4.3.17

Sete cidades acolhem o FITA - Festival Internacional de Teatro do Alentejo

Mais países convidados, mais espectáculos e, sobretudo, mais cidades abrangidas. O FITA cresce.
Programado a partir de Beja, a sede da companhia Lendias d’Encantar, entidade organizadora do evento, o FITA – Festival Internacional de Teatro do Alentejo, que terá lugar já entre os dias 10 e 25 de Março, alarga, nesta quarta edição, a sua área de abrangência por sete cidades do Baixo, do Alto e do Alentejo Litoral.
Este ano acrescentam-se à lista de extensões as cidades de Campo Maior e Serpa e continua a marcar-se presença assídua em Beja, Portalegre, Grândola, Santiago do Cacém e Elvas, num investimento que fará a cobertura de três distritos: Beja, Portalegre e Setúbal.
Trata-se de uma programação que visa estabelecer uma rede regional “com vista a promover parcerias intermunicipais e a dinamização dos equipamentos culturais da região”, assegura António Revez, director artístico do FITA.
Subjacente à tarefa do programador esta a preocupação com a “formação de públicos” e o “acesso a outras formas de fazer teatro, outras dramaturgias”, pelo que o FITA apresenta uma forte oferta de espectáculos internacionais de países como Colômbia, Argentina, Cuba, Equador, Espanha e Moçambique, a par de uma aposta também no teatro nacional emergente, num total de 15 companhias participantes e 35 espectáculos agendados.
No que ao teatro diz respeito, o FITA afirma-se, assim, em Portugal, como o maior dos festivais quer em território abrangido, quer na quantidade de estruturas, parcerias e espectadores que envolve.
Programação FITA Portalegre – 4ª Edição
15 MAR. QUA. 21.30H
Flores Ácidas – Grupo Las Damas (Argentina)
Teatro | GA | 3€ | M/12 anos
O que é a vida?
Três mulheres protagonistas, profissionais reconhecidas e de classe média, criam um retrato de gerações sobrepostas. Uma quarta personagem, que nos conduz pela escadaria mecânica da sua biografia, é uma acompanhante silenciosa ou uma presença acusadora.
Um caminho pela vida, uma excursão até à morte. Uma confissão de culpa, uma reflexão sobre a incapacidade para acrescentar mais sofrimento, ou mais desassossego à vida. De estas e de muitas outras intimidades ou apreciações sociais e pessoais, nos falarão estas flores ácidas, flores que brilham pelo seu esplendor, a sua maturidade, os seus perfumes penetrantes, mas que em frente aos nossos olhos, nos contam as suas alegrias, os seus prazeres, os seus objetivos cumpridos, mas também parte do seu calvário, as suas esperanças desfeitas, os seus desamores, o seu receio perante o desconhecido.
Um retrato agridoce da condição humana narrado, em voz (vozes) de mulher.
"FLORES ÁCIDAS", uma obra de Carlos Gil Zamora
TONY - Amalia Freytes
BLANCA - Fabiana García
SONIA - Fernanda Álvarez
ANGELA - Patricia Rojo
Composicão Musical: Chía Patiño
Vestuário e Encenação: Patricia Rojo
Design Gráfico e Web: Gerardo Gujuli
Luzes: Laura Saavedra
Cenografia: Jonathan Rojo Bazán
Fotografia: Gastón Malgieri
Produção Geral: Patricia Rojo
Asistente de Direção: Gabriela Grosso
Encenação e Direção Geral: Carlos Gil Zamora
16 MAR. QUI. 21.30H
El Último Café - Teatro D' Dos de Cuba
Peça unipessoal de Julio César Ramírez.
Teatro | GA | 3€ | M/12 anos
Esta peça unipessoal descreve a megalomania  de um homem solitario, que prepara o seu café, repetindo a mesma ação até ao infinito. Espera uma pessoa que nunca chega. A solidão, como centro da vida de um ser permanentemente apegado à música. Cinquenta e cinco minutos de êxitos, no meio da solidão. Canções icónicas da música cubana ajudam a narrar estados de espírito, à semelhança deste homem, que acaba por encontrar uma companhia, depois de uns impertinentes ladridos exteriores interromperem alguns episódios. O homem abra a porta e aparece-lhe um cão, imaginário. Com o animal vai estabelecer um intenso debate sobre a realidade em que vive. O cão nunca lhe oferece uma resposta.
Duração: 55 minutos.
Cenarios, Encenação e Direcção: Julio César Ramírez.
Assistência de Direcção: Yennisel  Macías.
22 MAR. QUA. 21.30H
Nos Tempos de Gungunhana - Klemente Tsamba de Moçambique
Um conto contado e cantado com a graça dos ritmos tradicionais moçambicanos
Teatro | GA | 3€ | M/16 anos
Nos tempos de Gungunhana é uma peça de teatro baseada em narração de contos moçambicanos onde um único elemento desdobra-se em vários personagens para, com a cumplicidade do público, retratar alguns episódios mágicos paralelos à vida do célebre rei tribal moçambicano Gungunhana.
O texto da peça é em parte uma recolha dos relatos de “Ualalapi”, obra premiada do escritor moçambicano Ungulani Ba Ka Khosa, condecorado pelo estado português com o grau de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, pelo seu contributo para a divulgação da literatura e da cultura moçambicana, e da língua portuguesa, internacionalmente.
Sinopse:
Era duma vez um guerreiro da tribo tsonga chamado Umbangananamani, que fora em tempos casado com uma linda mulher da tribo Macua, de nome Malice. Não tiveram filhos. Mas tentaram muito.
Este é o mote que dá início ao grande karingana ou conto tradicional sobre a vida de um simples guerreiro, mas que muito rapidamente se vai transformar numa sequência de outros pequenos karinganas que relatam aspectos curiosos ligados à vida na corte do rei Gungunhana, onde a crueldade e as mortes por vezes se misturam com o humor, em cada karingana contado e cantado com a graça dos ritmos tradicionais de Moçambique.
No entanto, este karingana, não tem nada a ver com Gungunhana!
Voltemos então à história:
Karingana wa Karingana!
Textos originais: Ungulani Ba Ka Khosa
Criação/Interpretação: Klemente Tsamba
Apoio/Assistência criativa: Filipa Figueiredo;
Paulo Cintrão e Ricardo Karitsis
Duração: 60 minutos sem intervalo
Morada: Praça da Republica nº 39, 7300-109 Portalegre - Tel: 245 307 498
E-mail: caeportalegre@gmail.com
Blog: http://caeportalegre.blogspot.pt/