19.8.17

SECA: 150 toneladas de peixe vão ser retiradas de quatro barragens alentejanas

Um total de 150 toneladas de peixes deverá ser retirado, a partir do início da próxima semana, de quatro albufeiras no Alentejo – Vigia (Redondo), Monte da Rocha (Ourique), Pego do Altar (Alcácer do Sal) e Divor (Évora) –, devido à seca e para não prejudicar a qualidade da água.
A retirada de peixe destas quatro albufeiras foi anunciada na semana passada pelo secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, no final de uma reunião, que se realizou em Évora, com a participação de diversas entidades, sobre a situação da seca.
A operação vai ser coordenada pela Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA), que, em comunicado de imprensa, enviado ao “Diário do Alentejo”, salienta que “a remoção de peixes em albufeiras cuja cota é reduzida, por forma a prevenir episódios de mortalidade piscícola e degradação da qualidade da água, foi uma das medidas aprovadas pela Comissão de Gestão de Albufeiras e da Comissão Permanente de Prevenção, Monitorização e Acompanhamento dos Efeitos da Seca”, e que o início dos trabalhados está previsto para a semana de 21, tendo sido “consideradas como prioritárias as albufeiras da Vigia e do Monte da Rocha, origens de água para abastecimento público”.
Na mesma nota, a EDIA refere ainda que, neste momento, “já iniciou operações similares em algumas albufeiras do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva, nomeadamente: Álamos, Penedrão e Pisão, uma vez que no âmbito da gestão do empreendimento e das transferências de água em curso para os perímetros de rega confinantes, estas albufeiras estão sujeitas a uma redução do volume armazenado”. Até à data “foram retiradas das albufeiras afetas ao Sistema de Alqueva cerca de 14 toneladas de peixe”.
A operação de retirada das 150 toneladas de peixe, disse o governante, citado pela Lusa, vai custar cerca de 120 mil euros, suportados pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
Segundo o secretário de Estado do Ambiente, a massa piscícola a retirar das barragens vai ser pescada com recurso a redes, por pescadores, de barco, e, como “este peixe não tem valor comercial e não pode ir para a lota”, vai ser encaminhado para fábricas de rações animais. São fundamentalmente carpas”, mas, neste tipo de operações, afirmou, costumam aparecer também nas redes espécies como “lúcios, pimpões, lúcios-perca e barbos”, entre outras.
In “Diário do Alentejo” – 18/8/2017