6.7.15

Domingos e Dias Santos nas Festas de Verão em Póvoa e Meadas


As Festas de Verão 2015 em Póvoa e Meadas estão agendadas para o fim de semana de 21 a 23 de Agosto, e já é conhecido o seu programa completo. A organização este ano é da Sociedade Recreativa e Musical de Póvoa e Meadas.

O programa inclui a habitual arruada/peditório (dia 21 de Agosto), tourada à vara larga (dia 22 de Agosto), jogos tradicionais para crianças, aula de zumba e desfile de moda infanto juvenil (dia 23 de Agosto) e ainda as actuações do grupo Seara Jovem, Dj Ricky, Vera Soldado, Domingos & Dias Santos e Duo Lunar, com um concerto pela banda da Sociedade organizadora no último dia.

5.7.15

ENTREVISTA: "Querem convencer o povo a votar "Sim" através de uma campanha de terror sem precedentes" - diz o porta-voz do Syriza

Em entrevista ao Expresso, o porta-voz do Syriza, Yiannis Bournous, sublinha que o referendo era a única resposta ao "ultimato insultuoso" feito pela União Europeia à Grécia. O também secretário-geral do partido afirma que "é cedo para dizer" se o Governo se demite em caso de vitória do "Sim".
Em maio, o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, sugeriu que a Grécia fizesse um referendo. Na altura, o Governo grego disse que isso estava fora de questão. Porquê fazê-lo agora?
O primeiro-ministro reiterou a nossa vontade de chegar a um acordo, mutuamente aceite e benéfico para as duas partes. Para isso, o Governo iria dar alguns passos atrás relativamente ao nosso programa eleitoral, mas as instituições também teriam de fazer algumas cedências, para nos podermos encontrar a meio caminho. Infelizmente, isso não aconteceu. Em vez disso, o que aconteceu foi um processo de chantagem financeira e política sobre a Grécia com o objectivo de humilhar o Governo grego ou levá-lo a demitir-se. Por isso, fomos forçados a convocar o referendo. Perante este ultimato insultuoso que as instituições nos fizeram, o povo grego tem o direito de decidir neste momento crítico se concorda ou não com as medidas de austeridade extremas que nos propuseram.
Se o "Não" ganhar, não teme que a União Europeia deixe cair a Grécia, fazendo-a sair do euro?
As instituições europeias, com esta política liberal e autoritária que tem sido exercida, estão a destruir a ideia da Europa. Os países do sul têm resistido a esta política, com o crescimento de forças democráticas progressistas como o Syriza, na Grécia, e o Podemos em Espanha. Mas também está a crescer uma grande ameaça noutros países, como a senhora Le Pen, em França, ou os movimentos de extrema-direita na
Finlândia e na Dinamarca. A questão é saber se a União Europeia está disposta a pôr em causa qualquer espécie de futuro para a Europa. Por outro lado, a ideia de que as outras economias da zona euro estão protegidas relativamente a um possível default da Grécia é um mito, que caiu na semana passada. Depois de ter sido convocado o referendo, os spreads da dívida de quase todos os países dispararam. Por isso, Schauble foi forçado, na terça-feira, a dizer a verdade, assegurando que mesmo que o "Não" ganhe, a Grécia não será forçada a sair do euro, porque é preciso proteger o euro de colapsar. Fora isso, os bancos alemães e franceses, assim como outros bancos estrangeiros que beneficiaram com o empréstimo à Grécia por causa das taxas de juro, estão muito expostos. Se houver um default generalizado e se as instituições continuarem a fazer um ultimato e não aceitarem um acordo, esses bancos iriam ter grandes perdas. Por isso acreditamos que vamos chegar a um entendimento.
No caso de o "Sim" ganhar, o Governo demite-se ou não?

É cedo para dizer isso. O primeiro-ministro disse que o Governo vai obviamente respeitar qualquer resultado, mas depois terá de ver o que vai fazer. Porque o "Sim" significa mais cortes nos salários e pensões, um grande crescimento dos impostos para os agricultores, os pequenos e médios empresários… Politicamente, não estamos dispostos a deixar isso acontecer. É por isso que tomámos uma posição clara neste referendo, pedindo ao povo grego para votar "Não".
Considera que a aproximação das eleições em Espanha tem influenciado a posição da União Europeia relativamente à Grécia?
É mais do que evidente que sim. A Grécia representa apenas 2% do PIB europeu. É uma economia pequena. As autoridades europeias estão preocupadas com o que vai acontecer em Espanha em novembro. A Espanha é a quarta maior economia europeia. A vitória de um partido anti-austeridade significaria uma mudança no equilíbrio de poderes a nível europeu. A Europa tem medo de um efeito de dominó e é por isso que fez este ultimato ao Grécia. Querem que o Governo se demita e entregue o país nas mãos dos partidos que destruíram o país nos últimos cinco anos, para transmitir a mensagem ao resto dos europeus de que não há alternativa à austeridade.
A proposta dos credores internacionais que vai ser referendada amanhã já não está em cima da mesa. Que sentido faz referendar uma coisa que já não existe?
Faz todo o sentido porque foi apresentada à Grécia uma proposta oficial em termos de “pegar ou largar”. Um verdadeiramente ultimato. Foi apresentada oficialmente, pelo que não podem vir dizer, como estão a tentar, que neste momento não há nada em cima da mesa. Mas a convocação do referendo já está a produzir resultados, porque forçou a União Europeia a dizer que a Grécia não vai sair do euro e forçou o FMI, há dois dias, a dizer claramente que a dívida é insustentável e que é preciso fazer uma reestruturação em, pelo menos, 30% para a tornar viável. Por isso, estamos optimistas que um forte voto no "Não" nos permitirá concluir as negociações em termos melhores para o nosso país.
Mas se chegar aí, considera que voltar ao dracma é melhor do que aceitar adicionais medidas de austeridade?
Entendemos desde o início que a forma de responder ao neoliberalismo não deve ser o retorno ao dracma e uma desvalorização da moeda para aumentar as exportações porque o custo dessa desvalorização seria suportado sobretudo pelos trabalhadores e pelos pensionistas. É por isso que não apoiámos a saída da Grécia do euro. Mas a nossa fronteira é a dignidade do povo grego.
O povo está mais dividido do que nunca. Acha que tão cedo voltará a haver união?

Estou muito optimista em relação a isso. Não é o povo grego, no geral, que está dividido. O confronto que está a acontecer neste referendo é, sobretudo, entre 90% da população, que são trabalhadores, pensionistas, agricultores, pequenos e médios empresários e 10% da sociedade, que são os ricos que fizeram parte do sistema que regulou o país nas últimas quatro décadas, com clientelismo, corrupção, abuso de poder e escândalos. Querem convencer o povo a votar "Sim" através de uma campanha de terror sem precedentes, levada a cabo pelos meios de comunicação social privados. Acredito que, se o "Não" ganhar e conseguirmos um acordo, que será penoso, mas pelo menos abre caminho à reestruturação da dívida e ao crescimento, os apoiantes do sim, que não estão ligados às redes de clientelismo e corrupção, compreenderão por que razão nós insistimos no "Não".
Joana Pereira Bastos - in "Expresso"

5 de Julho - Cabo Verde é independente há 40 anos

Cabo Verde, oficialmente República de Cabo Verde, é um país insular localizado num arquipélago formado por dez ilhas vulcânicas na região central do Oceano Atlântico. A cerca de 570 quilómetros da costa da África Ocidental, as ilhas cobrem uma área total de pouco mais de 4.000 quilómetros quadrados.
Os exploradores portugueses descobriram e colonizaram as ilhas desabitadas no século XV, o primeiro assentamento europeu nos trópicos. Idealmente localizado para o comércio de escravos no Atlântico, o arquipélago prosperou e muitas vezes chegou a atrair corsários e piratas, entre eles Sir Francis Drake, na década de 1580. As ilhas também foram visitados pela expedição de Charles Darwin em 1832.
O arquipélago foi ocupado conforme a colónia cresceu em importância entre as principais rotas de navegação entre Europa, Índia e Austrália, população aumentou de forma constante. No momento da sua independência de Portugal, em 1975, os cabo-verdianos emigraram para todo o mundo, de tal forma que a população no século XX com mais de meio milhão de pessoas nas ilhas é igualada pela diáspora cabo-verdiana na Europa, na América e na África.

A economia cabo-verdiana é principalmente ficada no crescente turismo e em investimentos estrangeiros, que se beneficiam do clima quente o ano todo, da paisagem diversificada e da riqueza cultural, especialmente na música. Historicamente, o nome "Cabo Verde" tem sido usado para se referir ao arquipélago e, desde a independência, em 1975, ao país. Em 2013, o governo local determinou que a designação em português "Cabo Verde" passaria a ser utilizado para fins oficiais, como na Organização das Nações Unidas (ONU)

 in wikipédia
Canção ao Mar (Mar Eterno)
 Oh mar eterno sem fundo
Sem fim
Oh mar de túrbidas vagas
Oh mar!
De ti e das bocas do mundo
a mim
Só me vem dores e pragas

Oh mar!

Que mal te fiz oh mar, oh mar

Que ao ver-me pões-te a arfar, a arfar
Quebrando as ondas tuas
De encontro às rochas nuas

Suspende a zanga um momento
Escuta
A voz do meu sofrimento
Na luta
Que o amor acende em meu peito
Desfeito
De tanto amar e penar
Oh mar!

Que até parece oh mar, oh mar
Um coração a arfar, a arfar
Em ondas pelas fráguas
Quebrando as suas máguas
Dá-me notícias do meu amor,
Amor
Que um dia os ventos do céu
Oh dor!
Nos seus braços furiosos
Levaram
E ao meu sorriso, invejosos,
Roubaram

Não mais voltou ao lar, ao lar
Não mais o vi oh mar, oh mar
Mar fria sepultura
Desta minha alma escura

Roubaste-me a luz querida
Do amor,
E me deixaste sem vida
No horror
Oh alma da tempestade
Amansa,
Não me leves a saudade
E a esperança

Que esta saudade, é quem, é quem

Me ampara tão fiel, fiel
É como a doce mãe
Suavíssima e cruel

Mas máguas desta aflição
Que agita
Meu infeliz coração,
Bendita,
Bendita seja a esperança
Que ainda
Lá me promete a bonança
Tão linda!
Eugénio Tavares
Eugénio de Paula Tavares (Ilha Brava, 18 de outubro de 1867 — Vila Nova Sintra 1 de junho de 1930), foi um jornalista, escritor e poeta cabo-verdiano.
O povo o poente o pão de permeio 
Então Djone! nosso Djone
fidje de Bia ou Maria
Despe a camisa
E vendida

Passeamos tal tronco
Entre palmeiras de secura
Assim
Falucho
de orgasmo
que caminha
Ao som de palmas
Instrumentos de corda
violão & viola

Há sempre o banjo o cavaquinho

Que nos interrompem
Entre duas freguesias
E dizem
       unha & bronze
Da nudez
E das árvores
Que crescem no céu da boca
E dos rios
que nascem na veia cava
E do sangue
do povo sobre o mapa

Desde o nascer E desde a nascença
Os pés o poente o meridiano de permeio
Corsino Fortes
Corsino António Fortes (Mindelo, 14 de Fevereiro de 1933) é um escritor e político cabo-verdiano.
É licenciado em Direito, pela Universidade de Lisboa (1966). Integrou vários governos na República de Cabo Verde, tendo sido o primeiro Embaixador caboverdiano em Portugal, em 1975.

4.7.15

Exposição de desenhos de Luís Pedro na FICAR em Portalegre



"A riscar"é uma exposição de desenhos (Castelo de Vide e Nisa) de Luís Pedro Cruz em Portalegre na rua do Comércio até fim de julho.
Há também desenhos espalhados em Castelo da Vide desde longa data na "Confraria" e no restaurante da Boavista para quem quiser saber.
Em relação à exposição, poder-se-á salientar que o desenho assume aqui uma expressão analítica indissociável do planeamento e da arquitectura, quase como uma tentativa de interiorizar o lugar de modo a influenciar o projeto. Ocorre mesmo dizer que, desde o início, a metodologia de trabalho adoptada assumiu sempre o desenho como ferramenta, quase como forma de raciocínio. O chamado "pensar com o lápis" ou com aquilo que está mão, desde que permita riscar. Acresce ainda que a complementar esta actividade há, desde há muito, todo um esforço de sensibilização, também ele apoiado no desenho, disperso por algumas publicações incluindo jornais da região.
Luís Pedro Cruz

Luís Pedro Cruz nasceu em Lisboa em 1959. Na verdade nasceu em Moscavide, viveu lá os três primeiros anos, acabando por ser na Parede que acaba por passar a infância e a adolescência. Posteriormente vem a formar-se em arquitectura passando pelo Porto e Lisboa numa altura em que o curso estava ainda inserido nas Escolas de Belas Artes. Talvez valha a pena referir que, ainda antes, passou pelo A.R.C.O.. Durante o período universitário e até mesmo depois foi dando aulas ligadas ao desenho. Incursão que acaba algures a leccionar didáctica da educação visual a professores do 1.º ciclo. Esta actividade vai-se intercalando com passagens por ateliers e com tentativas isoladas à procura de um rumo, trabalhando por conta própria, até vir parar ao Alentejo onde, a partir de então, tem vindo a traçar um percurso centrado na reabilitação urbana a várias escalas (planeamento, gestão urbana, arquitectura e intervenções diversas no espaço público). Seguramente, são mais de vinte anos dedicados a esta causa, tendo passado pelas Câmaras de Nisa e Castelo de Vide, a que se segue, em Évora, a Direcção Regional de Edifícios e Monumentos do Sul (DREMS), integrada na extinta Direcção Geral de Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN). Voltará a Nisa mais tarde, encontrando-se actualmente em Castelo de Vide, onde reside.
Sublinha-se, ainda antes de ser arquitecto, algumas participações em exposições, sobretudo colectivas, em locais entretanto esquecidos. Mais tarde outras exposições aconteceram, embora já associadas ao universo da reabilitação urbana, ficando a ideia que, neste caso, desenho e arquitectura é um todo.
Nota da Redacção: O arquitecto Luís Pedro Cruz foi um colaborador desde os primeiros números do quinzenário "Notícias de Nisa" e mais tarde do "Jornal de Nisa". Ali publicou excelentes artigos visando a sensibilização para as técnicas e materiais construtivos e num sentido mais lato, a defesa e preservação do património. Muitos dos desenhos que integram a exposição mostram, parte do acervo documental que foi realizando enquanto técnico da Câmara e do GTL - Gabinete Técnico Local - que levou a efeito, entre outros empreendimentos, a 1ª fase ( e única?) da revitalização do chamado centro Histórico de Nisa.
Impunha-se esta pequena nota, como reconhecimento e agradecimento pelo trabalho desenvolvido na nossa terra - nem sempre bem compreendido - e pela colaboração que sempre nos dispensou na imprensa regional que referimos.

3.7.15

NISA: Artistas locais completam programa do Nisa em Festa


JULHO: Por Santa Ana limpa a pragana

Julho é o sétimo mês do ano no Calendário gregoriano, tendo a duração de 31 dias. Julho deve o seu nome ao imperador romano Júlio César, sendo antes chamado Quintilis em latim,1 dado que era o quinto mês do Calendário Romano, que começava em Março.2 Também recebeu esse nome por ser o mês em que César nasceu.
Julho começa (astrologicamente) com o Sol no signo de Câncer e termina no signo de Leão.
Na roda do ano pagã, julho termina Lughnasadh ou próximo dela no hemisfério norte e no Imbolc ou próximo dele no hemisfério sul.
Na Igreja Católica julho é dedicado ao Preciosíssimo Sangue de Jesus.
in wikipédia

ADÁGIOS POPULARES - JULHO
Quem trabalha em Julho para si trabalha.
Em Julho ceifo o trigo e o debulho, e em o vento soprando o vou limpando.
Por S. Vicente toda a água é quente.
Pelo S. Tiago (25) na vinha acharás bago, se não for maduro será inchado.
Julho, o verde e o maduro.
Não há maior amigo que Julho com seu trigo.
Por todo o mês de Julho, o celeiro atulho.
Pelo S. Tiago, cada pinga vale um cruzado.
Em Julho faz vasculho.

Por Santa Ana (26), limpa a pragana.

OPINIÃO: Insegurança Social

O sistema de Segurança Social português desmoronou. Os reformados e pensionistas não têm garantidas as suas reformas. Os trabalhadores no ativo suspeitam que, na sua velhice, jamais irão benficiar dos descontos que mensalmente lhes reduzem, e muito, o rendimento. E apesar de ser um tema central da vida dos cidadãos, os partidos fogem dele como o diabo da cruz, com o próprio partido do governo a chutar o assunto para depois das eleições. Talvez porque, na sua visão distorcida da democracia, ache que é um assunto demasiado sério para ser decidido pelos eleitores.

O PSD e PS, partidos que se acham capazes de governar o país, estão obrigados a apresentar, com clareza, qual o regime de Segurança Social que defendem. Se pretendem um sistema contributivo de capitalização, em que cada cidadão desconta ao longo da sua vida activa e, no final, usufrui em função dos seus próprios descontos. Ou, se, em alternativa, querem manter o sistema de base solidária, em que os activos descontam através da TSU e os mais velhos recebem as suas reformas e pensões. É claro que o sistema solidário só será sustentável se houver emprego que gere contribuições para não entrar em ruptura. E se lhe forem afectados outros meios. Deveriam ser canalizados para as reformas recursos como os geológicos, as concessões de minas e pedreiras, a extracção de areias e outros equivalentes, que correspondam a rendimentos de património do Estado e que pertencendo a todos devem ser orientados para esse objectivo comum.
Só assim haverá, aliás, uma verdadeira solidariedade. Os mais novos contribuem com o rendimento do seu trabalho e a sociedade com os rendimentos do património colectivo. Os portugueses têm todo o direito a uma velhice digna e confortável. Conquistaram esse direito ao longo de uma vida de trabalho. O aumento da esperança de vida constitui um enorme avanço civilizacional de que não podemos abdicar. Quem, na política, não tiver uma resposta séria, verdadeira, para este assunto, não deve merecer a confiança dos eleitores.
Paulo Morais - in Fio de Prumo - Correio da Manhã - 27/6/2015

2.7.15

NISA: Município promove trabalhos para levantamento do “Menhir do Patalou”



Resultando do projeto “MegaNisa”, promovido pela Câmara Municipal de Nisa, iniciaram-se, no dia 29 de junho, os trabalhos arqueológicos que irão permitir a reereção do Menhir do Patalou, situado no concelho de Nisa, estando envolvida no processo uma equipa do Laboratório de Arqueologia da Universidade de Évora, coordenada pelo Prof. Jorge Oliveira.
O projecto “MegaNisa”, desencadeado pelo Município de Nisa, foi proposto ao Vice-Reitor da Universidade de Évora, com aprovação da Direção Geral do Património Cultural, congrega trabalhos arqueológicos que, para além da reereção do Menhir do Patalou inclui estudos e valorização no Menhir e Dólmenes dos Sarangonheiros que, conjuntamente com os monumentos megalíticos de S. Gens e Srª da Redonda se constituem como um singular roteiro megalítico do concelho de Nisa
O Menhir do Patalou desde que foi encontrado, há largos anos, por João Francisco Lopes, durante os seus passeios culturais pelos campos de Nisa, e após sucessivas informações, solicitações e propostas à Câmara e Assembleia Municipal, para o seu levantamento, apenas a 18 de março de 2015, por deliberação do atual Executivo Municipal, com voto de abstenção da Vereadora da CDU, foi aprovado o projeto” MegaNisa”, através do qual se pretendem constituir elos de ligação com o passado distante e cujo conteúdo e carga simbólica nos identifica como pessoas e como parte integrante da nossa identidade cultural. Os trabalhos arqueológicos agora iniciados são, igualmente, uma oportunidade para que se estudem os contextos que há mais de 7 mil anos levaram as primeiras comunidades de agricultores que se estabeleceram na região de Nisa a talhar, transportar e erguer um bloco de granito com 4 metros de comprimento e um peso de 6,5 toneladas. Rituais relacionados com a fecundidade terão levado os primeiros agricultores e pastores desta região a esculpirem um bloco de pedra de forma explicitamente fálica e a erguerem-no num local de amplo domínio visual e paisagem deslumbrante.
CMNisa

Conferência "Compromisso para o Crescimento Verde e Perspectivas do Alentejo 2020


HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA

Boletim de voto grego no referendo

GÁFETE: 1º Festival de Folclore


PORTAL DE NISA: Um Milhão de Visitantes

Estimados visitantes, navegantes ou leitores do Portal de Nisa
Atingimos hoje, dia 1 de Julho, um pouco antes da meia-noite, 1.000.000 (um milhão de visitantes). É uma soma bonita e que poderia dar azo a grandes comentários e a um discurso de ocasião. Não o faremos. Apenas queremos deixar o registo de que este sucesso – se assim se lhe pode chamar – foi conseguido graças à colaboração e empenho de muitos e dedicados colaboradores, sendo justo destacar de entre eles, os nomes de José Leandro e João Castanho.
O caminho iniciado em 2007, ainda em plena actividade do “Jornal de Nisa” , não foi isento de escolhos e de percalços. Chegámos aqui, com muita determinação, graças – é elementar reconhecê-lo – ao apoio de muitos e muitos leitores (continuo a escolher esta designação) que, em momentos difíceis e de algum desânimo, nos incentivaram a continuar.
A obra que construímos, todos dos dias, não é perfeita. Podemos e devemos fazer melhor. Deixamos, por isso e mais uma vez, o apelo aos leitores/visitantes do Portal: Escrevam, comentem, critiquem e assinem por baixo. Esse é um ponto de honra do “Portal de Nisa”. Comentadores sem rosto e sem nome, dispensamo-los. A democracia e a cidadania constroem-se em liberdade e assumindo de corpo inteiro as nossas opiniões.
De outro modo não vale a pena. Sabemos, por experiência própria, do que falamos. É esse, também, o fundamento da Lei de Imprensa.
Atingimos, hoje, o milhão de leitores. Não contávamos, sinceramente, chegar tão longe.
Mas, uma vez que aqui estamos, enquanto nos sobrar uma ponta de vontade e imaginação, iremos continuar.
Acima de tudo porque vocês, visitantes do Portal, o merecem.
Um abraço a todos e muito OBRIGADO!
Mário Mendes
* A foto que encima este post fez a capa de uma das primeiras edições do "Jornal de Nisa" em 1998.

1.7.15

MENIR DO PATALOU: História com final feliz?



Iniciaram-se na segunda-feira, sob a direcção do professor Jorge Oliveira e uma equipa de arqueólogos da Universidade de Évora, os trabalhos de limpeza e estudos preliminares do espaço onde se encontra o Menir do Patalou, tendo como objectivo a sua erecção naquele local. É uma aspiração antiga, descrita e comentada em inúmeros artigos publicados na imprensa regional, nomeadamente no "Jornal de Nisa" (1ª série) e que agora parece ter reunido as condições necessárias para a sua concretização.
Se tal acontecer, bem podemos dizer que não há mal que sempre dure e que esta é uma história - que se arrastou, sem justificação, demasiado tempo - que irá ter um final feliz.
Aguardemos.

IMPRENSA REGIONAL: "Alto Alentejo" - edição de 1/7/2015


Maria Rita conta a história da "Primeira infância: um fabulário"

É uma história para contar na terceira pessoa: ela. Ela, a menina Maria Rita tem origens em Nisa. É filha do Tiago Moura e neta do José Maria. Vai ter a sua primeira grande história de representação num dos palcos do Teatro D. Maria II, em Outubro. A história, contada tim por tim, foi retirada do site daquela grande casa de Cultura e aqui fica para apreciação dos leitores e visitantes do Portal de Nisa.

Primeira Infância: Um Fabulário parte do universo dos primeiros anos, dos inícios e de histórias desses tempos. A Maria Rita começou a fazer espetáculos aos 6 anos de idade com a Terceira Pessoa. A partir daí nunca mais deixou de estar envolvida em processos criativos e atravessará toda a história da estrutura. Neste espetáculo, Maria Rita conta a história da Terceira Pessoa ao mesmo tempo que conta a história da sua "Primeira Infância” e a história do BabyBoom e de como um dia sonhou ser atriz de profissão e do seu casal de peluches com quem tem conversas existencialistas e profundamente filosóficas, por vezes tocando até em temas eternos, e de como um dia se pôs a decorar o seu quarto como se ele fosse uma paisagem ou de como um dia encontrou a casa de Hansel & Gretel e a devorou sem que a bruxa má tivesse sequer aparecido... Nos intervalos da sua história, Maria Rita recolhe-se na sua tenda que acredita ser a caverna de Platão onde se fazem fogueiras e as sombras do mundo se projetam como se de um sonho se tratasse... É o tempo dos murmúrios que chega com a criança a mimar o que se passa lá fora. É nesse momento que os peluches se dirigem ao público a fazerem comic reliefs, a cantarem canções de um amor platónico e estupidamente infantojuvenil, a fazerem planos para o futuro, a questionarem-se sobre o que estão ali a fazer, a misturarem-se com o público, a desvendarem os sonhos da Maria Rita e a contarem parábolas um ao outro que começam assim: "Filho és, Pai serás”...
Ciclo Recém-nascidos
Na abertura de cada temporada, o TNDM II passa a dedicar um mês de programação da sua Sala Estúdio a novíssimos artistas e companhias de teatro de todo o país. A primeira edição de Recém-nascidos conta com uma estreia absoluta de Raquel André e três obras recentes das companhias Os Possessos, Silly Season e Terceira Pessoa. São percursos artísticos inovadores que dão os primeiros passos, e que merecem ser vistos com a vitalidade e a esperança que só se encontra em quem acabou de nascer para o teatro.
Ficha Artística
conceito, direção e interpretação: Ana Gil, Nuno Leão, Maria Rita Moura
desenho luz: Bruno Santos
desenho som: Pedro Pires
vídeo e fotografia Tiago Moura, Cátia Santos
consultoria design cena: Elisabete Leão
produção executiva: Francisca Rodrigues
produção: Terceira Pessoa
9 - 11 OUT 2015 - SALA ESTÚDIO
6.ª e sáb. 21h30

dom. 16h30

AMBIENTE: Quercus diz que central nuclear de Almaraz é uma “bomba-relógio”

A associação ambientalista Quercus disse esta 3ª-feira que a central nuclear espanhola de Almaraz é uma "bomba-relógio" que está junto à fronteira de Portugal.
"A central está completamente obsoleta. É uma bomba relógio que temos para a região do interior e para Portugal", disse hoje à agência Lusa o responsável pelo núcleo da Quercus de Castelo Branco, Samuel Infante.
A central nuclear de Almaraz, a funcionar desde o início da década de 1980, está situada junto ao Rio Tejo e faz fronteira com os distritos portugueses de Castelo Branco e Portalegre, sendo Vila Velha de Ródão a primeira povoação portuguesa banhada pelo Tejo, depois de o rio entrar em Portugal.
O ambientalista explicou que os resultados do teste de resistência pedido pela Greenpeace à central nuclear espanhola "reforçam, mais uma vez, tudo o que a Quercus tem dito".
"Há um risco sério de ocorrerem incidentes e não vemos qualquer iniciativa por parte do Governo. Temos feito alertas e parece que deste lado da fronteira (Portugal) não existe problema", adiantou.
Samuel Infante sublinhou ainda que, após o acidente na central nuclear japonesa de Fukushima, em março de 2011, teve esperança que as coisas se alterassem.
A responsável da área de Energia Nuclear da Greenpeace, Raquel Montón, disse na segunda-feira que a central nuclear espanhola de Almaraz, chumbou num teste de resistência pedido pela Greenpeace, evidenciando a falta do mesmo tipo de válvulas que permitiu o acidente em Fukushima, Japão.
Esta organização ambientalista considera que a central de Almaraz (na bacia do Tejo, a pouco mais de 100 quilómetros da fronteira de Portugal) "não tem válvulas de segurança para impedir uma explosão de hidrogénio, tal como não tinha Fukushima, e a sua instalação não está prevista até finais de 2016".
Após o incidente japonês, as autoridades e os reguladores europeus recomendaram que as centrais pusessem estes sistemas de forma urgente.
"Em Espanha, não foram postos e não se está a exigir isso até ao ano 2016 ou mais tarde. Enquanto isso, as centrais continuam a funcionar, incluindo a de Almaraz, que não tem sistemas de ventilação filtrada", salientou.
Lusa | 2015-06-30

ALPALHÃO: 3º Convívio de Pesca da Casa Soares


30.6.15

AMIEIRA DO TEJO: Arraial Rainha Santa Isabel

A Santa Casa da Misericórdia de Amieira do Tejo, tem o prazer de vos convidar a participarem no Arraial Rainha Sta. Isabel que se irá realizar no dia 1, 2 e 3 de julho de 2015 na Praça Nuno Álvares Pereira em Amieira do Tejo.
Ajudem-nos a divulgar esta iniciativa. Prometemos muita ANIMAÇÃO… Visitem-nos.

NOTA: O horário das marchas séniores foi alterado para as 17H00.

Apresentação da candidatura da CDU ao Círculo Eleitoral de Portalegre

No quadro das Eleições Legislativas de 2015, convidam-se os senhores e senhoras jornalistas para o ato público de apresentação da candidatura da CDU ao Círculo Eleitoral de Portalegre, cuja cabeça-de-lista é a dirigente nacional dos Verdes e membro da Comissão Executiva do PEV, Manuela Cunha.
 Realiza-se na próxima quarta-feira, dia 1 de Julho, às 18.30h, no Espaço Robinson, em Portalegre e contará com as intervenções de Fernanda Bacalhau, mandatária distrital da CDU, Manuela Cunha, José Luís Ferreira, deputado e membro da Comissão Executiva do PEV e João Dias Coelho, membro da Comissão Política do Comité Central do PCP.
Maria Manuela dos Santos Ferreira Cunha, Animadora Cultural, 58 anos, é membro do Conselho Nacional e da Comissão Executiva do Partido Ecologista «Os Verdes». Participou ativamente no Movimento Estudantil e no Movimento Antinuclear em França nos anos 70 e, posteriormente, nas lutas ecologistas em Portugal. Foi representante do Partido Ecologista «Os Verdes» na Comissão Nacional de Eleições e foi vereadora na Câmara Municipal de Almeirim, eleita pela CDU, entre 2001 e 2009.

 O Partido Ecologista Os Verdes

Mulheres de Nisa também dão sangue



Anormal movimento se fez sentir na zona do quartel dos Bombeiros de Nisa naquela manhã de sábado,
anterior ao solstício de Verão. Por um lado as ambulâncias não pararam devido a doenças súbitas. Por outro ali teve lugar uma colheita promovida pela Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP.
Tratou-se de uma acção que juntou 34 pessoas, 19 das quais mulheres (55,88%). E foram recolhidas 29 unidades de sangue: assim ditaram os exames de saúde efectuados aos potenciais doadores.
António Eustáquio, Presidente da Associação, mostrou-se bem impressionado pela dinâmica havida e saúda, de um modo particular, os voluntários do sexo feminino que estiveram em franca maioria. Assim se demonstra que doar sangue é tarefa de todo e qualquer ser humano.
Efectuou-se, num restaurante local, o almoço convívio, comparticipado pela Câmara Municipal de Nisa.
04 Julho em Montargil
Em termos das brigadas que se seguem, agendadas pela ADBSP, iremos estar em: Montargil (Ponte de Sor) no Centro de Saúde, a 04 de Julho; Castelo de Vide, no Centro de Saúde, a 11 de Julho; São Salvador da Aramenha (Marvão), no salão da Junta de Freguesia, a 18 de Julho.
Compareça num destes sábados de manhã. Estamos sempre desejosos da sua colaboração, ainda por cima agora que é Verão!
JR

Central nuclear próxima da fronteira lusa chumba teste da Greenpeace

A central nuclear espanhola de Almaraz, a mais próxima da fronteira portuguesa, 'chumbou' num teste de resistência pedido pela Greenpeace, evidenciando a falta do mesmo tipo de válvulas que permitiu o acidente em Fukushima, Japão.
"Em Espanha - tal como noutros pontos da Europa - não aprendemos a lição de Fukushima [o acidente na central nuclear japonesa em março de 2011]. As medidas que foram tornadas obrigatórias, de maneira urgente, por causa do que se passou com Fukushima, mas não foram ainda tomadas", disse hoje à agência Lusa a responsável da área de Energia Nuclear da Greenpeace, Raquel Montón.
A organização ambientalista considera que a central de Almaraz (na bacia do Tejo, a pouco mais de 100 quilómetros da Fronteira de Portugal) "não tem válvulas de segurança para impedir uma explosão de hidrogénio, tal como não tinha Fukushima, e a sua instalação não está prevista até finais de 2016".
"Outro dos grandes problemas que ocorreu no Japão é que não tinham sistemas de ventilação com filtragem. Quando se viram na contingência de ter de libertar a quantidade de hidrogénio que se estava a acumular e com ele a radioactividade, não havia sistemas de ventilação filtrada. Assim, tudo foi levado ao limite e quando explodiu, espalhou-se a radioactividade", explicou Raquel Montón.
Após o incidente japonês, as autoridades e os reguladores europeus recomendaram que as centrais pusessem estes sistemas de forma urgente.
"Em Espanha não foram postos e não se está a exigir isso até ao ano 2016 ou mais tarde. Enquanto isso as centrais continuam a funcionar, incluindo a de Almaraz, que não tem sistemas de ventilação filtrada", salientou.
Por outro lado, além de Almaraz "não dispor de medidas eficazes de gestão de acidentes para assegurar a contenção da radioactividade durante um acidente grave", não existe uma avaliação actualizada dos riscos naturais, como por exemplo a actividade sísmica.
"A União Europeia exigiu a Espanha que fizesse uma nova caracterização sísmica, porque a que temos é muito antiga. Com base nessa nova caracterização é que seriam avaliados os riscos das centrais nucleares espanholas. Isso foi no ano de 2011 e só este ano é que se deu seguimento a essa ordem: ou seja, a nova caracterização sísmica vai começar a fazer-se em finais deste ano e não saberemos quando vai acabar", adiantou a responsável da Greenpeace.
Para Raquel Montén, a ideia de que as centrais nucleares em Espanha são seguras quanto a possíveis terramotos não é correta, uma vez que "nem sequer se começou a estudar" o caso.
"Esta é uma das grandes deficiências", afirmou a responsável, acrescentando que a entidade tem vindo a pedir esclarecimentos à tutela espanhola (o ministério da Indústria, Energia e Turismo) desde há quatro anos.
"Até agora só temos tido falta de transparência e a falta de resposta", disse Raquel Montón, salientando que a escolha da Central nuclear de Almaraz para ser submetida aos testes não foi casual.
"Em Espanha fez-se a análise da central de Almaraz, precisamente por porque é a que está mais próxima da fronteira com Portugal - outro país membro da União - e porque é a central nuclear em operação mais velha de Espanha", concluiu.
As conclusões da Greenpeace constam de um relatório que a organização está a apresentar na Conferência bianual do Grupo de Reguladores Europeus de Segurança Nuclear (ENSREG), que decorre até terça-feira em Bruxelas.
A Agência Lusa pediu um comentário ao Ministério da Indústria, Energia e Turismo de Espanha, mas até ao momento ainda não obteve resposta.

Jaime Crespo encabeça lista de candidatos às Legislativas pelo Livre Tempo de Avançar em Portalegre

Jaime Crespo (Tolosa-Nisa) e Graça Felipe (Póvoa e Meadas – Castelo de Vide) serão os dois candidatos do Livre – Tempo de Avançar pelo círculo eleitoral de Portalegre às próximas eleições legislativas, na sequência dos resultados das recentes eleições primárias realizadas há uma semana. Como suplentes figuram Nuno Araujo e Joaquim Castanho.
No distrito de Portalegre participaram nestas primárias Adriano Barrias, Alexandra Ávila Trindade, Carlos A. Gomes, Cátia Gomes, Gonçalo Pardal Monteiro, Graça Felipe, Jaime Crespo, João Paulo Guimarães, Joaquim Castanho, Joaquim Miranda da Silva, Luis Barcelos, Manuel Muacho, Margarida Santos, Nuno Araújo, Paulo Fidalgo e Sofia Cordeiro.
Jaime Manuel Basso Pequito Crespo nasceu em 6/7/1963 em Tolosa – Nisa, onde fez os seus estudos primários. Frequentou depois o ciclo na Escola Professor Mendes dos Remédios em Nisa e o ensino unificado, até ao 11º ano na Escola Industrial e Comercial de Portalegre, mais tarde renomeada Escola Secundária de São Lourenço. Concluiu o curso do magistério primário em Portalegre entre 1983 e 1986. e mais tarde licencia-se em estudos portugueses, variante de ensino do português como língua estrangeira, na Universidade de Macau, Em 1997 e 1998, respetivamente, completa o curso de componente de formação em ciências da educação para os grupos 1º e 8º A de docência, obtendo em ambos a classificação final de 14 valores, na Universidade Aberta Internacional da Ásia, em Macau. Ainda em Macau, foi o vencedor do prémio literário do concurso “Macau, 1999”, atribuído pelo jornal “Ponto Final” e pela STDM. É casado e tem uma filha. exerce há 25 anos a profissão de professor do 1º Ciclo do Ensino Básico.
Maria da Graça Alves Felipe nasceu em Póvoa e Meadas em 18 de Novembro de 1945.
Estudou no Liceu de Portalegre e nessa cidade concluiu o curso do Magistério Primário. Leccionou apenas 2 anos, fez um curso de documentalista e trabalhou no Centro de Documentação da EDP durante 15 anos. Foi delegada sindical do Sindicato das Industrias Eléctricas do Sul e Ilhas. Em 1982 foi com a família para Macau onde ingressou no quadro da Administração Pública do Território. Aí desempenhou vários cargos, alguns de chefia. Licenciou-se em Administração Pública pela Universidade de Macau. Voltou em 1999 e em Janeiro de 2000 foi integrada no quadro da Administração Pública. Reformada desde 2004, foi militante do PCP de 1969 a 1999.

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29.6.15

Sociedade Musical Nisense no Festival Internacional de Bandas Filarmónicas em Avis

A Banda Filarmónica da Sociedade Musical Nisense  participa no próximo dia 11 de Julho em Avis no Festival Internacional de Bandas Filarmónicas do Norte Alentejano “Martinho Dimas”.
O Festival arrancará, às 17:30 horas, com a chegada de nove prestigiadas Bandas Filarmónicas do Norte Alentejano, a que se junta a banda da Sociedade Cultural La Filarmónica de Olivença, às freguesias daquele concelho. Pelas 18 horas haverá uma pequena arruada individual, pelas principais ruas das localidades, com apresentação de cumprimentos aos Presidentes e restantes eleitos nos executivos das Juntas/Uniões de Freguesias e convidados, seguida de uma actuação simbólica, no local.
A Banda da Sociedade Musical Nisense actua na freguesia de Benavila.
A partir das 21:30 horas, o Largo do Convento, em Avis, será então o  palco do desfile de todos os grupos participantes neste Festival Internacional de Bandas Filarmónicas, onde a música se fará ouvir numa actuação conjunta, de cerca de 400 elementos, sublinhada por trechos e peças do repertório tocado pelas respectivas bandas.

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OPINIÃO: A Europa que nos envergonha

Esta não é a Europa dos fundadores, é a Europa dos partidos mais conservadores, com os socialistas à arreata. Não terá um bom fim e, nessa altura, muita gente lembrará a Grécia.
Bater nos gregos tornou-se uma espécie de desporto nacional. Tem várias versões, uma é bater no Syriza, outra é bater nos gregos propriamente ditos e na Grécia como país. As duas coisas estão relacionadas, bate-se na Grécia porque o Syriza resultou num incómodo e, mesmo que o Syriza morda o pó das suas propostas, – que é o objectivo disto tudo, – o mal-estar que existe na Europa é uma pedra no orgulhoso caminho imperial do Partido Popular Europeu, partido de Merkel, Passos e Rajoy e nos socialistas colaboracionistas que são quase todos que os acolitam. É isto a que hoje se chama “Europa”.
Se não fosse sinal de coisas mais profundas, e péssimas, seria um pouco ridículo que nós portugueses nos arrogássemos agora o direito moral de bater nos gregos. Somos mesmo um belo exemplo! Ah! Fizemos o “trabalho de casa” e isso dá-nos a autoridade moral, “sacrificamo-nos” para ter agora esta gloriosa “recuperação” e os gregos não, Passos Coelho dixit. Para além de estar certamente a falar para a Nova Democracia e para o Pasok e não para o Syriza, o balanço do “ajustamento” grego foi devastador para a economia e para a sociedade. Porquê? Nem uma palavra. Ninguém fala da “herança” do Syriza, recebida em princípios de 2015, das mãos de dois partidos da aliança dos “ajustadores”, a Nova Democracia irmã da CDU, do PP espanhol e do PSD e do CDS português, que governou a Grécia com a eficácia que conhecemos e pelo PASOK, irmão do PS, que a co-governou. Eram esses que a “Europa” queria que ganhassem as eleições.

Só que os gregos “não fizeram o trabalho de casa”… e por isso tem que ser punidos. Caia o Syriza na lama, e venha um qualquer outro governo dos amigos e ver-se-á como muita coisa que é negada ao Syriza será dada de bandeja ao senhor Samaras e os seus aliados. O problema não é o pagamento aos credores, não é a “violação das regras europeias” (quais?), não é uma esforçada dedicação pela “recuperação” da Grécia, é apenas e só político: não há alternativa, não pode haver alternativa, ninguém permitirá nesta “Europa” nenhuma alternativa que confronte o poder dos partidos do PPE e seus gnomos de serviço socialista, porque isso fragiliza aquilo que para eles é a Europa.
A ideia de que a Grécia não é um Estado ou que é um “país falhado” é um absurdo. A julgar por esses critérios muitos países da Europa não são Estados, a começar pelo “estado espanhol” aqui ao lado e a acabar nalgumas construções de engenharia política ficcional que a Europa ajudou a criar nos Balcãs, seja o Kosovo, seja mesmo a bizarra FYROM. É evidente que a Grécia não é a Alemanha, mas Portugal também não é. A Grécia não é a França, mas vá-se à Córsega perguntar pela França, ou mesmo às zonas dialectais do alemão na Alsácia. Ou então a esses territórios muito especiais da União Europeia, sim da União Europeia, que são por exemplo a Reunião e Guadalupe, “departamentos franceses do ultramar”.
A Grécia é a Grécia, muito mais parecida com Portugal naquilo é negativo que os que hoje lhe deitam pedras escondem, e bastante menos parecida com Portugal, numa consciência nacional da soberania, que perdemos de todo. No dia da vitória do Syriza, o que mais me alegrou, sim alegrou, como penso aconteceu a muita gente, à esquerda e à direita, não foi que muitos gregos tenham votado num “partido radical” ou num programa radical, ou o destino do Syriza, mas sim o facto de que votaram pela dignidade do seu pais, num desafio a esta “Europa” que agora os quer punir pelo arrojo e insolência. Escrevi na altura e reafirmo que mais importante do que a motivação de acabar com a austeridade, foi o sentimento de que a Grécia não podia ser governada por uma espécie de tecnocratas a actuar como “cobradores de fraque” em nome da Alemanha. Por isso, mais grave do que o esmagamento do Syriza, que a actual “Europa” pode fazer como se vê, é o sinal muito preocupante para todos os que querem viver num país livre e independente em que o voto para o parlamento ainda significa alguma coisa. Nisso, os gregos deram uma enorme lição aos nossos colaboracionistas de serviço, que andam de bandeirinha na lapela.

Voltemos ao não-pais. A Grécia é um país muito mais consistente na sua história recente do que muitos países europeus, principalmente do Centro e Leste da Europa. Tem dois factores fortíssimos de identidade nacional, a religião ortodoxa e a recusa do “turco”. E foi “feita” por eles. Vão perguntar ao fantasma de Hitler o que ele disse da Grécia quando a invadiu e não disse de nenhum outro país e vão perguntar aos ingleses que apoiaram os resistentes gregos, duros, ferozes e muitos deles, como em Creta, “bandidos da montanha”. Sem Estado.
Esta identidade nacional dá para o mal e para o bem, como de costume, mas existe. Muitas aventuras militares e políticas resultaram dessa forte identidade e da relação mítica e simbólica com o passado, como seja a invasão da Anatólia numa Turquia em crise pós-otomana para reconstituir a Grande Grécia clássica e bizantina, ou as reivindicações sobre o Epiro albanês, ou mesmo a pressão contra a existência da Macedónia como estado. A aventura de Venizelos e aMegali Idea foi uma das grandes tragédias do século XX, apoiada irresponsavelmente pelos ingleses, mas mostram como é ligeiro apresentar a Grécia como um “não país”, quando nesses anos as poucas cidades “civilizadas” nessa parte do mundo não eram Atenas, mas Salónica e Esmirna. Esmirna, incendida pelos turcos e Salónica purgada dos seus judeus por Hitler.
O argumento “geográfico” das ilhas para afirmar que a Grécia “não é um estado” então é particularmente absurdo. A Grécia tem centenas de ilhas e a Indonésia milhares. Então a Indonésia também não é um país? É-o certamente menos do que a Grécia, visto que a diversidade rácica, linguística e religiosa da Indonésia é muito maior e mais complicada do que as ilhas gregas cujo cimento, até mesmo a Rodes, que fica bem em frente da costa turca, é de novo, a religião e a história.
Os gregos, povo de comerciantes e marinheiros, são um alvo fácil, como os camponeses do Sul de Itália e os alentejanos, para os do Norte industrial e “trabalhador”. É um estereótipo conhecido: ladrões, vigaristas e, acima, de tudo preguiçosos. Por isso “enganaram a Europa” e querem viver á nossa custa. A Grécia enganou a Europa? Sim with a little help from my friends. A Europa ajudou activamente a Grécia a falsificar os números, a Alemanha em particular, enquanto isso lhe interessou. E nós? Só para não ir aos inevitáveis exemplos socráticos, vamos para este governo e bem perto de nós. Com que então a TAP foi comprada por um português? O brasileiro-americano o que é, o consultor para a aviação? De onde veio o dinheiro, a pergunta que se faz sempre aos remediados, que já são vigiados por 1000 euros, e ninguém faz aos ricos e poderosos? Para que é esta cosmética? Para enganar a União Europeia dando a entender que a TAP foi comprada por um cidadão da União. O truque é tão evidente, que muito provavelmente, como aconteceu com os gregos, a União Europeia já assinou de cruz pelas aparências porque lhe convém. Atirem pois mais uma pedra aos gregos.

Os gregos não querem pagar impostos? Não, não querem, mas nós portugueses também não queremos. Há uma diferença, é que em Portugal se aceitou nos últimos anos, um poder fiscal muito para além do que é aceitável numa democracia. Será que é isso a que se chama “fazer o trabalho de casa”, ter um Estado? Já agora, as estatísticas da economia informal na Europa são muito interessantes. Sabem que Estados tem uma economia informal muito superior à grega? A Noruega, a Suíça, o Luxemburgo, a Dinamarca, a Finlândia e… a Alemanha.
A questão mais importante e que merece ser analisada e discutida mais a fundo, não é a Grécia e muito menos o destino do Syriza. É a mudança de carácter da União Europeia, da “Europa”, nestes anos de crise. A hegemonia alemã é um facto, mas a principal mudança foi a substituição de um projecto europeu de paz e solidariedade, por um projecto de poder. A substância desse poder é a hegemonia política do Partido Popular Europeu que, apoiado pelo papel do governo alemão, mas indo para além dele, transformou o “não há alternativa” na legitimação de todos os governos conservadores, muitos dos quais viraram francamente à direita nestes anos. Esses governos recebem todas as complacências (como Portugal a quem se fechou os olhos nos falhanços na aplicação do memorando) e todos os apoios.
A “Europa” é hoje a principal aliada eleitoral e de governo de partidos como o PSD em Portugal e o PP em Espanha, interferindo qualitativamente nas eleições nacionais e transformando o reforço do poder comunitário num instrumento de poder “europeu”. Hoje qualquer passo que reforce a “Europa” reforça o PPE e o “não há alternativa”. Esta não é a Europa dos fundadores, é a Europa dos partidos mais conservadores, com os socialistas à arreata. Não terá um bom fim e, nessa altura, muita gente lembrará a Grécia."
José Pacheco Pereira, in Público, 27/06/2015