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2.7.21

PORTALEGRE: Valorização dos Percursos Pedestres na Serra de São Mamede

 
A presidente da Câmara Municipal de Portalegre, Adelaide Teixeira, assinou, com a empresa Floema, Lda., o auto de consignação para a empreitada de valorização de percursos pedestres do Parque Natural da Serra de São Mamede, Alegrete, Reguengo e Ribeira de Nisa.
Nesta empreitada de reconhecimento da relevância estratégica do Parque Natural da Serra de São Mamede e dos seus recursos endógenos, que teve início a 28 de junho, serão intervencionados 35,7 Km, distribuídos por três localidades, designadamente Alegrete (Corredor ecológico – 3,38 Km e PR3-PTG -10,7 Km), Reguengo (PR2-PTG – 10,3 Km) e Ribeira de Nisa (PR4 – PTG – 11,32 Km).
Os trabalhos consistirão principalmente, na limpeza e desmatação pontual de todos os trilhos, apenas para permitir a circulação pedestre, sem prejuízo do equilíbrio ecológico envolvente.
Serão também construídas estruturas amovíveis, de forma a apoiar os ecoturistas e estudantes de temáticas relacionadas com a conservação da natureza e a biodiversidade, principalmente ligados à Ornitologia. Esta área protegida é de grande importância, quer ao nível ibérico quer ao nível nacional, integrando a rota migratória de muitas espécies de aves entre a Europa e África, tendo sido inventariadas pelo Atlas das Aves do Parque Natural da Serra de São Mamede, aproximadamente 150 espécies, nidificando cerca de 40 aves na área protegida em referência.
Também a sinalética orientativa e interpretativa será requalificada, acrescentando-se a esta intervenção a criação de painéis informativos, mesas de interpretação da paisagem e balizadores de orientação.
A valorização e investimento por parte do Município de Portalegre nas freguesias rurais de Alegrete, Reguengo e São Julião, Ribeira de Nisa e Carreiras, e a dinamização dos recursos biofísicos e geomorfológicos da Serra de São Mamede, vão permitir perspetivar novas oportunidades para a valorização económica, turística e desportiva do território, ampliando assim a capacidade de gerar mais valor na economia local, fortalecendo o segmento de turismo de natureza - “touring cultural e paisagístico” do Alto Alentejo e da sua capital.
Esta empreitada, cofinanciada pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), através do Alentejo 2020 – PORA, terá o valor de 20.803.54€ (a que acresce IVA à taxa legal em vigor) e um prazo de execução de 90 dias.

19.1.21

COISAS DA CORTE DAS AREIAS (19): À descoberta do Património de Nisa (I)


Percursos Pedestres: um Guia por completar!
A edição de uma qualquer obra literária ou simples manuscrito, é sempre uma acção positiva e de louvar se a finalidade for preservar, oferecer ao presente e legar ao futuro algo com interesse para o concelho de Nisa ou seus habitantes.
Um bom exemplo é toda aquela vasta e valiosa colectânea literária exposta na Biblioteca Municipal, cerca de trinta títulos, quase todos eles de autoria de nisenses e que têm em comum, nos variados temas abordados, fruto de vivências, muito trabalho e experiência adquirida, a necessidade sentida de transmitir e partilhar o saber herdado.
Mas, também, nesta temática, há que ter cuidado, iniciada uma qualquer “caminhada” há que seguir em frente e terminá-la, retroceder ou parar pode não ser bom, inadequado, injusto até.
Uma edição verdadeiramente interessante e bem útil foi o “Guia de Percursos Pedestres” de Nisa, promovida pelo actual executivo camarário, vão quase cinco anos (2005).Mas, e não poucas vezes há sempre um “mas”, se nada há a opor no aspecto gráfico, já no conteúdo informativo nos parece haver falta de moderação, que vai sendo um vício por todo o lado, mas pior, bem pior, são as omissões ao quão de importante temos por ali, no espaço já contemplado pelos “Guias”, que nada ajudam o “turismo” que se vai invocando quase diariamente. Descuido? Outra razão? Ultrapassa-nos. Direitos de autor por certo não lhes seriam exigidos.
Não é correcto, por injusto, deixar o trabalho a meio, com as consequências negativas que daí advêm, divulgando uma fracção apenas do todo que é o concelho de Nisa. Cinco anos volvidos é tempo de completar a “caminhada”, promovendo a edição dos documentos ainda em falta, referenciando todo o valioso património ocultado.
Observe o leitor um qualquer mapa do concelho de Nisa e experimente traçar uma linha ligando o Percurso nº 1 (Trilhos de Jans – Amieira do Tejo) ao Percurso nº8 ( Trilhos do Moinho Branco – Montalvão).
Por certo vai constatar o seguinte: naquele espaço, a Norte, estão lá todos os “Percursos” editados (8), nada havendo que contemplar a Sul, espaço mais amplo, divulgando o valioso património existente e visível por aí.
As freguesias do Espírito Santo, Nossa Senhora da Graça, Arez, S. Matias, Tolosa e Alpalhão, têm um acervo patrimonial e paisagístico de grande importância, onde se vêem em quantidade, igrejas e ermidas, passadeiras nos ribeiros e também moinhos, pontes e fontes, furdões e barragens, antas, menires, sepulturas nas rochas e vias muito, muito antigas, de antes da nacionalidade portuguesa.
Vias por onde transitaram e transitam ainda tantos povos nossos parentes, fossem eles lusitanos, romanos ou sarracenos, peregrinos em romagem ou simples caminhantes de agora.
Bem, depois há a história dos sítios, das vilas e das aldeias, que não consta lá e é riquíssima, como é até mesmo aquelas que lá constam, nos Percursos já editados.
Mãos à obra, termine-se a “caminhada” iniciada, dando a todas as freguesias do concelho, sobre a forma de “Percursos”, a importância patrimonial e histórica que, efectivamente, têm.
Mais do que uma necessidade é um acto de justiça.
João Francisco Lopes in "O Distrito de Portalegre" - 2/7/2009

28.10.20

VILA VELHA DE RÓDÃO: Município investe na requalificação e promoção dos percursos pedestres

 

O Município de Vila Velha de Ródão está a promover a requalificação dos percursos pedestres do concelho, uma intervenção que teve início em abril e começou por recuperar o PR1 e o PR2, que ficaram intransitáveis na sequência dos incêndios de 2018, e inclui a sua disponibilização na aplicação Geonatour, que alia informações sobre os percursos e os pontos de interesse existentes na área.
Para além da recuperação dos percursos tornados intransitáveis devido aos incêndios, foram percorridos os restantes trilhos e identificadas as necessidades de intervenção, que se centraram sobretudo na substituição ou colocação de nova sinalética, na limpeza de terrenos, na colocação de escadas ou pontes pedonais em alguns pontos ou na alteração de alguns traçados.
De forma a maximizar a experiência dos utilizadores dos percursos pedestres do município, foi feito um investimento na adesão à plataforma Geonatour, uma aplicação que permite aos seus utilizadores acompanhar todas as indicações presentes no percurso com o auxílio de mapas digitais e receber notificações quando se aproximam de pontos de interesse existentes ao longo do trajeto. 
Esta intervenção mereceu já a atenção da plataforma de Apoio ao Investimento Turístico do Turismo Centro de Portugal, que dedicou uma reportagem ao empreendedorismo turístico no concelho, que inclui a referência aos percursos pedestres. Tendo em vista a promoção destes percursos juntos dos amantes do turismo de natureza, procurou-se também captar a atenção de influenciadores digitais para a promoção do território.
O objetivo é ter todos os percursos prontos até ao final do ano de 2020 e dar a conhecer a um público mais vasto a beleza das paisagens do concelho, contribuindo assim para a sua afirmação enquanto destino de natureza, área que tem assumido um papel cada vez mais relevante na dinamização da economia local, a par do turismo cultural.

19.10.20

Percursos Pedestres de Ródão disponíveis na aplicação Geonatour


Os percursos pedestres de Vila Velha de Ródão estão disponíveis na aplicação Geonatour, uma ferramenta que permite aos utilizadores descobrir os encantos do território e receber informações sobre locais com interesse geológico, natural, histórico ou arqueológico, sobre alojamento e alimentação ou outros pontos de interesse disponíveis ao longo do seu percurso pedestre.
Através do investimento feito na adesão a esta plataforma, o Município de Vila Velha de Ródão pretende maximizar a experiência dos utilizadores dos percursos pedestres do município já que, para além poderem seguir todas as indicações presentes no percurso com o auxílio de mapas digitais, quando se aproximam de um ponto de interesse, recebem uma notificação e informações sobre esse ponto ou outros locais de interesse na zona.
A aplicação funciona também em modo offline, utilizando apenas o GPS, e possui versões para smartphones com sistema Android e IOS.
O objetivo da Geonatour, aplicação que tem o mesmo nome que a empresa que a desenvolveu, é promover a valorização da geodiversidade nacional e modernizar e dinamizar a forma como se divulga o património natural e geológico da região, impulsionando todas as ofertas turísticas relacionadas com a prática de diferentes modalidades no contexto desportivo, recreativo e de lazer, de forma sustentável e responsável.

27.6.20

VILA VELHA DE RÓDÃO: Município requalificou percursos pedestres municipais


O Município de Vila Velha de Ródão procedeu à requalificação das pequenas rotas pedestres municipais, mais concretamente do PR 1 - Rota das Invasões, em Vila Velha de Ródão e do PR2 - Caminho das Virtudes, em Vilas Ruivas, que se encontravam interditos ao público desde 2018 e podem agora ser utilizadas.
Nas duas rotas, a intervenção consistiu na alteração dos percursos e na abertura de novos trilhos, assim como na colocação de escadas em alguns pontos do percurso. No caso do PR 2 - Caminho das Virtudes foram ainda instaladas pontes pedonais em alguns pontos para assegurar a travessia de cursos de água.
Esta requalificação dos percursos pedestres procurou eliminar as zonas que se tornaram intransitáveis e garantir a segurança e a melhoraria da experiência dos utilizadores.  

19.1.18

NISA: Descobrir e Viver os Percursos Pedestres do Concelho (1)












Quando a Primavera despontar e os raios solares se tornarem mais luminosos, junte um grupo de amigos e parta à descoberta dos Percursos Pedestres do concelho. São muitos, variados e com paisagens surpreendentes. Como este, o PR 2 "Descobrir o Tejo" (Chão da Velha) que alunos, professores, funcionários e amigos da Escola Prof. Mendes dos Remédios de Nisa percorreram  no dia 5 de Maio de 2007. Já lá vão 10 anos, mas as imagens não deixam de mostrar um tempo de frescura e juventude que a natureza sempre proporciona.

17.11.14

NISA: Percursos Pedestres - Descobrir o Tejo PR 2

PR 2 - Descobrir o Tejo | Percurso Pedestre de Nisa
Duração Total :1h30
Descrição »» Acesso: NISA > EM 544 > CM 1159 > CM 1001 > CHÃO DA VELHA
Grau de dificuldade: FÁCIL
Extensão: 4,25 KM
O percurso inicia-se junto à antiga escola primária de Chão da Velha, aldeia situada no extremo noroeste do concelho de Nisa, onde pode observar as casas envelhecidas, com as características chaminés alentejanas. Outrora, a agricultura e o pastoreio de vacas e cabras eram as principais fontes de subsistência desta povoação, praticamente desertificada. Hoje, a agricultura, a olivicultura, a exploração de cortiça e a rentabilização dos eucaliptais são as principais actividades económicas da zona. Assim que calcorreamos os primeiros metros, verificamos que em redor subsistem algumas hortas e vinhas, provando que ainda há quem não tenha abandonado definitivamente estes campos.

Chão da Velha
Percorrendo as matas, povoadas de eucaliptos, desça por um trilho de pé posto, serpenteando um caminho estreito ao longo da encosta, num percurso em terra batida, perdido nas barreiras do Tejo e que nos conduzirá até à sua margem sul. Aprecie a vista privilegiada sobre o rio, avolumado pela albufeira da barragem do Fratel, e em particular a panorâmica sobre a margem norte, pertencente ao concelho de Mação, com a linha da Beira Baixa a recortar por completo o horizonte. Chegados ao local, onde existe um pequeno cais de acostagem e um parque de merendas, obtém-se uma boa perspectiva daquela bacia hidrográfica, área privilegiada para a observação da avifauna local, em particular de aves como a garça-real, a cegonha-negra, o milhafre-real, a águia-pesqueira, o abutre-negro, o bufo-real, o corvo-marinho e o grifo. Este é também o território natural do javali, do veado, do coelho, da raposa, do ginete, da lebre, do saca-rabos e do gato-bravo, bem como um dos melhores locais para a prática da pesca desportiva. No Tejo podem pescar-se o barbo, a boga, a carpa, o achigã, a enguia, o bordalo e a perca.
 Rio Tejo.
Inicie então a subida, num percurso em terra batida, passando por entre vários eucaliptais. Atravesse uma vereda até chegar ao ponto mais elevado do trilho, numa eira, acompanhando uma parede de xisto com a particularidade de apresentar um remate deitado. Antes de chegar ao Chão da Velha, passe por uma fonte, por algumas construções em xisto e junto às barrocas, onde outrora abundavam os olivais. Em toda esta região, a paisagem reveste-se de sobreiros, azinheiras, oliveiras, pinheiros bravos e eucaliptos. Junto ao solo são comuns as estevas, as giestas, o rosmaninho, o zimbro, os medronheiros, a urze e o alecrim. Por sua vez, nas margens do Tejo abundam o junco, o salgueiro, o choupo e o freixo.
Aproveite ainda para visitar a igreja matriz de São Matias, no Cacheiro, que conserva uma imagem de pedra do século XVI, representando S. Pedro. Nesta povoação, conheça também as fontes de mergulho e os fornos do povo, e não se esqueça de provar o queijo, as cavacas, as tigeladas, os enchidos e o ensopado de borrego.
 Hortas tradicionais
Grande parte do concelho de Nisa tem uma utilização agrícola, dominando as árvores de fruto, os olivais e as tradicionais hortas e vinhas. A maioria das casas das aldeias têm um quintal onde se cultivam legumes e vegetais, sendo a agricultura de subsistência utilizada também pelos reformados como terapia ocupacional.
Eira em Chão da Velha
Nas eiras, espaços amplos em terra batida, laje ou cimento, situadas em zonas soalheiras junto às casas, secavam-se e malhavam-se cereais como o trigo, o centeio ou o milho. Entre Julho e Setembro, na época das colheitas, malhavam-se as espigas, fazendo o grão soltar-se dos carolos, sacudindo-as depois ao vento para libertar a moínha com que se enchia as almofadas. Terminado o processo, o grão era guardado e mais tarde moído, servindo a palha de alimento a animais.
Produção de azeite
Noutros tempos, para além das imediações de Nisa, a maioria da produção de azeite do concelho provinha das proximidades do Tejo, em particular dos arredores das povoações de S. Simão e de S. Matias. Devido ao seu microclima e ao tipo de azeitona aí existente, o azeite do Norte Alentejano apresenta um sabor frutado e suave. Para além dos cozinhados, é também utilizado na conservação de enchidos e queijos.
Aspectos de interesse: XISTO E SOCALCOS DE OLIVAL

Há 670 milhões de anos, a região era ocupada por um mar interior de águas pouco profundas, onde se foram depositando sucessivas camadas de argila, que mais tarde emergiriam, formando colinas xistosas de declives acentuados. Esta pedra, abundante e fácil de trabalhar, tem sido utilizada na construção de muros, abrigos e casas, bem como de moinhos e azenhas, alimentados por rios e ribeiras, e que podem ser apreciados em todo o concelho de Nisa. Neste troço montanhoso do Tejo, num vale encaixado que marca a transição entre o sul do país, quente e seco, e o norte, temperado e húmido, destacam-se os abundantes socalcos de olival.
Fauna e flora em destaque

OLIVEIRA: A madeira desta árvore, dispersa no Mediterrâneo por gregos e romanos, é dura e compacta, sendo óptima para a marcenaria e aquecimento. As folhas são usadas em chás e o azeite, extraído do seu fruto, a azeitona, é utilizado na culinária e em cosméticos e relaxantes.
LONTRA: De pêlo espesso, corpo e cauda alongados e membros curtos, alimenta-se de peixes, crustáceos, anfíbios e répteis. Animal de hábitos nocturnos, ágil na água, vive na margem de rios e lagoas, construindo abrigos na vegetação.
A ter em conta: Não deixe de estabelecer contacto com os poucos habitantes de Chão da Velha, gente simpática e hospitaleira, que devido ao isolamento geográfico se mostra especialmente calorosa para com os visitantes.
Contactos úteis: Junta de Freguesia de São Matias - Tel: 245 469 226 - 
www.e-cultura.pt/itinerários