12.2.16

NISA: GNR detém indivíduo em flagrante delito


Militares do Posto Territorial da GNR de Nisa detiveram em flagrante delito, no dia 09 de fevereiro, na Quinta da Bruceira em Nisa, um homem de 41 anos, por furto de metais não preciosos.
O indivíduo foi detetado a tentar furtar materiais, num anexo de uma residência e ao ser avistado colocou-se em fuga numa viatura, tendo sido intercetado de seguida pelos militares do Posto Territorial de Nisa.
Foi apreendido diverso material, nomeadamente material de canalização, fio de comunicações e algumas ferramentas, entre outros, perfazendo cerca de 60 quilogramas de material, maioritariamente fio de cobre.
Cumpridas as formalidades legais no posto policial, foi notificado para comparecer no dia seguinte nos serviços do Ministério Público junto do Tribunal de Instância Local de Portalegre.

Após ser ouvido em primeiro interrogatório judicial foi restituído à liberdade, sujeito a termo de identidade e residência, a aguardar julgamento.

PEV questionou António Costa sobre Barragens e Central Nuclear de Almaraz

Heloísa Apolónia, deputada do PEV, questionou hoje o Primeiro-ministro, no debate quinzenal na Assembleia da República, sobre duas problemáticas de grande relevância ambiental: a necessidade de reavaliação do Programa Nacional de Barragens e o perigo que constitui, para o nosso país, a Central Nuclear de Almaraz.
 A Deputada ecologista interpelou diretamente António Costa sobre a predisposição do Governo para desistir da construção das barragens da Cascata do Tâmega, afirmando a necessidade de se evitarem erros como aquele que constituiu a construção da Barragem do Tua. Salientou a importância da necessidade de opção por um paradigma de poupança energética e de conservação da natureza no que toca à produção de eletricidade em Portugal e afirmou: “Portugal já tem barragens a mais, barragens suficientes para a sua produção energética”. Na sua resposta, o Primeiro-ministro anunciou que o Governo se predispõe a fazer uma avaliação ao Programa Nacional de Barragens e que espera ter resultados no final do primeiro trimestre deste ano, nomeadamente quanto à construção de futuras barragens e até, quanto à demolição de outras já desativadas.
 A deputada de Os Verdes solicitou, ainda, esclarecimentos sobre o acompanhamento que o Governo tem vindo a fazer quanto à Central Nuclear de Almaraz, localizada em Espanha junto à fronteira com o nosso país, uma central que já ultrapassou há muito o seu tempo de vida útil e que constitui um enorme perigo nuclear para Portugal. Sobre esta matéria, António Costa adiantou que o Governo português tem insistido, junto das autoridades espanholas, quanto à necessidade de monitorização desta central nuclear e têm sido dadas garantias relativas ao seu funcionamento.
 Os Verdes continuarão empenhados em travar os desastres ambientais decorrentes de um programa nacional de barragens profundamente desadequado e também na luta pelo encerramento da central nuclear de Almaraz.
 A parte da intervenção da deputada Heloísa Apolónia, relativa às matérias relatadas, pode ser vista em: https://youtu.be/J9G-MXih6E0
 O Grupo Parlamentar Os Verdes

Quercus alerta para Amianto nos edifícios públicos

Passados 5 anos, continua por concluir o levantamento do amianto nos edifícios públicos
Faz 5 anos desde a publicação da Lei (1) que definiu a obrigatoriedade de identificar o amianto nos edifícios públicos e o “Levantamento” continua por concluir! Para assumir-se que o “Levantamento” estaria concluído deveria ter sido efetuada a totalidade dos seguintes procedimentos, os quais não estão concluídos: identificação da totalidade dos materiais com amianto, promoção de análises a concentrações de fibras respiráveis, avaliação do risco de exposição dos trabalhadores e ocupantes dos edifícios ao amianto, sinalização das situações prioritárias com a definição de medidas para prevenir ou minimizar a exposição, com a emissão de um plano de ação para o amianto.
O trabalho que foi realizado e que foi disponibilizado no Portal do Governo correspondeu a uma apreciação a cerca de 13 mil espaços públicos, executada num prazo reduzido de 3 meses, onde somente foram identificados os locais que presuntivamente poderão conter amianto, e em alguns casos apenas a coberturas em fibrocimento (2), sendo este apenas o primeiro ponto de todos os procedimentos necessários para que o mesmo possa ser classificado como o “Levantamento aos edifícios públicos”.
A Quercus considera insuficiente o trabalho realizado nos 5 anos que passaram desde a publicação do diploma, tempo razoável para concretizar o “Levantamento”, e pede ao Primeiro- Ministro que defina um Plano de Ação Nacional para o Amianto, que permita estruturar e planear os procedimentos necessários à conclusão deste objetivo. Foi ainda alertado o Dr. António Costa para a importância da definição de um interlocutor do Governo que coordene e facilite as diligências para esta temática.
Apesar de comprovado o risco das fibras e a relação casual entre a sua exposição e o desenvolvimento de doenças como cancro (mesotelioma, cancro do pulmão, cancro do ovário, cancro da laringe ou cancro do estômago), que levou a que o amianto fosse considerado “prioritário” pelo Comité Económico e Social Europeu, em Portugal continuamos a desconhecer onde foi utilizado e se existe exposição, apesar da obrigação para a sua identificação nos locais de trabalho.
Por outro lado, continua a não haver licenciamento ou acreditação profissional para as empresas que removem o amianto, nem controlo nas intervenções: o amianto é removido sem desocupar os edifícios – prática comum em escolas; não são assegurados mecanismos para minimizar a libertação de fibras - não acautelando que os espaços ficam “limpos” após a retirada do amianto; a ACT (3) não inspeciona todos os trabalhos com amianto – não há garantia do cumprimento dos planos de trabalho aprovados para as obras.
O amianto teve uma utilização comum, que vai desde as condutas, depósitos e tanques para fornecimento e armazenamento de água, coberturas, revestimentos de tetos e paredes, chaminés, pavimentos, armários, casa pré-fabricadas, tubagens para ventilação, fitas de estore, eletrodomésticos, ou até a “neve artificial” utilizada nas árvores de natal.
(1) Lei n.º 2/2011, de 9 de fevereiro
(2) Ministério da Educação e Ministério da Justiça;
(3) ACT – Autoridade para as Condições do Trabalho.
 Lisboa, 10 de fevereiro de 2016
 A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

Cadáver de homem encontrado em Portalegre

Corpo estava nas traseiras do Centro de Saúde.
O cadáver de um homem, com idade na casa dos 70 anos, foi encontrado esta quinta-feira à tarde nas traseiras do Centro de Saúde de Portalegre, disse à agência Lusa fonte da Direção Nacional da PSP. Segundo a mesma fonte, o homem, que residia em Nisa, no distrito de Portalegre, estava desaparecido há dois dias, tendo o corpo sido encontrado cerca das 15h00. O corpo do homem, de acordo com a polícia, foi encaminhado para o serviço de Medicina Legal do hospital de Portalegre.
http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/portugal/detalhe/cadaver_de_homem_encontrado_em_portalegre.html

11.2.16

1034 Orientistas de 240 clubes, vindos de 21 Países marcam Presença em Castelo de Vide na X edição do Norte Alentejano O' Meeting.

Tove Alexandersson da Suécia  e O Francês Thierry  Gueorgiou, ambos nº 2 do Mundo são as principais figuras de um lote onde constam 10 do Top 20 e 27 do Top 100 Mundial.
Orientação – Fomenta o turismo desportivo
Mais de 1700 Orientistas Internacionais de 30 Países estagiam e competem em Portugal nos primeiros três meses de 2016.
Portugal recebe com a chancela da Federação Internacional de Orientação, 3 eventos pontuáveis para a Liga Mundial de Orientação Pedestre (Lisbon Internacional Orienteering Meeting – 30 e 31 de janeiro; Portugal O’ Meeting – Penamacor 06-09 de Fevereiro; Norte Alentejano O’ Meeting – Castelo de Vide -13 e 14 de Fevereiro) que trazem a Portugal os dez melhores do Mundo na classe Masculina e 07 do Top 20 na Elite Feminina.
Norte Alentejano O’ Meeting atrai a Castelo de Vide Orientistas de top mundial.
Evento pontuável para o ranking Mundial de Orientação pedestre da Federação Internacional de Orientação, está a exceder as expectativas da organização e poderá atrair a Castelo de Vide mais de 550 atletas Internacionais.
6 atletas do TOP 11 do Ranking Mundial em Masculinos já estão inscritos.
O Francês Thierry  Gueorgiou, o Suiço Fabian Hertner, o Norueguês Olav Lundanes, o Francês Frederic Tranchand  o Norueguês Magne Daehil e o Frânces Lucas Basset, atuais nº 2, 3, 5, 9, 10 e 11 do ranking Mundial são até ao momento as figuras maiores dos inscritos na X edição do Norte Alentejano O’ Meeting.
Thierry  Gueorgiou e Olav Lundanes foram nos dois últimos anos os que ocuparam o lugar mais alto do ranking Mundial, lugar que pertence agora a Daniel Hubmann da Suiça que conquistou o 2º lugar do NAOM 2014. Mas a concorrência será enorme porque além destes Orientistas serão vários aqueles que ocupam o Top 50 e que marcam lugar em Castelo de Vide nos dias 13 e 14 de Fevereiro.
Tove Alexandersson da Suécia a Rainha do NAOM 2016
Em femininos a figura de cartaz da X edição do evento é a Sueca nº 2 do Mundo, Tove Alexandersson.
Mas, muitas mais se afiguram para a conquista dos lugares mais altos do pódio.
 Mari  Fasting, atual 16ª do ranking Mundial e que conquistou a medalha de prata nos Mundiais 2015 em Distância longa, seguida das Suiças Júlia Gross, 18ª e Rahel Friederich (19ª) e que fez parte da equipa campeã do Mundo de estafeta mista de sprint na Escócia em 2015, a Francesa Amelie Chataing 26ª, a Checa Eva Jurenikova 28ª, a Neozelandesa Lizzie Ingham 33ª, e a Sueca Maria Magnusson 34ª.
De regresso a Castelo de Vide
Pela quarta vez em dez edições, Castelo de Vide volta a ser o epicentro da Orientação Nacional, acolhendo o Norte Alentejano O' Meeting 2016. Desta feita, o evento será pontuável para o ranking Mundial sem ser na vertente de Sprint como nas duas edições anteriores. O evento organizado pelo Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos, numa parceria com o município de Castelo de Vide, Federação Portuguesa de Orientação e Federação Internacional de Orientação, terá lugar no fim-de-semana de 13 e 14 de Fevereiro de 2016, atraindo uma vez mais as atenções de atletas portugueses e estrangeiros.
Campos de treinos do Alto Alentejo consolidam-se de ano para ano.
O sucesso do Norte Alentejano O’ Meeting passa muito pela criação do campo de Treinos do Alto Alentejo no final de 2011. São várias as equipas que vão estagiar na região antes e depois do evento. A organização tem conseguido a autorização de parte dos proprietários para viabilizar esta atividade impar, que consegue promover a economia regional em época baixa.
Todos podem participar no NAOM 2016
A caminhar ou a correr todos podem participar!
A organização poderá fazer acompanhamento e ensino durante o evento e as associações e clubes do Concelho de Castelo de Vide terão a inscrição gratuita.
Programa:
12 Fevereiro 2016
10:00 - Provas de treino – Vale D’ornas  e Póvoa e Meadas
13 Fevereiro 2016
11:00 – Distância Média – .Amieira / Barregão (WRE)
19:00 – Sprint noturno “Salgueiro Maia”– Castelo de Vide.
14 Fevereiro 2016
10:00 – Distância Média – Amieira / Barregão.
Vinte um Países Inscritos
Com início em 2007, o Norte Alentejano O' Meeting teve no romeno Ionut Zinca e na finlandesa Riina Kuuselo os seus primeiros vencedores. Os Ucranianos Oleksandr Kratov e Nadya Volinska são os mais recentes vencedores duma lista que inclui ainda nomes como os da suiça Simone Niggli, da checa Eva Jurenikova, do norueguês Olav Lundanes, da sueca Helena Jansson e dos portugueses Tiago Romão, Maria Sá, entre outros. A cerca de 6 semanas do evento o número de Países inscritos é de 19 (Portugal, Noruega, Suécia, Finlândia, Bélgica, Brasil, Áustria, França, Grã-Bretanha, Rússia, Espanha, Alemanha, Dinamarca, Roménia, Letónia, Lituânia, Bulgária, Holanda, Polónia e Estados-Unidos e Itália).
Salgueiro Maia homenageado
A organização do Norte Alentejano O' Meeting e a Câmara Municipal de Castelo de Vide, realizam no dia 13 de Fevereiro, uma singela homenagem ao capitão de Abril, natural de Castelo de Vide. As cerimónias constam de:
- Deposição de coroa de flores no busto de Salgueiro Maia no Parque 25 de Abril;
- Evocação e Porto de honra no salão nobre da Câmara Municipal de Castelo de Vide;
- Sprint noturno (2º etapa do Norte Alentejano O' Meeting) que terá o nome "Salgueiro Maia".
Site Oficial – www.naom.pt
Facebook: https://www.facebook.com/NorteAlentejanoOMeeting

OPINIÃO: Vive e permite morrer

A nossa decisão principal nunca poderá ser sobre a vida, só sobre a morte. Credos e religiões à parte porque, mesmo para os mais indefectíveis crentes, se há milagre primordial é o da vida: nenhum homem se aproxima ou assemelha a Deus ao ponto de a entender por simples ou mundano decreto. Por crença, desejo ou medo. Na morte há todo um mistério que não tem propriamente ligação ao acto de morrer mas sim à continuação ou perpetuação da vida. Sempre o mistério da vida, essa que alguns antecipam como novinha em folha após o fim da linha do tempo que ainda vamos sabendo contar. Se nem tempo, família ou condição podemos escolher aquando da erupção, que possamos optar em consciência sobre o momento de fazer pausa ao movimento. Que possamos escolher sobre algo verdadeiramente significante, já agora e sobretudo, quando entendermos que a dor é mais presente do que uma vida em simulação. Em determinados casos, morrer não é só uma fatalidade. Nos momentos em que a dignidade se confunde com o sofrimento de um condenado, morrer é quase uma obrigação. A frio, dizem os burocratas da moral que ninguém é insubstituível. A frio, poderiam dizer que ninguém se substitua. Sobretudo, que ninguém se arrogue como detentor do espaço de liberdade final de alguém. Não é legítimo viver um simulacro da vida dos outros. Como escreviam Paul e Linda McCartney, "Live and Let Die". 

O "Movimento cívico para a despenalização da morte assistida", cujo manifesto assino e subscrevo, lançou as bases para um debate que se deve ter com urgência. Depois de algumas batalhas pela liberdade e autodeterminação da pessoa terem sido ganhas (o consentimento informado, o direito de aceitação ou recusa do tratamento, a condenação da obstinação terapêutica e o Testamento Vital), é imperioso caminhar para a despenalização e regulamentação da morte assistida. Nem os direitos humanos se referendam nem um presidente da República deve ter medo que uma bomba lhe rebente nas mãos. Pela complexidade do tema, as questões fundamentais levantadas pela morte assistida devem ser amplamente debatidas. Mas quem quiser afunilar o debate em razões ideológicas, religiosas ou de costumes pode lembrar-se que, há cerca de uma década, estudos apontavam para que 50% dos idosos em Portugal (e com uma amostra de pessoas que não sofriam de doenças terminais, graves ou crónicas) admitiam a legalização da eutanásia e que 40% dos médicos oncologistas portugueses estavam disponíveis para a praticar. Acontece todos os dias. Pelo fim do sofrimento e do sentimento de culpa, pela autodeterminação e pela dignidade, pelo fim da penalização de quem ajuda aqueles que anseiam pôr um fim onde a sua ou outra vida se eleve.
Miguel Guedes“Jornal de Notícias”10/2/2016

Autarquia de Vila Velha de Ródão é a 1ª do distrito a implementar a Desmaterialização de Processos

A Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão tem vindo a desenvolver, desde Outubro 2014 todo o sistema de Reengenharia e Desmaterialização de Processos na Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão.
Tratando-se de uma iniciativa algo complexa, pois termina-se com a circulação dos documentos em papel e informatiza-se todos os circuitos de documentação, a autarquia orgulha-se de ter conseguido implementar este processo de forma célere em tempo record. Desde setembro de 2015, que todos os sectores da autarquia, nomeadamente, os serviços da escola que dependem da Câmara Municipal, estão em rede e em consonância com este sistema de gestão da informação.
A informatização das autarquias é, hoje, algo de inadiável para que estas respondam de forma mais positiva às solicitações de todos os munícipes. Neste sentido, a Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão (CMVVR), pôs em prática uma estratégia de gestão informática clara e inovadora, adaptada às necessidades da CMVVR, permitindo a fluidez e a qualidade da informação, tendo conta a relação custo/ benefício, e ao mesmo tempo garantir a sua eficácia. Para prosseguir esta estratégia foram definidos investimentos, que além de se complementarem mutuamente, permitiram o desenvolvimento de um Sistema de Gestão Integrado, promovendo o aumento da eficiência e estimulando a reengenharia de processos, potenciando o Processo de Modernização da Administração Pública.
A CMVVR adotou o sistema de gestão documental (SIGMADoc) para gerir globalmente o ciclo de vida dos documentos produzidos e manipulados pela Câmara; guardar, localizar e imediatamente disponibilizar um documento, quando necessário e em qualquer parte, de acordo com regras de acesso; integrar conteúdos documentais com informação existente nas aplicações SIGMA; aumentar a eficiência e eficácia dos processos através da circulação e acesso eletrónico aos conteúdos documentais; reduzir custos, através da desmaterialização de suportes físicos tradicionais; operacionalização de todas as funcionalidades críticas em termos de registo, indexação e pesquisa de toda a documentação entrada/saída e produzida internamente na CMVVR.
Neste momento, a Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão é capaz de controlar todos os fluxos associados à circulação dos documentos dentro da organização e promover a implementação de mecanismos de workflow nas diferentes aplicações, com a possibilidade de pré-definir fluxos de documentos, controlar tempos por etapa e assegurar a geração automática de alertas.
Com esta nova aplicação, facilitou-se a melhoria do desempenho dos trabalhadores, foi diminuído o tempo de execução das tarefa e de atendimento e reduziu-se o custo dos processos, aumentando ao mesmo tempo a qualidade dos serviços oferecidos através da automatização do fluxo de trabalhos associados aos documentos e à informação.
Fonte: CMVVRódão

Concerto dos Happy Mess no CAE Portalegre

Sábado 13 de Fevereiro, teremos o prazer de receber os The Happy Mess, um dos projetos mais acarinhados do Indie Rock em Portugal.
Indie Rock | PA | 8 € | M/4 anos
The Happy Mess é um dos projetos mais acarinhados do Indie Rock em Portugal, tendo nascido em 2011. Um ano depois, gravaram o seu primeiro EP, “October Sessions”. Em 2013 saiu o álbum de estreia, “Songs From The Backyard”.
Em 2016, The Happy Mess realizará uma tournée de concertos, em que apresentará ao vivo o seu mais recente trabalho – “Half Fiction” -, lançado em finais de 2015.

“Half Fiction” é um disco que revela uma sonoridade cada vez mais evidente no universo do Indie Rock, com tonalidades de eletrónica e que se divide entre canções que mergulham em estórias e personagens ficcionadas e outras tantas reais, inquietas e politicamente inconformadas.

CONTOS DO CHÃO DA VELHA: A História da Navalha

A jusante da foz do Rio Nisa, na margem esquerda do Tejo, uma linha de oliveiras mais frondosas servem de paragens aos pastores daquela área. Isto no decorrer de muitos anos.
Ali se faziam as permutas entre pescadores e pastores. Os pastores ofereciam leite aos pescadores. Estes pescavam peixe para os pastores e ambos se consolavam variando o prato do dia a dia.
Sob essas oliveiras durante o acaro*, numa tarde de Verão, dois jovens pastores trocavam impressões e merendavam.
Um deles, ao tirar o pão, o queijo, o canivete – a navalha, melhor dizendo – do sarrão, disse para o companheiro que estava farto daquela navalha. Há tantos anos, já tão velha, um podão autêntico.
Pega nela e atira-a para o fundo da ribanceira.
Conversaram, comeram, e à tarde, quando o gado regressava ao Chão da Velha, o outro troca as voltas, procura a navalha e próximo da povoação encontram-se. Sem que o primeiro desse por ela, o outro coloca-lhe a navalha no sarrão.
Em casa, à ceia, quando aquele que se queria desfazer da navalha tira o resto pão para comer e depara com a respectiva navalha, fica espantado, como que aturdido, não acreditando ser a mesma navalha da qual ele se queria desfazer.
No dia seguinte, encontra-se com o companheiro, conta-lhe o sucedido, o outro faz-se descrente, e chama a atenção se não se lembra de ele a ter arremessado lá pró fundo da barreira. E ele diz que sim e que isso seria impossível, que haveria bruxedo, etc.
Bem, nesse segundo dia, o mesmo protagonista atira a navalha muito para além e cai já no leito do rio, em seco, evidentemente, no meio de cascalhos rolados.
O segundo repete a mesma façanha e o outro mais espantado fica, à noite, quando volta a encontrar a maldita navalha da qual não se conseguia desfazer.
Mais espantado ainda lhe conta. O outro faz-se descrente, incrédulo e, pela terceira vez, atira-a para a água. Nesse local, em frente das oliveiras, havia um cachão, portanto com ligeiro declive, água pouco profunda e ambos vêem que a navalha cai dentro de água.
O mesmo parodiante, volta a trocar as voltas ao primeiro, regressa ao Tejo, pesquisa, encontra a navalha e volta a colocá-la no sarrão do primeiro.
Então, no último dia, o outro dá-se por vencido e desiste de se desfazer da navalha, porque já tentou tudo sem que conseguisse os seus objectivos.
E é esta a história da navalha, entre os dois pastores do Chão da Velha.
* Acaro – Sítio para resguardar o gado do sol.
F. Henriques e J. Caninhas – “Contos populares do Cortelhões e Pilingacheiros”

10.2.16

OPINIÃO: É preciso ter lata

Um país que se limita a discutir onde gastar os milhões que sobram depois de pagar juros equivalentes a 10% do total de despesa pública, e depois de cortar outros tantos exigidos por Bruxelas, será sempre um país amputado do seu poder de decisão. O campo das nossas escolhas é cada vez mais curto e, mais tarde ou mais cedo, chegaremos à conclusão que não tem espaço suficiente para a democracia.Sempre foi claro para o Bloco que os constrangimentos externos prejudicariam o país. E não se pense que eles existem para garantir a nossa boa saúde orçamental. Se assim fosse, não teriam pressionado a venda do Banif ao Santander depois da injeção de mais 2000 milhões de euros. O que preocupa os mercados, a Comissão e a Direita, é a sua sobrevivência. Impedir que uma estratégia alternativa veja a luz do dia e suceda é a única forma de justificar tanto sofrimento e destruição. É também a forma de proteger aqueles que, tendo causado a crise, continuam a ser demasiado grandes para falir.A primeira versão do Orçamento respeitava estes constrangimentos, mas tinha a vantagem de repor uma grande parte dos rendimentos (e direitos) retirados durante os últimos anos. O aumento do salário mínimo, do CSI, do RSI, o descongelamento das pensões, a reposição dos cortes salariais, a eliminação da sobretaxa ou a introdução de uma medida automática para baixar a conta da luz a quem mais precisa. Estas são as razões que nos fizeram assinar um acordo com o PS, sabendo que parar o empobrecimento é, ainda assim, muito pouco.O texto que voltou de Bruxelas é pior. Em primeiro lugar, porque as contas iniciais não previam que o anterior Governo tivesse antecipado para 2015 receitas de 2016. A farsa da saída limpa custou 677 milhões, martelados nas contas, a pagar por quem viesse a seguir. Depois, houve Bruxelas, a sua intransigência, inventando novas questiúnculas técnicas quando todos sabemos que o problema de fundo é político, e de poder. Ninguém fez com França ou Espanha o que fizeram com Portugal, ou encontrou por lá Direita tão subserviente.O resultado final é, como disse, pior. Dos 1391 milhões que seriam devolvidos, 655 milhões tiveram de ser compensados com mais impostos sobre combustíveis, veículos e tabaco. É uma cedência e é indefensável. Mas, ao contrário do que a Direita diz, não é um "brutal" aumento de impostos, e não é um ataque aos que menos têm. Quem vive do salário mínimo, ficará melhor, tal como a maior parte das famílias que pagam IRS, e os idosos mais pobres. Quanto ao PSD e CDS. Retiraram o CSI a 70 mil idosos, o RSI a 170 mil pessoas, entre elas mais de 50 mil crianças. Aumentaram o IRS em 3940 milhões e até, imagine-se, o imposto sobre os combustíveis. Agora dizem-se "preocupados". É preciso ter lata.
Mariana Mortágua - "Jornal de Notícias" - 9/2/2016

Os Verdes defendem Centro de Formação da GNR em Portalegre

O Partido Ecologista Os Verdes, cujo deputado José Luís Ferreira e um conjunto de dirigentes (nomeadamente Manuela Cunha) ainda na passada semana fizeram uma visitam ao Centro de Formação da GNR de Portalegre, reafirma a importância deste Centro continuar a funcionar e considera que a resolução dos problemas existentes não passa pelo seu encerramento.
Para Os Verdes, a existência deste Centro de Formação é vital para esta capital de distrito e o seu encerramento só iria contribuir para acelerar ainda mais o despovoamento e definhamento do distrito de Portalegre. O funcionamento deste Centro, neste distrito do interior, é um contributo para o combate às assimetrias regionais e para uma melhor equidade territorial, que a Instituição Militar deve prestar à Nação.
Os Verdes reconhecem, no entanto, tal como o afirmaram aquando da visita, que as instalações deste Centro não têm as condições exigíveis para assegurar um alojamento condigno aos jovens que ali fazem formação, assim como aos formadores que ali são colocados, e que é necessário melhorar também as condições para o treino físico.
Os Verdes consideram ainda que devem ser tomadas medidas para valorizar mais a formação e o papel dos formadores, para que os que para ali são deslocados não sejam penalizados nas suas carreiras e na sua vida familiar.
O PEV vai dar sequência parlamentar a estas duas preocupações, a melhoria das condições das instalações do Centro e a valorização da formação, com propostas parlamentares que em breve tornará públicas.
O Partido Ecologista Os Verdes

IMPRENSA REGIONAL: "Alto Alentejo" - edição de 10/2/2016


GNR lança operação "Floresta Protegida 2016"

O Comando Territorial da Guarda Nacional Republicana de Portalegre, através da estrutura (SEPNA), apoiada por todo o dispositivo territorial, vai executar em toda a sua zona de ação, nos períodos compreendidos entre 1 de Fevereiro a 14 de Maio e 1 de Novembro a 31 de Dezembro de 2016, a “Operação Floresta Protegida 2016”-

Trata-se de um conjunto de ações de sensibilização junto das populações e muito especialmente junto das comunidades escolares, com o intuito de alertar para a importância de todo um conjunto de procedimentos preventivos a adotar, nomeadamente sobre o uso do fogo, a limpeza e remoção de matos e a manutenção das faixas de gestão de combustível, com o intuito de reduzir o número de ocorrências e minimizar o risco de incêndio florestal.

PONTE DE SOR: O melhor de Castilla La Mancha mostra-se no Alentejo

De 13 de Fevereiro a 5 de Março no Centrum Sete Sóis Sete Luas de Ponte de Sor
O Centrum Sete Sóis Sete Luas de Ponte de Sor irá acolher a primeira exposição do pintor espanhol Salvador Samper em Portugal. A inauguração está marcada para dia 13 de Fevereiro às 17H. Na exposição intitulada "Sobre Almas" irão estar presentes algumas das obras deste jovem talento, galardoado múltiplas vezes em território espanhol, e que tem mostrado o seu trabalho um pouco por toda a Europa.
Através de uma expressão contemporânea e de um toque muito íntimo e pessoal, Samper abre-nos a porta do seu mundo repleto de cor e suprematismo. As suas obras apresentam uma linguagem surpreendente, resultante da teorização racionalizada das ?causas e das razões? e de uma certa distanciação da figuração. O espírito do espetador é preenchido quando este se encontra diante das telas de Salvador Samper - se este lhes dedicar o tempo que cada pintura necessita. Se esta experiência for vivida com serenidade, a pintura cativa os espetadores independentemente de estes estarem mais ou menos familiarizados com a arte contemporânea.
Esta exposição está inserida dentro de um dos vários projetos da Associação Sete Sóis Sete Luas. Esta Associação funciona como uma Rede Cultural, iniciada em 1993, primeiramente caraterizada pelo intercâmbio cultural entre os países de Itália e Portugal, estendendo-se a países como a Grécia, Espanha, Cabo Verde, França, Marrocos, Israel, Croácia, Brasil, Roménia, Eslovénia e Tunísia, privilegiando sempre as localidades periféricas e não os grandes centros. O intercâmbio é feito entre diversos artistas das áreas da música e pintura, promovendo o turismo cultural e o território, através de exposições, residências artísticas, laboratórios de criatividade e concertos. Atualmente, a Associação possui quatro Centrum, nomeadamente os Centrum SSSL de Pontedera (Itália), Ponte de Sor (Portugal), Frontignan (França) e Ribeira Grande (Ilha de Santo Antão, Cabo Verde).
De realçar que o artista irá realizar, nos dias 11 e 12 de Fevereiro, um laboratório de criatividade com os estudantes de Ponte de Sor.
Nos mesmos dias, o Centrum irá também receber o jovem chef Humberto Martin Úbeda, que irá deliciar todos os interessados com pratos típicos da região de Castilla La Mancha, em dois laboratórios. Já no dia 13, Humberto Martin Úbeda irá preparar uma degustação para todos os participantes da inauguração.
A exposição tem entrada livre e estará patente até dia 5 de Março.
Horário de Funcionamento:
Sábados e Segundas-feiras: 10H00 -13H00| 14H00-18H00
Terça a Sexta: 09H00 -18H00
Encerrado: Domingos e Feriados
Exposição patente até 5 de Março de 2016 - Entrada livre

9.2.16

IMPRENSA REGIONAL: "Fonte Nova" - edição de 9/2/2016



OPINIÃO: Deste lado do muro

São milhares. Colados a vedações de rede, de arame farpado. Olhar fixo. Onde? Nem eles sabem. Seguramente, num local distante do barulho de bombas, de estilhaços, onde possam caminhar na rua. Com algum sossego. Para trás, ficou a casa, ficou tudo. Uma cidade bombardeada, uma guerra absurda, onde não há bons, só há maus.Deste lado muro, do ponto fixo para onde eles miram, são olhados com indiferença. Não os querem. Há dinheiro para os deter, não para os acolher. Na Turquia, o lugar onde se encontra o arame farpado a que eles se encostam em desespero, ninguém sabe o que fazer. Milhões de refugiados sírios atravessaram a fronteira. Muitos ficaram. E as autoridades turcas, com dois milhões no seu território, dizem não ter capacidade para receber nem mais um. Mulheres. Crianças, algumas sem mãe, sem pai, sem ninguém.Acabam nas fábricas, a fazer trabalho escravo para as marcas que enchem de glamour as low-cost as cidades da almejada Europa. Trabalho escravo, infâncias perdidas. Melhor, dir-se-á, do que viver sob a ameaça das bombas, a toda a hora. Menos duro do que a fome em cidades sitiadas. O horror à porta da Europa.E a Europa, a fazer de conta, não vê. A ajuda humanitária resume-se a dar dinheiro aos países-tampão para travar o passo ao fugidos da guerra, aos acossados da fome. Ontem, mais 35 desesperados perderam a vida nas águas do Mediterrâneo.Estamos perante uma realidade que acorda velhos fantasmas, medos, ódios que pareciam extintos. Os violadores são agora refugiados sírios, e os terroristas, sim, também eles são refugiados, pensa o comum cidadão europeu. E bastou António Costa disponibilizar, junto de Angela Merkel, 2000 vagas nas universidades portuguesas destinadas a acolher refugiados, para um coro de vozes, que pululam demagógicas pelas redes sociais, se insurgir contra a solidariedade manifestada pelo primeiro-ministro. Alguém ouviu essa gente contestar a possibilidade de esses mesmos refugiados virem trabalhar para a agricultura? Trabalho de pobre, adequado portanto. Estudar para doutor, nem pensar. Vão mas é para a terra deles. Convém lembrar a essa gente: a terra deles não existe, foi destruída pelas bombas.
* Paula Ferreira - "Jornal de Notícias" - 9/2/2016

CANTINHO DO EMIGRANTE: A crise veio para ficar?

O meu tema de hoje é triste..., e muito doloroso para todos os nisenses que emigraram, e que trabalharam, nestas duas fàbricas, que nas décadas de 60 e 70 foram mais que nossas mães: "Michelin" implantada em Joué les Tours, e a "Cibem" em Azay le Rideau.
Na "Michelin" fabricavam-se pneus de todos os tipos, e nela trabalharam ao efectivo, mais de duzentos nisenses, fazendo parte do quadro com cerca de 5 mil trabalhadores, e que hoje, apenas trabalham 176 operários e só até ao ano de 2019, data final da sua actividade, havendo vários "atelieres" que já foram vendidos ou demolidos. Ao contrário da "Cibem", desactivada já há 13 anos, onde se fabricavam embalagens de madeira e cartão. Nesta fábrica, que deu trabalho a várias dezenas de nisenses, chegaram a trabalhar 1.300 pessoas ao efectivo desde o ano 1916 ao ano 2003, mudando de nome três vêzes: "Leroy"-"Isoroy"-"Cibem"...
A câmara local comprou a fábrica por 850.000 euros, demolindo-a e projectando a edificação de um novo colégio, em que a decisão do "Conselho Distrital" resolveu de outra forma, fixando um calendário até 2018, para no local ser construído um novo bairro de habitação, para cerca de 150 pessoas, um parking público, uma escola, 50 casas de duas divisões, para pessoas idosas, comércios, e um gabinete médico.
Na realidade, este projecto pode trazer evolução para a vila, mas para aqueles, que fizeram parte do enriquecimento industrial, será sempre uma enorme perda, porque o desemprego não pára de se alastrar, levando-nos a pensar, que a crise  veio mesmo para ficar...
António Conicha (França)


ACR Falagueira discute Orçamento e Plano de Actividades em Assembleia Geral


Árvores de Interesse Público: Os Verdes questionam Governo sobre atraso na classificação

O Deputado de Os Verdes, José Luís Ferreira, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, sobre o atraso na classificação de árvores de Interesse Público.
 Pergunta
 Desde 1938, que as árvores podem ser classificadas de Interesse Público, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 28468, de 15 de Fevereiro, tendo em conta as que pelo seu porte, desenho, idade e raridade se distinguem dos outros exemplares. Para além destes critérios morfológicos a classificação também poderá ter em conta os motivos históricos ou culturais. A classificação é entendida como uma forma de proteção, que atribuí ao arvoredo um estatuto similar ao de património construído classificado.
A Lei n.º 53/2012, de 5 de setembro veio atualizar o Regime Jurídico da Classificação de Arvoredo de Interesse Público (AIP), revogando o Decreto-Lei, de fevereiro de 1938, considerado desatualizado, muito genérico e de difícil interpretação. Contudo, esta lei que deveria ter sido regulamentada no prazo de 60 dias pelo Ministério da Agricultura e do Mar esteve quase dois anos à espera da respetiva regulamentação.
 Durante este período, de quase dois anos, embora tivesse havido indicação ao Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) de árvores com potencial enquadramento para a sua classificação, como a que o PEV sugeriu ("tília existente no entroncamento da Rua da Linha do Vouga com a E.N. 109-4, no vulgarmente conhecido como cruzamento do "Zé do Leite", concelho de Santa Maria da Feira), esta entidade informou os proponentes que só após a aprovação e publicação da regulamentação é que poderia dar início a novos processos de classificação.
 Um ano e meio após a regulamentação da Lei n.º 53/2012, de 5 de setembro, pela Portaria n.º 124/2014, de 24 de junho, que estabelece os critérios de classificação e desclassificação de arvoredo de Interesse Público, continuam a existir situações em que ainda não foi aparentemente iniciado o seu processo de classificação.
Neste sentido, torna-se necessário esclarecer o ponto em que se encontra efetivamente a classificação das árvores de interesse público para que se evite o abate de algumas árvores que constituem um património natural ímpar e que representam ícones históricos e culturais de algumas localidades.
Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. Exª O Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte Pergunta, para que o Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, me possa prestar os seguintes esclarecimentos:
1- Desde maio de 2012, quantas propostas para a classificação de árvores de Interesse Público foram recebidas pelo ICNF?
2- Das propostas que foram remetidas para o ICNF, quantos processos de classificação foram iniciados, após a publicação da Portaria n.º 124/2014, de 24 de junho?
3- O Ministério prevê regularizar os atrasos nos processos de classificação do arvoredo? Se sim, quando?
4- Quantas propostas de classificação deram entrada na última década, discriminadas por ano? Quantas árvores, em igual período, foram efetivamente classificadas de Interesse Público?
O Grupo Parlamentar Os Verdes

8.2.16

NISA: GNR resgata Lontra Europeia

A GNR anunciou ter resgatado, esta segunda feira, uma Lontra Europeia (Lutra-Lutra), no Monte do Duque, em Nisa, que se encontrava além de debilitada, com problemas na visão.
A operação de resgate foi desenvolvida pelo elementos do Núcleo de Proteção Ambiental do Destacamento Territorial de Nisa da GNR.
A lontra foi depois recolhida por um funcionário do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), para ser encaminhada para o Centro de Reabilitação de Animais Selvagens (CERAS), em Castelo Branco. 
* Rádio Portalegre -Gabriel Nunes

HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA

Disfunções
Cartoon de Henrique Monteiro in http://henricartoon.blogs.sapo.pt

Ministério do Ambiente ameaça encerrar uma indústria poluidora do rio Tejo, em Vila Velha de Ródão

A Quercus congratula-se com a notificação do Ministério do Ambiente que ameaça encerrar uma indústria que se dedica à produção de eletricidade, através da queima de resíduos de lagares e biomassa florestal, em Vila Velha de Ródão.
A Centroliva, apontada como uma das principais fontes de poluição do rio Tejo, tem 30 dias para adotar as medidas determinadas pela Inspeção-Geral do Ministério do Ambiente. Caso, no prazo de 30 dias, a Centroliva não passe a laborar no cumprimento da legislação ambiental, "a Inspeção Geral do Ministério do Ambiente determinará a suspensão da atividade da empresa".
A Inspeção-Geral do Ambiente determinou ainda que num prazo de cinco dias a empresa "adote as medidas mais urgentes com vista à limpeza dos solos e remoção das terras contaminadas".
A unidade industrial tem sido apontada como uma das principais e recorrentes fontes de poluição atmosférica e do rio Tejo.
Em comunicado, o Ministério do Ambiente adianta que a empresa tem sido alvo de várias inspeções, "tendo sido reiteradamente detetada a prática de contraordenações ambientais muito graves".
A situação, que é recorrente, tem sido por diversas vezes denunciada pela Quercus. A Quercus comprovou no terreno em diversas visitas ao rio Tejo com pescadores, operadores turísticos e autoridades, a presença de poluição, com a morte de peixe e lagostins e sinais evidentes de poluição com a alteração das características da água, com cores e cheiros, aparecimento de espumas, entre outros.
Alguns dos focos de poluição estão perfeitamente identificados e as autoridades têm levantado autos, mas as descargas continuam e o Rio continua a degradar-se. Contudo, muitas descargas são feitas aos fins-de-semana, nos períodos que antecedem as chuvas e durante a noite, pelo que muitas das vezes quando as autoridades chegam ao terreno não é possível identificar a origem da descarga. Alguns dos emissários de descarga das empresas de celulose estão debaixo de água no rio Tejo, dificultando o controlo das autoridades na verificação do cumprimento dos parâmetros de descarga no meio hídrico.
Outro dos fatores que agravou a situação neste último ano foi o caudal reduzido do Rio Tejo, que vem agravar ainda mais este problema de poluição, uma vez que a capacidade de autodepuração do rio se encontra comprometida.

A Quercus apela à Administração Pública para a necessidade do cumprimento cabal da legislação ambiental pelos vários utilizadores da água. O não cumprimento reiterado das normas ambientais, como tem sido a prática até aqui, não pode ficar impune ou passar apenas com uma coima.
Se não há capacidade para cumprir a legislação, os prevaricadores devem ter a sua licença de exploração revogada. O crime ambiental não pode compensar.
Lisboa, 7 de Fevereiro de 2016
A Direção Nacional da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza

7.2.16

OPINIÃO: Europeístas e antieuropeístas

Esta semana o debate no Parlamento Europeu (PE) desceu para um novo patamar, com deputados arrogando-se o direito de determinarem a legitimidade de governos nacionais que resultam de eleições democráticas. O líder da bancada de Direita, Manfred Weber, criticou Portugal por ter "forças extremistas no Governo" e Espanha por se preparar "para seguir os mesmos passos". Houve apropriados protestos de alguns deputados portugueses e Paulo Rangel resolveu precisar melhor a posição do chefe da sua bancada: "Não sei se o Governo português é assim tão europeísta, porque depende do Partido Comunista que aqui fez hoje uma declaração totalmente antieuropeia e depende do Bloco de Esquerda que também está contra uma visão de economia social de mercado". Quase em simultâneo, o ex-ministro das Finanças Braga de Macedo, na RTP3, justificava a forma diferente como a Comissão Europeia e os seus tecnocratas se relacionam com o atual Governo, face às práticas que teve com o Governo PSD/CDS, dizendo: é natural porque "o anterior Governo era bom aluno e este tem o apoio de forças antieuropeias". Será que a Direita - que por fracasso e subjugação da social-democracia se considera dona dos destinos da Europa - se prepara para propor a instituição de um visto prévio (conferido por ela mesma) ao europeísmo dos partidos políticos? Talvez pense começar por aí para mais tarde, se os povos condescenderem perante esse desmando democrático, tentar estabelecer que só partidos com o seu aval possam existir legalmente. Qual a definição de "europeísmo" e de "antieuropeísmo"? Será antieuropeísta quem critica as políticas dicotómicas e injustas da União Europeia (UE) e a insustentável arquitetura do euro? Será europeísta quem "se agarra", como disse no mesmo debate a deputada Ana Gomes, "a políticas estúpidas anticrescimento e antiemprego que se derrotam a si mesmas"?  Nesse caso, quem se afirma europeísta está objetivamente a destruir a UE e quem é catalogado de antieuropeísta é quem luta para a recriar. Será europeísta quem defende não haver lugar na Europa para as formações políticas, as organizações e os cidadãos que criticam a "visão de economia social de mercado" e defende, por exemplo, uma "economia mista"? Em Portugal não seriam apenas alguns partidos políticos a terem dificuldade em obter o visto prévio, pois a Constituição da República estabelece a economia portuguesa como uma economia mista e em nenhuma passagem do seu articulado alude ao conceito de "economia social de mercado". Aliás, o mesmo se passa com múltiplos países da UE. Será europeísmo credibilizar governos com políticas antidemocráticas e fascizantes que se vão instalando em vários países da UE? É europeísta o discurso do primeiro-ministro inglês que afirma o interesse do Reino Unido estar na UE para beneficiar de tudo o que lhe interessa, mas recusa compromissos de solidariedade? São europeístas os governantes portugueses e europeus que em anos anteriores aprovaram orçamentos do Estado para Portugal na base de projeções que escondiam buracos de milhares de milhões de euros que o povo depois teve de pagar? O europeísmo verdadeiro deve ser o dos valores da cooperação e solidariedade entre os povos, da afirmação da democracia, da paz como base de relacionamento entre os países e os povos, da harmonização social no progresso, da partilha de culturas, de meios materiais, tecnológicos e científicos. O europeísmo do domínio absoluto dos mercados, da ganância, das injustiças, da ausência de princípios éticos e morais é repugnante. Depois da tese do arco da governação, temos agora a do arco do europeísmo. Na realidade, arcos muito semelhantes - círculos onde as elites políticas, económicas e financeiras querem conviver livres de interferências do comum dos mortais. O Orçamento do Estado para 2016, entretanto já "aprovado" pela Comissão Europeia, não tem nada de antieuropeísmo, apenas medidas pontuais, ainda muito ténues, que apontam a necessidade de reposição, que se deseja progressiva e firme, do Estado social de direito democrático.

Carvalho da Silva - "Jornal de Notícias" - 7/2/2016

RTP, SIC e TVI multadas devido a práticas enganosas em concursos

A RTP, SIC e a TVI incorrem a coimas até 40 mil euros cada uma.
O Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) deliberou aplicar três contraordenações contra a RTP, SIC e a TVI devido "a práticas enganosas e agressivas" em concursos com participação telefónica, disse à Lusa fonte ligada ao processo.
A deliberação foi tomada pelo Conselho Regulador a 03 de fevereiro e respeita a maio de 2014, de acordo com a mesma fonte.
Os programas em causa foram "Portugal no Coração" e "Aqui Portugal" (na RTP), "Queridas Manhãs", "Boa Tarde" e "Portugal em Festa" (SIC) e "A tarde é sua" e "Somos Portugal" (TVI).
O visionamento, que decorreu de participações feitas à ERC e incidiu no mês de maio de 2014, foi feito até julho do mesmo ano, altura em que foi assinado pelas três televisões um acordo de autorregulação em matéria de concursos com participação telefónica.
As três contraordenações resultaram da prática de "ações enganosas e agressivas", disse a mesma fonte.
A prática de ações enganosas assentou no facto dos respetivos programas darem a entender que o prémio era em dinheiro e agressivas devido à forma e ao tempo em que era feita a promoção.
Nota: É este "carrocel da pimbalhada", na versão TVI - ligue o 760 pum, pum, pum - que visita Nisa no dia 27 de Março. A Câmara, sempre atenta e generosa, fará as honras da "casa" e desembolsará as competentes "mais valias", na ordem dos milhares de euros. Nós, os contribuintes, como sempre, cá estaremos para pagar as euforias pimbólicas.
Bibá à festa, carago!

Com tanta poluição rio Tejo morre aos poucos!- denuncia o MUSP


O MUSP - Movimento de Utentes dos Serviços Públicos denuncia em comunicado, as constantes agressões ambientais cometidas contra o rio Tejo, exigindo a rápida intervenção do Ministério do Ambiente.
Património natural comum a quatro distritos, Castelo Branco, Portalegre, Santarém e Lisboa, o Tejo é fundamental para o equilíbrio ambiental e é fonte de rendimento para muitos fruto das actividades económicas que são vitais para a Região e para o País.
Já castigado pela redução de caudais (e quando interessa pelas descargas desmesuradas das barragens), nos últimos meses o Tejo (e alguns afluentes) tem sido vítima de frequentes episódios de poluição, que causa a morte de peixes e impossibilita a pesca, afecta todo o eco sistema e põe em causa, por exemplo, investimentos turísticos que foram feitos e/ou anunciados.
Não pode valer tudo em nome do desenvolvimento industrial. Tem de existir um equilíbrio entre as actividades humanas e o ambiente. Infelizmente, está provado, que também são algumas empresas os maiores focos de poluição.

Exige-se uma rápida intervenção do Ministério do Ambiente. Temem-se graves efeitos negativos ao nível económico e ambiental na Região. Para além de uma fiscalização mais apertada exige-se ainda que se actue a nível diplomático para a regularização dos caudais.

6.2.16

GAVIÃO: Comemoração dos 152 anos do nascimento de Eusébio Leão


NISA: Passeio Pedestre "Pelos Trilhos da Fertilidade"


A INIJOVEM, através da sua Secção de Caminheiros, vai organizar no próximo dia 20 de Fevereiro, a caminhada "Pelos Trilhos da Fertilidade." Este evento insere-se no seu plano de atividades para 2016.
PROGRAMA/HORÁRIO PREVISTO:
- 08H30: Concentração/Secretariado na sede da Inijovem;
- 08h50: Boas vindas&briefing;
- 09h00: Início da caminhada;
- 10h45: Reabastecimento I/sólidos e líquidos
(Tapada da Bajanca/Menhir do Patalou);
- 11h00: Reinício da caminhada;
- 12h30: Reabastecimento II/líquidos (4 Caminhos/Pombais)
- 12h40: Reinício da caminhada;
- 13h00: chegada prevista a Nisa/fim da caminhada;
- Nota: Almoço convívio na Adega “Terras de Nisa”;
FICHA TÉCNICA DO PERCURSO:
Distância: 15,8 km em circuito;
Perfil altimétrico: Cota de saída/chegada (307 m), Cota de maior altitude (347 m, Vértice Geodésico da Lapa) Cota de menor altitude (303 m, Pombais), desnível acumulado pouco significativo.
Grau de Dificuldade: II - Fácil (I - Muito Fácil, II - Fácil, III - Algo Dificil, IV - Dificil e V - Muito Dificil);
Descrição: Nisa – Fonte da Cal – D. Mariana – Cadete – “Bajanca” – Estrada do Patalou (travessia) – Lapa (Vértice geodésico) – Alto da Pelada – Pombais - Nisa;
Características: Em circuito, por caminhos tradicionais, ambiental e paisagístico, com passagens ocasionais por estradas asfaltadas.

POLUIÇÃO NO RIO TEJO: Município de Vila Velha de Ródão faz parte da solução

O presidente da Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão, Luís Pereira, marcou presença, esta 3ª feira, na Assembleia da República, numa audição parlamentar com a Comissão de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação​ sobre navegabilidade e o agravamento da poluição no rio Tejo.
Os deputados da Assembleia da República que integram esta comissão ouviram os alertas dos autarcas da região Médio Tejo (Mação, Nisa, Gavião, Abrantes, Vila Velha de Ródão, Castelo Branco, Constância)  para os problemas da poluição do rio Tejo bem como os pedidos de intervenção rápida da tutela no sentido de haver uma solução emergente que solucione este problema.
O concelho de Ródão há muito que é torturado com notícias e declarações irrefletidas sobre a poluição no rio sendo-lhe constantemente imputado culpas “solteiras” nesta matéria sem que se aborde o assunto de forma séria e idónea.
Na sua intervenção, Luís Pereira, reiterou a ideia que o município de Vila Velha de Ródão tem desde há muito, uma forte preocupação com as questões ambientais. “Fomos os únicos a apresentar estudos e análises comparativas sobre a qualidade das águas do Tejo. Sabemos que as águas do rio quando chegam a Portugal já vêm poluídas, quer devido ao fraco caudal do Tejo, quer devido ao transporte de toda a poluição da capital espanhola.”
O presidente da Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão consciente que a poluição no Tejo é o resultado de um conjunto de vários fatores que afetam amplamente a qualidade da água no rio Tejo e que não é apenas em Ródão que reside a causa do problema referiu que: “está preocupado com declarações pouco ponderadas que nada contribuem para a solução desta questão e, que arriscam ao problema ambiental, juntar um sério e dramático problema social.” Luís Pereira, referiu ainda que, “as empresas do concelho não podem ser todas apontadas como causadoras deste problema até porque a Câmara Municipal teve a coragem de identificar a questão tendo remetido essa preocupação, em 2014 e novamente em 2015, às entidades competentes, nomeadamente à Associação Portuguesa do Ambiente”. 
Nesta audição parlamentar Vila Velha de Ródão, Luís Pereira, manifestou publicamente que quer fazer parte da solução de um bem comum, este recurso natural que urge salvar, e que há semelhança do que tem sido a sua linha de atuação até ao momento encetará esforços com as entidades envolvidas que queiram “olhar” este problema na globalidade.

A descarga de afluentes de empresas da região e os transvases feitos por entidades espanholas foram alguns dos problemas apontados pelos sete autarcas, que temem os efeitos económicos e ambientais na região. O autarca de Ródão comunga das preocupações expressas pelos representantes dos municípios vizinhos, mas “o problema não nasce em Vila Velha de Rodão”, garante, sugerindo às autoridades que verifiquem o que se passa a montante do seu concelho, frisando que “o que chega de Espanha não é água mineral.” E pergunta: “Como está a rede de monitorização que foi prometida para o rio Tejo?”
Durante esta audição todos os deputados reconheceram a necessidade de existir uma intervenção urgente das entidades na preservação do rio Tejo, nomeadamente através do reforço da fiscalização.
No final da audição, o presidente da comissão, Pedro Soares, do Bloco de Esquerda, concluiu que a defesa do rio Tejo é uma prioridade nacional e que o parlamento irá “encetar todos os esforços” para combater a poluição.
A propósito dos problemas de poluição no rio Tejo esta comissão já ouviu anteriormente representantes da associação ProTejo e o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
Fonte: CMVVRódão