19.4.14

MÚSICA: Orquestras distritais em atividade nas férias da Páscoa

 Formação de maestros em Alter do Chão
 Ensaio/estágio da FIJUNA - Alter do Chão
Ensaio da FINA em Santo Amaro
A FINA – Filarmónica Infantil do Norte Alentejano e a FIJUNA – Filarmónica Juvenil do Norte Alentejano, sua irmã mais velha, realizaram ensaios nesta quadra festiva da Páscoa. Paralelamente, decorreu formação para maestros e monitores.
A FIJUNA juntou 58 músicos de 11 bandas e orquestras filiadas e realizou dois ensaios no cineteatro de Alter do Chão nos dias 14 e 15 de abril. A FINA, que engloba um universo maior de executantes e que é composta na sua maioria por crianças aprendizes das 14 bandas e orquestras filiadas na Federação de Bandas, realizou o seu ensaio distrital mensal na aldeia de Santo Amaro na manhã de 18 de abril. Este ensaio era para ter sido realizado ao ar livre mas o tempo não o permitiu. Marcaram presença 134 crianças de 10 bandas/orquestras. Destes, já apenas integram as suas bandas 46, os restantes 88 são ainda aprendizes. Este projeto está a granjear grande entusiamo por todo o distrito e as bandas/orquestras veem nele uma boa rampa de lançamento para as suas bandas séniores uma vez que começaram a organizar bandas juvenis na sua antecâmara. O projeto desenvolve-se em ano letivo e tem um programa que se desenvolve ao mesmo em todas as localidades. A FINA irá ter ensaios a 25 de maio em Nisa, Castelo de Vide e Alegrete e a 22 de junho reunirá em ensaio distrital em Ponte de Sor para fazer a sua apresentação pública a 5 de julho em Gavião durante o Festival de Bandas do Norte Alentejano. No final do ensaio da FINA marcou presença o senhor Presidente da Câmara Municipal de Sousel e também Presidente da CIMAA, Dr. Armando Varela. Refira-se que o projeto FINA tem também beneficiado do acompanhamento de muitos populares e familiares dos jovens músicos em todas as localidades por onde tem passado.
O futuro das bandas está assegurado enquanto ainda por cá vá havendo gente, contudo é necessário que a Federação de Bandas seja apoiada efetivamente pelo poder político distrital e regional. Os projetos existem e há pessoas com vontade de levá-los por diante e, desta forma, temos que unir esforços para que as sinergias se mantenham e até se reforcem. As autarquias, Câmaras e Juntas de Freguesia, estão sempre presentes na linha da frente e a CIMAA começa também a compreender aquilo que temos entre mãos e prepara-se para apoiar os projetos distritais da Federação de Bandas. Um deles será a gravação de um CD em maio.
A Federação de Bandas agradece o apoio da CIMAA, da Banda de Alter e do seu município, da Junta de Freguesia de Santo Amaro e do município de Sousel bem como da OLEMSA – Orquestra de Santo Amaro pelo apoio prestado para o bom desenrolar das atividades atrás citadas. Os agradecimentos são também extensivos às restantes bandas e orquestras bem como às autarquias a que pertencem pelo apoio ao nível dos transportes.

18.4.14

ALPALHÃO: Tradicional festival taurino


SENHORA DA GRAÇA: Câmara assegura transporte de ida e volta

De acordo com a informação do site do Município de Nisa, a autarquia assegura, gratuitamente, o transporte entre Nisa e a Capela de Nossa Senhora da Graça e vice-versa, na segunda-feira, dia 21 de Abril e nos seguintes horários:
10h- Nisa (junto ao Cine Teatro) - Capela de Nª Senhora da Graça
13h- Capela de Nossa Senhora da Graça – Nisa

NISA: Sexta-Feira Santa

A foto é de um dos grandes mestres europeus da fotografia: Cartier Bresson. Foi tirada em 1955 durante um périplo do artista pelo nosso país.
É uma foto que se presta a diversas leituras e interpretações, tanto religiosas como políticas e sociais. O negro dos trajes espelhava a "negritude" de um regime autoritário e avesso a mudanças.
Tudo mudou, vinte anos depois. Por breve tempo, a liberdade passou por aqui. O país de "Fátima, Futebol e Fados" ou de "Deus, Pátria, Autoridade e Família" de há sessenta anos não anda muito longe do Portugal da troika, da austeridade, da corrupção e do xico-espertismo que imperam como leis. Ontem, os "Ballet Rose", a PIDE, a guerra colonial, a mordaça, a fuga para o estrangeiro. Hoje, as sucatas, os BPNs, os amigos do presidente, os chernes e os robalos, os "jobs of the boys", as prescrições, convenientes, de processos, a corrupção generalizada, outra vez a mordaça, através de meios sofisticados.
Hoje é sexta-feira santa. Tenham um santo dia...

PATRIMÓNIO: Hoje é Dia Internacional dos Monumentos e Sítios


17.4.14

Conselho Intermunicipal da CIMAA reuniu em Nisa



Realizou-se no dia 15 de Abril, a reunião ordinária do Conselho Intermunicipal da CIMAA, que desta vez teve lugar no Salão Nobre da Câmara Municipal de Nisa.
Da longa agenda de trabalhos constavam, entre muitos outros, a apreciação e votação do relatório de actividades e a prestação de contas do exercício de 2013, o acordo de colaboração entre a CIMAA e a Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal, a participação da CIMAA na Qualifica e a abertura de concurso para a implementação e instalação de percursos pedestres em natureza no âmbito do projecto Alentejo Feel Nature".
Outros procedimentos concursais a abrir que estavam na agenda refere-se à "revisão de taxas e dos preços municipais", à rectificação da minuta do contrato de aquisição de serviços para realização de "ensaios de segurança para os equipamentos desportivos" de diversos concelhos incluindo Castelo de Vide e ainda à "aquisição de serviços para o acompanhamento jurídico e contencioso" referente ao "processo Valnor.

NISA: 25 de Abril - 40 Anos - 40 Imagens (16)

Nisa: Comemorações do 25 de Abril - 2008

CASTELO DE VIDE: Feira do Livro


Misericórdia de Portalegre ganha Prémio Inovação na Construção 2014


 A Santa Casa da Misericórdia de Portalegre foi uma das entidades distinguidas no concurso “Inovação na Construção 2014”, uma iniciativa organizada pela revista Anteprojetos em parceria com o jornal Construir, que atribuiu um prémio à obra de remodelação do Edifício da Santa Casa da Misericórdia de Portalegre.

A obra de remodelação da Santa Casa da Misericórdia de Portalegre recebeu o 1º prémio na Categoria de Sistemas de Rede de água, gás, saneamento e esgotos, entregue a Marisa Candeias, diretora técnica da SCMP e que representou a instituição na cerimónia de atribuição de prémios. A Cerimónia realizou-se dia 10 de Abril e recebeu mais de 100 convidados no auditório da sede da Microsoft em Lisboa. Distinguiu a eficiência e a sustentabilidade, atribuindo 30 prémios, distribuídos por 26 categorias, 3 menções honrosas e um prémio de excelência nas áreas dos Materiais e Produtos, Equipamentos e Empresas.
O Projeto premiado
O edifício do antigo hospital da Misericórdia apresentava um conjunto de nascentes de águas subterrâneas vindas do conjunto montanhoso da Serra de São Mamede. Estas nascentes e veios de água foram em tempos o abastecimento de toda a cidade de Portalegre.
O projeto de Remodelação e ampliação do edifício em referência contempla a execução de uma rede de recolha dessas águas, as quais irão ser aproveitadas para o abastecimento de um depósito de combate a incêndios, para limpezas gerais do edifício e, principalmente, para o desenvolvimento de aquaterapia - um método terapêutico que utiliza a água em movimento e é aplicado no tratamento de diversas patologias.
A recolha será feita através de tubos de pvc perfurados, protegidos por   brita e envolvidos por geotêxtil, inseridos no solo numa zona onde a passagem das águas subterrâneas é constante, permitindo a sua recolha e resolvendo problemas de infiltrações por capilaridade ascendente nos pontos estruturais do edifício. Essa água é posteriormente encaminhada para depósitos e tanques do conjunto edificado. A água não será para consumo dos utentes mas sim para utilizações em sistemas de apoio. A realização de análises frequentes à água será uma premissa visto haver contacto cutâneo com utentes no tanque de aquaterapia.

Com esta solução para a recolha de águas a Santa Casa da Misericórdia irá reduzir em cerca de 30% os consumos e consequentemente os custos, promovendo desta forma uma sustentabilidade no consumo de água, não desperdiçando a água tratada das redes municipais de abastecimento.
Prémio Inovação na Construção 2014
A distinção foi feita em três áreas que se dividiram em várias subcategorias. "Inovação Empresas", que distinguiu empresas que tenham desenvolvido um conjunto de atividades e processos, otimizando as sinergias entre as vertentes social, ambiental e económica e que promovam, na sua atividade ou junto de terceiros, a aposta na inovação, "Inovação Materiais e Produtos", que distinguiu empresas pelo desenvolvimento de materiais e produtos inovadores que respeitem critérios de sustentabilidade e eficiência e que de algum modo respondam a novos paradigmas na construção, nomeadamente um menor impacto ambiental, e ainda a "Inovação Equipamentos", que distinguiu equipamentos inovadores que respeitem critérios de sustentabilidade e eficiência e que de algum modo respondam a novos paradigmas na construção, nomeadamente um menor impacto ambiental.

O Júri desta iniciativa foi composto por Teresa Ponce de Leão, Presidente do LNEG – Laboratório Nacional de Energia e Geologia, Paulo Sá e Cunha, vice-presidente da ADI-Agência Inovação, José de Matos, secretário-geral da APCMC, Rita Moura, presidente da Plataforma Tecnológica Portuguesa de Construção e Manuel Casquiço, colaborador na Direção de Inovação da ADENE.

MONTALVÃO: Apresentação de livro sobre a Guerra do Ultramar

"Os militares de Montalvão e Salavessa na Guerra do Ultramar" é o título do livro da autoria de José da Graça de Matos que vai ser apresentado ao público em sessão que decorrerá na Casa do Povo de Montalvão, no próximo dia 19 de Abril (sábado) com início às 11 horas.

16.4.14

OPINIÃO: Até já, meu amor...


Hoje parto, sabendo as terríveis saudades que sentirei, esperando que um dia me retribuas apenas com um sorriso de esperança tudo o que sonhei ser para ti: um filho amado pelo seu País.
Todas as histórias são de amor. Seja por uma ideia, uma pessoa, uma convicção, um sonho, um lugar ou um objetivo, as histórias de cada um são sempre de uma profunda paixão; de encontros e desencontros, sofrimento e alegria, de desespero e de esperança, tudo em nome deste amor, que por mais encruzilhadas e trilhos ziguezagueantes que possamos calcorrear, é a estrela que dita a direção dos nossos passos.
A minha história, tal como as histórias de cada um, é repleta de traços irrepetíveis, cores combinadas de uma forma singular e banda sonora composta pelos acordes produzidos pelo instrumento nunca silenciado que é o meu coração. É, pese a ausência e originalidade, uma história de um profundo amor: apaixonei-me pelo País que me viu nascer. Apaixonei-me pelas suas perfeições, apaixonei-me pelas suas imperfeições, apaixonei-me por cada um dos seus detalhes e pelo sonho de o poder mudar; não é um amor ciumento, afinal apaixonei-me por um Portugal com braços calorosos para todos poder acolher, assim o quisesse.
A minha história, de aventuras e desventuras, é hoje escrita com a dificuldade de quem tem lágrimas nos olhos e o coração esmagado pela esperança que desvaneceu: desisto de tentar amar um país que há muito desistiu de me amar a mim.
A minha história hoje é de um amor não correspondido, um daqueles romances shakespearianos de final trágico. Uma paixão que tudo fiz para manter viva, entregando-me de corpo e alma a todos as pequenas e grandes lutas pelo meu país, da melhor forma que sempre pude.
Fui enfermeiro no meu País, julgando assim que pudesse olhar para mim com orgulho. Milhares de pessoas junto das quais acredito ter podido fazer a diferença, estando com elas nos momentos de doença, de sofrimento, de pequenas conquistas que nos enchiam a alma, de recuperações milagrosas, de desespero, de morte, de vida, de esperança. Milhares de horas em que abdiquei do conforto do lar e da família nas longas noites, fins-de-semana, Natais, para ser a mão que trata e a mão que ampara, para ser o coração que compreende, para ser a mente ávida de tratar cada vez melhor.
Não chegou para o meu amado país, e ao fim de 9 anos de uma carreira devotada a enriquecer o serviço público, o meu amor é recompensado com vencimento cada vez menor (roçando o insulto brejeiro à dignidade pessoal e profissional), com beliscadelas constantes aos meios para cuidar com dignidade, com ameaças de despedimento fácil e com uma ausência de reconhecimento de uma devoção que nunca vacilou.
Fui político no meu país, julgando assim que poderia ajudar a mudar as imperfeições do meu amor, que sentia cada vez mais distante. Ousei desafiar os que se servem da política ao invés de a servir, ousei pisar campos de batalha munido apenas com a arma que é o coração convicto, abdicando de cada minuto livre, pela oportunidade de fazer a diferença. Ousei sonhar que o meu país aceitaria uma política para o servir e não uma política para o enganar, exaurindo-o dos seus recursos e alma.
Fui ativista no meu país, entrincheirando-me na defesa dos direitos que são a cor de um País cada vez mais cinzento. Lutei pelo trabalho digno, lutei pela justiça, enfrentei todos aqueles que me queriam roubar e a mim e a tantos outros, o sorriso vaidoso de quem ama o que faz, o sorriso orgulhoso de quem acredita ingenuamente que a riqueza do seu País são as suas pessoas. Mais do que não me amar, o meu país castigou-me, roubou-me o emprego; restou a dignidade, restou a alegria de saber que como eu, outros amavam Portugal, tanto que se esquecem de si, esvaziando-se do seu egoísmo, entregando-se à luta pelo Portugal justo e digno que sonhamos.

Fui sonhador no meu país, de sorriso permanente, acreditando que o esforço, empenho, humildade e honestidade seriam os raios de sol que romperiam todos os dias de chuva. Fui sonhador acreditando que o suor diário transformaria as janelas em portas e que a procura constante em ser melhor faria o meu país apaixonar-se também por mim.
Fui crítico (injusto admito-o, forçado pela crueldade de uma realidade inegável), de todos os que se apressavam a desistir facilmente deste amor, procurando a reciprocidade num qualquer outro canto do mundo. Para mim, o amor pelo meu país tudo superaria.
Dancei na noite do meu País, senti o calor do seu sol enquanto me deslumbrava nas suas praias. Fui amigo, confidente, amante, sempre sob o céu estrelado que serve de teto ao Portugal do qual nunca quis abdicar.
Fui muitas coisas no País que amo; fui tudo o que não serei, pois a hora é de partida. Sem esperança, verdascado pela crueldade do salário injusto, pelo esforço sem recompensa alguma, pela destruição dos direitos, pelo definhar da possibilidade de sonhar, deixei de ter força para lutar pelo amor não correspondido.
Parto não por deixar de amar o meu País, mas porque se me esgotaram as forças para por ele lutar. Em qualquer outro lugar acredito um dia as voltar a encontrar, e de retrato no bolso e um amor que nunca será esquecido trilho um caminho que me leve para longe, mas na esperança de ser apenas o balanço para um dia voltar.
Sou hoje no meu País, aquilo que a geração de Abril lutou para que os seus filhos não fossem: emigrantes, escravos de um trabalho sem direitos, agrilhoados à ausência de sonhos e esperança. Um dia, suspiro, voltarei para ser algo mais, voltarei num outro Abril, voltarei qual afortunado de amor consumado e o meu País amar-me-á como eu não consigo deixar de amar.
Até já meu amor! Hoje parto, sabendo as terríveis saudades que sentirei, esperando que um dia sintas a minha falta, como eu já sinto a tua, ainda antes de partir; esperando que um dia me queiras nos teus braços novamente, e me retribuas apenas com um sorriso de esperança tudo o que sonhei ser para ti: um filho amado pelo seu País.
Tiago Pinheiro – Enfermeiro in http://www.esquerda.net/

NISA: 25 de Abril - 40 Anos - 40 Imagens (15)


NISA: Exposição sobre Ary dos Santos no Cine Teatro


IMPRENSA REGIONAL: "Alto Alentejo" - edição de 16/4/2014


15.4.14

ALPALHÃO: Baile da Páscoa na Sociedade Recreativa


ESTÁ QUASE...




 Cebola à espera do título







Falta pouco para a nação benfiquista festejar mais um título de campeão nacional de futebol. Que venha a festa, cheia de cor e alegria, com respeito pelos adeptos de outros emblemas, apanágio do SLB. Por alguma razão se chama O Glorioso!

NISA: Exposição "25 de Abril: um marco na história"


NISA: 25 de Abril - 40 Anos - 40 Imagens (14)

Comemorações do 25 de abril - 2012

IMPRENSA REGIONAL: "Fonte Nova" - edição de 15/4/2014


14.4.14

Parque Natural da Serra de São Mamede faz 25 anos e a Quercus avalia a Área Protegida


Hoje, dia 14 de Abril, comemora-se o 25º aniversário da criação do Parque Natural da Serra de São Mamede (PNSSM) e, à semelhança do que tem acontecidos nos meses anteriores, a Quercus faz uma retrospectiva do que foi feito de positivo e negativo nesta Área Protegida e traça cenários com base na definição de ameaças e na identificação de oportunidades.
Em 1989 foi criada a primeira e única Área Protegida na Região do Alto Alentejo, com o objetivo de promover o ordenamento do território e a divulgação dos valores naturais, paisagísticos e culturais da região, adotando medidas que visam o aproveitamento sustentável dos respetivos recursos naturais e histórico-culturais, a conservação dos elementos geomorfológicos, faunísticos e florísticos e a preservação dos habitats prioritários. O PNSSM inclui o mais importante dos relevos alentejanos, que lhe dá nome, a Serra de São Mamede, distinguida pela diversidade paisagística expressa na variedade da sua geologia e no elenco florístico de influência atlântica e mediterrânica.
Com a criação do Parque Natural foi possível manter os interesses ecológicos e ornitológicos da serra, que é descrita como uma das mais importantes rotas de migração de muitas espécies da avifauna entre a Europa e África. Neste contexto, foram inventariadas cerca de 150 espécies, sendo que 40 nidificam no PNSSM, destacando-se a Águia-de-Bonelli, o Grifo e a Cegonha-preta. Na área do PNSSM destaca-se ainda a presença do abrigo de morcegos mais importante do país e esta é também um local de ocorrência histórica de Lince-ibérico. No que respeita à flora, alberga diversos habitats, em bom estado de conservação como o montado de sobro e de azinho, bem como formações raríssimas a nível nacional como o montado de carvalho-negral, habitat de caracter reliquial e residual, e também pequenas turfeiras.
Desde a criação do Parque Natural foram executadas medidas que contribuíram para aumentar os valores de conservação do património natural desta área, tais como a regulamentação e o condicionamento ao exercício da caça e a integração da quase totalidade da área do PNSSM na Rede Natura 2000, (Sitio de Importância Comunitária São Mamede). A valorização da economia local, apostando na produção de produtos de qualidade certificada compatíveis com a conservação dos valores naturais, como são exemplos a carne de bovino Mertolenga, o porco Alentejano, o queijo de Nisa, a cereja de São Julião e a castanha de Marvão.
 Contudo, esta área protegida tem vindo a sofrer diversas alterações ao longo dos anos provocadas pelo Homem, como é o exemplo da florestação intensiva com substituição da floresta nativa por monoculturas de eucalipto e pinheiro-bravo, a intensificação agrícola que inclui lavouras profundas, o descortiçamento inadequado e o sobrepastoreio em áreas mais sensíveis. A artificialização das linhas de água com destruição da vegetação ribeirinha causada pela ocupação das margens com culturas constitui uma das causas para a perda de biodiversidade, favorecendo a invasão por espécies exóticas, assim como a este nível é igualmente problemática a utilização de herbicidas junto a linhas de água e caminhos. Porém, uma das maiores fraquezas identificadas na área do PNSSM é, a instalação ilegal, no passado, de um campo de golfe e respectivo empreendimento turístico de apoio na encosta adjacente, e já muito recentemente a construção de um parque eólico que provocará efeitos negativos a nível da paisagem, geologia, flora e, principalmente, na fauna da região, visto que é um local de passagem de muitas aves migratórias. Também a instalação irregular de vedações de grandes dimensões na zona norte do PNSSM é uma situação preocupante, pela enorme área que as mesmas ocupam e pelos impactes que provocam na paisagem e nos valores naturais do PNSSM. 
A Quercus vem assim exigir a criação de um programa de sensibilização e incentivo a práticas agrícolas sustentáveis e tradicionais e um programa de controlo de espécies exóticas associado à recuperação de vegetação ribeirinha nas linhas de água, bem como exigências mais rigorosas relativas à instalação de vedações. Exige-se igualmente uma boa sinalização do parque eólico e a sua desativação em períodos de migração de espécies da avifauna, de modo, a evitar um maior número de mortes por colisão com os aerogeradores. O PNSSM é ainda confrontado com outros fatores de ameaça, como o abandono de terrenos agrícolas provocado pelo despovoamento da região, a desmatação não seletiva nas atividades silvícolas, com arranque de carvalho-negral, a atividade cinegética e furtivismo ilegais e a falta de técnicos e vigilantes adequados à dimensão da área protegida.
No entanto, o Parque Natural da Serra de São Mamede apresenta enormes potencialidades nos sectores como o turismo, a agricultura e a investigação científica. Para promover um desenvolvimento sócio-económico e cultural da região compatível com a conservação dos habitats e das espécies, é essencial atribuir incentivos e apoios a atividades tradicionais ligadas ao bom uso do solo, como atividades agro-pastoris, agricultura tradicional e silvicultura de espécies autóctones. Como a área do PNSSM possui o abrigo de morcegos mais importante do país, é fundamental garantir a proteção do mesmo para evitar a sua perturbação e condicionar as actividades humanas, como a destruição do coberto vegetal ou a agricultura intensiva com uso de insecticidas. Este Parque possui ainda imensos apontamentos histórico-culturais que aliados aos recursos naturais, podem ser explorados para a criação de roteiros turísticos, incluindo atividades de recreio e lazer e prática de desporto de natureza, promovendo assim um turismo ordenado e sustentável.
Neste contexto, para avaliar a Área Protegida foi elaborado um quadro, que é colocado em baixo, com base numa análise que apresenta o diagnóstico (Forças e Fraquezas) e o prognóstico (Oportunidades e Ameaças).
Lisboa, 14 de Abril de 2014
A Direção Nacional da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Naturez

AMIEIRA DO TEJO: Torneio de Ténis de Mesa


GÁFETE: Baile da Pinhata


13.4.14

ALPALHÃO: "Silêncio que se vai Dançar o Fado"


NISA: 25 de Abril - 40 anos - 40 Imagens (13)

Nisa: Comemorações do 25 de Abril - 2007

PÓVOA E MEADAS: Espectáculo acrobático "Arte sem Capote"


Desenvolvimento Rural: Governo apresenta programa incompatível com adaptação às alterações climáticas - denuncia a Quercus

Em reunião do Secretário de Estado da Agricultura com as Organizações não-Governamentais de Ambiente, o Governo apresentou a sua proposta de Programa de Desenvolvimento Rural. A estratégia do Governo para o mundo rural ignora as alterações climáticas, insistindo na implementação de um regadio público inviável. O Governo anunciou no entanto um recuo na proposta anterior de financiar plantações de eucaliptos com dinheiro comunitário.
As organizações subscritoras reuniram hoje com o Secretário de Estado da Agricultura para discutir a proposta do Governo sobre o Programa de Desenvolvimento Rural. À luz das mais recentes previsões para as alterações climáticas, e considerando que as mesmas vêm apenas confirmar as previsões anteriores, o programa apresentado tem uma estratégia errada e contrária às evidências científicas. O programa, que delineia o investimento europeu no mundo rural para os próximos 7 anos, não prepara o país para as alterações climáticas mas antes agrava a falta de preparação para os cenários previstos. Neste aspecto, o Programa de Desenvolvimento Rural para 2014-2020 representa mais uma grande oportunidade perdida para Portugal.
 O Governo elegeu prioridades para o mundo rural que não fortalecem o país mas, ao invés, o vulnerabilizam ainda mais. A prioridade dada à construção de regadios e ao aproveitamento dos recursos hídricos de açudes em especial nas zonas semiáridas como forma de aumentar a produção agrícola é um erro. Além da crescente má qualidade da água, a quantidade será cada vez menor, com redução dos caudais nos rios e no subsolo e com impactes negativos significativos nas espécies aquáticas autóctones e na proliferação de espécies animais e vegetais exóticas invasoras. A agricultura de regadio é o maior consumidor de água e não internaliza devidamente os custos associados nem os impactes decorrentes. Acresce que o regadio não é uma medida de mitigação das alterações climáticas, contrariamente ao que tem vindo a ser insistentemente defendido pelo Governo podendo mesmo causar degradação irreversível dos solos (salinização e sodização). O apoio dado às culturas de regadio e às culturas intensivas solidifica uma aposta no rumo errado que não prepara o país para as perspectivas de aquecimento e desertificação que estão presentes em todos os relatórios com previsões nacionais e internacionais. Desta forma, perpetua-se o apoio à agricultura com fins meramente lucrativos imediatos em detrimento de uma agricultura extensiva mas sustentável que existe na maioria das nossas áreas rurais.
As organizações presentes na reunião reconhecem no entanto uma melhoria em relação ao documento anteriormente apresentado: o recuo do Governo na sua proposta de financiar a plantação de eucaliptos através do Programa de Desenvolvimento Rural. O Secretário de Estado garantiu nesta reunião com as ONGA que não haverá financiamento para a criação de novas áreas de eucaliptal em Portugal.
No programa apresentado pelo Governo toda a componente de utilização sustentável dos recursos naturais, como as medidas agro e silvo-ambientais, assim como o apoio às áreas da Rede Natura 2000 (que ocupa mais de 20% do território nacional) não está devidamente acautelado, existindo medidas contraditórias, desarticuladas, mal desenhadas ou com níveis de apoio insignificantes. Esta situação agravará a perda de biodiversidade e favorecerá ainda mais o abandono da actividade agrícola e o despovoamento no interior. A medida do Pagamento Natura irá atribuir verbas a agricultores, sem nenhum compromisso de manterem a conservação dos habitats e as espécies existentes (apenas são indicados compromissos muito gerais agronómicos não correspondentes aos serviços prestados). Desta forma, não existe uma discriminação positiva para quem efetivamente protege os habitats e espécies nas suas propriedades.”
As organizações ambientalistas lamentam a escolha da cedência por parte do Governo aos grupos de pressão industriais agrícolas, porque tal terá como consequência a fragilização crescente do país, do mundo rural, da sua biodiversidade, da sua economia e da sua população. Este programa compromete a preservação dos recursos naturais como a água, o solo e não garante a preservação da biodiversidade e da paisagem. É uma estratégia que decreta a incapacidade de prever, adequar o território e mitigar as alterações climáticas em curso.

ARRONCHES: BES promove concurso "Fotografar a Esperança"

De 1 de abril a 30 de maio, o BES realiza um concurso de fotografia nas categorias de Retrato e Paisagem do Concelho de Arronches. A participação é aberta a amadores e profissionais e a candidatura pode ser feita no site www.recuperaraesperanca.pt a partir de 1 de abril.
Os prémios são monetários (1.250€, 625€ e 375€ para cada categoria) e a entrega é feita na inauguração da exposição das fotografias a 24 de junho no Centro de Interpretação Identidade Local (Dia das Festas de S. João – Feriado Municipal de Arronches).

AREZ: ASAA organiza baile no recinto das Festas


12.4.14

TOLOSA: AJITA com iniciativas pela Páscoa

A AJITA - Associação de Jovens de Tolosa, promove na quadra pascal várias iniciativas, de acordo com o programa que aqui divulgamos.
PROGRAMA
Dia 17 Abril 2014
- Rave Party "Carlitos" (00:00)
18 Abril 2014
- Karaoke Paul-T (22:00)
19 Abril 2014
Jogo de futebol entre Solteiros e Casados (16:00)
- Baile da Pinha (22:00)
- DJ Benga (02:00)
20 Abril 2014
- Festa no Santo Amaro (23:55)
DJ Tabelas

Andy John

NISA: 25 de Abril - 40 Anos - 40 Imagens (12)

25 de Abril 2010 - Reconhecimento aos trabalhadores municipais com mais de 25 anos de serviço