12.1.16

As populações do Distrito de Portalegre têm direito ao desenvolvimento económico, social e humano

Defende o MUSP - Movimento de Utentes dos Serviços Públicos em Comunicado
O panorama no Distrito de Portalegre não é grande optimismo para as populações. Um Rio Tejo castigado por sucessivos episódios de poluição e sem garantias de caudais, com todo o impacto ecológico humano que cria. Uma ponte (a de Belver), essencial às populações do Concelho do Gavião e arredores, fechada durante quase um ano, caso obras não se atrasem.
Uma auto-estrada (a A23) construída para facilitar acesso ao Distrito, portanto de utilização gratuita, agora com portagens das mais caras do País. Uma população envelhecida que nos últimos anos teve as prestações sociais reduzidas. Também a redução dos postos trabalho tem levado ao afastamento de muitas famílias. Não será por acaso que nos dez concelhos em nasceram menos crianças em 2015, três sejam do distrito de Portalegre (Marvão, com 9; Crato e Arronches, com 13). Fecharam escolas, unidades de saúde, tribunais, agravaram a escassez de transportes públicos (até há pouco tempo o único distrito sem transporte ferroviário de passageiros), esquecendo que a existência serviços públicos pode e deve contribuir para o bem-estar das populações. Ao Governo e à Assembleia da República, aproveitando elaboração do Orçamento, cabe dar passos no sentido de contrariar o definhamento económico, social e humano no distrito de Portalegre. 
Comecem pelos serviços públicos! 
6.1.2016