5.5.16

Vítor Massa, em representação de Os Vianenses, é campeão nacional de Ténis de Mesa (pares).

O nisense Vítor Massa, fazendo equipa com Alexandre Carvalho e em representação do Clube Alentejano de Desportos Os Vianenses (Viana do Alentejo) sagraram-se campeões nacionais de pares em Ténis de Mesa, tal como noticia o jornal "Diário do Sul" de Évora.
Recorde-se que Vítor Massa, enquanto atleta da Inijovem conquistou diversos títulos e torneios, mostrando as suas credenciais e grande valor nesta popular modalidade desportiva.
Ao Vítor Massa, daqui lhe endereçamos os nosso parabéns e os votos dos maiores sucessos, tanto a nível desportivo, como pessoal e profissional.

NISA: Diana Marquês mostra as suas Bonecas na Biblioteca Municipal


4.5.16

IMPRENSA REGIONAL: "Fonte Nova" - 3/5/2016


TEMAS E PROBLEMAS: Que protecção para os menores?

A protecção das crianças e jovens com dificuldades nos seus processos de desenvolvimento, tem sido, desde a segunda metade do século XX, objecto de particular atenção. Presidiu-se, desde essa altura, a um ideário moldado por preocupações de prevenção e protecção, orientado, no sentido de evitar situações de perigo, que se acreditava, conduziriam naturalmente, ao desenvolvimento de condutas desviantes e/ou marginais.
Marta Macedo *

Foi assim que todo o direito de menores foi reformulado, resultando daí as duas Leis que regem os menores: Lei 147/99 de 1 de Setembro – Lei de Protecção das Crianças e Jovens e, Lei 166/99 de 14 de Setembro – Lei Tutelar Educativa.
Antes vivia-se num sistema total, isto é, um sistema de protecção absoluta, onde o Tribunal de Menores, existia apenas para proteger os menores da mesma forma, não fazendo a distinção entre: um menor, vítima e um menor infractor. Era evidente que um sistema desta natureza tinha de falhar, sobretudo, porque a necessidade de não se estigmatizar o menor infractor, tinha como consequência, a estigmatização do menor carente. E este é um ponto fundamental, pois um jovem em situação de perigo e um jovem em situação de risco, ainda que tenham, entre si, uma relação estreita e, por vezes ambas as palavras sejam usadas como sinónimos, existem diferenças consideráveis, pois que: perigo é uma ameaça à existência de alguém, enquanto que risco, significa a eminência do perigo efectivo.
Assim, é pertinente saber que a Lei de Protecção de Crianças e Jovens, tem como objectivo: promover os direitos e a protecção das crianças e jovens em risco com o intuito de garantir o seu bem-estar e desenvolvimento integral. E tem como destinatários, crianças e jovens com idades compreendidas entre os zero e os dezoito anos, ainda que possa abranger jovens com menos de vinte e um anos. Estes, desde que seja solicitada a continuação da intervenção social, iniciada antes de atingir a maioridade e que se encontrem nas seguintes condições: abandonada ou entregue a si própria; sofrendo de maus-tratos (qualquer que seja a sua tipologia); não recebe cuidados adequados à sua idade ou situação pessoal; é obrigada a trabalhos excessivos e inadequados à idade; ou ainda sujeito (directa ou indirectamente) a comportamentos que afectem a sua segurança ou o seu equilíbrio emocional.
Por sua vez, a Lei Tutelar Educativa, tem por objectivo: promover a reeducação do jovem, o seu bem-estar e a sua protecção. Esta Lei é aplicável a jovens dos doze aos dezasseis anos, que cometam um facto qualificado como crime. Antes dos doze anos a lei não é aplicável, a não ser que exista uma situação que caia na alçada da Lei de Protecção de Menores, porque se considera que o jovem é inimputável, segundo o princípio de que “não sabe e não mede as consequências da sua acção”, e por isso é como se não cometesse qualquer crime. No entanto, o problema da desresponsabilização criminal destes menores, tem de ser (re)vista com muita atenção e rigor, pois, quantos não são os jovens, entre os dez e os doze anos, que têm perfeita consciência das suas práticas!?
É de salientar que a protecção da criança e do jovem em perigo, envolve uma intervenção directa e/ou indirecta, de vários e largos sectores da comunidade, relevando um interesse considerável na comunicação social.


Todos temos o dever de participar na defesa e protecção desta população em obediência aos princípios que sustentam e modelam o Estado de Direito. Este, que visa orientar os interesses nas atitudes a tomar perante as situações concretas, considerando que nelas se encontra uma criança ou jovem que carece de protecção e, cujos direitos individuais, sociais, económicos e culturais, necessitam ser promovidos e efectivamente realizados.
Não são poucos os indivíduos que reprovam atitudes de jovens adolescentes, que ainda não interiorizam, a norma e todo o processo de aprendizagem da mesma, para viverem na e em sociedade, mas tal realidade é produto do choque de gerações. Como também é do senso comum, satirizar todos os pais transgressores e negligentes assim como os técnicos sociais que com eles intervêm. Mas…e o contrário?
Mas quantos de nós se preocupa com a efectivação dos direitos desta população em perigo e/ou risco? Quantos de nós intervimos nesse sentindo? Poucos, muito poucos…pois sempre foi mais fácil, e mais espontâneo, criticar, os que nessa área intercedem!
Importante e a reter, o Serviço Social actua, em larga medida, nesta área, promovendo, entre muitas outras coisas, a capacitação do jovem, sempre com a preocupação e acreditando, na causa nobre que é: trabalhar com e para pessoas, ainda que em algumas situações, os obstáculos e as burocracias, sejam mais que muitos.
Cabe ao cidadão, enquanto pessoa singular, incidir sobre os problemas que invadem o nosso quotidiano, reflectindo e agindo de forma a mudar o rumo a este sistema pouco produtivo que caracteriza a sociedade Portuguesa, onde o maldizer, por vezes, domina tudo e todos.
* Licenciada em Serviço Social
** Artigo publicado no "Jornal de Nisa" - Maio de 2007

ANDEBOL EM NISA: Jogo do Torneio de Encerramento no Domingo


Judaica - Mostra de Cinema e Cultura em Castelo de Vide



A Judaica -- Mostra de Cinema e Cultura que já vai na sua quarta edição em Lisboa e Belmonte estende-se este ano também a Castelo de Vide, onde decorrerá uma primeira edição entre amanhã e o próximo Domingo dia 8 de Maio.
De acordo com a organização, além dos filmes, são organizadas visitas às judiarias de Lisboa, Belmonte e Castelo de Vide.
Esta quarta edição anual da Judaica abriu no cinema S. Jorge em Lisboa de 16 a 20 de Março, com a antestreia nacional do filme "Uma história de amor e trevas", de Natalie Portman, atriz que se estreia na realização com esta adaptação cinematográfica da autobiografia de Amos Oz.
Seguiram-se Cascais (8 a 10 de Abril), Belmonte (14 a 17 de Abril) e agora é a vez de Castelo de Vide (5 a 8 de Maio), com uma programação para cada localidade que inclui convidados de fama internacional, música, literatura e gastronomia.

IMPRENSA REGIONAL: "Alto Alentejo" - 4/5/2016


POSTAIS DO CONCELHO: A Fonte do Rossio



As velhas fontes de Nisa
Centenas de anos a fio,
Vossa linfa preciosa
De refrigério serviu
À minha Nisa formosa.

Quantas gerações passaram,
Caídas na sepultura,
Que os seus filhos baptizaram
Com vossa água santa e pura!

Em noites de luar silentes,
Tão propícia ao amor,
Nas vossas bicas fluentes
De murmuroso frescor,

Lindas moças iam dantes
Com seus pares, de mãos dadas,
Entre risos e descantes,
Encher as bilhas pedradas.

Se as fontes falar pudessem,
Tinham muito que dizer,
Se contar elas quisessem
O que ouviram sem querer:

Comadres mexeriqueiras,
Do seu lidar esquecidas.
E, entretendo-se, palreiras,
Desfiando alheias vidas;

Segredos de namorados
Com arrufos caprichosos;
Sonhos de amor enlaçados
Em projectos venturosos...

Casos alegres, sombrios,
Ali, todos iam dar,
Com a certeza que os rios
Sempre correm para o mar.

Ó boas fontes velhinhas,
Que pena fazeis agora,
Vivendo assim, tão sozinhas,
Sem o bulício de outrora!

Hoje, em casa, toda gente
Já tem água quanta queira,
Sem custos, prosaicamente:
Basta abrir uma torneira!

Por isso, as fontes de Nisa
Vão chorando a sua mágoa:
Já delas não se precisa,
Ninguém lá vai buscar água!
F. Bagulho – in “Correio de Nisa”
********* 
A bela fonte do Rossio
Lá está, atirada p´ra um cantinho
Lembra-se do seu lugar
E vai chorando de mansinho...

À espera que a promessa
Seja, por fim, cumprida
De voltar ao centro do largo
Onde, há 80 anos, foi erigida.

Só assim terá paz e alegria
Cumprido o sonho final:
De voltar ao centro da vila
O seu espaço original

Nós cá vamos esperando
E alertamos a autarquia:
- Cumpra a promessa feita
E dê à fonte, um novo dia.
Nisorro 

Campeonato nacional de RallyCross 2016 em Mação

Dias 7 e 8 de maio.
Mação volta a acolher uma das provas a contar para o Campeonato Nacional de Rallycross. Conte com dois dias de competição e emoções fortes na Pista da Boavista!
Anote já na sua agenda e não falte!
Uma organização do Clube Automóvel de Mação.
A Câmara Municipal de Mação apoia esta iniciativa.
A não perder! Não falte!

3.5.16

Incêndio deflagra numa fábrica de papel em Vila Velha de Ródão

A fábrica foi evacuada e não há vítimas.
Uma fábrica de papel em Vila Velha de Ródão, distrito de Castelo Branco, está a ser atingida por um incêndio que dura desde cerca das 14h00.
A unidade industrial em causa é a fábrica de papel "tissue" do grupo The Navigator Company, ex-Portucel/Soporcel.
O director-geral da fábrica, José Miranda, assegurou à Lusa que o fornecimento dos produtos de papel "tissue" não está em causa. Dentro de algumas horas deverá ser possível retomar a laboração, informou.
Às 14h50, de acordo com fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Castelo Branco, estavam no local 20 veículos, com 47 operacionais de Vila Velha de Ródão, Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Proença-a-Nova e Sertã.
“O alarme foi dado por um trabalhador da empresa. De imediato, a fábrica foi evacuada e não há quaisquer vítimas. Eventuais problemas com os produtos químicos foram também imediatamente controlados”, afirmou.
José Miranda explicou também que o fornecimento de gás e energia eléctrica foi cortado, o que impede a fábrica de laborar. “Os prejuízos não são ainda quantificáveis”, explicou.

03 Mai, 2016 - 14:59 in rr.sapo.pt - Foto do jornal"Reconquista"

SAÚDE: Dia Mundial da Asma assinala-se hoje

Desconhecimento da gravidade da doença condiciona qualidade de vida dos doentes
A Associação Portuguesa de Asmáticos vai promover uma campanha de sensibilização para a asma grave com o objetivo de melhorar a informação junto dos doentes e aumentar o controlo desta doença. A campanha com o mote “Eu tenho a asma grave na mão” insere-se nas comemorações do Dia Mundial da Asma que se assinala a 3 de maio.
 “Quando a asma não está controlada, os doentes sentem uma limitação da sua qualidade de vida, sendo a doença causa frequente de faltas à escola ou ao trabalho, recursos ao serviço de urgência e internamentos hospitalares. Por isso, se toma medicação de crise (“SOS”) mais do que uma vez por semana, se tem mais do que uma noite mal dormida por mês e mais do que uma crise asmática por ano é possível que a sua asma não esteja controlada, pelo que deve consultar o médico”, alerta Mário Morais de Almeida, imunoalergologista e presidente da Associação Portuguesa de Asmáticos.
E acrescenta: “A limitação da qualidade de vida, incluindo da realização de atividades desportivas, é frequente. Tosse, pieira ou dificuldade em respirar desencadeadas pelos esforços físicos, riso ou choro são características de uma asma que não está controlada”, esclarece Mário Morais de Almeida.

A asma surge frequentemente na infância, embora possa manifestar-se em qualquer idade. “Infelizmente falta com frequência o diagnóstico, isto é, o reconhecimento das queixas que poderiam levar à indicação de um programa de prevenção, com a utilização de medicamentos, entre outras medidas. Por outro lado, quase metade dos doentes já diagnosticados estão mal controlados. E para controlar melhor é preciso tratar melhor e, infelizmente, quase 80 por cento dos casos de asma grave não cumprem bem a medicação ou não têm acesso à medicação mais eficaz!”, conclui o presidente da Associação Portuguesa de Asmáticos.
Estima-se que a asma afete cerca de 700.000 portugueses, estimando-se que 10 por cento correspondam a casos de asma grave, os quais são responsáveis por mais de 50 por cento dos custos totais desta doença. Esta doença é ainda responsável por mais de 50 mil hospitalizações/ano na Europa.
A Campanha “Eu tenho a asma grave na mão” resulta de uma parceria entre a Associação Portuguesa de Asmáticos e a Novartis.
A Associação Portuguesa de Asmáticos tem como objetivo chamar a atenção dos doentes, profissionais de saúde e do público em geral para a asma como um problema global de saúde pública, aumentando a literacia sobre esta importante doença. Para mais informações consulte: www.apa.org.pt ou https://www.facebook.com/APAsmaticos/

Roubar para comer não é crime, decide Supremo Tribunal italiano

Decisão pode influenciar a jurisprudência de outros países europeus.
O Supremo Tribunal de Itália absolveu esta segunda-feira um mendigo condenado a seis meses de prisão e cem euros de multa por um furto de pouco mais de quatro euros de carne e queijo, informou a imprensa local.
Foi assim anulada a sentença que o Tribunal da Relação de Génova tinha aplicado a Roman Ostriakov, um sem-abrigo denunciado por procurar apropriar-se de uma lata de salsichas e queijo num mercado genovês, no valor de 4,07 euros.
Para o Supremo, "o facto não constitui delito" porque "não é punível quem, impulsionado pela necessidade, rouba num supermercado pequenas quantidades de alimentos para enfrentar a exigência imprescindível de se alimentar", segundo as mesmas fontes.
"A condição do acusado e as circunstâncias em que se produziu o furto da mercadoria demonstram que ele se apropriou dessa pequena quantidade de alimento para enfrentar a imediata e imprescindível necessidade de se alimentar, agindo assim em estado de necessidade", assinalaram os magistrados.
O encarregado de apresentar o recurso ao Supremo tribunal foi o procurador-geral do tribunal da Relação genovês que, de facto, não solicitou a absolvição, mas apenas uma redução da pena já que o acusado não chegou a concretizar o delito.
Ostriakiv foi detido antes de sair do supermercado pelo segurança do estabelecimento, depois de ter sido alertado por um cliente que viu o acusado colocar os produtos no bolso.
O presidente da associação de consumidores Codacons, Carlo Rienzi, congratulou-se pela sentença e alertou que "nos últimos anos da crise económica aumentou consideravelmente o número de cidadãos" que se veem obrigado a roubar para chegar ao fim do mês.
"O Supremo estabeleceu um princípio sacrossanto: um pequeno roubo por fome não é equiparável, de modo nenhum, a um gesto de delinquência porque a exigência de se alimentar justifica a ação", considerou em comunicado.

Depois de alertar para o aumento da pobreza nos últimos anos, opinou que "nestes casos, o delito não é cometido pelo ladrão, mas pelo Estado que abandona os mais débeis ao seu destino, levando-os a praticar ações, como o roubo de alimentos".
in Economico.sapo.pt

Bênção do Gado em Santo Amaro (Sousel)

A Bênção do Gado é um evento que pela sua tradicionalidade, genuinidade e pureza, se destaca no calendário de eventos do nosso concelho.
Vimos por isso, convidá-lo a estar presente na Festa da Bênção do Gado, um evento que nos representa da forma mais pura e genuína, uma tradição ancestral que une o homem e a terra, o sagrado e o profano.
Viva a experiência de uma das tradições mais pitorescas e verdadeiras do património cultural a nível nacional.
Em paralelo, já na 4ª Edição decorre a Festa do Bolo Branco, com muita variedade cultural e económica que mostra um pouco do que temos na freguesia e no concelho.

Este ano o programa conta com uma enorme variedade artística, que abrange todas as faixas etárias, apresentando também uma novidade, que é a Festa Campera, que conta com um treino Familiar, por famílias conhecidas do Mundo Tauromáquico da nossa região, por Grupos de Forcados e com Garraiada para os mais curiosos!

Exposição de Escultura de Alice Maury Gilley em Alpalhão


2.5.16

Professores de Portalegre no Conselho Nacional da Fenprof

Dois professores da Direção Distrital de Portalegre do SPZS eleitos para o Conselho Nacional da FENPROF
O 12º Congresso Nacional dos Professores decorreu nos dias 29 e 30 de abril, na cidade do Porto. O Congresso é o fórum mais representativo dos docentes e investigadores portugueses e, ao mesmo tempo, o órgão máximo da Federação Nacional dos Professores – FENPROF.
O congresso aprovou o Programa de Ação e a Resolução sobre Ação Reivindicativa que definem o rumo a seguir para os próximos 3 anos. No Congresso foram eleitos os órgãos nacionais da FENPROF. Mário Nogueira é o Secretário Geral e João Cunha Serra o Presidente do Conselho Nacional. António Dutra é o novo Presidente do Conselho de Jurisdição.
Para o Conselho Nacional foram eleitos dois professores da Direção Distrital de Portalegre do SPZS: Ana Luísa Pinheiro e Paulo Félix.
A Direção Distrital de Portalegre do SPZS/FENPROF

GLIFOSATO: O herbicida que contamina Portugal

Pela primeira vez há análises e revelam situação descontrolada
Análises realizadas pela Plataforma Transgénicos Fora em colaboração com o Detox Project (detoxproject.org) evidenciaram níveis inesperados e absolutamente assombrosos de glifosato (mais conhecido por Roundup), o pesticida químico sintético mais usado na agricultura portuguesa– e até agora o mais ignorado. Há pelo menos dez anos que não se conhece qualquer análise oficial à sua presença em alimentos, solo, água, ar ou pessoas. Este vazio, inédito a nível europeu, é hoje preenchido parcialmente com os resultados das análises realizadas à urina de 26 voluntários portugueses e a algumas amostras de alimentos. Portugal tem agora de encontrar soluções a nível nacional e europeu que esclareçam as razões de tal contaminação humana e a reduzam em várias ordens de grandeza.
Muito embora o Ministério da Agricultura mantenha, ao longo de sucessivos governos, um plano anual de monitorização em alimentos que testa a presença de mais de 300 resíduos de pesticidas, o glifosato tem sido excluído das análises. O mesmo se passa com a água de consumo, uma vez que o Ministério não inclui o glifosato na lista de substâncias a pesquisar pelas entidades fornecedoras. Quando questionado formalmente no início deste ano o mesmo Ministério não apresentou quaisquer análises, nem mesmo as previstas pelas diretivas técnicas da União Europeia, afirmando que até à data tinha sido considerado desnecessário incluir este químico nas suas análises de rotina.
Mas as mais de 1600 toneladas de glifosato vendidas anualmente, que para além de fins agrícolas também se aplicam abundantemente em zonas urbanas de Norte a Sul do país para controlo de ervas em ruas e caminhos (salvo nalguns, poucos, municípios), não desaparecem sem deixar rasto. Elas representam um potencial de contaminação generalizado que até agora tinha ficado por testar. Hoje começa finalmente a traçar-se um primeiro quadro onde sobressai a gravidade dessa poluição silenciosa, invisível e provavelmente mortal (segundo a Organização Mundial de Saúde o glifosato é provavelmente carcinogénico em humanos e demonstradamente carcinogénico em animais de laboratório).
Em 26 voluntários portugueses, o glifosato foi detetado em 100% das análises efetuadas à urina. Na Suíça, em 2015, uma iniciativa equivalente tinha detetado glifosato em apenas 38% dos casos e, em 2013, num outro levantamento realizado pela associação Amigos da Terra em 18 países europeus, estavam contaminadas 44% das pessoas.

O valor médio de glifosato na urina dos portugueses testados foi de 26.2 ng/ml (nanogramas por mililitro). Para referência tome-se a Diretiva da Qualidade da Água: na água de consumo o glifosato não pode ultrapassar os 0.1 ng/ml. Isto significa que a quantidade de glifosato agora detetada, se estivesse em água da torneira, contaminaria essa água 260 vezes acima do limite máximo legal!
A situação noutros países não é brilhante, mas apresenta-se muito menos grave do que a portuguesa. O estudo "Urinale 2015", que abrangeu mais de 2000 alemães, encontrou uma média de apenas 1.1 ng/ml: cerca de 20 vezes abaixo dos resultados portugueses. Além disso, o valor mais alto detetado na Alemanha foi de 4.2 ng/ml, enquanto que os valores portugueses variaram entre 12.5 e 32.5 ng/ml. Ou seja, o português menos contaminado tem três vezes mais glifosato que o pior caso alemão. Outros estudos publicados tipicamente apresentam valores médios próximos dos alemães.
Mais alguns dados relevantes a retirar dos resultados nacionais:
– os três voluntários mais novos (com idades entre os 7 e os 19 anos) apresentaram um valor médio mais elevado (26.7 ng/ml) que o grupo global, uma desproporção que também foi identificada no estudo alemão;
– não se detetou diferença clara na média de valores dos 4 voluntários que, sendo jardineiros profissionais, poderiam estar mais contaminados do que os restantes (estes últimos, todos eles habitantes de uma zona urbana e sem exposição profissional);

– embora o caso com mais glifosato seja o de um jardineiro, o segundo lugar pertence a um não-jardineiro;
– os valores acima de 20 ng/ml constituem, face à literatura disponível, as maiores concentrações jamais medidas em pessoas sem exposição profissional.
Note-se ainda que os níveis de glifosato na urina representam apenas uma fração da exposição real (que é inevitavelmente várias vezes superior).
Alguns alimentos foram também objeto de análise. A Plataforma escolheu o trigo (em grão e em farinha), a aveia em grão e o leite. Este último não apresentou glifosato detetável, mas o mesmo não se pode dizer dos cereais. Enquanto que a aveia testada apresentava 10 ng/g (nanogramas por grama), o trigo não processado atingia os 43 ng/g. Já os resultados em farinha branca tipo 55 deixam entrever que o glifosato não se limita ao revestimento exterior: o glifosato detetado foi o mais elevado de todos, com 46 ng/g. Muito embora todos estes valores estejam abaixo dos limites legalmente estabelecidos eles mostram como o glifosato pode estar a entrar regularmente na alimentação dos portugueses, o que explicaria um quadro de exposição crónica.

As análises agora realizadas pela Plataforma Transgénicos Fora são em pequeno número e não permitem retirar conclusões definitivas, mas lançam ainda assim fortes alertas. O Ministério da Agricultura tem de sair do estado de negação profunda em que se encontra e encarar finalmente o glifosato como o químico tóxico e omnipresente que de facto é. Não se conhecem ao certo quais as principais vias de exposição, mas a alimentação e a água são candidatos óbvios e devem começar a ser amplamente testadas e as fontes de contaminação eliminadas.
Além disso, enquanto não puser a casa em ordem e reduzir drasticamente os níveis de contaminação em Portugal, o governo nacional não tem autoridade moral para votar em Bruxelas a favor da reautorização do glifosato (ou sequer abster-se). Essa votação está prevista já para este mês de maio num comité técnico onde tem assento o Ministério da Agricultura. A proibição do glifosato é, aliás, amplamente apoiada pelos europeus, e os portugueses, face aos resultados aqui apresentados, dificilmente poderão nutrir qualquer outro sentimento.
A toxicidade do glifosato não é ainda um facto científico consensual e estabelecido. Além do cancro, existem na literatura científica diversas publicações que ligam o glifosato a efeitos teratogénicos (defeitos de nascimento)*10, desregulação hormonal, toxicidade hepática e renal e até autismo, mas muitos cientistas, nomeadamente os que têm algum tipo de ligação à indústria, discordam destes resultados. Na própria Autoridade Europeia de Segurança Alimentar, uma estrutura da Comissão Europeia, 62% dos especialistas que integram o painel de avaliação de pesticidas apresentam conflitos de interesse face às empresas cujos produtos estão a avaliar. De qualquer forma existem ainda muitas zonas de ignorância e incerteza que justificam uma profunda desconfiança face aos discursos de segurança das instituições oficiais.
Este cenário é agravado por dois aspetos adicionais. No caso da desregulação hormonal, por exemplo, não existem limiares de contaminação aceitável. Ou seja, qualquer concentração é perigosa e pode desencadear efeitos nefastos. Além disso o glifosato nunca é usado sozinho: os herbicidas comerciais possuem diversas outras substâncias, não indicadas no rótulo, que aumentam a agressividade do glifosato e podem ser, elas próprias, muito tóxicas. Por isso a deteção do glifosato significa a presença adicional provável de outros químicos que não são de todo considerados quando se estabelecem os limites legais para cada pesticida.
Enquanto a investigação adicional não é feita e as dúvidas dissipadas, a única forma de proteger a saúde pública é através de medidas de precaução: no caso do glifosato isso implica votar NÃO à sua reautorização (que a Comissão Europeia pretende por mais 15 anos e o Parlamento Europeu por mais 7 anos).

Em nome da transparência deve notar-se que as análises foram realizadas por iniciativa exclusiva da Plataforma Transgénicos Fora que depois obteve a colaboração do Detox Project. O financiamento foi angariado em fóruns online e junto de empresas e associações. O custo total – mais de quatro mil euros – foi coberto da seguinte forma:
- diversas pessoas a título individual 250€
- duas empresas da área da agricultura biológica 2225€
- associações membros da Plataforma (Quercus, Agrobio, Gaia e MPI) 1580€
A Plataforma foi a única responsável pela condução do processo e pela redação deste comunicado. Estão disponíveis informações adicionais sobre o método analítico e os laboratórios envolvidos.
Para mais informações: 91 730 1025 ou info@stopogm.net

1.5.16

OPINIÃO: De Caminha ao caminho

Quando à esquerda comemoramos o 25 de Abril comemoramos a democracia mas também o estado social.
Há três anos publiquei aqui uma crónica dedicada a um caso que tinha passado quase despercebido. Em Caminha, geograficamente o primeiro município do país, um grupo de militantes e ativistas de esquerda tinha começado a preparar uma candidatura conjunta à Câmara Municipal. Quando as notícias chegaram a Lisboa, as direções nacionais dos partidos em causa encarregaram-se de acabar com tais pretensões. O título da minha crónica era "Eles não querem" e, na altura, explicava-se a si mesmo.
Foi-me chamada a atenção para esta crónica antiga por alguns jovens nas redes sociais que rapidamente notaram o quanto as coisas mudaram entretanto. Depois de anos de incomunicabilidade entre as esquerdas portuguesas, os seus partidos finalmente entenderam-se para o tipo de acordo de incidência parlamentar que na altura juravam a pés juntos não querer celebrar.
É um progresso considerável, que esperemos em breve permita com naturalidade fazer algo tão simples como a candidatura conjunta que então foi negada aos militantes de Caminha. Mas vale a pena assinalá-lo hoje, 25 de Abril, quando juntos descermos a Avenida da Liberdade, para lembrar como passámos tão perto da precipício. Depois de quatro anos de política austeritária, foi por muito pouco que não acabámos com um governo de bloco central que certamente teria em cima da mesa um compromisso de alteração da Constituição para nela esvaziar os direitos económicos e sociais. O caminho conjunto que as esquerdas fazem hoje na governação não só permite reverter algumas das piores políticas dos últimos anos como impede este esvaziamento. De outra forma poderíamos estar hoje a comemorar os 40 anos da Constituição como os últimos em que a sua forma substancial, no que diz respeito ao estado social, seria a mesma.

Para quem pense que exagero, basta remeter para o discurso que Marcelo Rebelo de Sousa fez a semana passada no Tribunal Constitucional (tanto quanto sei, foi o constitucionalista Jorge Reis Novais quem primeiro identificou e analisou esta importante comunicação). Nesta curta peça de nove minutos, e que foi lida a partir de um texto escrito, pensado e deliberado, o Presidente da República diz que um dia se há de discutir a inserção na Constituição de "um estado de exceção económico-financeiro" que permita guiar a jurisprudência sem recurso aos princípios gerais que, basicamente, permitiram ao Tribunal Constitucional fazer frente ao pior da austeridade. A conclusão é clara: o projeto de eviscerar os direitos económicos e sociais da Constituição ao mesmo tempo que se lhes presta umas falinhas mansas continua bem presente no espírito da direita portuguesa. O seu principal intérprete é agora Marcelo Rebelo de Sousa, que chegou com relativa facilidade a presidente graças também às hesitações e taticismos das direções partidárias da esquerda portuguesa.
Quando à esquerda comemoramos o 25 de Abril comemoramos a democracia mas também o estado social, porque o segundo é a materialização da primeira, e ambos estão longe de estar garantidos. Ao fazermos hoje o nosso caminho conjunto reflitamos nos erros e acertos de percurso como melhor forma de continuar a comemorar o 25 de Abril na sua plenitude por muitos anos futuros.
Rui Tavares - in "Público" - 25/4/2016

 Os Verdes querem melhor cobertura e alargamento na TDT

Os Verdes entregaram na Assembleia da República um Projeto de Resolução em que recomenda ao Governo a melhoria da cobertura da Televisão Digital Terrestre e o alargamento de todos os canais televisivos que integram o serviço público de televisão, por forma a garantir o cumprimento dos princípios da universalidade e da coesão nacional, da diversificação, da qualidade e da indivisibilidade da programação, do pluralismo e do rigor, da isenção e da independência da informação, bem como do princípio da inovação de um serviço público de televisão.

MAIO - Mês do Coração: 1 em cada 3 pessoas confunde os sintomas da insuficiência cardíaca

Metade dos doentes com insuficiência cardíaca não sobrevive 5 anos após o diagnóstico
Este ano, a Fundação Portuguesa de Cardiologia vai dedicar “Maio, Mês do Coração” à sensibilização para a insuficiência cardíaca, uma patologia que afeta 26 milhões de pessoas em todo o mundo e cerca de 400 mil pessoas em Portugal.
Com o mote ‘Cuide da sua máquina’, a campanha pretende chamar a atenção da população portuguesa para sintomas que habitualmente não são associados a problemas do coração e que são os primeiros sinais de alerta para a insuficiência cardíaca, como por exemplo dificuldade em respirar (dispneia); membros inferiores inchados devido à acumulação de líquidos; fadiga intensa; tosse ou pieira; náuseas e aumento de peso. Estima-se que 1 em cada 5 pessoas vai desenvolver insuficiência cardíaca ao longo da sua vida, uma situação clínica debilitante, em que o coração não consegue bombear sangue suficiente para todo o corpo.
“É urgente aumentar o reconhecimento e conhecimento público dos sintomas da insuficiência cardíaca. Apesar da melhoria de cuidados verificada nos últimos 20 anos, a mortalidade por insuficiência Cardíaca permanece inaceitavelmente elevada, registando 2 a 3 vezes mais mortes do que alguns tipos de cancro em estádios avançados, como o cancro da mama e o cancro do cólon. Por esse motivo, a Fundação Portuguesa de Cardiologia dedica este ano Maio, mês do Coração a fazer um alerta à população para conhecer a doença e não desvalorizar os primeiros sintomas”, explica Nuno Lousada, cardiologista e administrador da Fundação Portuguesa de Cardiologia.
Cinco anos é o tempo médio de vida para 50% dos doentes com insuficiência cardíaca, após o seu diagnóstico. Na maioria dos casos, esta doença ocorre porque o músculo cardíaco responsável pela ação de bombear o sangue enfraquece ao longo do tempo ou torna-se demasiado rígido.
A insuficiência cardíaca ocorre muitas vezes também devido a lesão do músculo cardíaco, o que pode acontecer após um ataque cardíaco ou outra doença que afete o coração, ou devido a uma lesão continuada e mais gradual, como acontece na diabetes, hipertensão, doença arterial coronária, colesterol elevado, consumo excessivo de álcool ou abuso de drogas. Na maioria dos casos, a insuficiência cardíaca não tem uma única causa.
O risco de desenvolver insuficiência cardíaca aumenta com a idade e, em geral, tem tendência a ser mais frequente nos homens do que nas mulheres. Cerca de 1 em 5 pessoas (20%) irá desenvolver insuficiência cardíaca nalguma altura das suas vidas.
A campanha do “Mês de Maio – Mês do Coração” decorre este ano em parceria com a Sociedade Portuguesa de Cardiologia, Direção Geral da Saúde e Associação Portuguesa de Seguradores.
Para mais informações sobre a campanha e sobre as iniciativas de “Maio, Mês do coração” consulte o site: http://www.fpcardiologia.pt/ ou https://www.facebook.com/FPCardiologia/ 

30.4.16

OPINIÃO: Minas Ibéricas de Urânio: um perigo para o ambiente e um risco para as populações

Tem uma longa estória a luta contra a mineração de urânio no nosso país. Ainda nos anos 70 do século passado grupos ecologistas, com 1ªs páginas de jornais denunciavam os riscos para a terra e as populações, assim como é óbvio para os trabalhadores dessas, das minas da Urgeiriça.
Desde o seu encerramento um forte movimento de ex-trabalhadores, com a presença relevante e incansável de António Minhoto, tem lutado continuamente pelo ressarcimento e direitos desses e suas famílias assim com a reabilitação destas terras devastadas.
Em Nisa, desde o final dos anos 80 que a tentativa de abrir um estaleiro tem esbarrado com a população local, grupos ecologistas e também o apoio solidário do movimento dos ex-mineiros da Urgeiriça.
O urânio é uma das pontas destapadas do ciclo de ruína e degradação da nuclear, que hoje aqui ao lado em Almaraz nos coloca, cada dia que passa em maior risco.
O nosso Ministro do Ambiente está, todavia, descansado.
 E também está descansado ou desinformado sobre o projecto de abertura de uma zona de mineração  de urânio em Salamanca, Retortlillo, a poucos Kms de Portugal.


Um projecto rodeado de fumos de corrupção, envolvendo um ex alto funcionário (do então Ministro da Agricultura e  actual comissário da Energia Arias Cañete), que assessorou a empresa titular a Berkeley perante a Comissão Europeia que deu um parecer favorável  a este. Conhecemos casos destes...muitos...
Pois a  Audiência Nacional ( Procuradoria)vai estudar a legalidade do licenciamento dado que sendo uma instalação nuclear de 1ª (nela será feito o enriquecimento) deve ser  o licenciamento feito pelo intervenção do Estado e com uma declaração de impacto ambiental!
E para essa, para o estudo, deve ser tida em conta a posição e o envolvimento do Estado português, seja porque a emissão de rádio-isotopos não conhece fronteiras, seja pela possível contaminação dos friáticos desta zona.
Andará o nosso ministro desinformado ou continua com a mesma confiança que também tem em relação a Almaraz?
Dia 11 de Junho em Cáceres este será também um dos temas em discussão.
Fechar Almaraz, pôr fim ao ciclo nuclear, defender a sustentabilidade e o ambiente!
Aos 28 de Abril de 2016
António Eloy, membro do Movimento Ibérico Anti-nuclear ( M.I.A.)

Barrancos debate o Declínio dos Montados

Pretende-se, com o referido encontro, fazer uma abordagem às problemáticas do declínio dos montados, da degradação da terra e da desertificação nos contextos edafo-climático e socio-económico da região, com particular atenção aos factores de degradação do solo e do arvoredo (designadamente práticas e técnicas culturais desadequadas, agentes bióticos e abióticos e outras ameaças e constrangimentos) bem como com enfoque especial nas boas práticas de gestão em montados de azinho.
Para o efeito, a jornada contemplará uma sessão teórica e uma visita de campo. Assim, durante a manhã, far-se-á o enquadramento nos processos de degradação da terra / desertificação / declínio do montado, a apresentação do inventário da mortalidade da azinheira efectuado pela Universidade de Évora para o ICNF e a abordagem de causas e factores de declínio e mortalidade, das pragas e doenças no montado e das boas práticas na gestão de pastagens e conservação do solo.
Da parte da tarde, decorrerá uma sessão de cariz mais prático, com visita de campo, à Herdade da Coitadinha, na qual se pretende mostrar alguns dos aspectos referidos durante a manhã e evidenciar os desafios da gestão do montado e da aplicação de boas práticas.

Berg em Vila velha de Ródão nos 10 anos da Casa de Artes e Cultura do Tejo


3º Festival José Afonso no 1º de Maio em Malpica do Tejo



29.4.16

74.º Cursilho de Cristandade de Mulheres da Diocese de Portalegre e Castelo Branco




Com a graça de Deus, realizou-se mais uma vez, na nossa Diocese, um Cursilho de Cristandade para Senhoras. Desta vez o 74º…
Realizou-se, entre os dias 14 e 17 de Abril e, como habitualmente, na Casa Diocesana de Mem Soares. Nele participaram 34 valentes mulheres dos vários arciprestados diocesanos que respondendo generosamente ao convite que o Senhor lhes fazia, viveram a descoberta e a vivência profunda do Amor de Deus por cada um de nós. Foram, nesta aventura, acompanhadas por uma equipa de 12 leigas e quatro sacerdotes.
Foi em verdadeiro clima de reflexão, descoberta, entrega, fraternidade e Amizade que se viveu e conviveu o Amor de Deus numa Alegria própria dos que aceitam a fantástica Aventura de responder SIM ao Seu chamamento.
Também a presença dos que na retaguarda pediam ao Senhor que sobre todas/os derramasse as Suas Graças, foi apoio e estimulo sentido e reconhecido.
E foi numa caminhada em graça consciente, crescente e de forma comunicada que os seus corações se foram abrindo ao Encontro do Amor de Cristo projetando-se nas novas irmãs.
A alegria dessa descoberta refletia-se no seu semblante e o brilho dos seus olhos mostrava o que elas próprias podiam firmemente afirmar: “O Senhor fez em mim maravilhas”.
E foi isto que se ouviu na partilha feita no Encerramento ou Clausura que se realizou no Cine-Teatro de Nisa, após alguns anos de interregno naquela vila alentejana e que foi gentilmente cedido para o efeito, pela autarquia. Teve início pelas 18,30h do dia 17 com a presença sempre gratificante e estimulante do nosso Bispo, D. Antonino Dias, e uma participação animada, calorosa e acolhedora dos que cá fora, tinham ajudado a viver esta maravilhosa experiência e que, agora, de coração aberto, recebiam e apoiavam as novas cursilhistas.
Por sua vez, os seus testemunhos refletiam a confiança sentida na grande descoberta do Amor imenso de Deus e o seu compromisso com Ele de O levar consigo fermentando de Evangelho os seus ambientes.
Seguiram-se testemunhos de quem já vive este 4º dia há mais tempo animando aquelas que o estavam a iniciar.
O sr. Padre Adelino Cardoso, Diretor espiritual do Movimento na Diocese, congratulou-se com o êxito deste cursilho, na certeza que foi mais um momento de Graça que o Senhor concedeu à Sua Igreja e convidou todos à participação nas próximas atividades do Movimento, nomeadamente na Ultreia Diocesana que se realizará no Pego, no dia 26
de Junho, dia dedicado ao M.C.C.
D. Antonino, animando todos a seguir em frente, fortes na Fé e na vida em Graça, convidou os presentes a prolongar a Alegria e a Amizade reinantes, na celebração da Eucaristia que teve lugar na Igreja Matriz onde, aquelas que acabavam de viver esta experiência tão marcante para as suas vidas, receberam os “símbolos” e (re)afirmaram o seu compromisso com Cristo Vivo e Ressuscitado.
Viver um Cursilho é uma experiência única que transforma o coração e o direciona para a ação em favor dos irmãos. Por isso aqueles que o vivem podem dizer como S. Paulo: “Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim”.
Secretariado Diocesano do Movimento dos Cursos de Cristandade,

Quatro dezenas doam sangue em Vale de Cavalos





Satisfação e muitos sorrisos rodearam a brigada levada a cabo pela Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP – na Freguesia de Alegrete, mais especificamente em Vale de Cavalos. E não foi caso para menos, uma vez que compareceu um número considerável de dadores, entre estes meia-duzia de estreantes.
A iniciativa decorreu nas instalações do Grupo Desportivo Cultural e Social de Vale de Cavalos, tendo comparecido 40 pessoas, das quais seis mulheres. Uma vez avaliados os voluntários: cinco não o puderam fazer desta feita, pelo que foram reunidas 35 unidades de sangue total.
Estrearam-se a estender o braço seis doadores, a maioria jovens. O Registo Nacional de Dadores Voluntários de Medula Óssea passou a constar com mais um nome.
Bastante concorrido esteve o almoço convívio, degustado no local da colheita e que foi apoiado pela Junta de Freguesia de Alegrete.
Em Maio
Cumprindo o nosso calendário, poderão-nos encontrar brevemente: A 07 de Maio no Centro de Saúde de Montargil; A 14 de Maio nos Bombeiros do Crato; A 28 de Maio na Casa do Povo de Santo António das Areias (Marvão). Nestes sábados estaremos de portas abertas na parte da manhã.
Compareça numa destas colheitas!
JR