13.7.18

ÉVORA: Artes À Rua animam a cidade e o concelho

A Câmara Municipal de Évora em parceria com a Direcção Regional de Cultura do Alentejo, Fundação Inatel, CIMAC e diversas entidades, promove de 12 de Julho a 6 de Setembro o programa de animação Artes à Rua. Música, teatro, bailado, cinema, exposições, entre outras actividades culturais, integram este programa, a que nesta página iremos dar o devido destaque.
Mathilda no Coreto - Palco Pointlist no Artes à Rua 2018
Dia 15 Julho - 18h
Localização: Coreto do Jardim Público
​Diga-se o que quiser de Portugal e dos portugueses, mas se há algo de que não nos podem acusar é de não nos correr música no sangue. É longa a nossa tradição no que a cantautores diz respeito, com luminários desta e de outras gerações a despontarem dos restantes munidos apenas de uma voz e guitarra ao peito. É na ponta final de uma história que viu nascer Godinho, Fausto, Zeca Afonso, Benjamim, Sarnadas, Gobi Bear, entre tantos outros, que surge agora Mathilda, o alter ego musical de Mafalda Costa (Guimarães, 18 de Fevereiro de 2000).
Mafalda refugia-se neste termo, que não é mais do que uma variação do germânico Mahalta, de onde deriva o seu nome, para expor fragilidades, acompanhada ora por um ukulele, ora por uma guitarra eléctrica. Ao vivo, faz-se acompanhar por Diogo Alves Pinto, mais conhecido pela sua one-man band Gobi Bear, que desenvolve arranjos com percussões e guitarra.
Embrenhada nas raízes da família Planalto Records (a casa da folk talhada neste jardim à beira-mar plantado), que a ajudou a editar "Lost Between Self Expression and Self Destruction" em finais de 2017, single que lhe valeu o lugar de finalista no reputado Festival Termómetro. A cantautora vai percorrendo o seu caminho pacífico, à procura de encontrar o seu lugar neste longo conto, segura da voz, do vigor, da fantasia e da inocência tão própria dos jovens que nós também já fomos. Abra-se caminho para o encantamento da Mathilda.
"A primeira amostra musical, Infinite Lapse, mostra uma sensibilidade rara para bordar as cordas e deslizar a voz nas melodias. E isto ainda é só o começo." - Time Out (Aposta para 2018)
"Mathilda tiene sólo 17 años, una voz dulce que recuerda a la de la cantante noruega Aurora y sobre todo, mucho talento por explotar. Tras ‘Infinitive Lapse’, acaba de presentar un segundo tema, ‘Oddest of Things’ y esperamos que 2018 traiga un disco completo de esta artista que promete darnos muchas alegrías." - No Sólo Fado
Música: Infinite Lapse: https://youtu.be/e74ydtyS7BE
Trio Pangea - Cistermúsica
" 2018 TRIBUTES" | Claude Debussy (1862-1918) | José Vianna da Motta (1868-1948)
Dia 15 Julho - 19h
Localização: Convento de S Bento de Castris
​Trio com Piano
“HOMENAGENS 2018” | Claude Debussy (1862-1918) | José Vianna da Motta (1868-1948)
Em 2018, a efeméride dos 150 anos do nascimento de Vianna da Motta (1868-1948) e dos 100 anos da morte do compositor Claude Debussy é uma oportunidade para celebrar no mesmo concerto o mais romântico dos compositores portugueses e o compositor francês mais importante do século 20. O Trio Pangea apresenta o Trio em Sol maior composto por Claude Debussy em 1880 com só 18 anos de idade e o Trio em si menor de Vianna da Motta, composto em 1889 pelo jovem mestre do romantismo português com apenas 21 anos. O contraste entre as duas obras, compostas com apenas 9 anos de intervalo, é notável. Curiosamente, são as primeiras obras de música de câmara para os dois compositores. Debussy e Vianna da Motta escolheram a formação de trio com piano para se aventurarem no domínio da música de câmara. Cada um deles apresenta um estilo diferenciado mas a influência dos grandes mestres românticos do século XIX paira sobre o espírito de ambas. Em contraponto a estes dois trios, este concerto de homenagens propõe também o primeiro trio do mestre de Dusseldorf, Robert Schumann (1810-1956). O trio em ré menor de Schumann (1847) faz parte do grande reportório para trio e é o mais conhecido dos três. Em quatro andamentos, a sua música está repleta de contrastes, de paixão e energia ao mesmo tempo que de meditação e sonho, um exemplo da quinta-essência do espírito schumaniano.
TRIO PANGEA
O compromisso do Trio Pangea com a divulgação da música do século XX e XXI, nomeadamente a portuguesa, tem sido notório. Paralelamente, desenvolvem as suas próprias interpretações ao redescobrir os grandes trios de repertório. A ligação à terra de origem de cada um (Portugal, Espanha e França) junto à partilha de vivências musicais e culturais tão diferentes como enriquecedoras, constituem algumas das principais marcas da originalidade do Trio Pangea. Os três músicos são companheiros musicais de longa data, sendo presença regular em ciclos e festivais nacionais e internacionais como “Os Dias da Música” do CCB, Festival Internacional do Estoril, “Mosan Summer Festival”, “Conciertos del Museo Evaristo Valle” e tocando em salas como as da Fundação Gulbenkian, “Auditorio Nacional” de Madrid ou “Auditorum de Dreux”, entre outras. Das frequentes colaborações com compositores contemporâneos como Emmanuel Hieaux e Sérgio Azevedo, surgiram duas gravações, a primeira o CD Une Goutte d’ombre da etiqueta Disques Coriolan® e a segunda, o primeiro volume da antologia Portuguese Piano Trios pela etiqueta Naxos. Colaboram regularmente com a RDP-Antena2, em gravações e concertos.
Bruno Belthoise ǀ piano
Adolfo Rascón Carbajal ǀ violino
Teresa Valente Pereira ǀ violoncelo​
​Organização: Câmara Municipal de Évora | Artes à Rua
Xindiro - Companhia de Canto e Dança
Dia 15 Julho - 21h
Localização: Praça do Sertório
​Xindiro Companhia de Canto e Dança (Moçambique) - parceria com o Festival ÉVORA ÁFRICA
Xindiro Companhia de Canto e Dança é uma Companhia Profissional de Canto e Dança que pauta pelo desfilar do melhor dos ritmos moçambicanos, pela coordenação das vozes para as canções que marcaram uma parte da história de Moçambique e na conceção do figurino sugestivo para o efeito, viajando habitualmente com um grupo limitado de elementos. A Companhia participa em inúmeros eventos nacionais e internacionais (como nas Ilhas Maurícias​, Noruega, Suécia, Zimbabwe, África do Sul, França e Holanda), sempre representando o melhor dos símbolos moçambicanos pela coordenação das vozes e ritmos, utilizando canções que marcaram a História de Moçambique. A Associação Cultural sem fins lucrativos foi fundada a 1 de Junho de 1994, por um grupo de alunos pertencentes à Escola Primária Maguiguana, que tem a sua sede e local de ensaios nessa unidade escolar situada no periférico Bairro de Maxaquene.
Xindiro Singing and Dance Company (Mozambique) - partnership with ÉVORA AFRICA Festival​.