3.2.17

Quercus pede um maior compromisso ao Governo na proteção destes importantes ecossistemas

2 de Fevereiro, Dia Mundial das Zonas Húmidas
Hoje, 2 de Fevereiro, Dia Mundial das Zonas Húmidas, a Quercus lembra ao Governo a importância destes ecossistemas para a manutenção da Vida Selvagem e para a própria sobrevivência do Homem.
As zonas húmidas são ecossistemas muito sensíveis que apesar de todos os alertas, continuam fortemente ameaçadas pela poluição, construção, agricultura intensiva, abandono, caça ilegal, entre outros fatores.
Em Portugal, na sequência da ratificação da Convenção sobre Zonas Húmidas (Ramsar), estão incluídas na Lista de Zonas Húmidas de Importância Internacional, segundo o ICNF[1], 31 sítios que perfazem um total de 132.487,7 hectares de território, encontrando-se a maioria (96%) integrada em zonas protegidas. 13 destes locais estão registados nas ilhas dos Açores com uma área total de 15104,7ha (11%) e Portugal continental conta com 117383ha (89%).
Alguns destes sítios Ramsar, nomeadamente a Ria Formosa e o Estuário do Tejo , embora legislados como protegidos pela Convenção, na prática estão abandonados e servem para aterros, drenagem por fecho das entradas de água, e também às descargas de águas pluviais e esgotos que levam ao aparecimento de mosquitos.
A Quercus espera que os riscos reais à conservação destes ecossistemas sejam devidamente avaliados e exige ao Governo um maior compromisso na proteção dos mesmos de modo a que os valores naturais, a integridade e as funções ambientais das zonas húmidas classificadas não sejam postas em causa.
Para assinalar a data e sensibilizar a população, a Quercus juntou-se a várias entidades na organização de um Seminário que tem como tema principal “Poluição e Ameaças Invisíveis” em Olhão. Mais informação pode ser consultada em www.quercus.pt
Lisboa, 2 de fevereiro de 2017
A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza
[1] http://www.icnf.pt/portal/naturaclas/ei/ramsar