31.7.25

HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA

 


Cabeça na areia Cartoon editorial da @revistasabado- Vasco Gargalo

NISA: Dois detidos e 16 infrações em operação especial de prevenção criminal


O Comando Territorial de Portalegre, através do Destacamento Territorial de Nisa, no dia 26 de julho, desenvolveu uma operação especial de prevenção criminal no decorrer de um evento realizado no concelho de Nisa, que resultou na detenção de um homem de 28 anos e de uma mulher de 27 anos, na constituição como arguido de um homem de 21 anos, bem como na elaboração de 16 autos de contraordenação.

O empenhamento deste dispositivo operacional teve como principal objetivo garantir a segurança dos participantes, prevenir a criminalidade e fiscalizar comportamentos de risco associados a grandes aglomerações, o consumo de estupefacientes, a condução sob efeito de álcool e perturbação da ordem pública.

A operação resultou na obtenção dos seguintes resultados:

125 condutores fiscalizados e testados;

Dois detidos por condução sob o efeito do álcool;

Um arguido por tráfico de estupefacientes;

Oito contraordenações relacionadas com o consumo de estupefacientes;

Oito contraordenações rodoviárias;

Uma fiscalização de um estabelecimento;

A ação permitiu ainda apreender o seguinte material:

68,36 doses de haxixe;

25,1 doses de MDMA;

6,6 doses de cocaína;

Um cigarro de haxixe.

A operação contou com o reforço dos Destacamentos Territoriais de Portalegre e Elvas e do Destacamento de Trânsito (DT) do Comando Territorial de Portalegre.

 

30.7.25

NISA: Conheça os poetas do concelho (XLIII) - Manuel dos Santos Tavares


CHANTIERS

Sois como casulos de abelhas

Onde zangãos vêm fazer seu ninho

Sugando o suor de quem trabalha

Agravando ainda mais o seu destino.

 

Monstruosas fortunas de parasitas

Sangue e suor do trabalhador

Como legiões de escravos malditas

E conforto de tanto explorador

 

Longe daqui

Estão os palácios opulentos

Da vossa abelha mestra

Mas no interior de barracas nojentas

Está o triste drama

Duma negra orquestra.

 

Nauseabunda injustiça

Sem perdão

Do século vinte

A luz ausente

Como ainda feroz escuridão

Ao serviço

De quem amor não sente!

 

Enxame de abelhas, fazendo mel

Fora e dentro desta colmeia

Recebendo, de recompensa, o fel

Triste destino de quem tanto bem semeia…

 

Das pátrias madrastas de todo o mundo

Aqui vem trabalhar, barata mão

Dos deserdados, de sofrer profundo

Cuja família, lhes vem no coração.

 

O teu pensamento

Voou junto ao meu

Até ao fim

Subindo até ao firmamento

Para só na morte

Findar tão tristemente

A nossa sorte…

 

Do nosso enlace

Como forte traço de união

Ficaram quatro folas

Como rosas em botão

Que me revive, ao vê-las…

 

Quantas vezes

E até em tua última hora

Me rogaste, carinhosamente

Que, para tua memória

Amparasse eternamente

As quatros folhas

Da nossa bela aurora.

 

Aqui estou, pois

A cumprir o teu desejo

Cumprindo a vontade

De nós os dois

E depositando assim

Em tua fronte

O último beijo.

 

·         Manuel dos Santos Tavares1.05.1966 Dijon (França)

*******

 

NISA: 3ª Edição do Jogo de Emigrantes


É já no sábado, 9 de agosto, que Nisa volta a ser palco de um grande encontro entre os que cá estão e os que estão longe, mas nunca esquecem as raízes!

🕢 19h30 – Jogo de Abertura (Crianças)

Os miúdos do escalão mais jovens do Sport Nisa e Benfica entram em campo para abrir a festa!

🔴⚔️ Jogo Principal – Emigrantes vs Mistos do Sport Nisa e Benfica (Juvenis + Seniores + Veteranos SNB)

Logo de seguida, os Emigrantes defrontam um misto de jogadores juvenis, seniores e veteranos do Sport Nisa e Benfica, num jogo cheio de emoção, reencontros e espírito de união!

🍻 Bar, 🍔 comida e 🎵 música ambiente garantem o convívio até mais tarde!

Vem apoiar, rever amigos e celebrar a nossa comunidade!

VALÊNCIA DE ALCÂNTARA: 38º Festival de Folclore "Pueblos del Mundo"

 


28.7.25

NISA: Conheça os poetas do concelho (XLII) - Maria Pinto

 


VOLTAS QUE O MUNDO DÁ

Ó Nisa, estás pobrezinha,

Mas ninguém quer trabalhar.

Tudo quer bom ordenado,

Tudo se quer empregar.

 

Na vida da agricultura

Já ninguém quer concorrer

Daqui por mais algum tempo,

Não sei o que isto há-de ser.

 

Tudo quer luxo e vaidade,

Seja pobre ou seja rico.

Estamos na “vida moderna”,

Tudo quer par´cer bonito.

 

Usam lindas camisolas

E camisas de TV

Calcinha de terylene

Em toda a gente se vê.

 

Hoje a vida está boa;

Pobre e rico traja bem.

Hoje o luxo é a riqueza,

Ninguém ajunta vintém.

 

Saia justa é a moda,

E mal podem andar,

Com os joelhos de fora.

Nem sabem o que hão-de usar.

 

Este tempo é muito bom;

E cá na terra já é uso,

Quando vão fazer exame,

Levar relógio de pulso.

 

Nos tempos dos nossos pais,

A moda não era assim.

Camisa de pano cru,

E calcinha de cotim.

 

Minha mãe também usava

Saia comprida e rodada,

Um lencinho no pescoço

E uma “roupinha” encarnada.

 

·         Maria Pinto – 1/5/1965

OPINIÃO: Da sociedade tecnológica à do turismo


Com a entrada na UE e a implementação da democracia política, passou-se da sociedade tradicional para a sociedade tecnológica. Do tudo feito à mão passou-se para a produção da máquina, do trabalho em banda, da robotização, da circulação da moeda, do crédito bancário barato, da informática, da digitalização. Foi uma passagem muito rápida que deixou sequelas psicológicas e sociológicas. Mas teve de ser assim para acompanharmos o comboio da modernidade. Agora da sociedade tecnológica outra sociedade já se avizinha: a sociedade do lazer e do turismo. Cada vez mais portugueses viajam em férias pelo mundo fora, nunca as agências de viagem tiveram tanta clientela, assim como as companhias de transportes aéreo e marítimo. As pessoas querem conhecer outros países e povos, alargar horizontes, em viagens cada vez mais baratas.

Portalegre, 25 de julho de 2025

José Oliveira Mendes

 

27.7.25

CASTELO DE VIDE: Nota de Imprensa da Comissão Concelhia de Castelo de Vide do PCP


O EMBAIXADOR DE ISRAEL NÃO É BEM VINDO A CASTELO DE VIDE

A Comissão Concelhia de Castelo de Vide do PCP manifesta a sua mais profunda indignação e repúdio pela receção oficial concedida ao embaixador do Estado de Israel, num momento em que decorre uma ofensiva militar genocida de proporções devastadoras contra o povo palestiniano na faixa de Gaza, onde vigora um bloqueio à ajuda humanitária e milhares de pessoas passam fome.

É URGENTE RECONHECER A GRAVIDADE DA CRISE EM CURSO E AGIR COM RESPONSABILIDADE POLÍTICA,  MORAL E ÉTICA.

A presença oficial do representante de um Estado envolvido em tais ações, que têm provocado a morte de milhares de civis, incluindo mulheres e crianças, a destruição sistemática de infraestruturas essenciais e o colapso humanitário de uma população cercada e vulnerável, representa, no mínimo, uma normalização profundamente preocupante da violência e da impunidade.

A receção ou cooperação com agentes de um Estado que protagoniza tais atos transmite uma mensagem de cumplicidade ou, pelo menos, de indiferença — algo que o PCP considera absolutamente inaceitável.

Num contexto em que o Direito Internacional Humanitário está a ser ostensivamente desrespeitado,


A CC DE CASTELO DE VIDE DO PCP APELA ÀS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS E AOS SEUS REPRESENTANTES AUTÁRQUICOS QUE ASSUMAM UMA POSIÇÃO CLARA E FIRME EM DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS UNIVERSAIS, DA JUSTIÇA E DA PAZ.

É URGENTE DENUNCIAR AS POLÍTICAS CRIMINOSAS DE ISRAEL E RECONHECER O ESTADO DA PALESTINA, CUJO POVO, PERANTE O MASSACRE E UM GENOCÍDIO, RESISTE HÁ DÉCADAS PELA CONCRETIZAÇÃO DO SEU LEGÍTIMO E INALIENÁVEL DIREITO A UM ESTADO SOBERANO, INDEPENDENTE E VIÁVEL.

PALESTINA LIVRE!

NÃO SEREMOS CÚMPLICES DO GENOCÍDIO

O EMBAIXADOR DE ISRAEL NÃO É BEM VINDO A CASTELO DE VIDE.

 PALESTINA VENCERÁ

Castelo de Vide, 26 de Julho de 2025

A Comissão Concelhia de Castelo de Vide do PCP

HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA

 

A literacia - Cartoon de Henrique Monteiro in https://henricartoon.sapo.pt

26.7.25

DULCE PONTES: Uma estrela que nos alumia e a quem damos pouco (ou nenhum) valor…


É, desde há décadas, nome maior da música ligeira nacional e, porque não dizê-lo, mundial. Mais conhecida na Europa e, particularmente, na Galiza, onde o galaico-português é reconhecido e estimado, Dulce Pontes tem levado, através da música, o nome de Portugal aos quatro (ou cinco) cantos do mundo. Gosto dela, ouça-a todas as semanas, tal como a Filipa Pais, o Zeca, o Fausto e tantos outros, nomes incontornáveis da boa música que se fazia (e faz) em Portugal. 

Por isso e muito mais que a mente não alcança, não podia ficar indiferente a este belo texto de Pedro Chagas Freitas, que reproduzo com a devida vénia. 

Quando perdermos a razão, o respeito e o dever de amarmos aqueles/as que se nos deram, como uma paixão de vida, perdemos o nosso lugar no mundo e neste recanto que ela (Dulce Pontes) e outros, trataram de forma tão solidária e sublime. Obrigado, Pedro Chagas Ferreira.

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“Temos de tratar melhor quem nos dá beleza. A Dulce Pontes devia ser celebrada. Não é. Não é “comercial”, não faz colaborações com os DJs do momento, não aparece nos programas certos, não serve para vender ténis, nem apps, nem slogans vazios sobre "ser autêntico". A Dulce é autêntica. Isso não se vende; isso é uma dádiva. Nós não estamos habituados a lidar com dádivas — só com transações. Não é ela que está fora do tempo; somos nós que estamos fora de tudo. A Dulce não cabe em moldes de plástico. É o fundo do poço e o céu aberto ao mesmo tempo.

Portugal não sabe cuidar dos seus maiores tesouros. A Dulce devia ser património emocional. Em vez disso, é invisível para tantos, tantos. Não pode ser assim. Nela, está tudo: a alma de um país, a verticalidade de uma mulher que não encaixa, que não suaviza, que não cede. Há que ter coragem para ser assim: para não se render à leveza vazia do tempo.

Procurem-na. Ouçam-na. Vão atrás. Mostrem-lhe que estamos aqui. Deixem-na sentir-vos, sentir-nos.  Mostrem-lhe que ainda há quem a ouça com o coração desarmado. Ela é profundamente humana. O que é humano precisa de ser amado para não morrer à fome.”

Pedro Chagas Freitas


25.7.25

S. SIMÃO (Nisa): Festas populares dos povos de Pé da Serra e Vinagra

 


Ciclo "José Afonso - Utopia" | Espaço Atmosfera m em Lisboa


Dias 30 de Julho, 20 e 27 de Agosto

Na celebração da edição do 13.º álbum da coleção Mais 5 de José Afonso, a editora anuncia o Ciclo José Afonso - Utopia, que se realizará no espaço atmosfera m Lisboa, este Verão, ponto de encontro para usufruto de uma vasta programação cultural. Da música ao cinema, da poesia à literatura, da pintura à fotografia, da escultura ao teatro, e muito mais, as iniciativas que aqui se realizam promovem a partilha de ideias, criações artísticas, entre outras componentes fundamentais para uma maior qualidade de vida, onde inclusão e novas formas de cidadania abraçam a Cultura. O ciclo inicia-se a 30 de julho, às 18h30, com uma Tertúlia de apresentação da reedição do álbum "Como Se Fora Seu Filho", de José Afonso, para a qual a editora Mais 5 convida a uma conversa centrada na intemporalidade da música, na utopia do pensamento humanista e na necessidade do diálogo no momento sobre o papel da música na sociedade.

O editor Nuno Saraiva conduzirá a conversa centrada nas temáticas do álbum, mas também no papel que os artistas podem assumir, ou não, na sociedade à sua volta. Esta será também uma oportunidade de ouvir a nova edição de "Como Se Fora Seu Filho", em vinil / LP, a partir do gira-discos da Mais 5, com nova masterização de Florian Siller.

O ciclo tem o seu segundo momento a 20 de agosto, às 18h30,  com a apresentação do documentário "Andarillhar", de Abel Rosa, filmado em residência artística no Faial, em Abril de 2024, marcando os 50 anos do 25 de Abril através de uma residência artística. Reinterpretando e reinventando José Afonso, este filme documenta o processo de (re-)descoberta da obra musical e socio-política de José Afonso, com o Diretor-Musical Tiago Correia-Paulo, PS Lucas, Lavoisier, Nástio Mosquito, Selma Uamusse, Nacho Vegas e outros artistas e técnicos.

Por último, sobretudo para quem não teve oportunidade de assistir ao grande concerto do colectivo Wanderer Songs, no Tivoli, em janeiro de 2025, o ciclo termina a 27 de agosto, também às 18h30, com a passagem do Filme Concerto “Wanderer Songs”, ao vivo, no Teatro Faialense, resultado da residência artística documentada no filme "Andarilhar".

Tanto a reedição de "Como se Fora Seu Filho", como esta invocação de José Afonso no século XXI – que é o projecto Wanderer Songs –, demonstram a vitalidade e importância das canções de José Afonso, bem como a grande importância dos autores, compositores e artistas como porta-vozes do humanismo na nossa sociedade.

atmosfera m - Rua Castilho, n.º 5, Lisboa

30 de Julho, 18h30 | Tertúlia de apresentação da reedição do álbum "Como Se Fora Seu Filho", de José Afonso

20 de Agosto, 18h30 | Documentário "Andarillhar",  marcando os 50 anos do 25 de Abril

27 de Agosto, 18h30 | Passagem do Filme Concerto “Wanderer Songs”

 

23.7.25

NISA: Arraial na Sociedade Musical Nisense

 


NISA: Conheça os poetas do concelho (XLII) - Aníbal Goulão


 TROCADILHOS

Chama-se agora papo-sêco

Ao que d ´antes era pirróca

Ao grande roubo, desvio

A certo verme, minhoca.

 

Chama-se ao chifre, chamiço

Ao riscado, chamam cotim;

Ter namorado é ter derriço

Bota pequena é botim.

 

Sopa de sangue é cachola

Outros lhe chama sarrabulho;

O professor é mestre-escola

Grainha de uva é bagulho.

 

O vaso de cama é penico

É atabefe o zambana

A um côco chama-se quico

À velha ovelha, badana.

 

Aos óculos se chama cangalhas

Também se chama ao burro, jerico

Miolos de pão, são migalhas

Também é abano, o abanico.

 

Proceder bem é ser nobre

É intrujão o vigarista

Finge de rico quem é pobre

Usar melenas é ser fadista.

 

A um cântaro se chama pote

Chama-se à bilha, cantarinha

Ao pingalim se chama chicote

Quem dá chiça dá maminha.

 

Quando um dia isto mudar

E oxalá seja depressa

Quem viva a tocar a peça

Quando a guerra um dia acabar.

 

Já a alguns se vae o sorriso

Levando, em claro, muita noite

Cantando sem mudar de dono

E também com algum açoite.

 

Ou talvez pensem n ´algum trono

P´ra servirem de beleguim

Porventura a algum mono

Que a tudo diga que sim.

 

Como estamos em ditadura

Toda a cautela será pouca

Por causa de não haver fartura

Muita gente vae dar em louca.

 

Desapareceram os meio tostões

Está o cobre quasi acabado

Recebi agora dois melões

O melhor é o calado.

 

Perseguindo-me a tentação

Que, do senso, me parece

Mais umas trutas aí vão

Que o autor d ´isto vos oferece.

 

Acabar com a lei do funil

Pois é de lei sermos todos iguais

Fiz 67 anos em Abril

Se morrer este ano, não faço mais!

 

Foi ou vae a lavoura, à Iria, rezar

Ao Deus do céu, dar suas graças

Pelas chuvas que lhe mandou

Mas... veio o suão, tudo mudou

Ahi temos novas desgraças

Porque a terra já secou

Vae acabar a água nas noras

Virão os fructos fora de horas

Mas... como a lavoura lá foi ou vae

Será outra, agora, a oração

E não: oh escolas semeae

Que a d ´agora é bem diferente

Mas... como é dito por outra gente

Melhor e mais fructo é de esperar

Pois é lema da nação

O produzir e o poupar.

 

Mas, se alguém a lição acatar

As contas com alguém há de ajustar;

Será castigado a cacete

E não irá a outro banquete.

 

Tenham pois a sacra fé

E não haja n ´isto ilusão

De que para bem de todos isto é

Também o sendo: A bem da Nação.

* Aníbal Goulão 

 

OPINIÃO: Ser Português


 O povo português é cosmopolita, um povo que deu ao mundo outros mundos.  Ser português é estar na varanda do velho continente e abarcar universos. O português  traz nas suas veias a descoberta do mar e do desconhecido. No canto da velha Europa o  português transporta no seu coração a sua terra, as serras, a planície e o mar. Aqui  assimila à sua maneira as novidades do mundo, dando-lhes um cunho próprio. O português gosta de conviver com outros povos, trocando experiências e saberes. O português é curioso e gosta do saber e do bem fazer, primando pela qualidade. Pobretes  mas alegretes, fazendo do bem receber a sua etiqueta. O português gosta de laços de  afectos e é muito sensível. Sente o mundo e assimila as últimas novidades externas,  assentado no seu torrão de terra à beira-mar plantado. O português é pacífico e não  gosta de guerras, tudo fazendo para manter a paz dentro de portas.

 Portalegre, 22 de julho de 2025

José Oliveira Mendes

22.7.25

ALTER DO CHÃO: Dia Nacional da Arqueologia



NISA: Arguidos por cultivo de canábis


O Comando Territorial de Portalegre, através do Posto Territorial de Nisa, ontem, dia 21 de julho, constituiu arguido um homem de 55 anos e uma mulher de 43 anos, por cultivo de canábis, no concelho de Nisa.

No âmbito de uma denúncia, os militares da Guarda deslocaram-se ao local onde detetaram a presença de duas plantas de canábis num terreno agrícola. No seguimento da ação, foram realizadas diligências policiais que permitiram identificar os responsáveis pelo cultivo das plantas e dar cumprimento a um mandado de busca, que resultou a apreensão de 12 plantas de canábis.

Os suspeitos foram constituídos arguidos e os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Portalegre.

Esta ação contou com o reforço de militares do Núcleo de Investigação Criminal, do Destacamento Territorial de Nisa.

21.7.25

AUTÁRQUICAS 2025: CDU divulga os primeiros candidatos à Câmara Municipal e Assembleia Municipal de Castelo de Vide


A Coligação Democrática Unitária – PCP/PEV, torna público que Fernando Carmosino é o primeiro candidato à Câmara Municipal de Castelo de Vide e que Ana Paula Travassos é a primeira candidata à Assembleia Municipal de Castelo de Vide nas Eleições Autárquicas de 2025.

Fernando Carmosino Simões Bastos Silva tem 70 anos, é funcionário administrativo, em situação de reforma, e é natural da freguesia de Santo André, concelho de Estremoz.

Foi eleito autárquico em Assembleia Municipal em sucessivos mandatos.

Foi membro do Comité Central do PCP de 1992 a 2020.

Foi membro da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA).

Actualmente, é membro da Direcção Regional do Alentejo (DRA do PCP) e da Direcção da Organização Regional de Portalegre do PCP (DORPOR do PCP), sendo responsável pela área do trabalho autárquico e do desenvolvimento económico.

É membro do Partido Comunista Português desde 1976.

* Ana Paula Mateus Travassos tem 65 anos e é Professora.

Natural da freguesia de Ramalde, Porto.

Foi professora cooperante na Guiné-Bissau, entre 1985 e 1990. Professora do quadro de escola do Agrupamento de Escolas de Castelo de Vide, desde 1990, com 22 anos de experiência de gestão escolar, 16 dos quais como Directora do AE de Castelo de Vide, tendo também exercido funções como orientadora de estágio.

Foi eleita na Assembleia de Freguesia de Sta. Maria da Devesa, entre 2001 e 2005 pela CDU.

Entre 2005 e 2007 representou o grupo municipal da CDU na Assembleia Municipal de Castelo de Vide.

É membro da Comissão Concelhia de Castelo de Vide do PCP.

Castelo de Vide, 21 de Julho de 2025

A Coordenadora da CDU do Concelho de Castelo de Vide

 

NISA: Conheça os poetas do concelho (XLI) - Carlos Alberto Lucas Silva


 VAGABUNDO 

Cansado do mundo

Onde nada acontece

A não ser

O ego virtual

Quero ser vagabundo

Num céu que não escurece

E me deixa viver

De um modo natural

 

Deixem-me entrar

Numa taberna

Em Montalvão

E beber um bagaço

Sem tropeçar

Nas pernas

Que vão pró Lapão

Onde está o meu espaço.

 

Deixem-me oferecer rosas

E amar sem medo

Nos braços do Dharma

Onde corre a liberdade

E as prosas

Sem o enredo

Que arma

As ratoeiras da maldade.

 

Deixem-me amar

Nas margens do Sever

À sombra de uma nogueira

E contar

As vantagens

De quem não quer

Arder numa fogueira.

 

Quero estar perto

Da fonte da alegria

Para desafiar o mundo

Sem vacilar
E de peito aberto

Enfrentar a hipocrisia
E ser um vagabundo

Sem medo de amar.

* Carlos Alberto Lucas Silva

 

20.7.25

NISA: Conheça os poetas do concelho (XL) - João da Costa

 


CLASSES SOCIAIS 

Outrora na minha terra,

Três classe sociais havia

Uns que tinham tudo,

Outros que nada possuíam.

 

No centro vinham os artistas

Que de profissões se faziam,

Pedreiros, carpinteiros, sapateiros,

Barbeiros e alfaiates

Ferreiro e torneiros.

 

Primeiro os grandes senhores

Proprietários, professores e doutores

Em terceiro os pobres e indigentes

Pastores, cavadores e outras gentes.

 

Os meninos e as meninas

Eram de famílias abastadas

Cachopos e cachopas

No Galocha se enroscavam.

 

Os outros da classe média

na Sociedade bailavam

Cinema era para todos

Ricos no balcão e camarotes

Remediados na traseira da plateia

Se instalavam, recostados

Enquanto os mais pobres

Ficavam à frente, sentados.

 

E assim se constituía

Uma grande comunidade

De gente pura e honrada:

Uns que tudo possuíam

Outros que nada tinham...

* João da Costa