7.1.26

CULTURA: Cineteatro Louletano homenageia Zeca e Sérgio Godinho em Janeiro


Um espetáculo de homenagem a Zeca Afonso, outro de tributo a Sérgio Godinho, teatro com Ricardo Neves-Neves e muito mais. É isto que terá, ao longo de Janeiro, a programação do Cineteatro Louletano.

Já esta quinta-feira, dia 8, às 21h00, sobe ao palco “José Afonso ao Vivo nos Coliseus 1983”, numa coprodução do Cineteatro Louletano.

Esta é uma peça multidisciplinar pelo Teatro Experimental do Porto que entrelaça música, teatro, performance e poesia.

O espetáculo não pretende reconstituir o concerto original, mas reinventá-lo à luz de uma abordagem contemporânea inspirada no Gig Theatre, uma forma híbrida que funde a energia dos concertos ao vivo com a narrativa teatral, reinterpretando o legado de Zeca com liberdade criativa e profunda ressonância emocional.

O espetáculo contará com os recursos de Audiodescrição, para pessoas cegas e/ou com baixa visão, e Língua Gestual Portuguesa, para pessoas Surdas.

No dia 9, sexta, às 21h00, a 1.ª edição do Festival de Música de Câmara do Algarve traz Mozart, Schumann (Clara e Robert) e Beethoven ao Cineteatro Louletano, com a participação de vários intérpretes de renome internacional.

Já no dia 10, também às 21h00, o grupo Canto Nono apresenta no Cineteatro Louletano uma estreia nacional: um tributo a Sérgio Godinho, com Que voz de liberdade é essa? O espetáculo, que homenageia a carreira de uma das figuras mais icónicas e multifacetadas da música portuguesa, terá a participação especial do ator e narrador Pedro Lamares.

No dia 11, às 15h00, realiza-se o Encontro de Charolas e Janeiras de Loulé, mantendo viva uma tradição profundamente enraizada na cultura popular. Nesse mesmo dia, às 17h00, a Igreja Matriz de Loulé acolhe mais um Concerto do Festival de Música de Câmara do Algarve.

No dia 13, às 18h00, o Bar do Cineteatro Louletano recebe a Conversa Uma programação imaginada por todas as pessoas. É possível?, no âmbito do Clube d’Espectador Emancipado, promovido pela associação AORCA.

A conversa conta com a participação de Aida Tavares, programadora cultural, Dália Paulo, diretora artística do Cineteatro Louletano, Xana Piteira, da Orla Design, Élton Mota / Perigo Público, músico e MC, e Catarina Cândido, do Clube d’Espectador Emancipado. A moderação é de Carolina Santos, atriz e encenadora.

No mesmo dia, às 21h00, no Auditório do Solar da Música Nova, é exibido Borgo, de Stéphane Demoustier, no âmbito do ciclo Filme Francês do Mês, parceria com a Alliance Française do Algarve.

A programação inclui também propostas dirigidas ao público escolar e familiar, como Rita Red Shoes: Chinfrim, no dia 14 de janeiro, às 10h30, numa sessão exclusiva para escolas, é um espetáculo dirigido aos pequeninos e aos não tão pequeninos, feito de canções originais, ambientes visuais e performance.

A 17 de janeiro, sábado, às 11h30, o Auditório do Solar da Música Nova recebe o primeiro concerto do ano do Ciclo Crescendo.

E nesse mesmo dia, mas às 21h00, o Cineteatro Louletano apresenta a coprodução O Salvado, de Olga Roriz, referência maior da dança contemporânea portuguesa.

Entre 17 e 24, o Cineteatro Louletano acolhe a Algarve Film Week, organizada pelo Loulé Film Office, reforçando o diálogo com o cinema contemporâneo.

A música regressa no dia 18 de janeiro, às 19h00, com Peregrinação Beethoven, pelo João Roiz Ensemble a que se junta o músico e musicólogo Alexandre Delgado, assinalando os 200 anos da morte do compositor.

No dia 23, apresenta-se mais um momento do Ciclo de Concertos – Solistas da Orquestra do Algarve. Desta vez com o espetáculo Argentina e Brasil Abraçam-se, juntando Astor Piazzolla e Hollanda Cavalcanti nas teclas do acordeonista João Barradas. A orquestra é dirigida pelo maestro Pablo Urbina.

No domingo, dia 25, às 17h00, o Auditório do Solar da Música Nova acolhe Sandrino, integrado no ciclo Ilustres Desconhecidos. Com influências de MPB, Pop e Jazz, Sandrino Costa apresentou a sua primeira canção ao público, “Ser pra não Ser”, em Novembro de 2024. Natural de Loulé e formado no Hot Clube de Portugal, Sandrino começou recentemente a sua carreira a solo, apresentando um single impactante e que questiona a dualidade e essência do Ser.

A programação de Janeiro encerra com teatro, numa peça de Ricardo Neves-Neves que junta o humor e a reinterpretação de clássicos do cinema português dos anos 30 e 40 do séc. XX. A peça Entraria Nesta Sala, pelo Teatro do Eléctrico, tem sessões no dia 30 de janeiro, às 15h00 (escolas) e 21h00, e no dia 31 de janeiro, às 17h00 e 21h00, encerrando o primeiro mês de 2026.