31.10.25

AREZ E AMIEIRA DO TEJO: Castanhadas abertas à população


𝗖𝗼𝗻𝘃𝗶𝘁𝗲 𝗮̀ 𝗣𝗼𝗽𝘂𝗹𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼

A União de Freguesias de Arez e Amieira do Tejo, vem por este meio, convidar toda a população a participar na Castanhada, na próxima terça e quarta-feira (Dia 11 e 12 de novembro), a partir das 17h.

Dia 11 de novembro em Arez.

Dia 12 de novembro em Amieira do Tejo.

Contamos com a vossa presença!

OPINIÃO: Caiu a burca

 


Agora que finalmente o poder político uniu esforços para combater uma das principais ameaças à segurança nacional e ao bem-estar da população, deve aproveitar a onda de escroque - perdão, choque! - para continuar a tornar Portugal grande de novo, resolvendo, um a um, os problemas estruturais que abalam as fundações deste país à beira mal plantado - à beira-mar, quero dizer.

Livrámo-nos das burcas, é certo, mas não de tantos outros dramas reais que afetam o dia a dia dos cidadãos e que urgem solução imediata. Um exemplo: quem vive ou trabalha no Porto sabe que um dos maiores obstáculos da cidade e uma das principais dores de cabeça para quem anda nas estradas é o trânsito - o tema esteve, aliás, presente na campanha autárquica de todas as candidaturas. E por isso lanço o apelo: aplique-se, sem medo, uma taxa especial para carruagens puxadas a cavalo na VCI, a ver se travamos finalmente os engarrafamentos causados por veículos do século XVIII nas horas de tonta. Ai, de ponta!

Mais: tornemos obrigatório o licenciamento para a construção de igloos no Algarve, onde o turismo balnear vem sendo ameaçado; aprovemos a demolição dos estádios da Luz e de Alvalade, usando os hectares disponíveis para construir mais casas e resolver o problema da falta de habitação na Grande Lisboa; e por falar em Lisboa, chegou a hora de penalizar com mão pesada a pesca de crocodilos no Tejo e taxar em força os consumos de água nas piscinas dos bairros de barracas da periferia. Possamos ir mais longe: numa altura em que se vai começando a ouvir aquela música da Mariah Carey que abre portas ao Natal e às luzinhas nas ruas, é tempo de o Parlamento dar luz verde à proibição de trenós puxados por cães - chega de huskies e neve até aos joelhos nas grandes cidades.

Mas não fiquemos por aí, porque Portugal não é só o seu prefixo e a capital: também o Interior se vê a braços com os próprios desafios impostos pela ruralidade. Regulemos por isso, para ontem, os duelos com espadas ao amanhecer, a ver se de uma vez por todas conseguimos travar aquela que já é uma prática descontrolada entre aristocratas de Bragança e estudantes de Coimbra. E, em Beja, faz falta uma lei do ruído que proíba barulho entre as 10 e as 18 horas, para não perturbar o descanso das oliveiras centenárias. Évora, por seu turno, respira aliviada: depois do fim das burcas, já se fala em controlar, a partir de janeiro, o transporte de camelos nas ruas que vão dar ao Templo de Diana.

Rita Salcedas – Jornal de Notícias - 27 de outubro, 2025

HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA

 


Paternidade alargada | Cartoon editorial da @revistasabado - Vasco Gargalo

29.10.25

NISA: Conheça os poetas do concelho (LIV) - António dos Santos Sequeira (4)


 4 - NO TEMPO DOS MEUS AVÓS 

No tempo dos meus avós

Muitos morreram sem ver

O vulgar comboio para nós

E as ondas do mar a bater

 

Os mais antigos então

Só o campo os prendiam

Sem terem do mundo a visão

Do que no seu tempo se fazia

 

No campo trabalhavam

E pelo campo dormiam

Ao trabalho se entregavam

Até de noite, enquanto viam

 

Trabalharam e morreram

Sem jamais terem férias

Será vida o que viveram

Ou canseiras e misérias?

 

Muitos tempos se passaram

Sem à vila virem ficar

Mas sempre que regressavam

Vinha pelo escuro a tropeçar

 

Homens incultos e rudes

Eram do trabalho orgulhosos

Mas entre as muitas virtudes

Eram puros e bondosos

 

No trabalho tinham vaidade

E era nele que se media

Em cada um a capacidade

De poder e valentia

 

Sem tempo para os amigos

Nem nos domingos passear

Eram assim os antigos

Só no trabalho a pensar

 

A terra era disputada

Palmo a palmo com ambição

Muitas vezes sem dar nada

A não ser mato para picão

 

Muita gente apaixonada

Deixou fugir o casamento

Por ter mais uma tapada

E não ter dos pais o consentimento

 

Nos terrenos onde não havia

As paredes por separar

Era a linda * que fazia

O mesmo efeito para marcar

 

Por ambição demasiada

E quem vergonha não tinha

A linda era mudada

Para onde mais lhes convinha

 

* Linda – linha divisória que estabelece o terreno de dois proprietários

OPINIÃO: O que André Ventura dirá a seguir?


Senti pela primeira vez o enorme perigo de chegar o dia em que nenhuma "pessoa de bem" conseguirá responder ao que André Ventura disser. Uns por desistência, outros por cansaço e frustração, outros ainda por medo de serem achincalhados. Repare, se o líder do Chega tivesse há seis anos forrado o país de cartazes "Isto não é o Bangladesh" ou afirmasse que precisávamos de "três Salazares", teria caído o Carmo e a Trindade. Mas hoje, da sua boca saem as maiores alarvidades e são poucos os que lhe respondem - por não desejarem chafurdar na lama, porque os argumentos estão gastos e não colam, porque já tudo foi dito sobre esta gente que faz do ódio, do ressentimento, da vingança e do medo a sua força política. O que Ventura dirá a seguir? Que os ciganos devem ser enviados para um campo de concentração onde não incomodarão mais ninguém? Prometerá que um dia gente como eu não poderá continuar a "comer" à conta dos portugueses que trabalham honradamente? Que na verdade não gosta de Salazar pois foi brando com os comunas e meninos burgueses como o Soares ou o Sampaio, que deviam ter alancado para saber o que custava a vida? Qual será a fronteira para dizermos alto e para o baile? Defender o holocausto nazi ou o extermínio palestiniano? Apelar para que as pessoas que nele acreditem não se misturem familiarmente com fruta tocada ou azeda? Confessar que fala todos os dias com Deus, que há raças que não são humanas ou que distribuirá armas aos seus apoiantes? Qual será o limite?

·         Luís Osório – Jornal de Notícias - 29 de outubro, 2025

*** Cartoon de Vasco Gargalo


 

27.10.25

OPINIÃO: A lágrima de António


Não sei se Carolina Deslandes se inspirou em "Lágrima de preta", de António Gedeão, para escrever o seu poema "António", que leu há dias no Instagram. A cantora falou desse menino que nasceu e estudou em Lisboa, com a mesma caneta que um outro menino, Francisco, notando que "o amanhã é só uma esmola para quem nasce mais escuro". A ritmo rápido, com críticas ao colonialismo, à escravatura, redigiu um retrato do racismo, que fecha portas a quem se mantém "invisível". Com cores diferentes, destinos diferentes, reflete a artista. Gedeão refletiu sobre sermos idênticos na essência num laboratório imaginário onde analisou uma lágrima e concluiu "Nem sinais de negro/nem vestígios de ódio./Água (quase tudo)/e cloreto de sódio". No fim do poema de Deslandes, o António, que ouviu "volta para a tua terra" antes de ser assassinado, tinha o sangue da mesma cor que o homicida. Os dois poemas estão separados por mais de 60 anos de mudanças no país, mas demonstram quanto falta para a integração dos estrangeiros em Portugal. Com as alterações à lei dos estrangeiros e com que as que vão ser feitas na lei da nacionalidade, a integração terá de ser uma prioridade, tão grande como a que queremos quando os empresários portugueses vão vender para Angola, tão grande quanto a que queremos quando os enfermeiros portugueses dão cartas em Inglaterra, tão grande como nesses casos de portugueses extraordinários pelo Mundo, acolhidos, com sucesso, nos países de destino. De acordo com os dados da AIMA, depois do Brasil, o país com mais imigrantes a viver em Portugal é a Índia, 98 mil pessoas. O exercício de soma é necessário porque são os números que têm pressionado as políticas. A demografia mudou, o que não pode acontecer é que os Antónios de cada cor se mantenham invisíveis.

Joana Almeida Silva – Jornal de Notícias - 23 de outubro, 2025

26.10.25

OPINIÃO: Sobre o filho que matou a mãe

 


Um país inteiro tenta perceber o que se passou. Onde é que tudo se perdeu.

Um adolescente de 14 anos matou a mãe. Antes, durante a manhã, foi às aulas. Depois, almoçou com os pais num restaurante em frente à casa onde mora. Regressou à habitação, tapou as câmaras de videovigilância, foi buscar a arma do pai ao cofre, do qual sabia o código, e disparou enquanto a mãe estava ao telefone. Simulou um assalto, foi para casa de um vizinho e regressou. Teve ainda apoio psicológico. Horas depois, confessou o crime.

A "mãe chateava-o muito". A frase, que usou para confessar o crime à Polícia, é curta, mas carrega um autêntico abismo. Na verdade, uma frase banal, característica da idade, dita vezes sem conta nos lares onde vivem adolescentes. Por isso mesmo, representa o precipício onde todos caímos quando confrontados com este crime. Ainda não há respostas. Só perguntas.

As autoridades tentam agora encontrar pistas nas redes sociais que expliquem o inexplicável. Sempre as redes. Aos 14 anos ninguém devia ter redes sociais.

Não sabemos se a morte da vereadora e advogada Susana Gravato é mais um retrato desconcertante de uma realidade que passa despercebida a um número alarmante de pais, professores e educadores. Uma realidade que mantém pais e filhos afastados na mesma casa, onde a tecnologia rouba os espaços para o diálogo. Certo é que estamos a assistir a uma banalização do ódio e à falência de muitas estruturas familiares e sociais.

Olhar para este terrível caso como um ato isolado é continuar a fechar os olhos aos cenários que se têm instalado nos lares de forma silenciosa.

Manuel Molinos – Jornal de Notícias - 24 de outubro, 2025

 

25.10.25

OPINIÃO: Luís, deixa a Filipa trabalhar


Só é independente a instituição que tem liderança forte, equipa capaz e meios ao dispor. Tudo o mais é tacho para dar ocupação ou panela sem préstimo.

Portugal não pode parar! Precisa de investir, de crescer, de desobstruir as veias por onde correm os capitais e os fluxos económicos, precisa de poder contratar sem burocracias e de adjudicar sem idiossincrasias, desimpeçam os caminhos, carreguem nos aceleradores, liguem as máquinas – e que jorrem as betoneiras e frutifiquem os olivais, a poderes que criam respostas não se fazem perguntas, a quem faz vista grossa não se exige visto prévio, deixem todos os luíses trabalhar – e transformem o Tribunal de Contas num tribunal faz-de-contas.

Pois bem, este sonho antigo de muitos autarcas e ministros da Economia está prestes a tornar-se realidade. E é esta realidade que hoje faz manchete neste jornal: a reforma da lei orgânica do Tribunal de Contas, que visa reduzir as necessidades de visto-prévio em contratos do Estado e deixar os poderes políticos (locais e central) livres de observação. É para contratar à balda?

O Estado tem, de facto, um problema de execução: tudo é demasiado lento e demasiado burocrático, tudo carece de infinitas autorizações de entidades que disso precisam para se autojustficarem, tudo carece e padece de excesso de pareceres, licenças, despachos, autorizações e verificações nos limites do inferno. É também por isso que a reforma do Estado é urgente – e que tenho elogiado o ministro Gonçalo Saraiva Matias como arma secreta de Luís Montenegro, pois dele depende grande parte do que se espera de melhor deste governo.

Acontece que o Tribunal de Contas não é um tropeço, é uma das instituições públicas de sindicância mais credíveis. Diga-me uma vez em que o Tribunal de Contas errou, em que se enganou ou enganou o país, em que avaliou mal ou decidiu pior. Uma vez, só uma: lembra-se? Houve-as, claro, mas não chegam para precisar de tira-nódoas. O problema do modelo do Tribunal não é errar, é detetar a falha ou a ilegalidade depois de ela estar consumada e de ser irreversível. Assim acontece exceto com o visto prévio. Ora, é esse que o governo quer neutralizar. E assim transformar a instituição num carro vassoura dos processos concursais: virá no fim de tudo, depois de todos e após o tempo útil. Será irrelevante mesmo quanto tiver razão.

Os concursos públicos são fonte de corrupção e é nos ajustes diretos que aparecem muitas ilegalidades, como têm alertado vários responsáveis, incluindo a atual presidente do Tribunal de Contas, Filipa Urbano Calvão, que não tem perfil para molezas. Entende-se (e aplaude-se) a urgência do Governo em reformar o Estado, mas cortar o poder de verificação prévia ao Tribunal de Contas não é só tirar portagens das autoestradas do investimento público, é deixar conduzir de faróis apagados sem freios nem limites de velocidade. É um erro. Porque mesmo sopesando o dilema clássico entre regulação jurídica e velocidade de investimento, ou entre crescimento económico e corrupção, um contrapoder anódino não é contrapoder nenhum. Querem velocidade? Deem mais meios ao Tribunal de Contas e exijam-lhes resposta.

Lamentamos, mas o Tribunal de Contas é um tribunal de contras, não existe para dar jeito nem para se consumar como lar de pareceres idosos. E só é independente a instituição que tem liderança forte, equipa capaz e meios ao dispor. Tudo o mais é tacho para dar ocupação ou panela sem préstimo.

·         Pedro Santos Guerreiro – Sol - 19 de Outubro 2025

 

24.10.25

PORTALEGRE: Conferência de homenagem a Niels Fischer


Conferência "Da Literatura ao Cinema: Metamorfose e Identidade em Hans Christian Andersen", com os professores oradores Teresa Mendes e Luís Miguel Cardoso, no âmbito da homenagem a Niels Fischer, filantropo dinamarquês.

Dia 28 de outubro, às 11h00, na Biblioteca Municipal de Portalegre

23.10.25

Greve da Administração Pública: USNA espera forte adesão no distrito de Portalegre


A Frente Comum dos Trabalhadores da Administração Pública convocou uma greve nacional para sexta-feira, dia 24, em protesto contra a estagnação das negociações salariais e a falta de valorização das carreiras. De acordo com a União dos Sindicatos do Norte Alentejano (USNA/CGTP-IN), prevê-se uma forte adesão no distrito de Portalegre, onde os trabalhadores da Administração [...]

A Frente Comum dos Trabalhadores da Administração Pública convocou uma greve nacional para sexta-feira, dia 24, em protesto contra a estagnação das negociações salariais e a falta de valorização das carreiras.

De acordo com a União dos Sindicatos do Norte Alentejano (USNA/CGTP-IN), prevê-se uma forte adesão no distrito de Portalegre, onde os trabalhadores da Administração Pública «sentem de forma particular a falta de recursos humanos e a degradação dos serviços públicos».

A estrutura sindical acusa o Governo de se manter «ancorado ao acordo de empobrecimento», sem apresentar propostas concretas de aumentos salariais para 2026 ou alterações ao SIADAP, sistema de avaliação que consideram «injusto e desmotivador».

Entre as principais reivindicações destacam-se a revogação do SIADAP, a valorização das carreiras e profissões, melhores condições de trabalho e horários legais, e a garantia de uma aposentação justa e em tempo útil.

A USNA apela à mobilização dos trabalhadores, sublinhando que «a adesão à greve é fundamental para travar o empobrecimento e defender serviços públicos de qualidade em todo o país, especialmente no interior».

MARVÃO: Estreia do documentário “Mulheres do Interior: Vozes que inspiram”

 


30 de outubro (quinta-feira)

🕖 19h00

📍 Centro Cultural e Recreativo de Santo António das Areias

Uma iniciativa do CLDS 5G Marvão + Social (projeto financiado pelo Fundo Social Europeu +, Pessoas 2030, Portugal 2030 e cofinanciado pela União Europeia).

PJ prende suspeito de crimes sexuais contra menor em Castelo de Vide


A Polícia Judiciária deteve esta terça-feira, em Castelo de Vide, um homem de 26 anos suspeito da prática de três crimes de coação sexual e um de importunação sexual contra uma menor de 15 anos.

Em comunicado, a PJ indicou que elementos da Unidade Local de Investigação Criminal de Évora detiveram o suspeito, hoje de manhã, em cumprimento de um mandado de detenção fora de flagrante delito.

O detido é suspeito da prática de três crimes de coação sexual e um de importunação sexual, precisou a mesma fonte, acrescentando que a vítima é uma menor de 15 anos.

Segundo a PJ, os factos ocorreram no dia 02 deste mês, em Castelo de Vide, numa residência onde se encontravam o suspeito, a vítima e uma terceira pessoa, que, entretanto, teve necessidade de se ausentar.

O homem terá aproveitado aquela ocasião para “coagir e importunar a menor, vindo igualmente a fazê-lo, mais tarde, digitalmente”.

A PJ revela que diligências investigatórias, com o apoio da Unidade de Perícia Tecnológica e Informática desta polícia, “permitiram recolher prova digital que corrobora a suspeita da conduta ilícita do agora detido”.

O homem vai agora ser presente a primeiro interrogatório para a aplicação de eventuais medidas de coação.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Arquivo/D.R.

NISA: Conheça os poetas do concelho (LIII): Jorge Pires

 


LOUVOR Á MULHER 

A mulher é perfeição

É coisa doce fofinha

Já ouvi dizer que não

Mas eu cá mantenho a minha.

 

Diz-se aí à boca cheia

Que só querem é luxar

E que até a mais feia

Não está p´ra se ralar

 

Cá por mim não caio nessa

E se alguma vejo passar

Até faço uma promessa

Para a levar ao altar

 

Ela é pureza é doçura

A mulher é um encanto

E quando tem formosura

Não se safa nem um santo

 

A mulher é a rainha

No mundo não há igual

Estou contente com a minha

E delas não digo mal.

 

E que seria de nós

Se a mulher não existisse?

Viveríamos a sós

Sem nada que nos distraísse?

 

É por isso que eu digo

Que elas são sensacionais

Alguns dizem que é castigo

Mas para mim podem vir mais.

* Jorge Pires 

** Desenho de Álvaro Cunhal

ENSINO SUPERIOR: Estudantes endividados: mais de 36 milhões de euros em propinas atrasadas

 


Nos últimos três anos, foram emitidas 3.653 certidões de cobrança coerciva por propinas em dívida às 14 principais universidades e politécnicos.

O Jornal de Notícias questionou as universidades e politécnicos portugueses sobre a realidade das propinas em dívida no ensino superior. Na soma das 14 respostas que obteve, relativas aos valores dos últimos três anos letivos, concluiu que há 36,1 milhões de euros em dívidas de propinas, num universo que abrange quase 134 mil estudantes, menos de um terço dos atuais matriculados no ensino superior público.

Quase metade destas dívidas (15,8 milhões) pertencem ao ISCTE, seguindo-se a Universidade do Minho (7,1 milhões) e a Universidade do Porto (4,6 milhões). A insuficiência da ação social escolar é apontada como uma das causas para estas dívidas, bem como o aumento do custo de vida ou o abandono escolar. Nos mesmos três anos, as instituições que responderam ao JN conseguiram recuperar 16,5 milhões de euros de propinas em dívida, uma tarefa facilitada pela equiparação destas dívidas com as dívidas ao Estado, o que permite a cobrança coerciva por parte do fisco, que pode chegar a penhorar os rendimentos ou bens dos devedores.

O Governo anunciou que pretende aumentar o teto máximo das propinas, um valor congelado em 2015 e reduzido em 2019 por iniciativa do Bloco de Esquerda, situando-se atualmente nos 697 euros. Em fevereiro, a Associação Académica de Coimbra lançou um Estudo Comparativo dos Custos Associados à Frequência do Ensino Superior na União Europeia no qual se mostra que as propinas no ensino superior em Portugal estão perto de ser o dobro da média europeia, 381 euros. No dia 28 de outubro, último dia do debate do Orçamento do Estado, os estudantes voltam a sair à rua contra este aumento.

In www.esquerda.net - 20 de outubro 2025

Foto de Paulete Matos

20.10.25

OPINIÃO: Os deserdados do sistema


Numa sociedade machista como a nossa as mulheres, os gays, os  transsexuais e as lésbicas são marginalizados e a sociedade só será saudável e  completa quando os integrarmos completamente. Olha-se para esses grupos  com desprezo e desdém e os partidos populistas são contra as mulheres, pois  querem fortalecer o sistema patriarcal de separação de géneros. Seria bom que  na sociedade houvesse equidade de género, diferente da igualdade de género,  pois os dois géneros nunca serão iguais. Em tudo se dá primazia ao homem.  Uma mulher para chegar ao topo de uma chefia tem de pedalar muito e ao  homem é-lhe facilitado o percurso. Esses grupos são colocados de lado nos  seus empregos, nos lares e em toda a sociedade. Olha-se para eles como um ser  estranho, fora de toda a normalidade. É uma missão grandiosa a educação dos  pais com filhos e filhas. Os rapazes e as raparigas deveriam participar em todas  as tarefas domésticas – e não só – como se preparariam melhor para o mundo. 

Portalegre, 20 de Outubro de 2025

José Oliveira Mendes


PORTALEGRE acolhe Festival de Animação de Lisboa

 


21 a 23 OUT. TER. e QUI.

A MONSTRA vai andar à Solta por Portalegre!

Cinema | PA | entrada livre |

Após mais uma edição da MONSTRA | Festival de Animação de Lisboa, que contou com mais de 60 mil espectadores, o festival mais animado de Lisboa anda à solta pelo país. Em outubro, a MONSTRA chega novamente a Portalegre, com filmes que fizeram parte da edição de 25 anos do festival.

A MONSTRA vai acompanhada pela MONSTRINHA, com sessões de curtas para os mais novos e sem esquecer os adultos, com uma seleção de curtas-metragens, longa-metragem vencedora do Prémio do Público, e uma sessão muito especial de filmes premiados na última edição da MONSTRA.

21 de outubro - 18h30: Monstra 1 – 76 min.

Encontro entre Vermelho e Azul (Where blue meets red) / Ténis, Laranjas (Tennis, oranges) / Círculo (Circle) / Escova-me! (Brush me) / Sequencial (Sequential) / Glass House / Botas para a Noite (The Night Boots) / O Pássaro de Dentro (The bird from within) / Extremamente Curto (Extremely short) / Buffet Paraíso (Buffet paraíso) / Paulinha

21 de outubro - 21h30: Premiadas – 79 min.

Amanhã não dão Chuva (It shouldn’t rain tomorrow) / O Rally do Rumble-Bumble

(The Rumble-Bumble rally) / - Oh / O Gato, a Raposa e o Lobo (Cat, fox and the wolf) / Que Nojo! (Yuck!) / Homens Bonitos (Beautiful men) / Pratos Vazios de Gerser Gelly (Empty plates by Gerser Gelly) / Percebes

22 de outubro - 18h30: Monstra 2 – 77 min

A Sinfonia das Rãs (Croak show) / Uma noite na Área de Serviço (A Night at the rest area) / Orquestra (Orchestra) / Pernas Peludas (Hairy legs) / O Longo Regresso do Fogo (The long coming of the fire) / Reason and Impulse – Disappear / Panorama Silencioso (Silent panorama) / Cherry, Passion Fruit / Fusão (Fusion) / RAAF / The Wild-Tempered Clavier (O Cravo bem temperado)

22 de outubro - 21h30: Longa – 87 min

“SELVAGENS (Sauvages)”, de  Claude Barras  (Suíça, França, Bélgica), 2024

23 de outubro - 10h30: Monstrinha I – 3 a 5 anos – 46 min

O Mercado Noturno (Night market) / Animanimusical / Pequena Tuti – a Vaca (Tiny Toot - the cow) / Eu sou a Akiko (I am Akiko) / Mais alto! – Comida / Um Sonho ganha Asas (A dream takes flight) / Rebuçados com Recheio (Candies with sauce) / A Padaria do Boris (Baking with Boris) / Bioco

 

19.10.25

NISA: Os trabalhos do Dinis (I)

 


As eleições já passaram. Os partidos já fizeram as suas análises, do que correu bem e do que correu mal. Nós vamos continuar por aqui, a sugerir, a propor, a lançar ideias e a ouvirmos opiniões sobre o que pode ser feito melhor na nossa terra e no nosso concelho. Por isso e porque não queremos tão mal ao novo presidente da Câmara, como disseram de nós, sugerimos algumas medidas a tomar, logo a seguir à tomada de posse. É uma ajuda (se for entendida como tal) a um melhor desempenho do executivo municipal. Aqui vão...

1 – Após a tomada de posse, convide TODOS os eleitos para a foto da praxe. Servirá para incluir no Editorial da 1ª edição do Boletim Municipal e divulgar o rosto e o nome de TODOS os Eleitos. ( Não esquecer que os Boletins Municipais, ao contrário do que fez a Isaltina, devem mencionar, na ficha técnica, o número de exemplares editados ou impressos. Isto, para não haver distribuição, passados 2 anos, do “célebre” e luxuoso Boletim comemorativo dos 10 anos de presidência de Sua Alteza. Somos ricos, mas não tanto).

2 – Reabrir as portas da Câmara à Democracia, acabando com a prática vergonhosa e ilegal de Censura aos munícipes que não afinam pelo diapasão do roseiral. Lembre-se que os seus “camaradas” dos executivos de 1976-1979 e 1979-1982 pautaram sempre a sua actuação pelos princípios da Liberdade, da Democracia e da Transparência. Não envergonhe as suas Memórias.

3 – Pedir desculpa a todos os Munícipes e cidadãos que nestes 12 anos de prepotência e arrogância foram alvos e vítimas dessa prática ilegal. Tente ser humilde, educado, cordial e os munícipes começarão a ver em si uma pessoa diferente e acessível.

4 – Convide os vereadores – TODOS, TODOS, TODOS, como na referência que fez ao Papa Francisco - a deslocarem-se à Praça da República e em nome do Partido que representa, pedir públicas desculpas à senhora Maria da Luz. Relembre-se que muito do êxito que alcançou nesta e anterior eleição, teve pioneiros, gente que trabalhou durante anos, muitos anos, para que outros, agora, subissem os degraus do poleiro. Esta família devia merecer-lhe uma consideração e respeito, especiais…

5 – Proceda de igual modo em relação à funcionária do Município, alvo de uma “brincadeira” estúpida de gente que não sabe o que é uma campanha eleitoral.

6 – Dizer à senhora Idalina Trindade que foi eleito Presidente da Câmara e que doravante as decisões respeitantes a esse cargo são suas.

7 – Retirar a placa informativa – que nada informa – sobre as obras de asfaltamento da azinhaga onde mora, realizadas há mais de quatro (4 anos).

8 – Pedir-lhes desculpa e Reunir com os moradores das moradias números 164 e 166 da Rua 25 de Abril e dizer-lhes que a Câmara está disposta a resolver o grave problema dos esgotos domésticos que se arrastam, sem justificação, há muitos anos. Dê um passo em frente e aproxime-se dos munícipes.

9 – Relembrar, mais uma vez – e tantas vezes quantas as necessárias – à senhora Idalina Trindade , que foi eleito Presidente da Câmara em 12 de Outubro e que, a administração do Município de Nisa é da sua competência.

10 – Mandar retirar da Praça da República, toda a panóplia de adereços idalinescos (bikes, bicos, balouços identitários, recipiente para garrafas e plásticos (que fará sentido, sim, mas apenas quando se realizarem eventos) e outras “invenções” sem qualquer préstimo.

* Hoji Ya Henda

 

18.10.25

GALVEIAS: Património Religioso em Postais


Apresentação da colecção de Postais Promocionais do Património Religioso de Galveias

A Junta de Freguesia de Galveias e o Centro de Interpretação José Luís Peixoto irão apresentar aos galveenses a nova colecção de Postais Promocionais do património Religioso da freguesia, a partir das aguarelas do pintor Carlos Sousa.

A iniciativa decorrerá na Capela de S. João recentemente restaurada e pela primeira vez aberta ao público.

A apresentação que contará com a presença do Pintor terá início às 17.30 horas na Capela situada na rua de S. João em Galveias.

Galveias, 17 de outubro de 2025

O Executivo da J.F. Galveias

TEXTOS SEM TEXTURA NENHUMA (1)


Consumir, consumir...até explodir.

A nova era?

É vender, taxar, anexar, manipular, intimidar e desestabilizar mercados, manipulados por insanos, se for preciso vão ao inferno vender os cornos do diabo ao próprio diabo, e, pasmem-se! saem de lá ilesos...com o degelo, até vão vender gelo aos esquimós, e de caminho aproveitam para vender alguns "tesla" descapotáveis

só não vendem a alma, porque não a têm!

continuam a vender facilmente o sonho americano que,

tantas vezes acaba na agulha de uma seringa infetada, tal como os discursos deles, um bisturi de corte fino e distante, retira-me o fio à meada do pensamento sadio, chegam vagas de dor à mente quando concluo ao que chegámos, ditadores e oligarcas à frente dos destinos do Mundo...uma coisa sei, ao longo dos tempos tenho visto que, a estupidez vence sempre!

pelo estado em que as coisas se encontram, e como nunca tive as tais férias de sonho, vou aproveitar enquanto é/há tempo, e, vendo dez (10) lugares num "abrigo/bunker" anti nuclear com sobrevivência (garantida"mente) de quinze (15) anos, e, (garantida"mente") abastecido com ar puro, embalado na Serra da Estrela, como o "abrigo/bunker" vai ter capela, também foi embalado ar santificado em Fátima (com filtro anti fumo das velas recicladas que ardem perto da Capelinha das Aparições, local onde o ar (garantida"mente") santo foi embalado) o resto do ar respirável é artificial"mente e garantida"mente" fornecido por fortes turbinas, este abrigo/bunker tem várias dependências que, (garantida"mente") fornecem aos donos do "bilhete de sobrevivência" ao confronto nuclear, excelentes condições,  tem centros de lazer, quartos individuais e de casal, sala de cinema, ginásio e piscinas, na capela as missas serão celebradas pelo Cardeal mais jovem da Europa que (garantida"mente") assumirá o comando da igreja como Papa no pós nuclear...

assim fica assegurado (garantida"mente") que sairão do abrigo/bunker renovados e fortalecidos na fé, com o espírito mais luminoso que o clarão nuclear...a paz?

é uma vontade cristalina e cega, sente-se uma vertiginosa descida pró abismo, o empenho dos Homens? é ter! o ser?! já não importa...a alucinação dos jogos de poder, revela a universal substância do corpo em metamorfose, onde se expande a abolida diferença entre o divino e o humano, renascemos na palavra proscrita, morada flutuante do fogo inicial...foi um erro do tempo, este tempo em que vivemos e morremos, os senhores do Mundo e da guerra limitam-nos, proíbem-nos de vermos auroras vibrantes...pior?! é chegar à conclusão que a poesia, não serve para nada...garantidamente!

A.B.2025.

NISA: Caminhada "Outubro Rosa"

 


Vamos lá conviver um pouco e contribuir para a Prevenção e Diagnóstico do Cancro da Mama!

16.10.25

SAÚDE: Imagine que a dor é como uma viagem de avião


Dia Nacional de Luta Contra a Dor

Caro(a) leitor(a), neste Dia Nacional de Luta Contra a Dor, convido-o(a) a fazer uma viagem metafórica comigo. Não se importa de me acompanhar?

Imagine que a dor é como uma viagem de avião na qual embarcou. Essa viagem pode ser previsível ou inesperada: por vezes mais curta, como um voo dentro da Europa (dor aguda), ou mais longa, como uma travessia intercontinental (dor crónica). Concordamos que, independentemente da distância, a viagem pode ser tranquila ou turbulenta — tal como a dor pode estar sob maior ou menor controlo.

Sabemos também que os passageiros são muito distintos: uns mais preparados e proativos, outros mais ansiosos, inquietos e reativos. Uns confiam no destino, outros questionam se chegarão em segurança. Isto mostra-nos o quão pessoal é a experiência da dor, que envolve não apenas aspetos biológicos e sensoriais, mas também dimensões emocionais, comportamentais e sociais.

Na chegada ao aeroporto, no balcão de check-in (a avaliação clínica), é essencial ter os documentos em ordem. Aqui falamos de um verdadeiro “passaporte da dor”: história da dor (aguda ou crónica, oncológica ou não oncológica), antecedentes pessoais e principais comorbilidades, história farmacológica, alergias, intolerâncias e possíveis interações. O assistente acompanha o passageiro até ao voo. Pode levar toda a bagagem que desejar, mas quanto mais despachar para o porão, mais leve se torna a viagem — uma metáfora para a aliança terapêutica e o compromisso num plano conjunto.

Chegou ao voo. Cinto de segurança apertado, começa a viagem. Desde cedo o corpo pode dar sinais de alarme: maior intensidade, maior frequência ou maior impacto na qualidade de vida. É preciso estar atento às indicações da tripulação — luzes, oxigénio, colete salva-vidas — representando intervenções que podem ser mais ou menos invasivas. O passageiro deve sentir-se confortável e saber que, em qualquer momento, pode chamar a equipa de bordo. Aqui reforçamos a importância do autorrelato e do contacto próximo com as equipas de saúde. Embora o destino seja conhecido (controlo da dor), a paisagem nem sempre é nítida. E a dor, apesar de desagradável, não tem de estar inevitavelmente associada a sofrimento.

Mas e se a turbulência não acaba? A dor crónica, não controlada, desgasta como horas intermináveis num avião sem descanso. Perturba o sono, rouba energia, limita movimentos, promove isolamento social. Alguns passageiros chegam a pensar: “Será que vou aguentar até ao destino? Não seria melhor uma paragem de emergência?” O impacto da dor é, muitas vezes, maior do que imaginamos. Não existe apenas “uma dor”; existem dores.

Não podemos esquecer a tripulação. Nenhum voo é seguro sem ela. No caso da dor, a equipa inter e multidisciplinar — médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais, entre outros — desempenha esse papel. Queremos os cuidados certos, no tempo certo, para a pessoa certa, pela equipa certa. Sempre coordenados, em comunicação, atentos às necessidades do passageiro, escutando, questionando e orientando.

Também a aeronave é determinante. Tal como um avião precisa de motores potentes, a gestão da dor depende de fármacos específicos. Analgésicos simples (paracetamol, anti-inflamatórios) são úteis em percursos curtos, em dores menos intensas. Em viagens mais exigentes, pode ser necessário reforço: opióides ajustados (morfina, tramadol), antidepressivos (amitriptilina, duloxetina), anticonvulsivantes (gabapentina, pregabalina) ou formulações de libertação prolongada que mantêm estabilidade ao longo do voo. A chave está na dose certa, no momento certo, evitando excesso ou falha de combustível.

Mas não basta o motor funcionar: é preciso que os serviços a bordo maximizem o conforto. As abordagens não farmacológicas — fisioterapia, psicoterapia, técnicas de relaxamento, meditação, música, acupuntura — são como comodidades que transformam um voo turbulento numa experiência mais serena.

E olhando para o “avião” futuro? As novas tecnologias já estão a mudar a forma como “voamos” sobre a dor. Dispositivos de neuromodulação funcionam como sistemas avançados de navegação, ajustando sinais nervosos em pleno voo. A realidade virtual distrai a mente e reduz a perceção da dor, como se oferecesse ao passageiro uma janela com paisagens tranquilas. Aplicações móveis monitorizam sintomas em tempo real, comunicando com a tripulação em terra e ajustando a rota sempre que necessário. Até jogos estão a ser usados como intervenção. Será isto o futuro ou já o nosso presente?

E, sem darmos conta, chegamos à aterragem. No caso da dor, não falamos apenas em eliminar totalmente o desconforto — muitas vezes impossível —, mas em aterrar com segurança, dignidade e qualidade de vida. Uma viagem longa pode ser cansativa, mas, se bem acompanhada, o passageiro sente-se cuidado e protegido. E, tal como em muitos voos, podemos terminar com aplausos: um gesto simples que gera ânimo, sorrisos e cumplicidade entre passageiros e tripulação.

Obrigado pela companhia nesta viagem. A dor crónica não controlada é como uma turbulência persistente em pleno voo: compromete o sono, gera fadiga, reduz a mobilidade e favorece ansiedade e depressão. Está associada a maior risco (cardio)vascular, maior dependência funcional e isolamento social. Reconhecer estes sinais e agir precocemente permite transformar a viagem em percurso mais estável, com segurança, conforto e dignidade.

·         Ricardo Fernandes - Coordenador do Núcleo de Estudos de Medicina Paliativa da SPMI

MARVÃO: XLI Festa do Castanheiro - Feira da Castanha


 8 e 9 de novembro

📍 Marvão

Brevemente, mais informação. Marque já na sua agenda

13.10.25

HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA

 

Número redondo - Cartoon de Henrique Monteiro in https://henricartoon.blogs.sapo.pt

11.10.25

CAMPO MAIOR: Dois detidos em flagrante por burla


O Comando Territorial de Portalegre, através do Posto Territorial de Campo Maior, no dia 8 de outubro, deteve em flagrante dois homens, de 28 e 42 anos, pelo crime de burla, no concelho de Campo Maior.

No âmbito de uma ação de patrulhamento, realizada naquele concelho, os militares da Guarda detetaram dois indivíduos nas imediações de uma máquina multibanco, que evidenciavam um comportamento suspeito, tendo procedido à sua abordagem. Perante tal situação, foram desenvolvidas diligências que permitiram apurar que os suspeitos haviam acabado de consumar uma burla através da aplicação MB Way.

A operação culminou na detenção dos indivíduos e na apreensão do seguinte material:

360 euros em numerário;

Um telemóvel;

Um veículo automóvel.

Os detidos foram constituídos arguidos e os factos comunicados ao Tribunal Judicial de Elvas.

Associações ambientais saúdam embargo da Barragem do Pisão


As associações de defesa do ambiente congratulam-se com a decisão, hoje conhecida, do Tribunal Administrativo e Fiscal de Castelo Branco de embargar as obras da Barragem do Pisão, no concelho do Crato, no Alto Alentejo, interrompendo os trabalhos em curso.

 Apesar da anterior notificação da suspensão de eficácia da Declaração de Impacte Ambiental aos promotores do projeto, as obras prosseguiram de forma ilegal, incluindo o abate de milhares de azinheiras. O embargo decretado pelo tribunal repõe agora a legalidade, ainda que os danos ambientais já causados sejam irreversíveis.

 As associações de defesa do ambiente confiam que, em coerência com esta decisão, o projeto do Aproveitamento Hidroelétrico de Fins Múltiplos do Crato seja definitivamente abandonado.

 O projeto apresenta graves irregularidades na avaliação dos seus impactes no território, carece de utilidade pública e teria consequências ambientais de grande escala, sem responder a qualquer necessidade de abastecimento público de água à população da região.

 As organizações aguardam serenamente a sentença do Tribunal Central Administrativo Sul e reafirmam que agirão em conformidade com a decisão.

 Recorde-se que este projeto foi já excluído do Plano de Recuperação e Resiliência, após contestação pública e judicial das associações, deixando assim de ter acesso a financiamento europeu.

 FAPAS - Associação Portuguesa para a Conservação da Biodiversidade | www.fapas.pt 

GEOTA – Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente | www.geota.pt | Helder Careto | 962602680

LPN - Liga para a Protecção da Natureza | www.lpn.pt

QUERCUS - Associação Nacional de Conservação da Natureza | www.quercus.pt | José Janela  | 960207080

SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves | www.spea.pt

WWF Portugal | www.wwf.pt | Catarina Grilo | 960101668

ZERO - Associação Sistema Terrestre Sustentável | www.zero.ong