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18.8.23

ARRONCHES: Desmantelamento de estufa de canábis

O Comando Territorial de Portalegre, através do Núcleo de Investigação Criminal (NIC) de Elvas, no dia 17 de agosto, desmantelou uma estufa de cultivo de estupefacientes, no concelho de Arronches.
No âmbito de uma investigação que durava há três meses, por tráfico de estupefacientes, os militares da Guarda deram cumprimento a um mandado de busca domiciliária que culminou no desmantelamento de uma estufa para cultivo de estupefacientes.
No decorrer das diligências policiais foi apreendido o seguinte material:
Dez plantas de canábis;
Uma estufa portátil;
Diversos substratos e produtos químicos para o cultivo de canábis;
Diversas saquetas de embalagem.
Esta operação contou com o reforço do Unidade de Intervenção (UI), do Destacamento de Intervenção (DI), do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), do Destacamento Territorial de Elvas e Posto Territorial de Arronches.
Os factos foram comunicados aos Tribunal Judicial de Portalegre.

21.7.21

Operação ALECRÍN – Desmantelamento de rede ibérica dedicada à produção e comercialização ilícita de cigarros

 
A Unidade de Ação Fiscal (UAF), através do Destacamento de Ação Fiscal (DAF) do Porto e sob a direção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Regional do Porto, entre 22 de maio e 15 de julho, desencadeou, em colaboração com a Guardia Civil espanhola, e com o apoio da OLAF e do EUROJUST, em território nacional e no do Reino de Espanha, uma operação policial que visou colocar termo à atividade de uma rede organizada que se dedicava à produção e comercialização ilícitas de cigarros e de outros produtos de tabaco em Portugal e Espanha.
Esta operação foi o culminar de uma investigação que permitiu o desmantelamento de uma infraestrutura de produção massiva de cigarros no Reino de Espanha, bem como de diversas bases logísticas de armazenamento, tratamento, embalamento e distribuição de cigarros e outros produtos de tabaco em ambos os países, resultando no cumprimento de 125 mandados de busca, 29 detenções, na apreensão de mais de 2 milhões de euros em numerário, de 51 toneladas de produtos de tabaco (folha de tabaco e tabaco moído), 40 milhões de cigarros, sete armas de fogo e de diversa maquinaria usada para produzir cigarros, presumindo-se que tenha lesado os interesses económicos de ambos os países em cerca de 10 milhões de euros.
Em Portugal, foi dado cumprimento a 97 mandados de busca em território nacional dos quais 59 de busca domiciliária e 38 de busca não domiciliária (armazéns, garagens e veículos), destacando-se, para além da detenção de dois homens, as seguintes apreensões:
·         Cerca de 97.000 cigarros manufaturados;
·         Cerca de 520 quilos de folha de tabaco (daria para produzir aproximadamente 520 mil cigarros);
·         Diversas máquinas utilizadas na produção e acondicionamento dos produtos de tabaco;
·         Matérias-primas diversas utilizadas na produção ilícita, como tubos para cigarros, cartão de maços e sacos/caixas para embalar tabaco;
·         758.000 euros em numerário;
·         Dez veículos ligeiros;
·         17,1 gramas de pólen de haxixe;
·         Diversos equipamentos informáticos.
Durante a investigação que decorre há cerca de dois anos, foram apreendidos em território nacional um total de 12 milhões de cigarros e 600 quilos de outros produtos de tabaco (folha de tabaco e tabaco moído) correspondentes a uma prestação tributária em falta (IEC-IT e IVA) de 2.300.000 euros, e detidas nove pessoas, diretamente relacionadas com a prática dos ilícitos em investigação.
Foram ainda constituídos 34 arguidos de nacionalidade portuguesa, com idades compreendidas entre os 40 e 65 anos, indiciados pelos crimes de contrabando qualificado, introdução fraudulenta no consumo qualificada, fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e associação criminosa.
No decurso da operação foram empenhados 115 militares, da Unidade de Ação Fiscal (UAF) e dos Comandos Territoriais do Porto e Braga.

11.7.20

OPERAÇÃO HINDOLA – GNR desmantela esquema transnacional de fraude ao IVA no comércio de produtos alimentares

A Unidade de Ação Fiscal (UAF), efetuou uma grande operação, dando cumprimento a diversos mandados de busca e de detenção, tendo sido detidos seis indivíduos, através de uma operação realizada em articulação com a Direção de Finanças do Porto, sob Direção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto e com o apoio da EUROPOL e da EUROJUST, em território nacional e internacional.
A investigação, que teve a duração de cerca de um ano, desenvolvida pelo Destacamento de Ação Fiscal (DAF) do Porto, identificou um esquema de fraude organizada de dimensão transnacional, baseado na criação de empresas “fantasma” e na criação de circuitos de faturação fictícios, que visavam a evasão ao IVA e a obtenção indevida de reembolsos, com recurso a utilização fraudulenta do regime do IVA nas transações intracomunitárias.
Este esquema delituoso, vulgarmente conhecido por “fraude carrossel”, envolvendo os principais grossistas nacionais no setor, consubstanciava-se na simulação de transmissões intracomunitárias de bens, como se de vendas para o mercado comunitário se tratassem, mas que, na realidade, eram transacionados em território nacional, incidindo sobre bebidas, alcoólicas e não alcoólicas, e bens alimentares.
Essas “simulações” de vendas para o mercado comunitário foram complementadas com a criação de um subsequente circuito formal de empresas completamente ficcionado, tanto no estrangeiro, como em Portugal, que incluía vários operadores missing traders em território nacional, os quais emitiam faturas fictícias que continham IVA, imposto esse nunca entregue ao do Estado e, dessa forma, permitiam a alguns desse grossistas obter um artificial crédito em sede de IVA, cujo montante, em alguns casos, foi solicitado ao Estado Português sob a forma de pedido de reembolso.
Além de defraudar o Estado Português, os referidos bens foram colocados no mercado abaixo do preço de custo, gerando uma concorrência desleal entre operadores e uma adulteração grave do mercado nacional nesses setores.
A organização criminosa logrou, com recurso a este esquema fraudulento, a obter uma vantagem patrimonial ilegítima de pelo menos 4,2 milhões de euros. Os suspeitos identificados encontram-se indiciados pelos crimes de fraude fiscal qualificada, introdução fraudulenta no consumo qualificada, associação criminosa, branqueamento, corrupção ativa e passiva, prevaricação e denegação de justiça.
No decurso desta operação policial, foram realizadas 142 diligências de busca, domiciliárias e em empresas, nos seguintes Estados Membros:
ü  135 em Portugal;
ü  Sete no Reino de Espanha.
Em resultado das diligências realizadas, foram detidas seis pessoas para além de terem sido constituídas arguidas 18 sociedades comerciais e 32 pessoas singulares de nacionalidade portuguesa e estrangeira. Foi ainda apreendida diversa documentação e registos contabilísticos, bem como cerca de 20 mil euros em numerário e joias num valor de cerca de 45 mil euros. Atendendo à especificidade e complexidade da matéria objeto da investigação, participaram nesta operação peritos digitais forenses e analistas de informação da EUROPOL.
A Operação contou com o reforço de militares dos Comandos Territoriais da GNR do Porto, Braga, Aveiro e Évora, e da Direção de Investigação Criminal (DIC) da GNR, estando a ser empenhados 197 militares da GNR e 40 elementos da Autoridade Tributária (AT). No plano internacional a operação foi apoiada pela Unidade Central Operativa (UCO) da Guardia Civil, no Reino de Espanha.
Os detidos foram presentes ontem, dia 08 de julho, ao Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto para aplicação de medidas de coação, tendo sido um arguido sujeito a prisão preventiva e os restantes a apresentações periódicas bissemanais e proibição de contactos entre todos.