27.5.16

NISA: A poesia popular de Maria Pinto

ADEUS MAIO!
Já lá vai o mês de Maio,
já lá vai o mês das flores.
Neste mês as raparigas
mais se lembram dos amores.

Desfolham os malmequeres,
a ver se Amor lhes quer bem.
Se quiseres bem ou mal,
não o digas a ninguém.

E' no mês de Maio que fazem
a festa de Santo Isidro,
padroeiro de quem deita
à terra o bom loiro trigo.

Santo Isidro foi em festa,
em cima do seu andor.
Os campos não têm erva,
está mal o lavrador.

Nem feno houve este ano
para o gadinho comer.
Há sinais de trovoadas.
Mas não há meio de chover.

Seja à vontade de Deus
— sempre foi, e há-de ser —.
Abre os braços para todos,
dá o pão para comer.

E' mês de ceifar o trigo
que depois se leva à eira.
Agora já não há malha,
é só a debulhadeira.

No campo, nada tem graça;
este ano é bem ruim.
E' a vontade de Deus,
veremos... até ao fim.

Adeus, Maio, até p'ro ano;
Traz de lá boas sementes
Traz p'ro ano melhor fruto,
para ficarmos contentes.
“Correio de Nisa” – 12/6/1965


26.5.16

OPINIÃO: As cores da minha escola.

A educação é um dos pilares fundamentais num regime democrático e livre. E a necessidade de haver uma forte rede pública de ensino fortalece essa mesma democracia, criando um verdadeiro acesso ao conhecimento, independentemente dos recursos daqueles que a desejam frequentar. Aqui, no sistema público, todos são bem-vindos, prima-se pela pluralidade e pensamento livre, não se escolhem os candidatos pela cor da sua camisola. Numa escola verdadeiramente livre, a diversidade das cores circulam nas salas de aulas e nos recreios, o azul mistura-se com o vermelho, o negro com o branco, o lilás com o rosa, o verde com amarelo etc..! A escola não pode ser monocolor, nem tão pouco alvo de negociatas e jogos sujos, como aos que temos assistido nos últimos tempos em Portugal.
Como é que um país tão pequeno não se consegue ter uma verdadeira rede pública de ensino para os seus cidadãos? Porque é que se continuam a fazer contratos de associação com colégios privados em locais onde não existe carência da escola pública? Qual é a intenção de transferir alunos do sistema público para o privado? Quem ganha com isto tudo?
Sejamos sérios e honestos, quem desejar frequentar a escola privada, que o faça! É livre de escolher, mas em locais onde existem escolas públicas, construídas com recursos de todos, devem ser estas a assegurar e manter o estatuto do ensino obrigatório, ponto!
A escola pública, não faz seleção de candidatos, não expulsa nem fecha a porta a ninguém, pelo contrário trabalha com todos, tal como o pintor, trabalha com todas as cores, na sua paleta.
Mais uma vez digo, e volto a afirmar, que esta guerra não é nova. Tal como se expressa agora na educação, também existe na saúde e na segurança social, querem-nos fazer crer que a livre escolha destes serviços básicos só depende de nós, por isso criam um sistema paralelo ao público para fazer uma usurpação direta das funções e serviços destes organismos, para que sejam eles a receber as rendas destes negócios, sempre encostados aos estado amigo e financiador.
A escola pública em Portugal é construída por todas as cores. Espero que continue assim… sempre bonita e colorida, como o arco iris da vida!
José Leandro Lopes Semedo 

PONTE DE SOR: Detenção em flagrante delito por furto de botijas de gás

Militares dos Postos Territoriais de Ponte de Sor e de Montargil detiveram em flagrante delito, no dia 19 de maio, um homem e uma mulher, por furto de botijas de gás na localidade de Ponte de Sor.
Os suspeitos foram interceptados pelos militares quando, logo após a realização do furto, tentavam fugir de carro, tendo ainda na sua posse os bens furtados.
Os dois detidos foram constituídos arguidos, tendo sido presentes na Instância Local de Ponte de Sor do Tribunal Judicial de Portalegre, tendo ao homem sido aplicada a medida de coação de apresentações periódicas.

NISA: Inijovem comemora no sábado o 19º aniversário


Convívio de Pesca do GDR Alpalhoense na Barragem da Póvoa e Meadas


25.5.16

Castelo de Vide recebe 5º Congresso da Associação Psiquiátrica do Alentejo

Entre 26 e 28 de Maio |Cine-Teatro Mouzinho da Silveira
A Saúde Mental no contexto próprio do Alentejo está em foco no 5º Congresso da Associação Psiquiátrica do Alentejo – APA, que se realiza entre os dias 26 e 28 de Maio em Castelo de Vide. Este congresso, que conta com o patrocínio do Programa Nacional para a Saúde Mental da Direção-Geral da Saúde, aprofunda especificidades das várias patologias na saúde mental em Portugal e a evolução do tratamento.
A sessão inaugural do 5.º Congresso da APA conta com alocuções do Dr. José Marques Robalo, Presidente do Conselho Diretivo da ARS do Alentejo; Dr. José Manuel Silva, Bastonário da Ordem dos Médicos; Dr. António José Albuquerque, Presidente da APA; Sr. António Pita, Presidente da Câmara Municipal de Castelo de Vide; Dr. António Ceia da Silva, Presidente da Entidade Reguladora do Turismo do Alentejo e Ribatejo e da Dr.ª Dorinda Calha, Presidente do C.A. da ULSNA EPE, Hospital Dr. José Maria Grande.
Ao longo de três dias de congresso vão ser analisados diversas temáticas relacionadas com a Saúde Mental. A primeira tarde do encontro é ocupada pela Oficina de Trabalho Clínica de Perturbações Afetivas do CHPL, coordenada pela Dr.ª Alice Nobre, com temas como os défices cognitivos dos doentes bipolares; ou a Influência da alimentação e dos microorganismos intestinais na perturbação afetiva. Seguem-se sessões que abordam questões da gestão da doença mental, especificamente como diferenciar ansiedade e depressão na Medicina Geral; e o peso da literacia do doente na decisão e compliance ao tratamento.
O segundo dia de congresso aborda de forma global diferentes patologias tendo em conta temas como o Diagnóstico Diferencial da Esquizofrenia no seu início; Dependências e Saúde Pública; Défices Cognitivos; Sexualidade, Assexualidade e Castidade. Destaque ainda para a sessão Depressão e suicídio outra vez no Alentejo: treino e formação com escala nos cuidados de saúde primários e em escolas, apresentada pelo Prof. Ricardo Gusmão.
A Evolução das Intervenções em Psiquiatria e Saúde Mental vai ser o tema da mesa redonda que faz a manhã do último dia do congresso, presidida pelo Prof. António Leuchner, com comentários da Prof.ª Luísa Figueira e participação do Dr. António Roma Torres, Dra. Isabel Paixão, Dr. Luiz Gamito, Prof. Ana Escoval, Dr. Luís Câmara Pestana, Dr. João Goulão, Dra. Margarida Silveira. Na sessão de encerramento, alocuções do Prof. António Leuschner, Presidente do Conselho Nacional de Saúde Mental; Dr. Álvaro de Carvalho, Diretor do Programa Nacional para a Saúde Mental da DGS, e do Dr. António Albuquerque, Presidente da APA.
Sobre a APA: A Associação Psiquiátrica do Alentejo é constituída por um conjunto de profissionais interessados na área da psiquiatria e saúde mental no Alentejo e que tem como objetivo promover o desenvolvimento de atividades científicas e culturais relacionadas com psiquiatria e saúde mental; incentivar e facilitar as relações entre os cientistas dedicados ao estudo, investigação, formação e tratamento das questões relacionadas com a saúde mental e divulgar os conhecimentos que possam contribuir para melhores cuidados de saúde.
5ªf - 26 de Maio de 2016
14:00 - Abertura do Secretariado
15:00 - Oficina de trabalho Clínica de Perturbações Afectivas do CHPL, Coordenadora Dra. Alice Nobre “E quando os doentes bipolares apresentam défices cognitivos…”, Inês Coelho, Beatriz Lourenço, Marco Gonçalves
15:30 - Discussão
15:45 - “E quando a alimentação interfere na evolução da Perturbação afectiva….”
“Síndrome metabólico e Perturbação Afectiva”, Miguel Nascimento, José Oliveira e Catarina Castro
16:15 - "Como é que os micro-organismos intestinais podem influenciar o humor?", Pedro Rodrigues; Mónica Marinho; Alice Nobre
16:45 - Discussão
17:00 - “Como diferenciar/abordar ansiedade/depressão na consulta de MGF. Quando enviar para Consulta de Psiquiatria” Cristiana Pereira, Diogo Barreiro, Joana Reis, Mariana Lazaro, Maria Moreno, Violeta Nogueira
17:30 -“Ensinar, educar, para os doentes conhecerem e decidirem do seu tratamento - Literacia (Portal e Psicoeducação)”, Cristiana Pereira, Diogo Barreiros, Joana Reis, Mariana Lazaro, Maria Moreno, Mariza Azevedo, Sergio Dinis, Violeta Nogueira
18:30 - Sessão Inaugural
Dr. António José Albuquerque, Presidente da APA
Prof. Doutor José Manuel da Silva, Bastonário da Ordem dos Médicos
Dr. José Marques Robalo, Presidente do Conselho Directivo da ARS do Alentejo
Sr. António Pita, Presidente da Câmara de Castelo de Vide
Dr. António Ceia da Silva, Presidente da Entidade Reguladora do Turismo do Alentejo e Ribatejo
Dra. Dorinda Calha, Presidente do CA da ULSNA EPE, Hospital Dr. José Maria Grande
19:00 - Conferência Inaugural, Dr. Manuel Sardinha, Conferencista
Dr. Érico Silveira Alves, Presidente
21:30 - “O último condenado à morte”, com a participação de Francisco Manso
Interventores: Dr. António José Albuquerque, Dr. António Mota Salgado e Dr. A. Roma Torres
6ªf - 27 de Maio de 2016
10:00 - Diagnóstico Diferencial na Esquizofrenia no seu início, Dr. José Manuel Jara
Presidente: Dr. Eurico Allen Revez
11:00 - Dependências e Saúde Pública, Dr. Manuel Cardoso
Presidente: Dra. Ana Matos Pires
12:00 - Défices cognitivos
Presidente: Dr. João Marques Penha
Participantes: Prof. Pedro Gamito, Dr. João Paulo Albuquerque
13:30 - Almoço de trabalho
15:00 - Sexualidade, Assexualidade, Castidade...
Presidente: Dr. Luiz Gamito
Participantes: Dr. Afonso de Albuquerque, Dr. António de Albuquerque, Dr. Allen Gomes, Prof. Doutora Catarina Soares, Dra. Graça Vilar, Dr. Santinho Martins, Dr. Vasco Prazeres, Dr. José Pacheco, Dr. José Salgado, Prof. Doutor Jorge Costa Santos
18:00 – Lançamento de livros
“Poemas da Saúde e da Doença, de Fernando Pessoa aos nossos dias”, Organização: José Fanha e Pedro Quintas
“Sexo a quanto obrigas”, de Vasco Prazeres
Biblioteca Municipal de Castelo de Vide
11:00 - Depressão e suicídio outra vez no Alentejo: treino e formação com escala nos cuidados de saúde primários e em escolas, Prof. Ricardo Gusmão
Presidente: Dr. Daniel Seabra
Sábado – 28 Maio de 2016
10:00 - A evolução das Intervenções em Psiquiatria e Saúde Mental
Presidente: Prof. António Leuschner
Comentadora: Prof. Maria Luísa Figueira
Participantes: Dr. António Roma Torres, Dra. Isabel Paixão, Dr. Luiz Gamito, Prof. Ana Escoval, Dr. Luís Câmara Pestana, Dr. João Goulão, Dra. Margarida Silveira
13:00 - Encerramento
Prof. António Leuschner, Presidente do Conselho Nacional de Saúde Mental
Dr. Álvaro de Carvalho, Director do Programa Nacional para a Saúde Mental da DGS
Dr. António Albuquerque, Presidente da APA

Festejemos a reposição do 1º dos quatro feriados nacionais que a direita PSD/CDS nos retirou

Amanhã, 26 de Maio, é feriado nacional!
Após luta intensa, particularmente nos últimos 4 anos, contra a política de direita e de rapina dos direitos dos trabalhadores, a reposição de direitos retirados tem vindo a concretizar-se, de forma tímida, o que, mesmo assim, não deixamos de valorizar, sabendo-se que a divida para com os trabalhadores e o nosso povo está longe de saldar-se.
Mais uma vez se comprova que vale sempre a pena lutar, que a luta não foi em vão e amanhã, 26 de Maio, é recuperado pelos trabalhadores o 1º dos 4 feriados que lhes retiraram.
Para a União dos Sindicatos do Norte Alentejano/CGTP-IN a luta reivindicativa nas empresas e locais de trabalho, tal como se viu na Semana Nacional de Acção e Luta de 16 a 20 de Maio, tem de ser dinamizada e alargada para defender, repor e conquistar direitos laborais e sociais.
É preciso combater a postura do patronato e exigir-lhe o aumento geral dos salários; o fim da desregulação dos horários de trabalho, das adaptabilidades e banco de horas e a redução progressiva para as 35 horas semanais; o fim do bloqueio na contratação colectiva; a passagem ao quadro de trabalhadores com vínculos precários e a aplicação dos direitos inscritos nos contratos colectivos.
É necessário continuar a exigir, do Governo a defesa e melhoria dos Serviços Públicos, das Funções Sociais do Estado e o respeito pelos trabalhadores da Administração Pública que prestam serviços aos cidadãos, devolvendo-lhes as 35 horas semanais e o descongelamento da progressão nas carreiras.
É tempo de romper com o passado!
Portalegre, 25 de Maio de 2016

O Departamento de Informação da USNA/CGTP-IN

IMPRENSA REGIONAL: "Alto Alentejo" - edição de 25/5/2016


MONTALVÃO: Tourada à Vara Larga a favor da beneficiação da Praça de Touros


PORTALEGRE: Associação de Solidariedade Social dos Professores comemora 35º aniversário


IMPRENSA REGIONAL: "Fonte Nova" - edição de 24/5/2016


Câmara de Montemor-o-Novo aprova Tomada de Posição pela Reposição de Freguesias no Concelho

Na Reunião de Câmara do passado dia 18 de maio de 2016, a Câmara Municipal de Montemor-o-Novo aprovou, por unanimidade, uma Tomada de Posição pela reposição das freguesias no concelho, apresentada pelos eleitos da CDU.
No documento, agora aprovado, salienta-se que a população e os órgãos eleitos das Autarquias de Montemor-o-Novo se pronunciaram, desde o primeiro momento, contra o processo de agregação/extinção de Freguesias concretizado pela Lei nº11-A/2013, que não trouxe qualquer poupança ao Estado inserindo-se antes num processo de liquidação do poder local democrático que em muito prejudicou a população montemorense. As cinco freguesias extintas, para além de elemento fundamental no combate à crescente desertificação territorial, eram um garante da prestação de serviços e de apoio às populações mais isoladas, bem como de uma capacidade de intervenção no território mais célere. A extinção de freguesias afastou igualmente as populações dos seus representantes mais próximos, eleitos democraticamente por sufrágio livre e universal.
Nesta tomada de Posição, a Câmara manifesta solidariedade para com as populações afetadas pela agregação de Freguesias bem como o apoio à Campanha lançada pelas Juntas de Freguesias agregadas “Não Desistimos! Queremos as nossas Freguesias de Volta!”, uma reafirmação da exigência da reposição das Freguesias extintas no concelho de Montemor-o-Novo, considerando-se que esta é uma reivindicação inteiramente justa e que devem ser criadas medidas legislativas no sentido da reposição das freguesias e dos respetivos órgãos, devendo o processo estar concluído antes das próximas eleições autárquicas de 2017.
Nota: Há pouco tempo, a Câmara de Nisa, em notícia publicada no seu site, informava-nos que a presidente da Câmara de Montemor-o-Novo, Hortênsia Menino, em visita que tinha efectuado ao local, elogiara as obras do Mercado Municipal, apontando-as como "exemplo a seguir".
Eu aproveito a oportunidade para endereçar o convite à presidente da Câmara de Nisa e a todo o executivo para que sigam o exemplo da Câmara de Montemor-o-Novo (e de outros municípios do país) e aprovem uma Tomada de Posição pela Reposição das Freguesias do Concelho que um processo de desagregação/extinção iníquo do anterior governo levou a cabo sob o falso nome de "reforma administrativa", condenando, ainda mais, as populações ao isolamento e à morte prematura.
Não há reforma alguma digna desse nome, quando é feita contra os principais interessados, as populações e à revelia dos seus legítimos representantes eleitos.
Mário Mendes

NISA: Gente da Vila










24.5.16

Fortalezas Abaluartadas da Raia na Lista Indicativa de Portugal a Património Mundial

A candidatura das Fortalezas Abaluartadas da Raia Luso-Espanhola, promovida por Almeida, Elvas, Marvão e Valença, já está inscrita na Lista Indicativa de Portugal, da UNESCO, rumo à classificação como Património Mundial.
A candidatura foca-se no Sistema Defensivo das Fortalezas Abaluartadas da Raia Luso-Espanhola, na cultura raiana e na sua localização num espaço que confina uma das linhas de fronteira mais antigas do mundo. Com este argumento, os municípios proponentes alcançaram, da Comissão Nacional da UNESCO (passo obrigatório para a obtenção da classificação), a inclusão das Fortalezas Abaluartadas da Raia na Lista Indicativa de Portugal a Património Mundial da UNESCO.
As Fortalezas Abaluartadas foram estruturas defensivas de guerra que, nos últimos séculos, se transformaram em monumentos de paz e em espaços únicos de história, de cultura e de relação e vivência humanas. Os seus modelos arquitetónicos refletem, nos momentos das suas construções, inovação e soluções únicas, adaptadas a estruturas amuralhadas, construídas no decurso do tempo, sobretudo a partir do século XII, e à geomorfologia do terreno de cada sítio.
Único à escala mundial, este sistema defensivo apresenta-se com um carácter de excecionalidade, potenciador da conservação deste legado patrimonial e dinamizador da cultura e do turismo. A obtenção do galardão da UNESCO trará grandes vantagens para este território raiano e para Portugal, enriquecendo também a lista de bens já classificados como Património Mundial.
Os representantes dos quatro municípios declararam o "alto interesse cultural que representa, para o País e para a Humanidade, o futuro reconhecimento internacional de um património ímpar no contexto da civilização europeia", como "exemplares únicos da arquitetura militar dos séculos XVII e XVIII, a par do valor intangível da Paz e do relacionamento entre os Povos".
Os municípios proponentes estão a desenvolver um dossier conjunto de candidatura, tendo por base os trabalhos já realizados pelos municípios e com o suporte científico de várias entidades.

NISA: Festas de Santo António de 9 a 13 de Junho


OPINIÃO: Manuel Pinho, olé

É inevitável não pensar na cena dos corninhos depois de ler a notícia sobre a pensão de Manuel Pinho. Para quem não se lembre, era ele ministro da Economia quando fez no hemiciclo o gesto de uns cornos, em resposta a um aparte do líder parlamentar do PCP sobre as minas de Aljustrel. O gesto bovino, que levou à demissão de Pinho, começou quando o então líder do BE questionava o então primeiro-ministro sobre as minas, unidade para a qual o titular da Economia prometera mais emprego. No tal aparte parlamentar, o comunista lembrou ao ministro o facto de este ter ido a Aljustrel dar ao clube local um cheque de cinco mil euros "passado" pela EDP. E corninhos, gesto doutras lides. Muita água já passou: o que apoiou a Coreia do Norte já não é líder da bancada do PCP, Louçã deixou definitivamente a política pelo comentário, e Sócrates já só é chamado para o Marão, não passa, porém, aquele que nada mais fez a não ser garantir-se primeiro e cornear o outro. A rejeição da atribuição da reforma antecipada pelo BES, que foi contrapartida vergonhosa para aceitar o lugar no Governo, chegou a tribunal. Pinho exige 7,8 milhões. Olé.

Fernanda Cachão – CM24.5.2016

Exposição de Gargaleiro e concerto de Berg nos 10 anos da CACTEJO em Ródão

Há 10 anos atrás, na Inauguração da Casa de Artes e Cultura do Tejo presidida por Sua Excelência o Presidente da República, Professor Aníbal Cavaco Silva, inaugurou-se uma grande exposição de Tapeçarias do Mestre Manuel Cargaleiro. E é com muito gosto que a Casa de Artes e Cultura do Tejo recebe, passados 10 anos, na sua galeria, uma exposição de obra gravada e cerâmica de Manuel Cargaleiro.
Integrada nas Comemorações dos 10 anos da Casa de Artes e Cultura do Tejo a obra de um consagrado e ilustre artista internacional pode ser visitada, em Vila Velha de Ródão, a partir de 28 de maio até junho de 2017.
Dia 28 de maio, a partir das 15h00, na Casa de Artes e Cultura do Tejo, em Vila Velha de Ródão.
 Programa:
15hoo – Recepção aos convidados
15h15 – Visualização de documentário A Obsessão da Luz, vida e obra do Mestre Manuel Cargaleiro
15h30 - Intervenções:
Comissão de Honra, Dra Maria do Carmo Sequeira ( a confirmar)
Comissário da Exposição, Dr. Joaquim Tomé
Presidente da Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão, Dr. Luis Pereira
16h00 – Momento musical e declamação de poesia
16h30 – Inauguração da  Exposição de Obra Gravada e Cerâmica “A Essência da Côr” de Mestre Manuel Cargaleiro
16h45 – Porto-de-honra
20h30 - Receção ao público 
21h30 | Início do espetáculo   “Concertos Íntimos” com Berg
Entrada 8 euros. Abertura bilheteira a partir de 9 de maio
Sinopse: Em Fevereiro de 2014 foi o grande vencedor do Factor X Portugal, que o fez abraçar a sua carreira a solo e conquistar o já tão merecido reconhecimento público, músico de profissão há vários anos, Berg está de regresso com o contagiante single “Mabelle” que conta com a participação de Boss AC, com quem já havia trabalhado. O músico e compositor antecipa assim o lançamento do novo álbum, com data de edição a Abril 2016.
23H15 - Bolo comemorativo- 10 anos CACTEJO

Concerto Interculturas em Alter do Chão



23.5.16

OPINIÃO: Marco Panella, um lutador, insaciável!

A mensagem chegou-me 5ª feira depois de almoço, quando preparava uma conferência, onde lhe deixei uma homenagem.
Uma foto, dupla, e uma, uma só palavra, ciao.
Morreu Pannella, Giancitto  detto Marco.
Conheci-o e estimei-o, trabalhei com ele, tive acordos e desacordos, hoje é a sua grande vida e luta constante que quero referir. Radical, radical pelos direitos civis e na luta pelo direito ao divórcio, é numa Itália dominada por " concordatas" absurdas que limitam o Estado de Direito que ele se afirma nos anos 60.
Com outros companheiros, Emma Bonino que se notabilizou na luta pelo direito ao aborto, com quem teria uma birra no fim de vida, sobre protagonismos, ao estreitamento da relação com o Papa Francisco, neste caso pelo empenho pelo ambiente e humanidade, e também pela defesa do direito de acolhimento, são uma evidência do carácter de Marco.
Com Adele Faccio, uma notável feminista, activista pela paz e no final de vida pela eutanásia, ou Roberto Cicciomessere, que resistiu durante dias a falar no Parlamento Italiano, onde as regras o permitiam, para impedir a aprovação de legislação, que tinha limite de caducidade...
Pois Pannella esteve em todas essas lutas foi um dos pioneiros do anti-proibicionismo, da defesa da diversidade sexual, da luta contra a pena de morte, pelo Tibete livre, e recordo também a sua fraternidade com Dalai Lama.
Liberal radical empenhou-se, com o próprio corpo, o que envolvia em permanentes lutas na lógica da não-violência, jejuns e greves de fome, no activismo por uma justiça justa, contra todas as limitações à liberdade e à democracia, mas também contra a depredação dos mercados financeiros e a fome no mundo por estes arrastada.
Foi um dos pioneiros, em Itália da luta anti-nuclear, onde venceu vários referenduns, e um impulsionador da ecologia política, recordo o notável Encontro por ele organizado “ Verdi di tuto il Mondo” nos anos 80 com Ivan Illitch, René Dumond, Petra Kelly, Humberto da Cruz, Brice Lalonde, onde foi feito o diagnóstica mais incisivo da crise do ambiente e da emergência de novos paradigmas.
Esteve em Portugal, a meu convite, no ano subsequente a eu ter sido na qualidade de assistente do Partito Radicale e seu,  um dos protagonistas da criação da coordenação europeia dos Friends Of the Earth em Bruxelas, numa altura em que o movimento ecologista em Portugal vivia na maior confusão, com grupos pro-Kadafi a pairarem sobre ele. Essa dita continuou, pelo menos enquanto houve movimento mas esses tais desapareceram, levando a pistola com que me tinham procurado assustar...
Na sua morte o habitual coro de bacantes enchem as páginas, pelo menos dos jornais italianos, onde está nas 1as páginas, de Renzi a Berlusconi, presidentes e ex-presidentes, gente de todos os partidos, ex-tudo e mais alguma coisa, contra os quais lutou com frontalidade e com os quais nalgum momento, como faz parte de quem tem o pensamento a temperatura do corpo a que da espírito, convergiu. Sempre insaciável, sempre em defesa do verdadeiro direito à vida, que é a luta, permanente, pela vida do direito.
Marco era um retórico, um retórico da palavra e da emoção dessa, falava durante horas, com substância, e foi sempre um polemista radical. Era, também, um grande demagogo, no sentido de ser um criador de ilusões com a sua grande alma, gandhiana.
Finalmente com ele partilhei a Europa, a Europa federal, de Kant, de Spinelli, de Monet, de Bonino, de Conh Bendit, de Vershoftafdt, uma Europa federal, de direitos, todos, motor de paz e solidariedade.
Ciao Marco.
António Elói

HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA

Não tem nada que enganar
Cartoon de Henrique Monteiro in http://henricartoon.blogs.sapo.pt

22.5.16

OPINIÃO: A Europa em tiquetaque

O projeto europeu que nos trouxe até à União Europeia (UE) nasceu no rescaldo de uma brutal crise - a II Guerra Mundial -, tendo como "grande ideal" evitar novas crises, garantir a paz, ser instrumento de afirmação da democracia e garante do desenvolvimento harmonioso numa perspetiva de progresso.
A memória é indispensável perante os descalabros a que assistimos hoje. As políticas europeias que nos têm sido impostas, conjugadas com a ilusão de que por arte mágica os "valores europeus" e os pontuais exemplos positivos, registados na construção do projeto, hão de vencer, conduzem-nos infelizmente à iminência da tragédia.
As instituições europeias atuam de forma antidemocrática desrespeitando a soberania, a independência e a cultura dos diversos países; apoiam-se numa tecnocracia que interpreta na ação o poder do capitalismo financeiro neoliberal; espevitam as divergências contra a identidade social e a convergência de interesses de todos os povos europeus, atribuindo a um número cada vez maior a catalogação de madraços; alimentam a mobilização das opiniões públicas com dicotomias e antagonismos entre europeus; aprofundam cada vez mais as desigualdades, principal e contínuo despoletador de crises; subvertem as leis e tratados a que estão obrigados, como acontece com o vergonhoso comportamento na situação dos refugiados.
Sami Naïr, intervindo no Seminário "Os refugiados, a crise e os traumas", no qual participou a convite do CES (1), perguntava: como é possível que "a Alemanha e a Turquia tenham estabelecido um acordo em que os refugiados são tratados como imigrantes que há que escorraçar da UE e a palavra refugiado nem sequer conste do texto do acordo?". A UE está a violar grosseiramente convenções internacionais e a deitar para o caixote do lixo valores civilizacionais que deviam ser preservados.
Os EUA e a UE são os grandes responsáveis pelas guerras e a desestruturação dos países onde se gera esta dramática situação dos refugiados. Agora, esta Europa bunker destrói-lhes as expectativas sobre os "valores europeus" e transforma-os em imigrantes clandestinos. Isto é criminoso. É no caldo da clandestinidade que nascem e se alimentam as máfias e os ódios que servem o terrorismo.
O projeto europeu esboroar-se-á se não se resolver o problema dos refugiados, mas a sua crise é muito mais ampla. O euro foi concebido para ser irreversível. Agora descobrimos que é um artefacto diabólico que está a semear o conflito e também a destruir a união. As instituições europeias, cada vez que decidem, criam novos problemas.
Na semana passada, aliaram a promessa de solução para o problema da dívida grega a uma nova dose de austeridade que impedirá qualquer recuperação, mesmo que venham a assegurar o alívio da dívida. Esta semana, a UE criou mais um problema. Sob a aparência da indecisão, se aplica ou não castigos a Portugal e Espanha, decidiu de facto. E o que decidiu foi, no imediato, transformar a sua indecisão numa arma apontada à livre escolha eleitoral dos espanhóis e prosseguir a chantagem sobre o Governo português. Decisões destas só lembrariam mesmo ao Diabo.
Enquanto engenho concebido para ser irreversível, o euro assemelha-se a uma armadilha cujo tiquetaque anuncia uma deflagração, mas que só pode ser desativada se cortado o fio certo, explodindo se cortado qualquer outro. Para tornar o projeto irreversível, os construtores do euro queimaram o livro de instruções. Tiquetaque. Vamos tentar reconstruir a maquineta? Tiquetaque. Vamos cortar um fio? Tiquetaque. Qual? O que liga a Grécia? Tiquetaque. O que liga a Portugal? Tiquetaque. O que liga estes e ainda a Espanha e a Itália? Tiquetaque.
Do voto dos ingleses, seja ele sim ou não, virão novos ataques à solidariedade europeia. Os alemães tardam em libertar-se de um Governo e de políticas que só visam o alargamento da sua influência e poder.
Os povos têm mesmo de ser desrespeitosos face às ordens dos mandantes da UE. Se não nos insubordinarmos, a coisa pode mesmo explodir nas nossas vidas.
1) Seminário realizado a 18 de maio na Fundação Calouste Gulbenkian, organizado pelo Centro de Trauma e o Observatório sobre Crises e Alternativas do CES-UC.
Manuel Carvalho da Silva - in "Jornal de Notícias" -22 Maio 2016 

Montalvão recebe a Caminhada da Lusofonia no dia 10 de Junho

O percurso tem início em Montalvão, povoação cujas casas brancas se destacam no alto de um monte isolado na paisagem.
Depois de uma visita ao castelo, à igreja matriz e à zona histórica, segue pela estrada alcatroada que conduz até às encostas do Rio Sever, passando junto ao cemitério da aldeia e às ruínas da capela de Santa Margarida.
Atravessa a eira do Ferreira, percorrendo trilhos vincados entre eucaliptos e alguns pinheiros, outrora palmilhados por camponeses e contrabandistas. Mais abaixo, atinge as margens do rio, escondidas por entre o denso arvoredo, numa zona de declives acentuados onde abundam as fontes e as nascentes. Assim que tocar a borda do curso de água, ideal para a prática de pesca desportiva, encontra a azenha do Nogueira, hoje submersa. Com a Espanha na outra margem, segue por um trilho de terra que acompanha o rio, em direcção ao norte, até à azenha do Artur, igualmente imersa pelas águas, num local privilegiado para merendar, com fontes férreas e um pequeno abrigo em xisto.
Abandonando a margem, inicia uma subida acentuada, eucaliptal adentro. Mais acima, a paisagem de sobro marca o regresso a Montalvão., através de caminhos de terra batida por entre muros e ruínas em xisto.
Características do percurso
Discrição: Montalvão » Capela de Santa Margarida (ruínas) » Eira do Ferreira » Rio Sever » Azenha do Nogueira » Azenha do Artur » Montalvão
Distância: 7,5 Km em circuito
Duração prevista: 2,5 horas
Grau de dificuldade: II – Fácil
Perfil altimétrico: Altura máxima: 334 m; Altura mínima: 127 m; Desnível acumulado: 235 m.
Pontos de Interesse: Capela de Santa Margarida (ruínas), Miradouro, Zona de Repouso, Azenha do Nogueira, Zona do Repouso, Azenha do Artur, Abrigo em Xisto.

OPINIÃO: A escola pública

Escola privada à boleia dos contratos de associação. 
O que eu gostava mesmo de ter era um Rolls Royce; e se fosse Silver Shadow, então era o máximo, com motorista fardado e tudo. Mas como não tenho dinheiro, contento-me, e não é mau, com um Mercedes. Vem isto a propósito da controvérsia dos contratos de associação, misturados com a ideia de liberdade de opção entre ensino público e ensino privado. Acontece é que o Estado tem a obrigação constitucional de criar e manter uma rede pública de educação que sirva toda a população, mas nada na CR obriga a garantir a opção entre escola pública e escola privada. Dir-se-á que quem não tenha dinheiro não poderá optar pela escola privada. É verdade. E depois? De onde vem a ideia de que o Estado deve garantir a opção pela escola privada? Ou por férias no Haiti, em vez da Caparica? Essa é consequência forçosa da desigualdade económica. Interessante é que a questão esteja a ser posta pelos que clamam por menos Estado. Ah! A lei do funil! Questão diversa é o tratamento dos contratos de associação, a subsidiar o ensino privado, aí onde a rede pública não chega. E ainda não vi estudos sérios que permitam concluir onde se impõe subsídio ao ensino privado. Convinha que o Governo se apressasse.
Magalhães e Silva in "Correio da Manhã" -22.05.2016 

Quercus alerta para as alterações climáticas, que são uma das principais ameaças à biodiversidade em Portugal

 Dia 22 de Maio - Dia Mundial da Biodiversidade
O dia 22 de Maio assinala o Dia Mundial da Biodiversidade, que surgiu na sequência da 1ª Convenção sobre a Diversidade Biológica. A biodiversidade ou diversidade biológica refere-se à variedade de organismos no Mundo e às relações complexas entre os seres vivos e entre eles e o ambiente. A rápida destruição dos habitats e a ameaça ou o efetivo desaparecimento de algumas espécies criaram a necessidade urgente de se proteger o meio natural.
A biodiversidade é um bem precioso para o equilíbrio dos ecossistemas naturais e reveste-se de grande importância económica para a humanidade, particularmente ao nível das exigentes necessidades na produção alimentar e no controlo e tratamento de doenças.
Vivemos hoje uma época crítica, em que a perda de biodiversidade ao nível global atingiu valores sem precedentes. Assim, no dia 22 de maio, a Quercus volta a tentar colocar este ponto na ordem do dia, chamando a atenção para a as alterações climáticas, como sendo uma das maiores ameaças à diversidade biológica. As alterações climáticas, ao associarem-se à destruição e degradação dos habitats, à poluição, e à introdução de espécies exóticas, entre outros factores de ameaça, têm um efeito devastador sobre a biodiversidade.
A problemática das alterações climáticas tem como tema central o aquecimento global, que tem como consequências imediatas o aumento do nível do mar, o desaparecimento de algumas zonas húmidas, a redução dos níveis de humidade atmosférica e o aumento da desertificação, sobretudo em países mais susceptíveis a estes fenómeno, como é o caso de Portugal.
O desaparecimento das zonas húmidas, em concreto, tem um impacto imensurável na biodiversidade. Sendo por si só ecossistemas frágeis, muito dependentes das variações regulares dos climas locais, as zonas húmidas albergam inúmeras espécies dependentes da água para cumprirem os seus ciclos de vida, nomeadamente o grupo dos peixes, anfíbios e répteis. Por outro lado, com menos humidade no ar, há um potencial aumento dos fogos florestais, com um imediato efeito no desaparecimento de várias espécies vegetais e animais em diferentes ecossistemas.
A biodiversidade é a base da vida no planeta Terra e um dos pilares do desenvolvimento sustentável. A riqueza e variedade de vida tornam possível o “fornecimento de serviços” dos quais dependemos, como por exemplo a água potável que bebemos, o ar que respiramos, e o alimento, entre muitos outros.
Dada a dimensão e inter-relações na problemática das alterações climáticas, a Quercus alerta para a necessidade urgente de se criarem vontades políticas para que se passe dos estudos às ações efetivas a nível, local, nacional e global. É necessária uma proteção eficiente do Ambiente, das suas espécies e dos habitats, e que se encare a multidisciplinaridade como indispensável à efetivação de todas as ações de conservação da natureza, com uma visão interventiva de base local, mas sempre dirigida à globalidade.
Lisboa, 22 de Maio 2016
A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

21.5.16

V Festival Ibérico de Coros em Portalegre


Quercus exige medidas mais firmes que permitam a recuperação das populações de peixes migradores nacionais

Dia 21 de Maio - Dia Mundial da Migração dos peixes
O Dia Mundial da Migração dos peixes comemora-se globalmente a 21 de Maio e tem como objectivo sensibilizar as populações para a importância de rios livres de barreiras que possibilitem a migração dos peixes.
Os rios oferecem-nos diversos serviços como o abastecimento de água, navegação, rega, energia eléctrica, pesca, entre muitos outros. No entanto, estas actividades são frequentemente realizadas acarretando um elevado custo ambiental, provocando a degradação dos rios.
A sobrepesca, a utilização de meios de captura ilegais, a construção de açudes e barragens, a extração de inertes, a deterioração da qualidade da água, a regularização dos sistemas hídricos e a destruição da vegetação ripícola, são os factores que mais contribuem para o declínio das espécies.
Hoje é reconhecida a nível mundial a importância da existência de rios sem grandes obstáculos no seu curso, sem poluição e com a vegetação ribeirinha bem conservada, que permitam a livre circulação dos peixes, possibilitando a manutenção de elevados níveis de biodiversidade e populações piscícolas viáveis e saudáveis.
Quer as espécies migradoras que no período de reprodução percorrem longas distâncias entre o mar e o rio como a Lampreia-marinha ou o Sável, quer as que percorrem curtas distâncias no rio, como os Barbos e as Bogas, encontram-se depauperadas, em grande medida, devido à construção de barragens e açudes que interrompem a migração, alteram o regime de caudais e o transporte de sedimentos para o litoral e promovem a conversão de sistemas lóticos (águas correntes) em lênticos (águas paradas). Juntam-se a isto a extração de materiais inertes, a introdução e translocação de espécies, a sobre-exploração dos recursos hídricos (captações de água e transvases), a poluição, a regularização dos sistemas hídricos, a destruição da vegetação ripícola e a sobrepesca.
Todos estes fatores afetam fortemente as espécies migradoras a nível nacional, em particular algumas de elevado valor comercial, como a Lampreia-marinha (Petromyzon marinus), o Sável (Alosa alosa) e a Savelha (Alosa fallax), a Enguia-europeia (Anguilla anguilla).
A Quercus considera que tendo em conta a importância dos ecossistemas ribeirinhos no fornecimento de serviços, as mais das vezes pouco valorizados ou pensados apenas para suprir as necessidades de produção de energia, torna-se urgente a adoção de políticas que se preocupem com a resolução dos problemas que ainda persistem. Entre estes contam-se os diversos focos de poluição existentes, a recuperação da conectividade longitudinal dos rios e a reabilitação das margens e da vegetação ripícola e com a implementação de uma fiscalização eficaz das actividades económicas, que permitam a recuperação das populações de peixes migradores, as quais são um importante suporte económico e de manutenção da coesão social em diversas regiões do país.
Lisboa, 21 de Maio 2016
A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

NISA: Corrida de carrinhos de rolamentos na Senhora da Graça


SINDICAL: Cumprida a Semana de Luta, também, no Norte Alentejano

No distrito de Portalegre, os sindicatos filiados na CGTP-IN, responderam à convocatória lançada pela central sindical para a realização de uma Semana Nacional de Acção e Luta em defesa do emprego com direitos, dos serviços públicos, das 35 horas semanais e da contratação colectiva.
Além da mobilização de trabalhadores e estruturas sindicais para as acções nacionais em Lisboa, no dia 17 dos trabalhadores da administração local e no dia 20 dos trabalhadores do sector dos resíduos e dos trabalhadores da administração pública, foram realizadas várias acções de contacto e de protesto nos locais de trabalho do nosso distrito.
O Sindicato dos Professores da Zona Sul (SPZS) promoveu uma banca de recolha de assinaturas em defesa da escola pública na Praça da República em Portalegre no passado dia 16 de maio, juntando-se a muitas dezenas de outras bancas constituídas com o mesmo propósito por todo o país.
O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local e Regional (STAL) dinamizou uma acção de protesto, também no dia 16 de Maio, em frente à Camara Municipal de Portalegre, exigindo a imediata assinatura do Acordo Colectivo de Entidade Pública (ACEP) naquele município, para a reposição das 35 horas semanais sem adaptabilidade nem bancos de horas e dos 25 dias de férias.
O Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Ambiente do Sul (SITE/SUL) contactou com os trabalhadores da Hutchinson de Campo Maior com documento próprio e fez chegar um pendão para assinalar a semana de luta e as razões da sua convocação à Evertis, em Portalegre.
O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços conduziu várias acções de contacto com os trabalhadores em locais de trabalho por todo o distrito, desde grandes superfícies comerciais até às mais pequenas, passando pelo sector da economia social.
As acções iniciadas nesta Semana Nacional de Acção e Luta são para continuar nos locais de trabalho e na rua, no sentido da melhoria das condições de trabalho no distrito e da defesa dos direitos e interesses dos trabalhadores e das suas famílias.
Portalegre, 20 de Maio de 2016

O Depº de Informação da USNA/cgtp-in