre avós e netos” da autoria de Gabriela Oliveira.
Serafim Marques - Economista

25.7.14

NISA: 1º Almoço convívio dos Zés


HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA

Argumento de peso
Cartoon de Henrique Monteiro in http://henricartoon.noticias.sapo.pt

QUERCUS: Resultados do novo regime de arborização confirmam expansão desenfreada de eucaliptais em Portugal

 A Quercus analisou os resultados da implementação do novo regime de arborização e rearborização, dados que vêm confirmar as previsões de que ocorreria um aumento desenfreado das novas plantações de eucalipto autorizadas e validadas.
De acordo com a recente nota informativa sobre os principais indicadores do RJAAR – Regime jurídico aplicável às ações de arborização e rearborização do ICNF – Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, é hoje por demais evidente que este instrumento legal serviu apenas para viabilizar as autorizações para a instalação de eucaliptais, num claro favorecimento das celuloses, apesar do eucalipto ser já a espécie mais abundante em Portugal.
Segundo esta mesma nota informativa, que reporta ao período que vai de 17 de Outubro de 2013 -  entrada em vigor do RJAAR - até 17 de Junho de 2014, foram propostos para arborizar e rearborizar 9165 hectares.
A dinâmica da ocupação florestal reflete que 94% da área das rearborizações é efetuada com recurso ao eucalipto-comum (Eucalyptus globulus), o que é um valor exageradamente elevado, confirmando inequivocamente a expansão irresponsável desta monocultura. No caso das ações de arborização, isto é, nas novas áreas de floresta, a espécie com maior área autorizada ou validada é igualmente o eucalipto-comum com 81%, um valor igualmente muito elevado.
Só para o eucalipto-comum foram autorizadas ou validadas 5241,7 hectares de ações de arborização/rearborização, sem financiamento públicos, ficando o pinheiro-bravo pelos 42,8 hectares e o sobreiro  pelos 25,2 hectares, valores muito baixos que demonstra que a exploração destas espécies é cada vez menos atrativa do ponto de vista económico e que as políticas públicas têm que ser mais interventivas.
Os concelhos com maior número de processos são Leiria, Tondela, Cantanhede e Mação, sendo que os que apresentam maior área proposta são Penamacor e Odemira, seguindo-se Tondela, Fundão e Arouca.
Contudo, há que ter em conta que os dados de arborização apresentados pelo ICNF não refletem a realidade da dinâmica no terreno, mas apenas um controle administrativo de quem cumpre a legislação, pedindo autorização ou efetuando a comunicação prévia. Não só são esquecidas as novas plantações ilegais de eucalipto devido à falta de fiscalização, como também não nos são fornecidos elementos quanto ao número de autos de notícia que deram entrada nos serviços, pelo que, a nosso ver, os dados refletem apenas uma pequena parte da expansão dos eucaliptais recentemente plantados.
Um outro dado importante é que se confirma o aumento de conversões de pinhal-bravo e outros povoamentos em plantações de eucaliptos, sendo que a situação que mais ocorre respeita à substituição de pinhal bravo por eucaliptal (756 ha, enquanto as outras espécies se ficam pelos 91 ha), ou seja, existe uma alteração de espécie com a conversão de 23% da floresta pré-existente, situação profundamente lamentável e que pode comprometer a certificação florestal.
Nos projetos aprovados no Sistema Nacional de Áreas Classificadas, o qual engloba as Áreas Protegidas e as áreas inseridas na Rede Natura 2000, foram plantados 659 ha de eucalipto-comum (ainda que 79% respeitam a rearborizações de povoamentos pré-existentes) num conjunto restrito de áreas classificadas (sobretudo nas regiões de Monchique, Malcata e Rio Paiva), uma situação que não se compreende porque continua a ser autorizada neste momento.
Neste contexto, a Quercus mostra-se muito apreensiva com os resultados publicados sobre o novo regime jurídico de arborização e rearborização, pois confirmam-se os piores receios de aumento desenfreado das monoculturas de eucalipto, algo que está ligado com a remoção das condicionantes à sua instalação, contrariando a necessidade de promover um correto ordenamento florestal, de forma a prevenir os incêndios no nosso País.
São dados como estes que deveriam obrigar a uma reflexão dos atuais titulares da pasta das florestas, pois não podemos assistir de forma indiferente à ausência de uma política pública coerente que supra as falhas de mercado existentes e que promova a florestação com espécies autóctones, em detrimento da manutenção de um silêncio cúmplice com a criação de condições no terreno para a propagação descontrolada dos incêndios que tenderá a ameaçar cada vez mais pessoas e bens.
Lisboa, 24 de julho de 2014
A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

24.7.14

BARRAGEM DE PÓVOA E MEADAS: "Andanças" provocam alteração e proibição de trânsito



GNR: Buscas domiciliárias em Benavila (Avis)

Ontem, dia 22 de Julho, no âmbito de várias investigações sobre crimes de furto, levadas a efeito pelo Comando Territorial de Portalegre, realizou-se uma operação de buscas domiciliárias na localidade de Benavila, em cumprimento de mandados judiciais emitidos pelo Tribunal Judicial de Fronteira e pelo Tribunal Judicial de Avis.
Desta ação resultou uma detenção, a constituição de sete pessoas arguidas e ainda diverso material apreendido.
No âmbito de um processo-crime em investigação no Núcleo de Investigação Criminal de Ponte de Sor pelo crime de furto qualificado, foi possível recuperar do interior de três residências diversos eletrodomésticos, mobília e outros bens de utilização doméstica, tendo sido constituídos arguidos sete pessoas de nacionalidade portuguesa, com idades compreendidas entre os 17 e os 44 anos.
Durante a operação foi ainda detido um indivíduo português, de 41 anos, pelo crime de falsificação ou contrafação de documento, procurado por estar envolvido em crimes ocorridos em diversas zonas do país. Foi sujeito às medidas de coação de Termo de Identidade e Residência (TIR) e apresentações semanais na GNR do local de residência.
Nesta operação foram empenhados o total de 32 militares do Comando Territorial de Portalegre, numa ação que envolveu o Destacamento Territorial de Ponte de Sôr, o Destacamento de Intervenção de Portalegre e a Seção de Informações e Investigação Criminal.
Portalegre, 23 de Julho 2014

23.7.14

OPINIÃO: Sem lugar à memória

Ante a indiferença das instituições - políticas, culturais, sociais, etc. - passaram há pouco o centenário de nascimento do marechal Francisco da Costa Gomes e os dez anos da morte da engenheira Maria de Lourdes Pintasilgo.
Figuras angulares na história portuguesa do pós-25 de Abril, o primeiro foi, como parece ter sido esquecido, Presidente da República e a segunda chefe do V Governo Constitucional e candidata à chefia do Estado.
As duas efemérides não mereceram até agora relevância ajustada à sua dimensão. Apenas círculos restritos as têm assinalado, como a Câmara de Chaves em relação a Costa Comes, de onde ele era natural. Com a colaboração do Museu da Presidência da República (inteligentemente dirigido pelo curador Diogo Gaspar), aquele município promoveu uma exposição sobre o seu conterrâneo, patente no Museu da Região Flavence até final do ano.
No mais, o país parece ter ignorado que lhe deve o não ter havido uma guerra civil no Verão de 1975. Com Ramalho Eanes, Melo Antunes, Garcia dos Santos e outros militares, Costa Comes foi decisivo na neutralização de forças que, à esquerda e à direita, pretendiam a tomada do poder. "A pior guerra é a civil", dir-nos-á ao evocar, décadas depois, o sucedido: "Ela sempre me apavorou!"
Logo a seguir à derrota nas presidenciais, Maria de Lourdes Pintasilgo viu-se inibida, combatida, perseguida, despedida. Não pertencer a nenhum partido tornou-se-lhe (tornou-se entre nós) fatal. "Já não tenho lugar neste país!", exclamar-nos-á uma semana antes de morrer.
Daí os processos de apagamento, sob o álibi da desatenção, a que hoje assistimos - e cumpliciamos. Sem rituais de memória, sabe-se, um povo desagrega-se.
Fernando Dacosta - Jornalista -17 Jul 2014 
in http://www.ionline.pt/iopiniao/sem-lugar-memoria

NISA: Espectáculo taurino com João Moura


IMPRENSA REGIONAL: "Alto Alentejo" - edição de 23/7/2014


HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA

As festas de Jardim
Cartoon de Henrique Monteiro in http://henricartoon.noticias.sapo.pt

22.7.14

NISA: Festival equestre, fados e sevilhanas na Praça de Touros


Marvão e Valencia de Alcántara recriam Boda Régia



O X Festival Transfronteiriço Boda Régia realiza-se, este ano, nos dias 26 de Julho, em Marvão, 1, 2 e 3 de Agosto, em Valencia de Alcántara. A recriação histórica do enlace que uniu o Rei de Portugal, D. Manuel I, "O Afortunado", com a Infanta Isabel, filha dos Reis Católicos, em 1497, na vila de Valencia de Alcántara, é o ponto alto das comemorações.
No Sábado, dia 26, a partir das 18h, pode visitar o Mercado de artesanato e produtos locais, assistir a espectáculos de música, danças medievais e do ventre, e a demonstrações de ofícios tradicionais, no Largo de Santa Maria.
Às 19h, Victor Frutuoso, presidente do Município de Marvão, e Pablo Carrilho, alcalde de Valencia de Alcántara, inauguram a décima edição do Festival Transfronteiriço Boda Régia. Numa cerimónia que contempla ainda um concerto da “Coral Adagio”.
O espectáculo “Passo a Passo pelas Histórias” está agendado para as 20h, e promete animação, ao longo de uma visita guiada e encenada pelas ruas da vila, que neste fim-de-semana recebe também o primeiro Festival Internacional de Música Clássica.
 O ponto alto deste evento acontece em Valencia de Alcántara, dia 3 de Agosto, às 21h15, com a representação teatral da Boda Régia, que este ano conta com um texto renovado por Simón Ferrero e Javier Uriarte. O espectáculo decorrerá no adro da Igreja de Nuestra Señora de Rocamador, templo onde se celebrou o histórico matrimónio.

OPINIÃO: O "circo" político na Câmara de Elvas

Deixem trabalhar o homem, pá! Que é dos gajos que esturram dinheiro à fartazana que a malta gosta!
Rondão de Almeida, seja lá qual for o papel que desempenha na Câmara de Elvas, tem uma longuíssima legião de admiradores naquela cidade. O resultado está à vista. Reeleições sucessivas, maiorias esmagadoras e, como sempre sucede relativamente a estas pessoas, gente capaz de por ele, como dizia a minha avó, dar o cú e mais cinco tostões. Entre os quais alguns eleitores de localidades vizinhas, manifestamente impressionados com a obra que o fulano ergueu na cidade raiana. Onde – prova da evidente modéstia do senhor – tudo se chama “Rondão de Almeida”. Desde faraónicos “coliseus” a parques de estacionamento. Passando, talvez, por algum sanitário mais catita.
Quando a lei travou a sua eternização no poder, inconformado com tamanha injustiça, o homem tratou de arranjar um delfim. Que agora, ao que rezam as crónicas, se aborreceu do seu papel. Secundário, ao que parece, pois o principal continua, alegadamente, a pertencer ao outro. Mas a busca de maior protagonismo por parte do presidente eleito não foi pacifica. Zangaram-se com ele por não se limitar a desempenhar o lugar sem aborrecer quem trabalha. Realmente não se compreende que um presidente eleito tenha o desplante de pretender mandar alguma coisa.
O que também não se compreende é o silêncio do líder do Partido Socialista relativamente a esta questão. Nem um pio do Tozé. Quando, acho eu, muito havia para explicar. A começar pelo facto de ter permitido a inclusão do antigo presidente – impossibilitado de se candidatar ao lugar – na lista de candidatos à Câmara. Só um cego não viu que o resultado, mais cedo do que tarde, ia ser este.
in Kruzes Kanhoto - http://kruzeskanhoto.blogspot.pt

IMPRENSA REGIONAL: "Fonte Nova" - edição de 22/7/2014


21.7.14

NISA: Pedro Abrunhosa anima "Nisa em Festa"

A Câmara Municipal de Nisa promove nos dias 14, 15, 16 e 17 de Agosto, o programa de animação “Nisa em Festa”.
O programa tem início no dia 14, quinta-feira, às 21 horas com um espectáculo equestre, fados e sevilhanas, a ter lugar na Praça de Touros de Nisa.
No dia 15, sexta-feira, os festejos abrem às 18 horas, na Praça da República, com a actuação do Grupo Bombos de Nisa.
Às 21,30h actuam a Sociedade Musical Nisense e o Grupo de Jovens da SMN. Às 23,30h o espectáculo musical continua com a actuação de David Antunes & Midnight Banda + Vanessa Silva.
No sábado, dia 16, grande espectáculo musical, pelas 23,30h com a actuação de Pedro Abrunhosa e Comité Caviar. Antes, pelas 20 horas actua o grupo Toc´A Marchar, de Tolosa e a Escola Silvina Candeias que apresentará vários grupos e danças.
No domingo, dia 17, às 21 h actua o Rancho Típico das Cantarinhas de Nisa, seguindo-se a banda Not Yet e pelas 23 horas o grupo de música popular Domingos & Dias santos que encerrarão a iniciativa “Nisa em Festa”.

PONTE DE SOR: Festival Povos do Mundo

Organizado pela Associação de Folcloristas do Norte Alentejano em parceria com o Município de Ponte de Sor, vai decorrer em julho e agosto, no Anfiteatro da Zona Ribeirinha de Ponte de Sor, o  Festival Povos do Mundo. Datas agendadas  são os dias 26 de julho, 1 e 8 de agosto .
Assim no sábado 26 de julho Organina da Eslováquia e Baza Flamenco de Espanha.
Arte Escola de Dança do Brasil e Alma Chilena do Chile preenchem a noite de sexta-feira, 1 de agosto.
A edição de 2014  do Festival Povos do Mundo termina, na sexta-feira, 8 de agosto, com Kud Tent da Sérvia e Guarionex de Porto Rico.

Os espetáculos estão agendados para as 22:00 h

19.7.14

MONTE CLARO: Convívio de pesca na Barragem do Monte Branco

Vai realizar-se no dia 27 de Julho, um convívio de pesca desportiva na Barragem do Monte Branco em Monte Claro (Nisa),
As inscrições e Almoço são 12 carpas e meia, para o número 966 080 587 até dia 25 de Julho.
Programa
07h00: Concentração no Centro de Dia do Monte Claro,
07h30: Sorteio e Saída para os Pesqueiros,
08h50: Engodagem,
09h00: Inicio do Concurso,
11h00: Fim do Concurso,
14h00: Almoço no Centro de Dia,
15h00: Entrega dos Prémios.
Os prémios são à percentagem em função dos inscritos.