Aos 17 anos ingressou no curso de Direito, em Coimbra, que não
terminou, no mesmo ano que se deparou com uma intensa atividade estudantil e
cultural que o fizeram enveredar pelo teatro e pela música. Em 1960 gravou o
seu primeiro disco, "Noite de Coimbra" e aderiu ao Partido Comunista
Português, envolvendo-se depois nas greves académicas de 62. Foi guitarrista,
privou com vários músicos, entre eles, José Afonso, António Portugal ou José
Niza e compôs também a partir de obras como as de Urbano Tavares Rodrigues,
Luís Andrade ou Manuel Alegre.
Entre 1970 e 1974, viveu em Lisboa, onde trabalhava no gabinete de
imprensa da FIL, ao mesmo tempo que conciliava os seus trabalhos de produção
musical. Após a Revolução de Abril, esteve entre os fundadores da Cooperativa
Cantabril e participou em centenas de iniciativas do PCP pelo país, integrando
o Comité Organizador da Festa do Avante!, desde a primeira edição. Com mais de
noventa temas, percorreu o mundo e com a música levou esperança ao povo e, em
1980, lançaria o seu último álbum “Cantigas Portuguesas”.
Faleceu em outubro de 1982, em Avintes, aos 40 anos. “Foste sempre o
cantar que não se agarra” escreveu em «Memória de Adriano», Ary dos Santos, em
homenagem ao seu amigo e camarada.
A título póstumo, em 1983, foi condecorado Comendador da Ordem da
Liberdade e Grande-Oficial da Ordem do
Infante D. Henrique, em 1994.
